A previdência como está hoje é uma máquina de gerar desigualdades, diz Marcos Mendes

Marcos Mendes é chefe da assessoria do ministro da Fazenda Henrique Meirelles. Ele  expôs na UFC uma situação sobre a previdência bem distante daquela exposta em vídeos e animações que permeiam as redes sociais.

A reportagem é do Infomoney de hoje:

Segundo Marcos, a despesa previdenciária é responsável direta hoje por 64,2% do total de despesas do governo (R$ 728 bilhões em um universo de R$ 1,133 trilhão), progredindo rapidamente para ganhar espaço no orçamento total. Quanto o assunto é o déficit total porém, a coisa piora ainda mais. Dos R$ 197 bilhões de déficit projetado nas contas públicas no ano corrente, R$ 263 bilhões estão na despesa da seguridade social.

O que pode parecer preocupante hoje porém, torna-se insustentável no futuro. Nada sendo feito, a projeção confirma um gasto total de R$ 113 bilhões a mais em 2026, em valores atuais, soma superior aos orçamentos de saúde (R$ 98 bilhões) e educação (R$ 94,5 bilhões).

Beneficiários que ganhem salário mínimo perfazem 66% do total, incluindo aí 8 milhões deles tendo se aposentado pela previdência rural, cujo déficit totaliza R$ 105 bilhões. 

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