Análise - Envelhecimento populacional e a necessidade de reforma da saúde pública e da previdência social brasileiras

* Os autores são Cássia Kely Favoreto Costa, Riovaldo Alves de Mesquita, Sabino da Silva Porto Júnior, Ely Mitie Massuda.

Ao longo da história a estrutura demográfica brasileira foi constituída por populações de baixo crescimento vegetativo, com altas taxas de natalidade e de mortalidade. Por sua vez, no século XX, o país experimentou uma aceleração do crescimento populacional. Tal fato desencadeia mudanças no padrão de demanda por serviços de saúde e no custo de financiamento da previdência social. Nesse contexto, o objetivo central do artigo é verificar o comportamento da taxa de crescimento econômico do Brasil que tende a desacelerar nas próximas décadas, em virtude do envelhecimento populacional. Na pesquisa, objetiva-se também analisar a dinâmica demográfica brasileira de 1900 a 2050. A partir da teoria do crescimento econômico, utilizou-se a função de produção do tipo Cobb-Douglas para estimar as taxas de crescimento da produtividade da força de trabalho do país. Com base nessa média estimada e nas projeções populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) simulou-se a taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) entre 2009 e 2050. De acordo com os resultados, verificou-se que o envelhecimento populacional reduzirá a taxa de crescimento da economia, em virtude da menor oferta de trabalho. Tal escassez ocorre devido à diminuição do número de jovens, ou seja, a quantidade de trabalhadores em idade de se aposentar passará a superar o de novos ingressantes na força de trabalho. Concluiu-se que o crescimento da produtividade da força de trabalho provavelmente será insuficiente para estabilizar o custo da saúde pública e da previdência como percentual do PIB.

CLIQUE AQUI para ler tudo. O material está em PDF.