quarta-feira, 5 de abril de 2017

Editorial, Estadão - Previdência, o maior ralo fiscal

O desastre da Previdência foi mais uma vez confirmado nas contas públicas do primeiro bimestre. Essas mesmas contas mostram o empenho do governo em pôr em ordem as finanças oficiais. O melhor desempenho do Tesouro reflete esse esforço, mas continua insuficiente, e assim certamente continuará, para compensar o enorme desequilíbrio do sistema de aposentadorias e pensões. Em janeiro e fevereiro o governo central acumulou um déficit primário – sem os juros da dívida pública – de R$ 2,48 bilhões, bem menor que o de um ano antes, quando o buraco chegou a R$ 5,53 bilhões. 

O desarranjo fica mais claro quando se decompõe esse resultado. De fato, o Tesouro conseguiu nesse período um saldo positivo de R$ 24,51 bilhões, quase o dobro do obtido no ano anterior, mas seria necessária uma sobra muito maior para neutralizar o rombo de R$ 26,92 bilhões da Previdência, acrescido de um pequeno déficit, irrelevante nesse quadro, de R$ 63 milhões do Banco Central (BC).

Esses números aparecem no relatório mensal do BC sobre as contas públicas do conjunto do setor público.

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6 comentários:

Anônimo disse...

Mas o resultado positivo do governo de 24 bilhões inclui a arrecadação previdenciária, que eles querem embolsar.

Anônimo disse...

Este é mais um meio, tentando provar que a reforma da previdência é necessário, para tirar mais do que quase nem se tem.

Anônimo disse...

É por mentiras como essas que o jornalismo está acabando.
Acordem.

Anônimo disse...

A previdência de parlamentares e pública é um escárnio. Governo SEMPRE se utilizou do dinheiro da previdência geral(INSS) para resolver problemas de caixa, como reestruturar estátais, construção de Brasília e até o bairro IAPI no RS sem que os valores retornassem. Entende-se governo sempre se utiliza do caminho mais fácil sem a preocupação de quem está ferrando.

Anônimo disse...

Ao invés de acabar com a DRU, cobrar as dívidas com a Previdência , extinguir as isenções, os perdões , as desoneracoes, o governo considera mais fácil fazer uma reforma mal feita. As consequências visíveis serão : a queda crescente da popularidade do PR, vai tirar a credibilidade da Previdência e diminuir a arrecadação , e aumentar o cacife político de LULA , que já faz campanha antecipada e ilegal à Presidência , defendendo o fim da reforma . Tudo muito previsível. FHC tentou , mas não fez a reforma, em 8 anos; LULA , em 8 anos, nem tentou; DILMA , em cinco , tambem não fez. !!!

Anônimo disse...

A imprensa se empenha descaradamente em vender o discurso mentiroso de déficit na previdência, contudo, jamais se viu um demonstrativo completo de despesas e receitas da previdência e jamais se verá, pois se apresentado, a mentira será desmascarada e, portanto o desejo do governo para arrecadar mais, cairá por terra. As gordas verbas publicitárias tem financiado a "imprensa, jornalistas, blogs e os especialistas chapa-branca”, e nos faz pensar: Com base em que todos eles apoiam vergonhosamente a reforma, se até o momento é totalmente desconhecida as receitas e despesas da previdência???