Entenda por que CEEE, CRM e Sulgás não devem prosseguir vampirizando dinheiro público dos gaúchos

Na entrevista da qual também participou o editor no Frente a Frente da TVE do RS, ontem a noite, o chefe da Casa Civil de Sartori, Fábio Branco, deixou claro que CEEE, CRM e Sulgás seriam vendidas ou federalizadas mesmo que não existisse o Plano de Recuperação Fiscal dos Estados (leia a seguir).

O secretário Fábio Branco explicitou com clareza oceânica a decisão de Sartori:

- CEEE Distribuidora fecha seus balanços com prejuízos milionários e se fechar o balanço deste ano com novo déficit, perderá a concessão. O controlador, que não consegue dinheiro para pagar salários em dia, não possui os R$ 600 milhões que precisaria alocar no capital da estatal para salvá-la em 2017. No caso da CRM, como se sabe, também o prejuízo é a tônica e além disto ela só tem um cliente, a CGTEE, que não lhe garante sequer preços compatíveis. No caso da Sulgás, a questão é mercadológica. Em qualquer dessas áreas em que atuam as três estatais, players maiores, federais ou privados, fazem melhor ou fazem a mesma coisa. Elas não precisam mais ser supridas pelo Estado.

Ou seja, estatal que dá prejuízo ou mercadologicamente não tem por que ser estatal, vai para a lista de inservíveis.

A ordem é reservar dinheiro público para segurança, educação, saúde e infraestrutura, mas este dinheiro, hoje, vai para áreas que não são prioritárias e até são desnecessárias.