Advogado da delação de Joesley foi braço-direito de Rodrigo Janot até dois meses atrás.

O cenário torna-se a cada hora mais perturbador para Rodrigo Janot (foto ao lado) e Fachin.

A PGR foi obrigada a esclarecer, esta tarde, que Marcelo Miller, hoje advogadon ão assessorou Joesley nas negociações com os antigos colegas no caso da delação premiada, mas faz isto no acordo de leniência da JBS.

O Estadão também foi atrás do assunto e revelou neste sábado  que Miller era "um dos principais braços-direitos de Rodrigo Janot no Grupo de Trabalho da Lava Jato até março deste ano".

Sua decisão "de deixar o Ministério Público Federal para migrar para a área privada, que pegou a todos no MPF de surpresa, veio a público em 6 de março, véspera da conversa entre Joesley Batista e Michel Temer, gravada pelo empresário, no Palácio do Jaburu, que deu origem à delação. Miller passou a atuar no escritório Trench, Rossi & Watanabe Advogados, do Rio de Janeiro, contratado pela JBS para negociar a leniência, acordo na área cível complementar à delação".

Isto tudo talvez explique e justifique porque Wesley, Joesley e Saur "não precisarão ficar presos, não usarão tornozeleira eletrônica, poderão continuar atuando nas empresas, poderão morar fora do Brasil  e teriam, inclusive, anistia nas demais investigações às quais respondem".