Análise - Governo anunciou revisão das projeções macroeconômicas e se decide por aumento de impostos

O ministério da Fazenda anunciou ontem revisão das suas projeções para este ano, (i) reduzindo o crescimento do PIB de 1,0% para 0,5%, (ii) ajustando a alta esperada para a inflação de 4,7% para 4,3% e (iii) calibrando a taxa de câmbio de R$/US$ 3,60 para R$/US$ 3,30. 

Apesar da revisão baixista, o secretário de Política Econômica, Fabio Kanczuk, destacou que houve avanço substancial da desalavancagem da economia durante o quarto trimestre de 2016, o que sustentará a retomada da economia. 

Além das revisões dos parâmetros macroeconômicos, o Governo anunciou a o relatório de avaliação bimestral de receitas e despesas. No relatório foi explicitado o esforço necessário de R$ 58,1 bilhões para o cumprimento da meta de resultado primário deste ano (de déficit de R$ 139,0 bilhões). As revisões vieram tanto do lado da receita, que foi reduzida em R$ 55,3 bilhões, como do lado das despesas, que foram elevadas em R$ 3,4 bilhões. Apesar da exposição do esforço necessário para o cumprimento da meta, o governo não divulgou de que forma o ajuste ocorrerá. Apesar disso, foram apresentadas três vias para o ajuste: i) receitas extraordinárias (através da concessão de hidrelétricas, casos que estão na justiça), ii) aumento de impostos, e iii) contingenciamento de despesas. Os detalhes do ajuste serão apresentados até o final do mês.