sábado, 22 de novembro de 2014

Justiça proíbe demissão dos 950 trabalhadores da Iesa. Contas e bens da Petrobrás poderão ser bloqueados. Em caso de descumprimento, Iesa pagará multas de R$ 100 milhões.

Atendendo pedido do Ministério Público do Trabalho, o juiz do Trabalho de São Jerônimo, Lila Paula Flores França, decidiu ainda há pouco, em liminar, que a Iesa não poderá demitir nenhum dos 950 trabalhadores que ameaçou mandar embora na segunda-feira, colocando-os em licença remunerada, até que em reuniões de conciliação do ministério do Trabalho a Iesa garanta o integral pagamento das indenizações e assegure a recolocação da mão de obra dispensada.

. O bloqueio das contas bancárias e o sequestro dos bens da Petrobrás poderão ser examinados em seguida.

. O descumprimento de qualquer das decisões do juiz implicará em multas de R$% 100 milhões contra a Iesa.

. Veja o trecho final da liminasr:

De todo o exposto, em provimento liminar:
a) determino a imediata suspensão da dispensa em massa anunciada para a
próxima segunda-feira, dia 24/11/2014, sob pena de multa de R$ 100.000.000,00 (cem milhões
de reais);
b) declaro a nulidade da dispensa em massa anunciada para a próxima
segunda-feira, dia 24/11/2014, com a imediata colocação de todos os trabalhadores da IESA
em licença remunerada, até que sobrevenha solução negociada coletivamente, sob pena de
multa de R$ 100.000.000,00 (cem milhões de reais);
c) condeno as empresas rés na obrigação de não fazer, consistente em
abster-se de promover novas dispensas de empregados até efetiva negociação com o
sindicato, mediada pelo Ministério Público do Trabalho ou em audiência judicial, homologada
pelo Juízo, com apresentação de alternativas viáveis à recolocação da mão de obra, sob pena
de multa de R$ 100.000,00 (cem mil reais), por empregado dispensado;
Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: LILA PAULA FLORES FRANCA
http://pje.trt4.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=14112214180248000000006062995
Número do documento: 14112214180248000000006062995 Num. 6071742 - Pág. 2
O pedido de bloqueio de valores existentes nas contas em nome das rés, via
BACEN/JUD, e o pedido de sequestro de bens da Petrobrás, com a finalidade de pagamento
de verbas rescisórias, será posteriormente examinado. Até porque, nesse momento, não está
autorizada a despedida de qualquer empregado.
Ciência às partes.
Cumpra-se em regime de Plantão.
SAO JERONIMO, 22 de novembro de 2014.
LILA PAULA FLORES FRANCA
Juiz(a) do Trabalho

Assinado

Líder do PT, Humberto Costa teria recebido R$ 1 mihão, diz jornal "O Estado de S. Paulo"

O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou em depoimento à Justiça que o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), recebeu R$ 1 milhão do esquema de fraudes envolvendo a estatal, informa a edição deste domingo  de "O Estado de S. Paulo", que já está nas bancas. Segundo o jornal, a citação foi feita em depoimento sigiloso que integra a delação premiada assinada pelo ex-diretor, por meio da qual ele espera ter sua pena reduzida. O jornal afirma que, segundo Paulo Roberto, o dinheiro a Costa foi solicitado pelo empresário Mário Barbosa Beltrão, presidente da Associação das Empresas do Estado de Pernambuco (Assimpra).

. Paulo Roberto teria dito que o dinheiro saiu da cota de 1% do PP. Segundo o jornal, o ex-diretor não soube informar como ocorreu o repasse do dinheiro, mas declarou que o empresário lhe confirmou o pagamento.

. Humberto Costa afirmou que deve divulgar uma nota à imprensa neste domingo rebatendo pontos da reportagem. O senador disse que recebeu, na campanha de 2010, R$ 150 mil em doações feitas pelo empresário Mário Barbosa Beltrão, de quem é amigo desde a adolescência.
Mário Beltrão, segundo o "Estado", chamou as acusações de "leviandades" e negou ter pedido dinheiro à campanha para o ex-diretor da Petrobras.

. Alguns nomes de uma lista de parlamentares que teriam sido beneficiados do esquema de corrupção na Petrobras veio à tona. Entre eles, estaria a ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT-PR) e o ex-senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), já morto. Gleisi negou as acusações. 

BSBios avisa que Metasa e Antonio Roso não são seus sócios

O editor recebeu a nota a seguir da BSBios, Passo Fundo, na qual desmente a informação publicada logo abaixo, segundo a qual a Metasa e seu controlador, Antonio Roso, são seus sócios, embora Roso tenha sido. A empresa é controlada pela BSPar e Petrobrás Biocombustível. 

 A BSBios também não aceita que a participação da Petrobrás Biocombustível na sua sociedade possa ser comparada com o caso Pasadena.

Leia:

Em razão da matéria “Controlador da Metasa também é sócio da BSBIOS, investigada pelo TCU no escândalo Mini-Pasadena” publicada hoje (22/11) em seu blog, a BSBIOS declara que não tem ligações com negócios que são efetuados pela empresa Metasa, de Marau. Ainda, informa que o Sr. Antônio Roso não faz mais parte do controle acionário da BSBIOS, que é composta pela BSPAR e Petrobras Biocombustível, e ele também não é acionista da BSPAR. Por fim, a BSBIOS repudia qualquer tipo de comparação com as negociações realizadas com a Refinaria de Pasadena, no Texas, uma vez que, como já foi indicado no relatório técnico do Tribunal de Contas da União (TCU), no Acordo de Investimentos da BSBIOS com a Petrobras Biocombustível não foi constatado possíveis danos ou sobrepreço. E, nem a existência das cláusulas Put Option e/ou Marlin no contrato de associação. Sendo assim, é totalmente inaceitável a comparação.

O relatório ainda aponta a boa performance das unidades como um fator mitigante de eventuais riscos à Petrobras Biocombustível. A BSBIOS segue normalmente seus trabalhos e a perspectiva da empresa é de crescimento, dentro de um planejamento estratégico.



Juiz Federal bloqueia mais R$ 33,5 milhões dos empreiteiros do Petrolão

A Operação Lava Jato bloqueou mais R$ 33,5 milhões, incluindo aplicações, fundos de investimento e planos de previdência privada, de executivos de empreiteiras e empresas investigadas na sétima fase da investigação, segundo ofício enviado nesta sexta-feira (21) pelo banco Bradesco ao juiz federal Sérgio Moro.

. A ordem partiu de Moro, responsável pela operação que investiga desvio de recursos na Petrobras e pagamento a agentes públicos. Com as novas informações do Bradesco, o valor total bloqueado atingiu R$ 81,4 milhões.


. O Bradesco localizou e bloqueou recursos do executivo Erton Medeiros Fonseca, da empreiteira Galvão Engenharia. Na primeira leva de informações enviadas a Moro pelo Banco Central, as contas bancárias do empreiteiro apareciam zeradas. O Bradesco informou ter bloqueado R$ 666,5 mil de Medeiros em aplicações e previdência privada.

Supremo revoga viagem de mensaleiro Zé Dirceu a São Paulo. Petista terá de voltar a Brasília

O jornalista Fernando Rodrigues informou esta tarde no site UOL que o ex-ministro José Dirceu, que está em São Paulo e terá de retornar a Brasília. A Justiça do DF havia autorizado o mensaleiro a passar duas  semanas em SP, muito embora o MPF tenha se posicionado contra. Leia:

. O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu na manhã deste sábado. Num despacho de apenas dois parágrafos, Barroso afirma que apesar do parecer contrário do Ministério Público, a Vara das Execuções Penais e Medidas Alternativas (Vepema) do Distrito Federal concordou que Dirceu ficasse em São Paulo no período de 18 de novembro a 2 de dezembro para cuidar de assuntos administrativos de seu escritório.
O ex-ministro já está em São Paulo. Assim que for notificado –com “urgência”, como pede o STF– ele terá de retornar a Brasília.
Condenado a 7 anos e 11 meses de prisão no regime semiaberto pelo envolvimento com o esquema do mensalão, o petista José Dirceu ficou 354 dias na cadeia. Desde julho, ele apenas dormia na penitenciária.

. Os advogados de Dirceu também tinham pedido autorização para que o ex-ministro viajasse a Passa Quatro, em Minas Gerais, no período das festas de final de semana. Na cidade mineira vivem a mãe e irmãos de Dirceu. No entanto, o juiz ainda não havia autorizado a viagem para o Natal e o Réveillon.


Fim das operações da Iesa no RS colocam em risco empréstimo de R$ 46 milhões feito pelo Badesul

O Badesul poderá perder os R$ 46 milhões que emprestou à Iesa para garantir a implantação da indústria em Charqueadas, atendendo assim a decisão do governo Tarso Genro de implementar a qualquer custo o Pólo Naval do Jacuí, que naufraga a olhos vistos.

. As garantias reais do empréstimo são as instalações fabris, que se forem vendidas para pagar as contas, pouco valerão.

. A controladora da Iesa, a Inepar, está em processo de recuperação judicial (concordata).

. Diretores da Iesa, inclusive o presidente, foram presos esta semana na Operação Lava Jato.

PDT decidirá na segunda se fará aliança com José Sartori

O PDT poderá decidir na segunda-feira se participará ou não do governo de José Ivo Sartori. O presidente, deputado Pompeo de Matos, admite a aliança, mas avisa que se isto acontecer o Partido pedirá protagonismo igual ao que teve no governo Tarso, ou seja, três secretarias e pelo menos uma estatal de peso.

. Caso os trabalhistas aceitem a proposta de aliança feita por Sartori, Gerson Carrion poderá continuar na presidência da CEEE.

Ala neopetista do PDT não quer aliança com o PMDB

Liderados por Afonso Motta, ex-secretário de Tarso, a ala neopetista do PDTnão quer saber de aliança com o PMDB. 

Análise - A tese do brasileiro ladrão só serve aos interesses dos ladrões do PT

Esta semana, pelo menos três personalidades brasileiras tentaram demonstrar que os brasileiros são todos ladrões e corruptos, o que justificaria a roubalheira do PT na Petrobrás, livrando assim a cara de Renato Duque, mas até mesmo de líderes como a presidente Dilma Roussef e o ex-presidente Lula, cuja hora do acerto de contas está cada vez mais próxima (leia notas a seguir).

. Pessoas comuns desconhecerem o princípio da individualidade das penas e isto é até justificável, mas advogados e pessoas esclarecidas fazerem isto é simples demonstração de mau-caratismo. 

. Esta é a hora de ressaltar o comportamento da imensa maioria dos brasileiros que não roubam, dão duro no trabalho e no estudo, sustentam e respeitam suas famílias - e abominam os vagabundos que se aboletam em cargos públicos e empresas fornecedora para assaltar os cofres públicos, parasitas alimentados com o suado dinheiro dos contribuintes. 

. Os parasitas, maus brasileiros, não formam a maioria do povo brasileiro, ao contrário do que fizeram crer esta semana o ministro da Justiça, o advogado Mário Oliveira e o ex-empresário Ricardo Semler. Todos eles estão querendo virar a mesa, quando na verdade deveriam olhar para a própria cara deslavada diante do espelho mais próximo.

. Jornais e jornalistas a soldo do dinheiro da publicidade do governo, cumprem o mesmo papel vergonhoso de conspurcadores da moral alheia. 

. Insuperável mesmo é perceber que até o ministro da Justiça pega carona no mau-caratismo explícito que busca o perdão de todos os bandidos presos do PT, mediante a constatação de que “até síndico superfatura”, como disse ontem José Eduardo Cardoso:

- É a cultura social brasileira, na qual público e privado se misturam.

. Como se sabe, síndico de edifício não tem nada a ver com dinheiro público e Cardoso deve estar confundindo seu síndico com toda a categoria que trabalha duro no Brasil. 

. A seguir, leia as declarações que deram início a essa verborragia irracional e criminosa, porque ao fim e ao cabo ela  pretende apenas justificar as bandidagens do PT e dos seus aliados do Mensalão e do Petrolão, em boa hora investigados, enfiados na cadeia provisoriamente, para depois serem processados e encarcerados.

. O que essa gente toda teme é o fim da impunidade, único modo de garantir o avanço do processo civilizatório no Brasil. 

Advogado Mário de Oliveira Filho: “Neste País, não se faz obra sem pagar propina”

Ricardo Semler, artigo na Folha: “Nunca se roubou tão pouco”

Sindicato dos Servidores da PGE confirma "traição" nas negociações com Procurador Geral

A nota a seguir é do Sindicato dos Servidores da Procuradoria Geral do Estado. Aparentemente ela rebate notícia veiculada pelo editor na quinta-feira, mas o texto oblíquo desmente isto, já que nos pontos importantes - 3, 4 e 5 - confirma tudo que foi publicado. De qualquer modo vai na íntegra. O editor deixa claro que na sua notícia jamais mencionou ter usado o sindicato como fonte

O Sindispge, Sindicato dos Servidores da Procuradoria Geral do Estado acompanhou com surpresa a notícia veiculada neste blog a respeito de minuta de Projeto de Lei encaminhado pela Procuradoria Geral do Estado que trata de modificações no Plano de Carreira dos servidores.

Em vista disto, é oportuno esclarecer:

1. Este sindicato jamais entrou em contatou ou foi contatado pelo jornalista titular deste blog não sendo, portanto, a fonte das informações por ele publicadas.
2. De fato, a redação enviada está em desacordo com o que foi negociado por sete meses entre a Casa e o Sindicato.
3. Esta atitude da Administração gerou revolta e indignação nos servidores, que se sentiram traídos.
4. As atribuições legais de assessores jurídicos e procuradores são diversas, e não se confundem. Apesar de possuírem em comum as exigências de ensino superior e a habilitação legal para o exercício da advocacia, as atribuições e responsabilidades são distintas, cabendo legalmente aos assessores jurídicos as atividades inerentes ao assessoramento.

5. O Sindispge em momento algum entrou em contato com o Deputado Federal Enio Bacci. Está buscando, sim, chamar a atenção de toda a sociedade para o fato de que a suspensão da exigência de habilitação para exercício da advocacia para os assessores jurídicos representa um decréscimo de qualidade incompatível com o desejo de todos de um serviço público cada vez mais qualificado e que atenda aos anseios da população gaúcha.

Controlador da Metasa também é sócio da BSBios, investigada pelo TCU no escândalo Mini-Pasadena

A Metasa, Marau, RS, além da planta que montou em Charqueadas para fornecer para a Iesa, no âmbito do contrato de US$ 800 milhões firmados com a Petrobrás, é também sócia da BSBios, Passo Fundo, que se encontra no centro de um furacão que o TCU chama de Mini-Pasadena. Os sócios da BSBios são todos da região de Passo Fundo, no caso as famílias Battistela, Wagner, Roso (Metasa), Montagner e Palludo. A operação sob investigação trata da compra pela Petrobrás Biocombustível, por ordem do seu presidente, o gaúcho Miguel Rosseto,  do total de 50% de participação em duas usinas de biodiesel do grupo BSBios, em Passo Fundo (RS) e em Marialva (PR). Em 2009, a Petrobras comprou metade da usina de Marialva por cerca de 55 milhões de reais. Depois, em meados de 2011, adquiriu metade da usina de Passo Fundo por 200 milhões de reais. Conhecedor da área, o deputado levantou informações com usineiros que atestam: a montanha de dinheiro investida pela Petrobras nas aquisições custearia a construção de duas usinas novas do mesmo porte e ainda sobraria verba.No caso Marialva, a Petrobras pagou 55 milhões de reais para ter metade de uma usina que não custaria mais do que 30 milhões.

. Neste momento, a Mesa possui um contrato direto com a Petrobras, no valor de R$ 51 milhões, para fornecer estruturas metálicas e serviços de montagem na construção do dique seco do Estaleiro Rio Grande, no Sul do Estado. Ela não revela contratos com fornecedores da Petrobrás, como a Iesa. Conforme a Justiça Federal do Paraná, o inquérito no qual a Metasa é citada é sigiloso. As apurações são de responsabilidade da Polícia Federal.

- Esta semana, diretores da Iesa cumpriram prisão temporária em Curitiba, dentro da Operação Lava Jato, como também resolveu fechar sua indústria de charqueadas, já que perdeu o contrato de US$ 800 milhõdes que tinha com a Petrobrás.
 

Indústria gaúcha Metasa é investigada no Lava Jato por relações com o doleiro Youssef

A indústria metalúrgica gaúcha Metasa teve de prestar esclarecimentos à CPMI da Petrobras por ter firmado um contrato e repassado quase R$ 3 milhões a uma empresa de fachada do doleiro Alberto Youssef, a MO Consultoria. É o que informa o jornal Zero Hora deste sábado. Leia:

Os pagamentos também colocaram a Metasa, com sede em Marau, entre os alvos de um dos inquéritos que surgiram a partir da Operação Lava-Jato, que apura um suposto esquema de propina e contratos superfaturados na Petrobras. Em um documento enviado à CPMI, a indústria admite a existência de um inquérito policial “cujo objetivo é a apuração de eventuais delitos de peculato e lavagem de dinheiro em tese perpetrados pelos responsáveis pela empresa”. Com data de 20 de novembro, portanto desta semana, o documento apresentado aos parlamentares informa que a Metasa firmou em novembro de 2010 um contrato de consultoria com a MO, que é apontada na Lava-Jato como uma das empresas de fachada utilizadas pelo doleiro Alberto Youssef no esquema fraudulento na estatal. A MO está registrada no nome de Waldomiro de Oliveira, testa de ferro de Youssef, conforme o Ministério Público Federal. O contrato entre a MO e a Metasa previa "prestação de serviços de consultoria empresarial para precificação e orçamento de fornecimento de estruturas metálicas da obra denominada Poy-Pet localizada no porto de Suape-PE".O valor do contrato foi fixado em R$ 3 milhões. Na manifestação à CPMI, a Metasa confirmou que fez duas transferências bancárias para a MO, nos valores de R$ 1.229.296 e R$ 1.586.204, ambas em 22 de novembro de 2010. Entretanto, a metalúrgica informou aos parlamentares que “não foi localizada nos arquivos da empresa, sob forma de relatório ou documento escrito, evidência da prestação de serviços objeto do contrato com a MO Consultoria”.

. Sediada em Marau e com uma unidade em Charqueadas, a Metasa fornece estruturas metálicas e serviços de montagem para empresas públicas e privadas. Entre as suas clientes, figuram empreiteiras investigadas na Lava-Jato, como Camargo Corrêa, UTC, Iesa, OAS e Queiroz Galvão. Desde 2008, a indústria trabalhou em 128 projetos executados por empresas contratadas pela Petrobras.

Ex-chefe de governo de Portugal é preso por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro

O jornal SOL, Lisboa, informou que o ex-primeiro-ministro é suspeito de crimes de corrupção, fraude fiscal agravada, branqueamento de capitais e falsificação de documentos – apurou o SOL junto de fontes conhecedoras do processo. A nota é do jornal:

Trata-se de uma investigação liderada pela Inspecção Tributária de Braga, no âmbito de um inquérito aberto no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP). Além de Sócrates foram detidos outros três arguidos.
A acompanhar as diligências, quinta e sexta-feira, que incluíram buscas, esteve o juiz de instrução Carlos Alexandre. A operação foi apoiada no terreno por agentes da PSP.

Os crimes em causa terão ocorrido nos dois mandatos em que Sócrates esteve à frente do Governo. Há mais três detidos.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Petrobrás diz que Graça mentiu sobre SBM por orientação do Ministério Público Federal

Em fevereiro de 2014 a Petrobras tomou conhecimento das denúncias de supostos pagamentos de suborno pela SBM Offshore (SBM) a empregado ou ex-empregado da Companhia através de notícia do jornal Valor Econômico. Diante de tal informação a Companhia criou uma Comissão Interna de Apuração para averiguar a veracidade dos fatos expostos na reportagem.
Em março a Comissão Interna de Apuração, restrita a sua competência regulamentar, concluiu seus trabalhos sem ter encontrado fatos ou documentos que evidenciassem qualquer pagamento indevido. Tanto as conclusões da Comissão Interna de Apuração, quanto eventuais informações surgidas posteriormente a este trabalho, foram repassadas para as autoridades públicas competentes para utilizar nas suas investigações, que dispõem de instrumentos legais que as Comissões Internas de Apuração não possuem, mantendo a postura da Companhia de contribuir com as apurações de tais autoridades. Cabe ressaltar que, em 2 de abril de 2014, a própria SBM informou publicamente que também não havia encontrado qualquer evidência de pagamentos impróprios.
O editor recebeu esta noite a nota a seguir da Petrobrás, na qual a estatal tenta explicar por que razão a presidente Graça Foster mentiu bna CPMI da Petrobrás sobre as investigações na holandesa SBM, sua fornecedora. Leia:

Em 23/05/2014, através de um telefonema do presidente (CEO) da SBM, a Petrobras recebeu as informações de que o Ministério Público holandês havia confirmado transferência de valores de uma conta de propriedade do representante comercial da SBM no Brasil para um empregado ou ex-empregado da Petrobras, não identificado.
Mesmo sem ter uma confirmação por escrito do presidente da SBM, a Companhia encaminhou essa informação na mesma data para a CGU e, no dia 26/05/2014, ao Ministério Público Federal do Rio de Janeiro, que, na mesma data, decretou formalmente que as investigações relacionadas à SBM estavam correndo sob sigilo, o que impediu a Petrobras de se manifestar sobre o assunto a fim de não atrapalhar as investigações.
Posteriormente, em 27/05/2014, a SBM encaminhou carta para a Petrobras confirmando as informações de que o Ministério Público holandês havia identificado transferência de valores de uma conta de propriedade do representante comercial da SBM no Brasil para um empregado ou ex-empregado da Petrobras, não identificado. Tal carta também foi encaminhada imediatamente para as autoridades públicas competentes. Diante desse fato a Petrobras entendeu por bem suspender a participação da SBM em seus processos licitatórios até o fim das investigações oficiais.
Paralelamente, a Companhia fez contato com as autoridades holandesas para obter informações que a ajudassem a encontrar provas sobre a informação transmitida na carta pela SBM. A Companhia, porém, não obteve êxito em sua pretensão.
Neste momento em que a empresa SBM fechou acordo com o Ministério Público da Holanda e este, em 12/11/2014, deu publicidade às informações referentes a existência de pagamentos indevidos no Brasil, entendeu-se que a menção ao recebimento dessas comunicações não estaria mais sob sigilo.

Adicionalmente, a Petrobras esclarece que não fez representação no MPF/RJ contra o ex-presidente José Sergio Gabrielli nem contra outras pessoas por suposta participação na aquisição da refinaria de Pasadena.

Istoé mostra documentos e mais provas sobre uso do dinheiro sujo da Petrobrás nas campanhas do PT, PMDB,PP e PTB

Em reportagem de capa intitulada "Dinheiro desviado abasteceu "caixa 1" das campanhas de PT, PMDB, PP e PTB", a revista Istoé que começou a circular, inicia a revelação do amplo esquema de corrupção montado na Petrobrás para abastecer as campanhas eleitorais e os bolsos de gente da estatal e do meio político, quase todos com foro privilegiado.

. Leia tudo, conforme reportagem de Claudio Dantas Sequeira, de Curitiba (PR) e Mário Simas Filho.

. Leia tudo:

Delegados e procuradores da operação Lava Jato concluem que os partidos foram usados como lavanderias do esquema de corrupção instalado na Petrobras e farão uma devassa na prestação de contas da campanha eleitoral


Não é novidade que recursos públicos surrupiados por intermédio de obras superfaturadas, empresas de fachada e outras modalidades de corrupção acabem abastecendo o chamado caixa 2 das campanhas políticas. Essa é uma prática condenável e recorrente no Brasil. Agora, o que a Operação Lava Jato descobriu é que PT, PMDB, PP e PTB usaram a contabilidade oficial, o caixa 1 das campanhas eleitorais, para receber milhões de reais desviados da Petrobras. Para chegar a essa conclusão, os delegados e procuradores que participam das investigações tomaram conhecimento de centenas de movimentações bancárias no Brasil e no exterior, analisaram documentos que veem sendo apreendidos desde março e ouviram os depoimentos de empreiteiros, ex-diretores e ex-funcionários da estatal.

CLIQUE AQUI para ler tudo. 

Morreu o jornalista Celito De Grandi, 72 anos

Morreu hoje aos 72 anos o jornalista gaúcho Celito De Grandi. Ele foi vítima de um AVC há poucos meses e estava em recuperação.

. Celito trabalhou em importantes jornais de Porto Alegre, destacando-se inicialmente no antigo Diário de Notícias. Também ocupou cargos públicos como diretor da Cia. União de Seguros e Delegado Regional do Trabalho.

. O editor trabalhou com o jornalista na sucursal do antigo Correio da Manhã, do qual ele foi diretor.

Veja mostra e-mail de Paulo Costa, 2009, para Dilma, com a revelação dos crimes do Petrolão

Começou.

Era inevitável o vazamento de documentação e delações atingindo diretamente Lula, Dilma e mais dirigentes, parlamentares e políticos do PT e dos Partidos da base aliada, todos com ou sem foro privilegiado, portanto só passíveis de investigações e julgamentos no Supremo Tribunal Federal.

A garantia de foro privilegiado não impede em momento algum que material relacionado com os políticos surjam até espontâneamente.

O juiz Sérgio Moro, os delegados da PF e os procuradores do MPF que trabalham em Curitiba na Operação Lava Jato, estão impedidos de levar adiante as investigações nos casos apontados acima pelo editor, já que o foro privilegiado garante exclusividade ao STF. Esta é uma das razões pelas quais a sétima fase da Lava Jato, a do Juizo Final, precede a última, a dos políticos.

. Pois muito perto da fase final dos políticos, começam a vazar petardos que atingem diretamente a presidente Dilma Roussef.

. É o que deixa ver a capa de Veja deste final de semana, já em circulação.

. Ela sabia de tudo, sim, e por isto terá que pagar pelo que aconteceu no Petrolão, inclusive através do seu julgamento político pelo Congresso.

. O material mostrado por Veja, confirma matéria que o leitor pode ler logo abaixo, no qual a contadora de Alberto Youssef garante que "Paulinho poderá derrubar Dilma". O e-mail transcrito pela capa de Veja, é justamente de Paulinho para Dilma.

. Há muito mais.

. Dilma, Lula e o PT não estão acabrunhados, temerosos, encolhidos, por nada.

Oposição vai à PGR contra dez autoridades do governo

Líder da oposição no Congresso, Caiado alega que o governo federal atrasou divulgação de balanços para mascarar a “real situação do país” com vistas à reeleição de Dilma Rousseff


O líder da oposição no Congresso, deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), entrou com representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra dez autoridades do governo Dilma Rousseff, com a acusação de crime de responsabilidade e improbidade administrativa. A denúncia relata atraso na divulgação de dados oficiais e adoção de medidas econômicas durante o período eleitoral.
Caiado lista uma série de descumprimentos de cronogramas oficiais, balanços e divulgação de estatísticas que, em sua opinião, serviram para mascarar a “real situação do país” com vistas à reeleição da presidenta Dilma Rousseff. Entre as ações premeditadas para não interferir o processo eleitoral, aponta o deputado, estão os registros de aumento da miséria absoluta, o avanço do desmatamento na Amazônia e a queda na arrecadação de tributos.
“De todas as atrocidades cometidas nesta eleição, a mais vexatória, sem dúvida, foi o governo impondo a órgãos técnicos uma mordaça para que a população não soubesse a real situação do país. Mais do que ninguém, eles sabiam como estavam fazendo um mau governo e como isso não podia ser revelado durante as eleições”, declara o líder oposicionista.
Entre os denunciados por Caiado estão os ministros Guido Mantega (Fazenda), Edison Lobão (Minas e Energia), Izabella Teixeira (Meio Ambiente) e Clélio Campolina Diniz (Ciência, Tecnologia e Inovação), além do chefe da Secretaria Especial para Assuntos Estratégicos, Marcelo Côrtes. Também são acusados presidentes e diretores de agências: os presidentes do Banco Central, Alexandre Tombini, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), Volney Zanardi Júnior, e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Suarez Soares; e os diretores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Leonel Fernando Perondi, e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino.

Procurador pede que TCU proiba contratos do governo com as empreiteiras do Lava Jato

Este procurador Júlio Marcelço de Oliveira, membro do Ministério Público junto ao TCU, diz:

- A lei tem que ser cumprida e as gigantes envolvidas no petrolão não podem mais fazer contratos com o governo. Para ele, o discurso de que o “Brasil para” se as empreiteiras forem afastadas é uma falácia. 

. Tudo começa com a declaração de inidoneidade para todas elas. 

CLIQUE AQUI para acompanhar a entrevista.

Levy vai mesmo para o ministério da Fazenda. É vitória do mercado. Serviçais de Dilma ficarão noutros ministérios.

A presidente Dilma Rousseff anunciará nesta sexta-feira Joaquim Levy, ex-secretário do Tesouro, como novo ministro da Fazenda no lugar de Guido Mantega e Nelson Barbosa, ex-secretário-executivo da Fazenda, como titular do Planejamento.  Alexandre Tombini permanece no Banco Central;. Senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) vai para o ministério da Agricultura e o senador eleito Armando Monteiro (PTB-PB) para o Desenvolvimento.

. Confiante nas notícias, a  Bolsa sobe mais de 4%, com as ações da  Petrobras disparando mais de 7%.

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Advogado diz para contadora de Youssef: "Governo manietou a PF no início, mas agora não controla mais nada. MPF e juiz Moro, ninguém controlou nunca".

"Eles não vão conseguir controlar os delegados e os procuradores lá de Curitiba, e muito menos o juiz federal Sérgio Moro". 

Os repórteres Humberto Trezzi e Mauricio Tonetto produziram esta tarde uma série de corrosivas revelações sobre a Operação Lava Jato (leia reportagem abaixo), mas a nota a seguir revela com exatidão a tentativa fracassada do governo Dilma Roussef de tentar impedir o avanço das investigações.

. O caso ganhou pernas próprias como informou ontem o editor. É isto que deixa Dilma, Lula, o PT e seus aliados em verdadeiro transe, aguardando apenas pelo dia do juizo final para todos eles.

. Leia o que escrevem os dois jornalistas:

 Outra parte destacada pela Polícia Federal no grampo (grampo feito em conversa da contadora Meire Pozza e o advogado Carlos Braga)  diz respeito à impossibilidade de o governo trancar as investigações da Operação Lava-Jato. O advogado Carlos Fernando Braga explica que o governo federal não deu apoio para a PF nas análises das provas recolhidas, mas ressalta que não há como trancar todas as frentes:

O governo federal, pela Polícia Federal, estancou. Eles não mandaram ninguém lá para ajudar. E o Ministério Público Federal por isso que eles não conseguem controlar. Como é que eles vão conseguir controlar o Sérgio Moro? Ele é um juiz federal, daí vão pôr a mão dessa forma? E o Ministério Público Federal? E os delegados lá de Curitiba? Não vão conseguir controlar. Mesmo que a Dilma, o PT, o governo, quem quer que seja, queiram controlar, eles não vão conseguir. Se controla a Polícia, não controla o Ministério Público. Se controla o Ministério Público, não controla o Moro.

CLIQUE AQUI para ver e ouvir comentário do editor:
Chegou a hora do povo ir para a rua acabar com os corruptos que estão fora e dentro do governo. 

Contadora do doleiro Youssef avisa: "Se Paulo Roberto falar, ele derruba a Dilma"

Em uma conversa com o advogado Carlos Fernando Braga, indicado por um pool de empreiteiras, e uma pessoa não identificada, a contadora do doleiro Alberto Youssef, Meire Poza, afirmou que a presidente Dilma Rousseff vai cair se o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, revelar tudo o que sabe.

. O material a seguir é do site www.zerohora.com.br, com colaboração da Agência Estado. Vale a pena ler.

Apontado como um dos pivôs da lavagem de pelo menos R$ 10 bilhões – esquema descoberto pela Operação Lava-Jato –, Costa foi detido em junho depois que a Justiça rastreou US$ 23 milhões em bancos suíços. Atualmente, ele cumpre prisão domiciliar.
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No diálogo interceptado pela Polícia Federal (PF) em um shopping de São Paulo, datado de 8 de outubro de 2014, Meire conversa com o advogado e a terceira pessoa sobre os desdobramentos da Lava-Jato e chega a reclamar que Alberto Youssef a subestimava e não tomou os cuidados necessários ao deixá-la junto com suspeitos em mesas de negociação.

. Acopanhe um dos diálogos:

MEIRE: Mas, o Beto não tem mais acordo para fazer, né, doutor?
CARLOS FERNANDO BRAGA: É. Mas, tem muito político para dar (delatar) aí.
MEIRE: Mas, eu não sei, viu, doutor.
CARLOS FERNANDO BRAGA: Então, porque o Paulo Roberto tem. Se ele der...
MEIRE: Não. O Paulo Roberto...
CARLOS FERNANDO BRAGA: Ele derruba a Dilma.
MEIRE: O Paulo Roberto vai derrubar a Dilma.
CARLOS FERNANDO BRAGA: Ele derruba até o Obama, se bobear, né?
MEIRE: O Paulo Roberto derruba a Dilma. Agora, o Beto, eu acho que o Beto perdeu muita credibilidade para acordo.

"Vão dar um sumiço nele"
O trio também conversa que se Alberto Youssef tentasse fugir antes de ser preso pela Operação Lava-Jato, ele seria assassinado quando estivesse a caminho do aeroporto.

MEIRE: O Beto... Doutor, e se bobear, olha, vão até querer que o Beto saia. Porque a hora que o Beto botar o pezinho pra fora, vão dar um sumiço nele.
CARLOS FERNANDO BRAGA: Não. Ele vai sumir, né. Se ele tem dinheiro lá na...
MEIRE: Acho que ele vai pro Líbano. Mas, acho que antes dele ir pro Líbano, pegam ele no caminho do aeroporto, viu, doutor?
CARLOS FERNANDO BRAGA: É. Porque ele é um arquivo...

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