domingo, 19 de março de 2017

Na Carne Fraca, denúncias já custaram R$ 5,8 bilhões para JBS e BRF

Os jornalistas Geraldo Samor e Natalia Viri, tentaram esta tarde devolver racionalidade ao caso e informam em ampla reportagem do Brazil Journal que além de relações incestuosas entre fiscais e fiscalizados, a Operação Carne Fraca também expôs situações de descaso criminal com o consumidor.

(...)

O script é o mesmo em toda a crise econômica: pequenas e médias empresas, que não tem escala, frequentemente perdem mercado e buscam recuperar sua margem na heterodoxia: seja na sonegação fiscal ou na adulteração do produto.

Essa lógica econômica, no entanto, não faz sentido para empresas líderes de mercado como JBS e BRF, que teriam muito mais a perder com atalhos de qualidade do que seus concorrentes menores e regionais.

Prova disso é que nenhum dos casos sanitários denunciados acima envolve a BRF ou a JBS.

(...)

Só na sexta-feira o escândalo queimou, na grelha da infâmia, R$ 5,8 bilhões em valor de mercado da JBS e da BRF (...)  A JBS fechou sexta-feira em queda de 10,59%, enquanto a BRF perdeu 7,25%.

Apesar do estardalhaço, a Operação Carne Fraca não é a Lava Jato do setor de proteína animal.  Não há indício algum de uma crise sistêmica de qualidade. Dos 5.000 frigoríficos capazes de processar carne sob o selo do SIF, o Serviço de Inspeção Federal, apenas 21 estão sob investigação: 0,42% do total.

CLIQUE AQUI para saber mais.

24 comentários:

Anônimo disse...

Acabaram com açougues e pequenos frigoríficos, sob pena de que não cumpriam os requisitos de sanidade, e AI PERGUNTO CADÊ OS GRANDE FRIGORÍFICOS???? ESTES MANTÊM CONLUIO COM OS ESCRITÓRIOS DE BRASÍLIA,.....

Anônimo disse...


Gaúchos, nós TAMBÉM estamos comendo carne estragada + cancerígenos.


Está lá na página 10 da ZH deste fim-de-semana, 18 e 19 de março:

A JBS amiga do Luladrão tem, "no Rio Grande do Sul, unidades em Montenegro, Caxias do Sul, Frederico Westphalen, Garibaldi, Passo Fundo, Três Passos, Trindade do Sul, Bom Retiro do Sul, Roca Sales e Santa Cruz do Sul, além de um centro de distribuição em Nova Santa Rita".

A BRF tem, "no Rio Grande do Sul, unidades em Lajeado, Marau e Serafina Correa".

Ao editor e ao PMDB-PT-PP, etc, interessa esconder o óbvio.

Que os políticos gaúchos ganharam muito dinheiro dos frigoríficos da JBS e da BRF, que têm dezenas de unidades bombando aqui no Rio Grande do Sul.

Anônimo disse...

Felizmente, está sendo restabelecida a racionalidade. Vamos investigar com critério. O mercado internacional adorou porque é a chance de ocupar o espaço ocupado pelo Brasil.

Anônimo disse...

Temeroso e demais bandidos políticos, sócios do Luladrão e da Dilmaléfica, só se preocupam com o vil metal, pra pagar a farra da ORCRIM, com seus cartões corporativos e viagens ao exterior, pra movimentar contas nos paraísos fiscais.

Preservar a vida e a saúde de toda a população, inclusive dos bebês e das crianças, não passa pela cabeça dos bandidos bolivarianos.
Nem a vida de seus descendentes e amigos importa.

E ainda alegam que a população está envelhecendo e durando mais!!!!

Só porque os bolivarianos não conseguem exterminar com os velhinhos, que se protegem atrás de grades, e não circulam por espaços públicos, onde sobram assassinos da ORCRIM, assaltos e balas perdidas.

O governo bolivariano está exterminando com a população brasileira jovem, por meio de seus políticos e suas facções, drogas, metralhadoras, carnes podres e cancerígenas, leites/queijos/iogurtes azedos e cancerígenos, etc.

E depois têm a audácia de dizer que a população está ficando mais velha!

Mas é porque os jovens, que poderiam viabilizar a Previdência Social, estão sendo drogados nas escolas e dizimados pela ORCRIM.

Anônimo disse...

Pelas denúncias nas redes sociais que agora começam a aparecer não o estardalhaço será bem maior.

Antes ninguém estava dando crédito para as denúncias, ou ellas estavam sendo 'monitoradas' e retiradas da mídia.

Anônimo disse...

Mesmo se fosse 0,10 já seria muito, estamos falando de vidas humanas.

Editor parece que também andou a comer destes produtos e se contaminou.

Anônimo disse...

0,42% representa quando em consumo para o povo brasileiro ?

Tudo dominado.

Anônimo disse...

A grelha parece que queimou alguns neurônios também.

Anônimo disse...

Negativo Polibio, todos estão sob suspeita. Voce acredita no SIF?
Depois dessa todos deveriuam boicotar esses calhordas. Uma maça podre contamina o cesto todo. Alem de corruptos são criminosos com a nossa saúde.
Joel

Anônimo disse...


Nossa família não como carne há anos, porque já sabíamos que era cancerígena, com todos os hormônios dados aos pobres animais, inclusive pras aves.

É só substituir a carne por arroz e feijão.

Está tudo bem explicado pelo reconhecido médico de Porto Alegre, José Varo Duarte, no livro "Alimentos Funcionais".

Se quiserem preservar a saúde de suas famílias, este livro é uma salvação.

Também comemos ovos com a gema mole. Baseados em outras leituras.

Tem também a carne de soja em pedaços graúdos que, temperadas, têm o mesmo gosto da carne animal.

Se não conseguem deixar de comer carne, então porque o homem é inferior ao gado bovino e galinhas, já que dependem deles para sobreviver!

Homens que se alimentam de cadáveres morrem muito mais cedo.

Anônimo disse...

ESTES FRIGORIFICOS UNS 40 ESTAO NA MIRA NA POLICIA EM 2 ANOS DE INVESIGAÇAÇAO, SAO VARIOS TELEFONEMAS CRIMINOSOS, EM UM DELES MANDAM ENVIAR OS FRANGOS COM SALMONELA PRO EXTERIOR.... COLOCAM ACIMA DO PERMITIDO ACIDO PRA DESPISTAR AS CARNES PODRES, FUNCIONARIA DISSE QUE MAQUIAM AS CARNES, TAMBEM FISCAIS FAZIAM VISTAS GROSSAS E DEIXAVAM PASSAR A PODRIDAO, MUDAVAM AS ETIQUETAS VENDENDO PODRIDAO SÓ MUDAVAM A ETIQQUETA E VENDIAM ASSIM PRODUTOS VENCIDOS, ESTES ASSASSINOS DEVEM APODRECER NA JAULA UM A UM

Anônimo disse...

Esta ocorrência está sendo tratada como se fosse generalizada, parece destinada a bombardear toda a indústria da carne. Me lembra bem da Febre Suína que teria ocorrido no RS e que fez com que centenas de milhares de animais fossem sacrificados sem nunca ter sido confirmada a tal da febre. Além de corruptos, temos canalhas que vão contra os interesses do Brasil.

Anônimo disse...

RECLAME AQUI

PEDAÇOS DE PAPEL NA CARNE DE ACEM MOÍDA
JBS alimentos - Friboi

Rio de Janeiro - RJ ID: 13941346 26/07/15 às 11h41
denunciar

Comprei 2 pacotes de carne resfriada moída (Acem) da marca FRIBOI no supermercado PÃO DE AÇUCAR na unidade Barra da Tijuca aqui no Rio de Janeiro esta semana e hoje fomos fazer o almoço e na hora do preparo da carne encontramos INACREDITAVELMENTE muitos pedaços de PAPEL moído dentro do alimento!! à princípio parecia muito com pequenos pedaços da gordura (normalmente presente na carne) mas, minha sogra, uma cozinheira experiente, resolveu analisar melhor e foi separando , sem muita dificuldade, os pedaços de papel - em quantidade exorbitante e presente em toda a carne - misturados ao alimento! Filmamos o processo mostrando este ABSURDO e tirei fotos (guardei os pedacinhos do papel) e vou esta semana ao PROCON fazer uma reclamação e procurar meus direitos. UM PRODUTO QUE SE VENDE POR SUA QUALIDADE, com propagandas mil utilizando-se de ator renomado para firmar que nesta carne SE CONFIA, ser vendida de forma ENGANOSA ao consumidor com pedaços de papel misturados, quase imperceptivelmente (no intuito de enganar o cliente? aumentando o volume presente na embalagem? Ou mero descaso oferecendo produto impróprio para o consumo, sem o devido controle de qualidade, expondo o consumidor a possíveis problemas intestinais e outras doenças - isto se não tiver mais componentes impróprios para o consumo presentes na carne que não são perceptíveis a olho nú). Jogamos fora todos os pacotes da carne ainda não abertos e vamos formalizar reclamações em todos os órgãos passíveis de proteção ao direito do consumidor e de sua saúde. ABSURDO pagar TÃO CARO por um alimento que chega na sua casa impróprio para o CONSUMO!!! estou ABISMADA!


http://www.reclameaqui.com.br/13941346/jbs-alimentos-friboi/pedacos-de-papel-na-carne-de-acem-moida/


Anônimo disse...


Resposta da Empresa30/07/15 às 13h45
Prezados!



Após recebermos a manifestação da Consumidora, Senhora Nilma Barbosa Quariguasi no dia 26/07/2015 através do Site Reclame Aqui, a equipe de Atendimento ao Consumidor JBS, efetuou contato com a mesma no dia 30/07/2015 às 13h32min., onde todo esclarecimento necessário foi realizado.



Nosso serviço de atendimento é um canal para que nossos consumidores possam manifestar suas opiniões, que são sempre muito bem-vindas.



Assim nos colocamos a disposição dos consumidores, através dos nossos canais de comunicação: telefone: 0800 11 5057 / e-mail: sac.alimentos@jbs.com.br.



Atenciosamente,



Serviço de Atendimento ao Consumidor

Anônimo disse...



Réplica do Consumidor24/09/15 às 12h50
A pessoa que entrou em contato comigo me deu a desculpa INACREDITÁVEL de que talvez o papel tenha sido cortado por mim mesma sem perceber, na hora de tirar a carne da embalagem e o papel que serve de forro. Ou talvez a rede de supermercado tenha feito isso. Lembrando que existe uma lei/norma que proíbe que a carne não seja moída na frente do cliente no supermercado. A embalagem que comprei estava embalada à vácuo pela FRIBOI e veio dessa forma de lá! Absurdo! Além disso me ofereceram um cala boca com um pedaço de carne em minha casa como pedido de desculpas e nem isso chegaram a enviar. Mas as providenciais judiciais cabíveis serão tomadas e este relato tenho passado a todos meus amigos que consomem esta marca. É de sentir muito mesmo que o consumidor, especialmente aqui no Brasil, seja tão [editado pelo Reclame Aqui] por essas mega empresas/indústrias que cobram caro por um alimento e não o fornecem com a devida qualidade e noções de higiene que merecemos. Estamos expostos e de mãos atadas a este serviço MAL PRESTADO.

Anônimo disse...


Réplica da Empresa25/09/15 às 11h43
Ao site Reclame Aqui.



Em relação à réplica encaminhada pela Sra. Nilma Barbosa Quariguasi esclarecemos que:



O atendimento da consumidora foi concluído em contato já realizado no dia 30/07/2015 às 13h32min. e todo esclarecimento necessário foi prestado.



Nosso serviço de atendimento é um canal para que nossos consumidores possam manifestar suas opiniões, que são sempre muito bem-vindas.



A Empresa JBS S/A informa, que está a disposição para prestar toda a assistência necessária e para esclarecer as dúvidas de nossos consumidores, assim deixamos a disposição nossos canais de comunicação: site www.jbs.com/faleconosco.aspx e telefones 0800 11 50 57.



Permanecemos à disposição,



Serviço de Atendimento ao Consumidor



JBS S/A.

Anônimo disse...



Réplica do Consumidor25/09/15 às 12h13
Deram a mesma resposta sem mais explicações, mesmo porque não há realmente como explicar um erro grotesco como este. Enfim, fica aqui registrado neste ótimo canal para todos os consumidores conhecerem o caso, ficarem atentos aos produtos desta empresa e avaliarem por si mesmos a postura equivocada diante do problema. Lembrando: NENHUMA MEDIDA foi tomada. ZERO. E ainda fiquei no prejuízo da carne comprada.

Anônimo disse...



O caso acima exposto, mostra como a empresa vem picareteando os clientes a muito tempo.

Além de não resolver o problema pôs a culpa na cliente.

Ainda que a opinião (indicada pelo editor) seja a de isenção de culpa da JBS, o caso ocorrido em 2015 deixa bem claro a situação. Além deste fato existem registros de carnes improprias para o consumo sendo servida como refeição aos funcionários, em processos trabalhistas contra a JBS.

Anônimo disse...

Ué, mas o editor não estava falando em "peça podre" logo ali abaixo?

Anônimo disse...



Sexta-feira, 11 de novembro de 2016
JBS deverá pagar R$ 3 mi por explorar e servir comida estragada a trabalhadores

A JBS, maior empresa em processamento de proteína animal do mundo, firmou acordo com o Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso (MPT-MT) e deverá pagar uma indenização de R$ 3 milhões por danos morais coletivos. O acordo, homologado no dia 24 de outubro pela Justiça do Trabalho, põe fim a três ações civis públicas e uma ação cautelar ajuizadas em 2012 contra a multinacional.

A empresa também assumiu uma série de obrigações para regularização do meio ambiente de trabalho. O acordo é válido para a unidade de Juruena e para todos os estabelecimentos da JBS que vierem a ser instalados na cidade, localizada na região norte de Mato Grosso, a 930 quilômetros de Cuiabá. Caso o frigorífico descumpra qualquer uma das obrigações elencadas, pagará multa de R$ 30 mil, acrescida de R$ 2 mil por trabalhador prejudicado.

A planta de Juruena encontra-se fechada e a retomada das atividades só poderá ocorrer após inspeção do Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS), em que for comprovada a adequação às leis trabalhistas. Na hipótese de violação dessa determinação, incidirá sobre a JBS uma multa de R$ 200 mil.

As ações foram ajuizadas em razão do desrespeito a normas de saúde e segurança no trabalho, com a exposição de cerca de 220 empregados da planta a riscos químicos, físicos e biológicos. Para se ter uma ideia, não havia extintores de incêndio em condições de uso no local e vários vazamentos de amônia tinham sido detectados.

A precariedade do refeitório, a prática de assédio moral e as condições impostas aos funcionários para recebimento de benefícios também exigiram a intervenção do MPT. Além das diversas irregularidades verificadas na estrutura destinada às refeições, situações chocantes vieram à tona: depoimentos e fotos comprovaram que a empresa chegou a servir comida estragada e que até uma mosca-varejeira havia sido encontrada em uma das marmitas.



Os trabalhadores almoçavam sem as mínimas condições de higiene, expostos a insetos de um lixão vizinho

Mais em ;
http://justificando.cartacapital.com.br/2016/11/11/jbs-devera-pagar-r-3-mi-por-explorar-e-servir-comida-estragada-trabalhadores/

Anônimo disse...



ATÉ TRABALHO INFANTIL A JBS EXPLORA;

19/04/2016 15h58 Por Bruna Aidar Edição 2128
Prestadoras de serviço contratadas pela Seara Alimentos, empresa do grupo, usavam crianças para apanha de aves em granjas, inclusive no período noturno

A Seara Alimentos de Forquilhinha, em Santa Catarina (SC), foi denunciada pelo Ministério Público do Trabalho de Criciúma e o Grupo JBS, que é proprietário da companhia, foi condenado pela Justiça do Trabalho a pagar R$ 1,75 milhão em multa e R$ 500 mil por danos morais coletivos por exploração de trabalho infantil. Segundo a denúncia, empresas contratadas pela Seara empregavam crianças em granjas, inclusive em horário noturno.

De acordo com os dois inquéritos civis instaurados pelo procurador do Trabalho Marcelo Dal Pont, as crianças trabalhavam na apanha de aves. Embora a exploração ilegal de mão de obra fosse feita por prestadoras de serviço, cabe, no entendimento da Justiça, à Seara Alimentos a efetiva fiscalização destas empresas, o que não foi feito.

Além de pagar multa e indenização, a empresa deverá tomar providências para impedir o emprego de mão de obra infantil em granjas. No caso do trabalho de adolescentes, a Seara precisará garantir que a jornada permita que eles compareçam à escola e não poderá ser noturna. Estas determinações terão que ser expressas inclusive nos contratos que a Seara firmar com prestadores de serviço.

O Jornal Opção entrou em contato com o Grupo JBS para ouvir seu posicionamento. A empresa disse que a ação foi ajuizada em dezembro de 2011, quando o grupo ainda não havia adquirido a Seara. No entanto, disse que já apresentou recurso ao Tribunal Regional do Trabalho e que tem por conduta o rígido controle na contratação de prestadoras de serviços.

http://www.jornalopcao.com.br/ultimas-noticias/justica-condena-grupo-jbs-a-pagar-indenizacao-de-r-175-milhao-por-exploracao-de-trabalho-infantil-64075/

Anônimo disse...



Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2017, 14h:15

A empresa JBS foi intimada a pagar multa de R$ 3 milhões pelo descumprimento de decisão judicial que determinou a adoção de medidas de saúde e segurança do trabalho na unidade de Alta Floresta. Na planta foram constatadas diversas irregularidades, entre elas a ausência de alarmes para detectar vazamento de produtos químicos, obstrução de saídas de emergência e disponibilização de extintores de incêndio vencidos ou com lacre rompido.

A Justiça do Trabalho concedeu prazo de 15 dias para a empresa comprovar o depósito. A quantia ficará vinculada a uma conta judicial até o trânsito em julgado da ação movida pelo Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso (MPT-MT) contra o frigorífico, ou seja, até esgotarem-se as possibilidades de recurso. Caso a sentença não seja modificada, o valor recolhido poderá ser destinado a entes públicos ou filantrópicos que atuem em prol de direitos trabalhistas coletivos.

O pedido do MPT, deferido pela juíza Janice Schneider Mesquita no dia 24 de janeiro, visa garantir a segurança dos 270 empregados da planta, expostos a condições inseguras há anos. Em 2014, um vazamento de amônia no setor de desossa levou 17 funcionários ao hospital e, na época, demonstrou a incapacidade da JBS de responder de maneira rápida e eficiente a situações de emergência. Após o episódio, a unidade chegou a ser interditada.

Histórico - A decisão judicial que vem sendo descumprida pela JBS data de 2 de outubro de 2015. Nela, foram antecipados os efeitos da tutela, o que significa dizer que a multinacional, mesmo antes do término do processo, deveria corrigir as irregularidades na planta de Alta Floresta, sob pena de multa.

Nesse caso, o MPT defende que a cobrança independe de haver ou não recurso a ser julgado, tendo em vista a necessidade de afastar os riscos dos trabalhadores.

Mesmo assim, vale lembrar que recentemente, em 14 de dezembro de 2016, a Segunda Turma do Tribunal Regional de Mato Grosso (TRT-MT) negou provimento ao recurso interposto pela JBS e confirmou a decisão de primeiro grau. Ainda cabe recurso ao TST.

Na sentença, a empresa também foi condenada ao pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos e pela prática de dumping social: diminuição dos custos de produção por meio da precarização da mão de obra, a fim de tornar-se mais competitiva no mercado.

Multa - O cálculo da quantia devida pela empresa leva em consideração o estabelecido na sentença de outubro de 2015, no caso de constatação de irregularidade: multa de R$ 20 mil por dia, acrescida de multa diária de R$ 1 mil por trabalhador atingido, até o limite de R$ 3 milhões.

O descumprimento foi verificado em março do ano passado pela perícia do MPT. O relatório resultante da inspeção mostrou, em resumo, que “as medidas deficitárias de proteção do sistema de refrigeração por amônia, aliadas à falta de treinamento dos trabalhadores e ausência de implementação do Plano de Respostas a Emergências – PRE e do Processo de Segurança contra Incêndio e Pânico – PSCIP, são uma fórmula para desastres, que podem vir a ter resultados fatais”.

Para o MPT, o fato da JBS não ter adotado as medidas de segurança necessárias quase três anos após o vazamento de amônia na unidade de Alta Floresta revela o seu total desprezo pelos direitos fundamentais de seus empregados.

"Torna-se ainda mais ultrajante ao se ter em mente que diversos são os episódios de vazamento de amônia não apenas na sua unidade localizada em Alta Floresta, mas também em outros municípios e Estados da Federação. Apenas a título de exemplo, citam-se aqueles ocorridos nas plantas de Juruena/MT, Colíder/MT, Água Boa/MT, Campo Grandes/MS, Lins/SP, Santo Inácio/PR e Senador Canedo/GO, na região metropolitana de Goiânia, que ocasionaram intoxicações de vários trabalhadores", pontuou o MPT na ação.


http://www.vgnoticias.com.br/cidades/jbs-e-multada-em-r-3-milhoes-por-colocar-trabalhadores-de-mt-em-risco/35137

Anônimo disse...

Prezado Políbio,

Considero que seja muito cedo para “devolver racionalidade” e o fato de “apenas” 21 frigoríficos estarem em investigação, significa que estamos apenas no início do trabalho investigativo.

Desconfio deste artigo, me parece coisa paga, contenção de danos, Press-Release, encomendado para abafar a descoberta.

Qualquer pessoa de bom senso vai parar de consumir carne até que os fatos estejam devidamente esclarecidos.

Saudações Paulistas

Anônimo disse...

Jogo de palavras e percentuais, ou seja se morrer 0,24% de pessoas é tudo normal? Sem crise de credibilidade?
Pessoalmente, nunca mais compro carne de JBS ou BRF.