Odebrecht e Braskem criaram fundação em Andorra para pagar propina de US$ 100 milhões, diz delator

O repórter André Borges, sucursal do Estadão  em Brasília, revela hoje um episódio grotesco de roubalheira, corrupção e traição corporativa, que foi o caso da utilização de “empresas de papel” em paraísos fiscais, prática usada para pagamentos de propina em operações bilionárias que envolviam a Odebrecht e sua petroquímica Braskem. 

Foi o que se viu em 2010, quando a Braskem comprou o controle da petroquímica Quattor e se consolidou como a maior companhia do setor.

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Para concretizar o negócio, foi necessário criar uma fundação internacional, por onde seria realizado o pagamento ilegal de US$ 100 milhões para o principal acionista da Quattor, o empresário Frank Geyer Abubakir (foto ao lado). A operação foi feita sem o conhecimento dos demais acionistas da Quattor, entre eles a própria Petrobrás, também sócia da Odebrecht na Braskem.

O ex-diretor da Odebrecht Luiz Eduardo da Rocha Soares chega a elogiar a artimanha financeira criada para fazer a propina chegar a Geyer, ex-presidente Unipar (que detinha 60% da Quattor), cuja família ganhou fama pelas disputas internas e pelas milhares de obras de arte que mantinha na Casa Geyer, no Rio de Janeiro, acervo que foi doado ao Museu de Petrópolis.

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