Ives Gandra diz que, sem reforma trabalhista, Brasil pode virar uma Venezuela

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Ives Gandra da Silva Martins Filho, defendeu nesta quinta-feira a necessidade de uma reforma trabalhista sob o risco de o atual modelo causar uma desestabilização econômica que leve o Brasil a uma situação similar à da Venezuela.

“Não podemos chegar aqui e dizer que está tudo ruim, que não tem que ser feita a reforma e manter do jeito que está. Do jeito que está vamos aumentar o desemprego, então temos que fazer alguma coisa. Se nós não resolvermos o problema trabalhista, podemos desestruturá-la a tal ponto que daí estaríamos caminhando para uma Venezuela”, assegurou Gandra.

O presidente do TST defende uma menor intervenção do Estado, do Poder Judiciário em particular, nas relações trabalhistas. Segundo ele, a Justiça do Trabalho faz uma “propaganda enganosa” ao trabalhador ao afirmar que dá conta do atual volume de processos, que segundo ele levam até dez anos para terem uma conclusão.