Francisco Ferraz, Estadão - A batalha publicitária de Porto Alegre

- O autor é cientista político, foi reitor da Ufrgs e edita o blog "Política para políticos".

O que pretendem Lula e a esquerda com a despropositada e aberta contestação à legitimidade da Justiça para julgá-lo no recurso que encaminhou ao Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) ? A pergunta faz sentido porque:

● quem provocou esta fase processual foi o próprio Lula, usando um direito seu de recorrer da decisão de primeira instância; 
● antes desta fase, Lula participou das anteriores, sem contestar o direito/dever que o juiz singular tem de sentenciá-lo; 
● o ex-presidente certamente não se esqueceu de que, ao tomar posse, jurou solenemente cumprir e fazer cumprir a Constituição que agora está afrontando.

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9 comentários:

Unknown disse...

Em suma, Lulla é um amoral!!!

Unknown disse...

Complementando... e sem nenhum resquício de caráter!!!

Anônimo disse...

Parabéns ao nobre reitor. Falou tudo!!! O criminoso é sem noção mesmo e ataca os agentes da Justiça. Já entrou com processo contra promotores, juízes e agora ataca os desembargadores, no fundo o que pretende é não pagar por seus crimes, contudo isso não será possível, pois o estrago que o sujeito fez foi enorme para sair impune. Tem de pagar a dor é o sofrimento imposto ao povo brasileiro enquanto levava vida de rei.

Anônimo disse...

Parabéns ao nobre reitor. Falou tudo!!! O criminoso é sem noção mesmo e ataca os agentes da Justiça. Já entrou com processo contra promotores, juízes e agora ataca os desembargadores, no fundo o que pretende é não pagar por seus crimes, contudo isso não será possível, pois o estrago que o sujeito fez foi enorme para sair impune. Tem de pagar a dor e o sofrimento imposto ao povo brasileiro enquanto ele mesmo levava uma vida de rei.

Tataum disse...

Análise interessante, mas permita-me algumas observações:

"Antes desta fase, Lula participou das anteriores, sem contestar o direito/dever que o juiz singular tem de sentenciá-lo"

Mas não foi o Lula e seus cúmplices que ameaçaram e chamaram o Moro de tudo e mais um pouco, tendo inclusive recorrido a tribunais internacionais?

“Ninguém pode ser juiz em causa própria” (nemo iudex in causa sua).

É mesmo?! Então avisem os "ministrantes" (ministros militantes) do TSE e do STF.

"Ao escolher o Poder Judiciário como inimigo, aposta numa estratégia anti-institucional, antidemocrática e possivelmente autodestrutiva que até agora não funcionou"

O poder judiciário, o MP e as FFAA, por ação ou omissão, são, até prova em contrário, defensores e promotores da agenda socialista, globalista e ultra reguladora "baseada em evidências". Logo, eles não são, salvo exceções, inimigos do Lula e seus sectários. Por enquanto somente o pessoal da Lava-Jato demonstrou ser "inimigo" dos lulossocialistas. aguardemos o TRF4.

"Lula, o PT e as esquerdas continuam falando 'para dentro'"

Sim, isso é típico do movimento revolucionário (satanistas, socialistas, fascistas, etc.), ou seja, a imposição da narrativa no lugar da realidade. E toda vez que algo fora da realidade é imposto, mais energia é gasta e mais sofrimento e morte é gerado. É uma questão moral, legal e civilizatória, sim. E seus promotores e perpetuadores devem ser julgados e condenados por isso. Guardadas as devidas proporções, podemos abordar esse assunto do "falar para dentro" ou da "narrativa" como uma questão de física e de entropia (a medida da energia não disponível para a realização de trabalho). Se muita energia é direcionada de forma impositiva (leis, impostos, escravidão, ameaças, etc.) para a realização de utopias egoístas ou fantasias contextualmente inapropriadas, outro tanto de energia faltará para o essencial da vida, causando o caos, o sofrimento e a morte prematuros, haja visto os 100 milhões de mortes que o socialismo causou no século passado, ou ainda os 70.000 assassinatos anuais no Brasil.

"Num exercício de 'faz de conta que', optaram pela negação da realidade"

O "faz de conta" é uma restrição (ênfase desproporcional na parte) + distorção (visão enviesada ou idealizada dessa parte) + generalização (metonímia, ou seja, exaltação da parte como o todo) + negação (recusa ilógica da existência ou eventualmente da eficácia de outras partes ou do todo) + destruição (ironia ou franco ataque a quem pensa diferente). Cabe salientar que o "faz de conta" na arte é uma coisa boa, pois é um exercício criativo e lúdico, afeito ao mundo mental e emocional, isto é, ao subjetivo. Já o "faz de conta" na política, no direito ou no comércio é irracional e desastroso, pois existe um balizador chamado realidade ou mundo objetivo.


Anônimo disse...

Caro Políbio
Excelente artigo. Parabéns ao autor! Até quando a justiça permitirá receber desaforo e ameaças do criminoso Lula? O elemento representa perigo a ordem pública, incentivando seus comparsas à baderna, guerrilha e até assassinatos. Não pode e não deve, portanto, ficar solto.
Esther

ATENTO disse...

JULIO CESAR...(LULA,ARREMEDO,QUALQUER SEMELHANÇA...)

"Um populista e militarista ascende ao poder prometendo defender aqueles que não têm voz. Cria um culto à personalidade e concentra poderes. Valores republicanos não podem mais ser resgatados, o Rubicão já foi cruzado. Resta o arbítrio: manda quem pode, obedece quem tem juízo. Não foi só uma vez que essa história se repetiu."

Saiba mais

Em Nome de Roma, Adrian Goldsworthy, 2016

História da República Romana, Henrique Modanez de Sant"Anna, 2015

Anônimo disse...

Se Lula não fosse alguém capaz de disputar e vencer eleições presidenciais, nem sequer teria sido julgado em 1ª instância, menos ainda em Curitiba e, claro, nem estaria sendo submetido a uma corte de desembargadores.

Simplesmente, não haveria processo por falta de materialidade do suposto crime. Não há um mísero papel que indique posse ou propriedade – ainda que futura – do tal triplex, não há provas de seu uso, mesmo eventual e nem mesmo alguém diz ter prometido o apartamento a ele, nem mesmo o delator Léo Pinheiro, que, depois de meses encarcerado, acabou por dizer “ter sabido” que o imóvel estaria “reservado”. Não diz por quem soube nem como seria essa reserva, claro.

Mas, fique claro, nem isso existia quando do acolhimento da ação por Sérgio Moro. Não havia nada, nem sequer a tardia alegação do empreiteiro. Tudo o que se alegava é que, por ter ido visitar o apartamento, o imóvel seria para Lula, acusação feita por aqueles histriônicos promotores paulistas e que foi fatiada para mandar Lula a Sérgio Moro. Isto é, ao “matadouro”. Todos os outros acusado foram absolvidos, por inconsistência da denúncia.

Lula foi, pois, processado com um resultado certo, ao qual tudo foi ajustado.

Como o crime de corrupção é o de “solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida” e Lula não solicitou (não há menção a isso no processo) e nem recebeu – o triplex segue sendo da OAS e até está penhorado por dívidas da empresa no DF – vantagem alguma, sobrou o finzinho do artigo: “aceitar promessa de tal vantagem”.

E como Lula aceitou? Porque foi ver? Não poderia, já que possui, legalmente, cotas do condomínio? Fez algum contrato com a OAS para “compensar”, ao menos contabilmente, a diferença entre as cotas que tinha e um apartamento maior? Pegou as chaves para experimentar o “cafofo”? Fez uma “visita secreta” ao apartamento com sete ou oito pessoas observando o “segredo”?

Ah, sim: para “lacrar” a corrupção, cria-se um “ato de ofício”representado por uma “caixinha” formada com sobrepreços em contratos da Petrobras de onde teriam vindo os recursos para bancar obras no triplex, algo tão vago que nem mesmo Sérgio Moro, na sentença, consegue afirmar que foi daí que veio o dinheiro, apenas que deve ter sido.

Qualquer advogado, promotor ou juiz sabe que, com o que se tem ali, ninguém vira sequer réu, quanto mais condenado.

Portanto, o processo só existe e teve este desfecho porque Lula é um potencial candidato a Presidente, não por outra coisa.

Assim, é um processo político, com um julgamento político.

Quem estará sendo julgado no dia 24 não é o cidadão comum Luís Inácio Lula da Silva, mas o candidato Lula, isto é claro como água.

E o resultado do julgamento, aquele que importa de verdade, é a sua inelegibilidade, não a pena, que pode até ser reduzida para aplacar o descontentamento com a manutenção da sentença de Moro.

Anônimo disse...

“Defender Lula não é coisa de petista, nem de “esquerdista”. Defender Lula é atitude de gente sensata, gente que sabe que o que está em jogo não é corrupção, apartamento triplex, sítio, pedalinho, nada disso.

O que está em jogo é o sistema democrático brasileiro. O que está em jogo é a falência do sistema judiciário brasileiro que se tornou partidário e tão ou mais corrupto que o sistema político.

O que está em jogo é a imagem do Brasil perante o mundo porque nem mesmo os que acusam Lula estão convictos de que haja provas de corrupção do ex-presidente.

Vamos ser honestos, o processo é político e tem por objetivo tirar a maior liderança mundial da esquerda das eleições num país que vive um golpe de Estado, um golpe que tirou do poder uma mulher honesta, uma mulher nunca acusada, julgada e condenada por corrupção.

Sejamos honestos, o crime de Lula foi gerar ódio nessa elite que jamais aceitou que um torneiro mecânico, operário, nordestino e sem diploma tenha se tornado respeitado mundialmente, uma espécie de Nelson Mandela brasileiro, só que no combate à fome.

Sejamos honestos, os que defendem a sua prisão são os mais corruptos, comprovadamente corruptos, homens sem amor ao povo brasileiro, homens que por dinheiro venderiam até a alma, quem dirá vender a riqueza nacional como estão a vender.

Defender Lula é hoje um dever de qualquer patriota, qualquer democrata, independente de partidarismo.

Defender Lula é defender o Brasil e o que resta de dignidade nesse país. Lula não roubou, não recebeu dinheiro, não teve conta secreta descoberta na Suíça, nem dólares em paraísos fiscais.

Não caiu em áudio mandando matar, nem teve malas com milhões de reais com suas digitais. Lula elevou a condição de vida de milhões de brasileiros, provou que um homem de origem pobre e humilde pode ser Presidente e mais, pode ser o maior Presidente da história. Por isso a elite brasileira com seu complexo de inferioridade, com seu complexo de vira-latas jamais o perdoará.

O crime de Lula, na verdade, foi comandar um governo voltado para os mais pobres, um governo mais popular e independente, soberano e isso, amigos e amigas, jamais será aceito pela Casa Grande.

Defender Lula é defender a história, é defender a justiça, pois um homem respeitado no mundo todo não merece nos seus 72 anos de idade ser preso, condenado por um crime que não cometeu.

Lula merece o apoio de todo o povo a quem ele tanto dedicou sua vida.