Artigo, Giovani Feltes, Zero Hora - O Estado e as suas leituras

Eles criaram o caos e não enxergam nada.

No mundo da política, há os que optam por negar o problema, outros preferem se iludir achando que o bicho não é tão feio assim. (...) A verdade é uma só: quando assumimos, o cenário apontava para um rombo financeiro de R$ 25,2 bilhões para os quatro anos. É um valor acima de receita líquida de ICMS de um ano inteiro.

(...)

Agora o debate está no resultado alcançado em 2016, com a redução do déficit orçamentário de R$ 4,9 bilhões em 2015 para R$ 143 milhões. Foi o suficiente para despertar as "conveniências" de quem opta por não reconhecer a existência do problema ou historicamente agiu de maneira irresponsável para chegar onde chegamos. No ano passado, tivemos uma grande vitória na renegociação da dívida, o que representou alívio no caixa de R$ 2,5 bilhões. Não fosse este fator, mais fontes extraordinárias como a venda da folha para o Banrisul (R$ 1,27 bi), o acordo judicial com a Ford (R$ 216 milhões), o programa de repatriação (R$ 148 milhões) e o Fundo de Apoio às Exportações (R$ 130,8 milhões), estaríamos com um déficit de R$ 4,4 bilhões. Ou seja, exatamente o que estava previsto no Orçamento aprovado na Assembleia Legislativa.


Portanto, trata-se de um resultado ilusório pois em parte é decorrente de receitas que não se repetirão. Mas acima de tudo, 2016 nos mostra que o Estado segue com seus problemas estruturais e que seria um crime com as futuras gerações abandonar o caminho do equilíbrio de suas contas. A menos que a opção seja negar a verdade. 

CLIQUE AQUI para ler o texto na íntegra.
- Giovani Feltes é secretário gaúcho da Fazenda.


8 comentários:

Façanha, o advogado do povo disse...

O dinheiro dos impostos vai para os bolsos de quem? Nunca aparece!

Anônimo disse...

Faltou citar a expropriaçao de milhoes dos depositos judiciais.

Anônimo disse...

Parabéns Sartori por enfrentar essa situação calamitosa nas finanças do Estado com coragem.
Espero que os riograndenses compreendam e votem com responsabilidade nas próximas eleições.
Nós, gaúchos, precisamos de um estado sustentável, que possa oferecer serviços públicos com mais qualidade e que possa honrar com seus compromissos com os servidores mensalmente, repasses para os hospitais públicos em dia e etc...

Anônimo disse...

Tudo certo, agora o povo do RS tem q fazer sua parte que é não elegendo ningúem do PT, PDT e outros assemelhados p/ governador nas eleições de 2018 p/ q o trabalho de recuperação tenha continuidade, mesmo c/outro governador

Anônimo disse...

Que coragem quem gerou está dívida já paga foi o sr Antônio Brito junto com Sartori. E agora vai afundar ainda mais com essa renogociaçao que será paga e bem paga. Não diga asneira.

Anônimo disse...

Só falta rever o principal ralo das finanças gaúchas: os incentivos fiscais. Vão pro ralo mais de 10 bilhões anuais. Além disso, os maus pagadores agradecem mais um REFAZ. Bom pagador não tem vez nesse estado. Só os maus pagadores ganham desconto e mais desconto para pagar seus tributos. Na maioria das vezes os maus pagadores já receberam o dinheiro dos impostos dos consumidores fiscais, mas simplesmente não repassam ao estado. A redução da multa no REFAZ chega a 100%: um absurdo completo. Disso, o Feltes não quer nem ouvir falar.

Anônimo disse...

Yeda défict zero
Tarso défict 25 bilhões
Sartori vai tentar diminuir pra 5 bi

Próximo: se for petral. .. ou afins já sabemos no que vai dar

Anônimo disse...

Concordo plenamente!