Escândalo dos calotes milionários no Badesul envolve o governo Tarso Genro

O nati-morto Polo Naval do Tarso (Iesa) quase quebra o Badesul.

O inteiro teor do relatório final será publicado nesta quinta-feira no site da PGE.

Embora a sindicância instalada a pedido do governador Sartori tenha apurado os nomes (23) dos responsáveis pelas operações temerárias que resultaram em calotes de R$ 157 milhões sofridos pelo Badesul, a Procuradoria Geral do Estado não citou nenhum deles, mas deixou vazar que entre os apontados, estão Marcelo Lopes, ex-presidente do banco, e Lindamir Verbiski, ex-diretora de Operações. Ambos foram indicados como responsáveis nos três financiamentos que geraram prejuízo ao Badesul. Alguns diretores responsabilizados seguem ocupando cargos de indicação do Piratini no Badesul.

O editor publicou a notícia ontem a tarde.

A comissão foi coordenada pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE), que prepara o ingresso de ações judiciais. 

A PGE terá que alcançar também o ex-governador Tarso Genro e o ex-secretário Mauro Knijnik.

Coordenadora da sindicância, a procuradora Adriana Krieger destacou que ficou demonstrada a deliberação para fragilizar e acelerar os procedimentos de avaliação de crédito entre 2011 e 2014. Naquele período, durante o governo Tarso Genro, a estratégia do banco era apostar em política agressiva de concessão de financiamentos como forma de aquecer a economia.

— O que ficou evidente foi a desestruturação do setor jurídico do Badesul. Tudo ficou sob controle da área de Operações, inclusive a análise de risco. Os projetos eram pré-aprovados antes mesmo da análise de risco, que era pró-forma. No caso da Iesa, ela foi extremamente superficial