Sem diploma, apesar da lei, Sindicato dos Jornalistas do RS nega filiação aos profissionais da área. Caso dos médicos cubanos é pior ainda.

Entrevistado esta semana pela TVCom, o presidente do Sindicato Médico do RS, Paulo Argollo, disse que não sabia o que faria no caso dos médicos cubanos pedirem filiação.

. Em caso semelhante, mas relacionado com profissionais brasileiros, sindicatos de outras categorias negam sistematicamente filiação a candidatos que não preenchem os requisitos exigidos pela entidade, mesmo que preencham todos os requisitos legais.

. O editor soube disto pessoalmente.

. É que esta semana ele participou de debate sobre Liberdade de Imprensa no programa Democracia, TV Assembléia, quando travou este diálogo com o presidente do Sindicato dos Jornalistas do RS, Milton Simas:

- Milton – Nós negamos filiação aos que não possuem diploma de jornalista.
- Polibio Braga – Mas isto é ilegal, porque a lei dispensou a obrigatoriedade para o exercício da profissão.
- Milton – Um profissional nestas condições pediu filiação, nós negamos, ele conseguiu a inscrição em juízo e cassamos isto em segunda instância.
- Polibio Braga – Mas o caso ainda está sub judice.
- Milton – Sim, mas negamos.

. Ora, se nem para profissionais protegidos pela legislação brasileira é assegurada a filiação ao sindicato da categoria, o que dizer de um médico cubano, graduado fora do País, sem ter passado pelo Revalida e que além disto exercerá a profissão ilegalmente no País ?

. O caso é simples.

- O Sindicato dos Jornalistas já teve vários presidentes que nunca possuíram diplomas de jornalistas. O editor foi filiado durante duas dezenas de anos e nunca teve diploma. Só Países atrasados exigem diploma para exercer a profissão. O Brasil não é um deles.

14 comentários:

Anônimo disse...

O editor está confundindo alhos com bugalhos: O Presidente do Sindicato disse que assim com um jornalista não é obrigado associar-se ao sindicato, o sindicato não é obrigado a aceitar s sindicalização por ex. de comentaristas de futebol que não são formados em jornalismo. Mesmo assim, alguns casos estão sendo questionados na justiça, ainda não transitados em julgado.

No caso do médicos estrangeiros quem está dando autorização para trabalharem no brasil é o governo brasileiro, através de MP, quer o sidicato dos médicos queiram - quer não queiram.

Resta ao Sindicato dos médicos recorrer ao STF.

Nádia disse...

Chama a atenção que jornalistas tão ciosos da conservação das características da sua profissão,
não se importem, não denunciem - e esta a missão precípua da imprensa,
mais do que se preocupar com o próprio rabinho - os desmandos do governo,
numa coisa tão escandalosa como esse "Mais médicos" principalmente o específico via Cuba..

Mas, tá certo, sindicato cuida dos seus. Só não se tem certeza de quem são os seus
do sindicato dos jornalistas, aqui no RS, atualmente.

Anônimo disse...

Sr Polibio Braga

O que o sr pode esperar de bandidos e canalhas?
CUBANOS GO HOME
CUBANOS VÃO PARA CASA
Saudações

Anônimo disse...

Acho legal essa de ser jornalista sem ter formação para isso! Assim um pedreiro mais instruído poderá ser jornalista.

Mordaz disse...

Ocorre que os cubanos são totalmente ilegais. Não possuem nem mesmo diploma, pois este, como em qualquer país, como ocorre com os brasileiros que vão para fora, até para fazer residência, precisam ser validados. Nem mesmo a situação deles é ilegal. Não são emigrantes, nem refugiados, nem naturalizados. São entes inexistente na legislação. Não são nem mesmo considerados cidadãos livres, pois lhes é negado o direito de asilo político.

Anônimo disse...

Cubanos vendidos vão embora. GO HOME AND FUCK CASTROS!

Anônimo disse...

Me poupe. De sindicato chapa branca eu quero é distância.

Anônimo disse...

O Brasil cada vez pior !
Infelizmente acho que só caindo uma bomba atômica para começar de novo !!!

Anônimo disse...

Esta questão dos empregos no Brasil é complicada, qualquer desclassificado, ignorante e incompetente agora vira presidente da república! O navio está afundando, primeiro as mulheres e crianças, ops, os petistas roubaram os escaleres, socorro!!!

Anônimo disse...

Uma bomba atômica em Brasília é a solução!!!!!

Anônimo disse...

- O importante é ser feliz!
Se para ser um jornalista é preciso ter um diploma, está explicado o por que em nosso país já estamos indo para os 14º e possívelmente os 15º salário(s),, é bem 'a nossa cara'. Trabalhar que é bom mesmo e colocar 'as mãos na massa', assim como o maior Profissional na arte da construção, o grande e precioso PEDREIRO assim como ele faz no seu dia-a-dia. Nós humildes mortais, que secularmente somos sabedores que a ARTE do jornalismo nasceu da consciência de que cada um de nós quando profissional(vivemos da profissão)dependemos do caráter e do bom senso quando reportamos algo que de forma sincera possa repercutir publicamente a ponto de que a sociedade em geral seja informada sobre determinado fato ou quiçá mesmo assuntos articulados de maneira sábia e compreensível. A sociedade carece da comunicação social, senão viveríamos sem parâmetros, imaginem só! O diploma deve ser 'caçado' e alcançado através de específicos estudos técnicos para os seus devidos fins (...)pertinentes, mais nunca para a ARTE, pois, já nascemos com ela.

\ Francisco Ferraz

KIO disse...

Sempre tive o aplauso e boas notas nas minhas redações, desde os 13 anos de idade. Com 16 anos já era colaborador do Jornal O Dia, Diário Popular, entre outros. Mas eu nunca tive o "dom" de pacientemente fazer o Curso Superior. Lia ferozmente, em todas as bibliotecas da cidade. Outro problema surgiu, meu pai foi embora e muito pobre tive que ajudar minha mãe na pensão. Mesmo assim continuava a escrever terrivelmente, inclusive ganhando alguns pequenos prêmios. Finalmente consegui um reconhecimento de dois jornais, a Folha de SP e o Estadão. Não pude trabalhar, precisava do Curso Superior criado pela Ditadura para a Elite. O Sindicato se apossou dessa ideia e a transformou em "totem" da profissão. Num Brasil arcaico, em que se achava que tudo americano era melhor. E era. Num País pobre e com gente mestiça acreditando que seu valor não era maior que o barro de Serra Pelada, talvez a exigência do diploma tenha tido sua função. De valorizar a profissão, fortalecer a formação das ideias e dos pensamentos, determinar que a classe "pensa" e se move pela Sociedade Brasileira. Tem sim seus imensos valores. Mas, os tempos precisam e mudam. Injustiças já foram praticadas por essa via. A internet transformou a informação em propriedade de todos. O difícil agora é não deixar fácil. Acabou ! Os jornalistas sempre defenderam ser livres, operar autonomia em meio ao bastião feudal do nosso governo. Os feudos são outros agora ? Se há honestidade nesta intenção já discutida, votada e repercutida, então formem técnicos. Revitalizem as redações com cursos recicláveis e não com discursos políticos. O sindicato e seus companheiros mais parecem um Partidão político. Estão mais para derrubar o Muro de Berlim, fazer a revolução Bolchevique do que contar sua história. Manter essa posição assemelha-se a própria ditadura ao persistir na informação de suicídio do jornalista Herzog. " Se ele optou por esse caminho, ele está morrendo pelas próprias mãos" - disseram com suas ações os torturadores que o fizeram morrer. Em outras palavras, quem optou em não ter o diploma que morra por sua opção. Você pode pensar, ter talento, gostar, trabalhar e viver disso, mas opa ! você se posicionou contra o Sistema. Mudar pra que ? O Presidente Costa e Silva deve estar até agora soltando fogos no caixão. A verdade é: sejam pedreiros, jornalistas ou médicos, somos seres humanos. Brasileiros, cubanos ou não diplomados... Não há absolutamente nada no Curso de Jornalismo que o torne visceralmente necessário para a profissão que não possa ser conquistado por outras vias de formação. Podemos comparar , simplificadamente, ao Curso de Medicina, onde o aluno precisa aprender de fato onde está o fígado e a posição correta para segurar um bisturi. No Curso de Jornalismo, creio, o "manato" vai aprender como segurar a caneta ou talvez onde fica a impressora, como deve ler um livro e até como entrevistar alguém. Digo inconteste, não é necessário um Curso Superior de 5 anos para aprender com quantas laudas se diz que o "Presidente da República sofreu impecheament". Defende-se que haverá precarização da profissão. Indicativo de que o Sindicato e a Fenaj querem se apoderar dos critérios profissionais dos contratantes. Uma forma de censura e aí sim, proletarização. Uma forma de poder de Estado, definindo como as relações tem que ser operadas e usando o Diploma como "Terceiro Poder" junto a Contratado e Contratante. Essa postura é POLÍTICA. A decisão do diploma foi POLÍTICA. Me tornei publicitário. Escrevi muitos textos, fiz discursos, fiz comerciais de toda espécie, fiz diversas letras musicais. Contei a história na minha forma, no que consegui ser. Entretanto, confesso, o cheiro "bom" daquelas redações com o bater desritmado das Remington e Olivettis ficaram na minha memória de jovem. Escutar o Sr.Carlos Brickman dizer: - não posso te contratar, foi dolorido. Faltou só o Diploma. O resto tava todo ali. Inclusive Eu.

Sérgio TE disse...

Saudações! Tenho dois artigos sobre o tema. Mesmo que os parlamentares, arbitrariamente, consigam o intento, não vingará, pois o Brasil é signatário da Convenção Interamericana de Direitos Humanos, o Pacto de São José da Costa Rica.

http://transitoescola.jusbrasil.com.br/artigos/132795931/exigencia-de-diploma-para-jornalista-no-brasil-o-retorno-ou-consolidacao-da-ditadura-nas-pecs-das-mordacas-33-2009-e-386-2009


http://transitoescola.jusbrasil.com.br/artigos/179011215/pec-do-diploma-para-jornalismo-mudar-a-constituicao-e-o-grande-negocio

Nelson Arrué disse...

Tive a oportunidade de apresentar um série de Programas, em uma emissora de tv aberta no RS, com o Programa Pássaros e Cia, tive um apreendizado, muito grande, então resolvi, fazer vestibular, e entrar em uma faculdade, para fazer Jornalismo. Já fazem 2 anos 4 Semestres, e digo a todos, muitos me falam que eu já tinha o dom com uma câmera e microfone, mas digo a todos, até agora, apreendi, mais nas ruas com livros e jornais, cada apresentador, Repórter, tem seu estilo, cada um tem o seu jeito, o verdadeiro Jornalista, já tem sua paixão, pela tv, cabe fazer o teste, e se mostrar que sabe fazer, aprendi, mais na rua que a própria faculdade, hoje faço algumas materias para jornais,como Free Lance. E sobre o Sindicato, mesmo depois de formado, não vou me associar, não vejo o porque fazer parte de mais um núcleo, que não da valor realmente aos profissionais da área, são apenas mais um monte de seres idealistas, que fazem parte, desta, fece, que vão tem explorar, com mais uma mensalidade todos os meses, e que não faz diferença alguma.