Tito Guarniere - Da previdência e de malas de passageiros

Para entender o Brasil – e concluir que o País não corre o menor perigo de dar certo – basta dar uma olhada em certas notícias secundárias, periféricas, mas que refletem a visão comum e estouvada de certas instituições e autoridades.

Uma juíza de Porto Alegre proibiu o governo federal de fazer “propaganda” da reforma previdenciária. Segundo a doutora, a companha não possui caráter “educativo, informativo e de orientação social”.

Governantes não costumam ser honestos quando se comunicam com a sociedade. Mudanças na previdência não são exatamente bem-vindas. E nenhum governante daria uma má notícia, a menos que ela seja verdadeira, dramaticamente verdadeira. Faz muito tempo neste País que um governo não vem a público para dar conta da gravidade de uma situação, de um problema, e da disposição de enfrentá-lo. Temer, com todos os percalços ao seu redor, teve a coragem de incluir na agenda do seu governo o tema da Previdência.

Ou seja, se existe uma campanha que possui um caráter educativo, informativo e de orientação social, esta é a da reforma da previdência.

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