De dar vergonha: bullying contra alunos de Novo Hamburgo.

Luminares do pensamento moderno se enchem de falsa superioridade moral para execrar estudantes pelo pecado supremo de ser de classe média

Vilma Gryzinski, Veja de hoje.

“Jovem”, “adolescente”, “garoto”, “menino”. Alternativamente, “rapaz”. Foram estes o adjetivos amplamente empregados em relação a uma vítima de 17 anos agredida de forma vil, com as palavras  “ladrão” e “vacilão” tatuadas em sua testa por aparente tentativa de furto de uma bicicleta e outras misérias.

Seu rosto em nenhum momento foi mostrado, conforme exige a lei. Os autores da agressão foram presos em flagrante.

O dono da bicicleta disse que não conseguiu dormir e que se tivessem dado “uns tapas na orelha dele” estaria tudo resolvido. Como é pobre e deficiente, a defesa de uma agressão atenuada não causou repúdio.

Considere-se agora o tratamento dispensado aos alunos de uma escola de Novo Hamburgo que usaram trajes de profissões humildes para uma atividade chamada “Se tudo der errado”. Foram expostos, execrados, nacionalmente condenados, chamados de vanguarda do preconceito, submetidos a um bullying de proporções assustadoras.

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