Temer reúne ministros e advogados para contra-atacar. Janot está na alça de mira. Loures pode ser a bala de prata.

Eis o que revela a jornalista Andréia Sadi, Globonews, neste domingo:

Após voltar de São Paulo neste sábado, o presidente Michel Temer convocou uma reunião no Palácio do Jaburu com seus principais assessores para discutir a expectativa em relação ao julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após a prisão de Rodrigo Rocha Loures, e também fizeram ataques ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Participaram da reunião, que durou até meia-noite, o ministro Moreira Franco (Secretaria-Geral), o general Sergio Etchegoyen (GSI), o secretário de imprensa, Luciano Suassuna, e o advogado Gustavo Guedes, que defende Temer na ação no TSE que pode levar à cassação do mandato do presidente.

Segundo Guedes, "imagina-se que a prisão do Loures não influencie o TSE e discutiu-se possíveis movimentos do Janot para pressionar o Tribunal". O advogado de Temer, Mariz de Oliveira, dá um exemplo:

- Pode ser uma denúncia no STF e a divulgação de alguma outra prova propositalmente guardada são os mais possíveis".

O Planalto teme que uma denúncia antecipada da Procuradoria contamine o ambiente na corte eleitoral, além de aumentar a pressão na Câmara dos Deputados.

São os deputados que decidem se autorizam uma eventual denúncia de Janot contra Temer. É o que diz artigo 86 da Constituição.