Ibope constata que 54% dos entrevistados acham que a crise só está começando

A crise econômica que vivemos no Brasil atualmente está apenas no início, segundo 54% dos internautas brasileiros ouvidos pela Conecta, plataforma do Ibope Inteligência.

A reportagem é do jornal eletrônico O Financista, da consultoria Empiricus.

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Para outros 41%, a crise está no meio e apenas 1% dos entrevistados acredita que esse período está terminando. Sobre a origem da crise, a pesquisa mostra que 75% dos entrevistados avaliam que a crise é brasileira e 22% dizem ser uma crise internacional com reflexos no país.

Metade dos entrevistados considera que esse é o pior momento pelo qual o Brasil já passou, já que 34% concordam totalmente com essa afirmação e 21% concordam em parte.

A perspectiva para os próximos seis meses também não é das melhores. A maioria (55%) acha que o cenário vai permanecer o mesmo e 28% dizem que vai piorar. Apenas 12% estão otimistas com o futuro, esperando uma melhora na situação do país.

Sobre o cenário atual, 86% dos entrevistados afirmam que 2015 está sendo pior do que o ano passado e 3% consideram que este ano está sendo melhor do que 2014.

A responsabilidade de melhorar a situação do país é do governo e de políticos para 82% dos entrevistados, 47% dizem que são os próprios brasileiros e 24% indicam os empresários. Havia a possibilidade de indicar mais de uma opção.


A pesquisa foi realizada em junho com 1.000 pessoas de todas as regiões do Brasil.

CUT quer Exército Operário para blindar Lula, PT e governo Dilma


Em encontro com a presidente Dilma, sindicalista afirmou que "qualquer tentativa de atentado à democracia", no caso a punição dos ladrões do dinheiro público, transformará movimentos sociais em um exército. Presidente da CUT chama movimentos de esquerda a 'sair às ruas com armas na mão'. Em 1961, 1964 e 1968 as esquerdas também tentaram violar a Constituição e ir para a luta armada, mas foram derrotadas pelas forças militares republicanas. 

Meses depois do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ameaçar enfrentar com o 'exército de Stédile' os movimentos que pedem a saída da presidente Dilma Rousseff, um novo exército apresentou-se nesta quinta-feira em defesa do mandato da petista. O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, pediu aos movimentos sociais a ida à "rua entrincheirados, com armas na mão, se tentarem derrubar a presidente". A frase foi dita durante o evento Diálogo com Movimentos Sociais - do qual a própria presidente participa, em mais um aceno à esquerda diante do agravamento da crise política.

Freitas afirmou ainda que se houver "qualquer tentativa de atentado à democracia, à senhora ou ao presidente Lula nós seremos um exército". Como os outros que o antecederam, o presidente da CUT fez duras críticas ao ajuste fiscal e ao mercado financeiro. "O mercado nunca deu e nunca dará sustentação ao seu governo. O povo dá sustentação ao seu governo", disse. "Queremos também que governe com a pauta que ganhamos na eleição passada e não com recessão", concluiu.

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Com o alegado objetivo de "defender a democracia", mas na verdade defendendo a impunidade dos ladrões presos e a serem presos por assaltarem os cofres públicos, representantes de mais de 50 entidades se reúnem com a presidente nesta tarde. Após críticas ao ajuste fiscal, Dilma iniciou o discurso pregando um esforço para diminuir a desigualdade do país. "No passado foi possível fazer o país para menos da metade (da população), para um terço. Hoje é inadmissível", disse. "Quem sempre teve dificuldade de compreender as diferenças foram as elites do nosso país", completou.

Dólar subiu para R$ 3,51. Bolsa caiu 0,78%. Crise política volta a agudizar.

Perto de 13h45min, o dólar comercial apontava alta de 1,15%, a R$ 3,5140 na venda.“A percepção de risco voltou a aumentar por causa da política”, comentou esta tarde o estrategista da Guide Investimentos, Luis Gustavo Pereira. O especialista lembra que a proximidade dos protestos contra o governo, previstos para o próximo domingo, pode levar o mercado a ficar mais cauteloso nesta sexta-feira.

O Ibovespa fechou em baixa de 0,78%, aos 48.009

Depois da porta arrombada, ministério do Planejamento diz que acabará com o duto do esquema de corrupção na pasta

Depois da porta arrombada pela 18ª fase da Operação Lava-Jato, que investiga desvios do Ministério do Planejamento, a pasta anunciou que vai botar tranca, ou seja, vai rescindir em 30 dias o acordo que é tido como fonte do esquema irregular apontado nesta etapa da operação. Assinado em 2009 pela Secretaria de Recursos Humanos (SRH) do ministério, o acordo de cooperação técnica foi firmado com o Sindicato Nacional das Entidades Abertas de Previdência Complementar (SINAPP) e a Associação Brasileira de Bancos (ABBC). O objetivo era disponibilizar um sistema de gestão de crédito consignado para servidores públicos federais e pensionistas.

Segundo os investigadores, a empresa Consist, que fazia a gestão do software, teria sido usada para intermediar pagamento de propinas.

Por meio de nota, o Planejamento informou que, em função das denúncias, o acordo com o sindicato e a associação será rescindido. A pasta afirma que não há relação entre o Ministério do Planejamento e a empresa Consist, que teria sido contratada diretamente pelas entidades signatárias do acordo. Uma sindicância foi aberta no dia 4 deste mês para investigar possíveis irregularidades no termo, mas o prazo para conclusões é de até 60 dias.
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De acordo com o Planejamento, um novo sistema de gestão de pessoas está sendo desenvolvido desde o início do ano, por meio de um consórcio com o Serpro e a Dataprev, ambas empresas públicas. "Vários processos de gestão estão sendo revistos e aperfeiçoados, entre os quais o módulo de consignações", informou. Segundo a pasta, as últimas etapas de implantação do sistema, previstas para conclusão neste ano, serão antecipadas em função das denúncias e da rescisão do acordo. 

Fux salva a cara de Dilma no TSE

Fux, à difreita, pediu vistas, mas Gilmar Mendes já votou pelas investigações. - 


Tribunal Superior Eleitoral suspendeu nesta quinta-feira, 12, a análise do recurso proposto pelo PSDB para dar seguimento à ação que pede a cassação da presidente Dilma Rousseff e de seu vice Michel Temer por suposto abuso de poder na campanha eleitoral do ano passado; análise do agravo foi suspensa após pedido de vista do ministro Luiz Fux e não há prazo para devolução do processo; ministro Gilmar Mendes, junto com João Otávio de Noronha, votou por acatar pedido do PSDB e dar prosseguimento à investigação; a ministra Maria Thereza Rocha de Assis Moura, que já havia determinado o arquivamento da ação, manteve o voto contrário; o TSE é composto por sete ministros; ação no tribunal eleitoral é um dos caminhos usados pela oposição para tentar promover o impeachment contra a presidente

Governo gaúcho já sabe das apurações da Petrobrás na Sulgás

O secretário de Minas e Energia do RS, Lucas Redecker, confirmou há pouco para o editor que tomou conhecimento apenas agora da sindicância aberta pela Gaspetro no âmbito da Sulgás, visando apurar denúncias sobre desvio de dinheiro público por parte do diretor que indicou para a estatal gaúcha.

A Sulgás também abrirá sindicância interna, mas o secretário não definiu ainda a rota que seguirá.

O afastamento do diretor envolvido e até ações policiais não podem ser descartadas.

O diretor envolvido foi nomeado pelo governo federal do PT, na quota dos 49% das ações que possui na companhia.

As investigações abrangerão contratos fechados em 2013 e 2014.

PF copiou arquivos de Portanova Advogados. Daison Portanova nega negócios escusos com Consist.

Daison nega irregularidades e diz que tem provas sobre serviços prestados para a Consist. - 


O advogado gaúcho Daison Portanova, principal sócio do escritório Portanova Advogados, disse em Porto Alegre que a Polícia Federal cumpriu mandato de busca e apreensão, mas não levou computadores, copiando apenas arquivos.

Ele avisou que prestou serviços regulares para a Consist Software, alvo da Lava Jato, que é suspeita de pagar propinas. A Consist trabalha com empréstimos consignados. A empresa trabalha com os quatro escritórios investigados.  Ela teria movimentado R$ 52 milhões em propinas, no período entre 2010 e 2015, dinheiro que seria para o PT e seus candidatos, via Milton Pascowitch, o laranja de Zé Dirceu no âmbito do Lava Jato. Milton, que é gaúcho, foi quem fez a delação dos investigados pela PF e pelo MPF.

O delegado Igor de Paula, que comanda as operações de hoje, disse que um novo modelo de lavanderia de dinheiro sujo pode ter sido encontrado pela Polícia Federal, no caso esritórios de advocacia. No Paraná, o escritório Guilherme Gonçalves, que fez o jurídico da campanha da senadora Gleisi Hofman, PT, no ano passado, é um dos alvos. No total, são quatro escritórios de advocacia.

CLIQUE AQUI para ler informações mais detalhadas sobre a operação da PF nos escritórios de Portanova e de outros advogados.

Começou campanha nacional para derrubar Adams da AGU

Os advogados públicos federais iniciaram abaixo assinado nacional para derrubar o Advogado Geral da União, Luís Adams.

CLIQUE AQUI para conhecer as razões e aderir.

Sindicato dos Servidores Públicos do RS anuncia greve geral para o dia 18

O Sindicato dos Servidores Públicos do RS anunciaram esta tarde que o funcionalismo público estadual gaúcho fará greve geral no dia 18.

Petrobrás investiga suspeuita de desvio de dinheiro público na estatal gaúcha Sulgás

A empresa estatal estadual  Sulgás está no centro de um escândalo que envolve gravíssimas suspeitas de desvio de recursos público, porque nesta semana, a Gaspetro, subsidiária da Petrobras e dona de 49% da distribuidora, determinou a abertura de uma sindicância para apurar denúncias de superfaturamento em contratos da estatal gaúcha. 

O alvo específico é a diretoria técnica e comercial, comandada por Flávio Ricardo Soares de Soares. 

Na Gaspetro, os termos usados para se referir ao episódio são os mais duros possíveis: "malversação", "roubo" e "pagamento por fora". 

A publicação Relatório Reservado de hoje conta que segundo um dos integrantes da comissão instituída pela estatal gaúcha, as primeiras informações apuradas apontam para o favorecimento a pelo menos um fornecedor contratado pela diretoria técnica e operacional. 

Leia o que denuncia a publicação na sua edição de hoje:

Consultada, a Sulgás confirma a abertura da sindicância e diz, com todas as letras, que "já identificou irregularidades, a ponto de ter expedido notificação extrajudicial ao prestador de serviços, com notícia de cobrança de diferenças." A companhia não divulgou o nome ou o ramo de atuação do fornecedor, mas o RR apurou que se trata de uma conhecida empresa de engenharia de Porto Alegre. Também procurada, a Gaspetro/ Petrobras não se pronunciou.


Ressalte-se que a iniciativa da Gaspetro conta com o apoio do governo gaúcho, acionista controlador da Sulgás. 

Curiosamente, foi a própria subsidiária da Petrobras quem indicou Flávio Soares para a diretoria da Sulgás. Sua situação, no entanto, tornou-se insustentável. Na distribuidora gaúcha, já se dá como certo seu afastamento do cargo nos próximos dias. 

Oficialmente, a empresa empurra a questão para a Gaspetro. Diz que a permanência ou não do executivo é uma decisão que cabe à subsidiária da Petrobras, responsável pela sua nomeação. 

Soares, aliás, é um fenômeno de resistência. Equilibra-se na diretoria técnica e comercial há quase 13 anos. Já sobreviveu a três presidentes da Petrobras e a cinco governadores do Rio Grande do Sul. Ele é tido por seus colegas na Sulgás como um executivo todo-poderoso. Em algumas gestões chegou a mandar mais do que o próprio presidente da estatal, a ponto de grandes fornecedores e clientes da companhia despacharem diretamente em seu gabinete.

Zelotes pode ser escândalo maior do que Lava Jato. 30 primeiros denunciados serão listados semana que vem.

Duda Melzer, RBS, disse em SC que não sabia de nada. -


As primeiras de denúncias da Operação Zelotes, que apura um esquema de propinas e tráfico de influência no Conselho Administrativo de Recursos Fiscal (Carf), devem ser apresentadas até o começo de setembro e segundo o procurador do Ministério Público Federal (MPF) Frederico Paiva, que está à frente das investigações, serão denunciados 30 nomes, entre ex-auditores, auditores e advogados.

Muitas empresas brasileiras são investigadas, entre elas as gaúchas RBS, Gerdau, Marcopolo e Mundial.

As informações são da edição de hoje do site www.veja.com.br

Leia tudo, inclusive a entrevista com o procurador 

Apesar de o MPF ter declarado de que não tinha provas para 90% das irregularidades apuradas no órgão, Paiva diz que apresentará uma denúncia consistente. "Dos setenta processos sob suspeita, pelo menos vinte conseguiremos comprovar de maneira bastante sólida que houve atos ilícitos. Este volume representa cerca de 6 bilhões de reais. As denúncias virão bem fundamentadas e com muitas provas", disse o procurador, em evento em São Paulo. Ele ainda explica que o fim desta primeira fase da investigação depende da entrega de informações bancárias, sobretudo, por parte dos bancos Itaú e Bradesco.

O procurador também disse que vê com bons olhos as mudanças empreendidas pela Fazenda no órgão, mas ponderou que elas não inibem totalmente o conflito de interesses entre representantes da Receita e dos contribuintes. Crítico contundente da composição paritária, ele aproveitou para defender a seleção via concursos públicos, que traria mais isenção aos julgamentos, e uma simplificação da legislação tributária atual. 

Confira trechos da entrevista.

O MPF diz não ter provas para 90% das irregularidades apontadas no Carf. O que vocês têm é suficiente para apresentar uma denúncia sólida? 
Sim. A corrupção no órgão se estende há cerca de quinze anos. É totalmente inviável atingir todas as irregularidades que aconteceram. Mas esses 10% que temos provas já representam bastante coisa. Dos setenta processos sob suspeita, pelo menos vinte conseguiremos comprovar de maneira bastante sólida que houve atos ilícitos. Este volume representa cerca de 6 bilhões de reais. O MP não fará ilações, nem denúncias com dúvidas.

De que depende a conclusão desta primeira fase das investigações e da apresentação da denúncia? 
Do acesso a algumas informações bancárias de envolvidos, que devem ser enviadas, sobretudo, por Itaú e Bradesco. Quebramos sigilos de muitas pessoas e empresas que têm uma movimentação financeira muito grande. Logo, o volume de informações que pedimos é também é muito grande, e está chegando aos poucos. Pedimos algumas cópias de cheques ao Bradesco, por exemplo, que estão ilegíveis e, portanto, teremos que pedir de novo. Também falta analisar muitos dados de computadores.

Qual a previsão para as denúncias? 
Espero que seja no fim de agosto ou começo de setembro. Mas não depende só de mim, pois estou trabalhando com outros dois procuradores - José Alfredo de Paula Silva e Raquel Branquinho. Mas a minha intenção é que sejam feitas até o início do mês que vem.

Quantos nomes devem ser denunciados? 
Cerca de trinta nomes em cinco pedidos. Focaremos nos personagens principais do esquema criminoso. Não posso antecipar nomes, mas entre eles há ex-auditores, auditores e advogados. Reforço que será uma primeira leva de denunciados, e não o fim das investigações.

Há alguma acordo de delação premiada firmado ou em negociação? 
Não. Todas as pessoas que procuraram o MP só queriam dizer coisas que a gente já sabia, então, recusamos. Acreditamos que depois das primeiras denúncias, possa haver algum tipo de negociação.

Há fundamento em todas as mudanças no Carf, considerando que as denúncias nem foram oferecidas? 
Acredito que sim, porque o Carf é um órgão muito importante, que lida com bilhões de reais, e as coisas estavam bem atravancadas. O órgão demorava, em média, oito anos para julgar um caso, o que é muito tempo. Isso tem que ser racionalizado. As mudanças são justificadas e acredito que tem haver até mais.

De que forma a recusa na quebra de sigilo e pedidos de prisão por parte dos juiz Ricardo Augusto Soares Leite prejudicou as investigações
De fato, houve vários pedidos indeferidos. Isso logicamente prejudicou, na medida em que há instrumentos na lei e o juiz não dá acesso. Mas eu nunca critiquei diretamente nenhum juiz. Não quero que isso seja levado para o lado pessoal, pois respeito o trabalho dele. Mas, na condição de MP, tenho o dever de responder às perguntas que foram feitas na Câmara dos Deputados, onde eu me pronunciei sobre o assunto. A juíza que atualmente está à frente do caso, Mariane Borré, é muito dedicada, apesar de não ter muito tempo de carreira. De qualquer forma, acredito que o Judiciário não deu atenção devida ao caso. O vulto do prejuízo potencial fundamentava tanto prisões quanto a prorrogação do monitoramento telefônico. Sustentei no inquérito e continuo achando isso. A Zelotes não apura um caso de corrupção normal, mas de até 19 bilhões de reais - ou três Lava Jatos - e o caso não teve a mesma receptividade. Agora, respeito o trabalho dos juízes e não quero que a imprensa me indisponha com eles.

Quanto seria possível recuperar com os resultados da Zelotes? 
Quem fará a conta é a corregedoria da Fazenda. Não estamos preocupados com números, mas com denúncias bem fundamentas e provas consistentes. Penso que as investigações demoraram muito para começar. Com isso, recuperação de prejuízos não será plena.

O novo Carf, que exige dedicação exclusiva dos representantes dos contribuintes, inibe o conflito de interesse? 
Dificulta, mas não inibe totalmente. Ainda falta profissionalizar o Carf, e este momento é uma grande oportunidade para alterar esse modelo: ultrapassado e ineficiente. Apesar de seus méritos ao longo dos anos, o que ficou antes da deflagração é uma estrutura totalmente ineficiente e propícia à corrupção. Notamos um esforço do ministro Joaquim Levy em reestruturar o Carf, mas a composição paritária, de representantes da Receita e do setor privado, mantém as condições para o conflito de interesse. Na avaliação do MP a paridade não é positiva, não se justifica, além de não existir em nenhum lugar do mundo. Além disso, o avanço só será completo se acompanhado de uma simplificação e racionalização da legislação tributária. Isso é difícil, diante de um Congresso débil e pouco comprometido com questões nacionais.


Qual seria o modelo de seleção ideal para profissionalizar o órgão?
Entendemos que o Carf deveria ser composto exclusivamente por servidores concursados, pois tornaria as decisões mais isentas. A própria CPI no Senado acolhe a ideia do concurso público e deve fazer uma proposta de alteração legislativa nesse sentido. É o modelo mais fácil de fiscalizar, dar resultados e desobriga a seleção de três em três anos. Acho o modelo mais correto e espero que essa ideia tenha eco no futuro.

Em 4 dias, quase 10% da tropa da BM pede aposentadoria no RS

Nos últimos 4 dias, 1.500 brigadianos pediram aposentadoria. O bolo corresponde a quase 10% da tropa.  O número é equivalente ao total de PMs que fizeram o mesmo durante todo o ano passado.

É reação ao projeto do governo que acaba com aposentadorias precoces e cria a previdência complementar.

PF fez busca e apreensão no escritório Portanova e Advogados Associados, Porto Alegre

No início da manhã, a Polícia Federal e o MPF informaram que mandatos de busca e apreensão, além de prisões, estavam ocorrendo naquele momento em várias capitais, entre elas SP e Porto Alegre. Não foram revelados nomes. Na própria coletiva das 10h, os delegados e procuradores não quiseram listar nomes, porque a nova fase da Operação Lava Jato estava em andamento.

Na coletiva desta manhã, delegados e procuradores avisaram que escritórios de advocacia também passaram a ser investigados por lavagem de dinheiro para o PT. O ex-ministro Zé Dirceu estaria por trás de um dos esquemas.

Há pouco, os jornalistas do site www.zerohora.com.br revelaram que o escritório de Porto Alegre que sofreu buscas e apreensões foi o  Portanova e Advogados Associados, que fica na Rua Vigário José Inácio, no Centro. O objetivo da PF foi coletar documentos relativos a uma causa defendida ali e que resultou no recebimento de R$ 270 mil por parte do escritório.

Leia a nota do site:

O dinheiro foi enviado pela Consist Business Software. Essa empresa é suspeita de lavar dinheiro, entre outros, para o Partido dos Trabalhadores. Ela teria feito repasses financeiros para o partido, por solicitação de João Vaccari Neto, tesoureiro do PT. A informação foi passada por Milton Pascowitch, delator da Lava-Jato, que afirma usar a Consist para intermediar pagamento de propina em obras. Ele afirma ter feito contratos simulados entre sua empresa, a Jamp, e a Consist. Os contatos com a Consist se dariam com o presidente da empresa, Pablo Alejandro Kipersmit e com o Diretor Jurídico Valter Silverio Pereira. Parte dos repasses, de cerca de doze milhões, teriam sido feitos em espécie.

A Lava-Jato informa que o escritório de advocacia Portanova & Advogados Associados teria recebido R$ 270.000,00 entre 01/2015 a 05/2015 da Consist Business Software para "serviços continuados com relação a defesa e acompanhamentos de processos trabalhistas dos funcionários da empresa".

A Lava-Jato quer saber da legalidade e objetivo desses contratos.

Conforme a ordem de busca determinada pelo juiz Sérgio Moro e relativa aos contratos da Consist, foi autorizada a apreensão de:

— Todos contratos, notas fiscais, relatórios, documentos de comprovação de fornecimento de serviços, correspondências físicas ou eletrônicas, relacionadas a eles.

— Todos contratos, notas fiscais, relatórios, demonstrativos, extratos relacionados à destinação ulterior dada aos aludidos recursos pagos ao escritório.

— HDs, laptops, pen drives, smartphones, arquivos eletrônicos, de qualquer espécie, agendas manuscritas ou eletrônicas, dos investigados ou de suas empresas, quando houver suspeita que contenham material probatório relevante, como o acima especificado.


Zero Hora contatou o escritório Portanova. Os responsáveis não estavam e um funcionário confirmou a busca, sem dar detalhes.

PIB cai 1,4% no segundo trimestre. Recessão instala-se para valer no País.

De acordo com o Indicador Serasa Experian de Atividade Econômica (PIB Mensal), o segundo trimestre de 2015 encerrou com retração de 1,4% perante o primeiro trimestre do ano, já descontados os efeitos sazonais. Como a economia brasileira já havia se contraído 0,2% no primeiro trimestre deste ano, completaram-se dois trimestres consecutivos de retração na atividade produtiva do país, consolidando, tecnicamente, uma situação de recessão econômica.

Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, houve queda de 1,5% na atividade econômica no segundo trimestre deste ano.

De acordo com os economistas da Serasa Experian, as queda dos níveis de confiança de consumidores e empresários, a alta da inflação corroendo o poder de compra da população, as sucessivas elevações das taxas de juros encarecendo o crédito e as turbulência do cenário político atingiram em cheio a economia brasileira neste primeiro semestre de 2015, provocando o atual quadro recessivo do país.

Pelo lado da oferta agregada, houve quedas em todos os setores econômicos no segundo trimestre de 2015. A maior delas foi de 3,9% na atividade industrial, seguida das retrações de 0,2% no setor agropecuário e de 0,3% no setor de serviços. Vale notar quem, apesar da retração observada neste segundo trimestre de 2015, o setor agropecuário, em função da safra de grãs recorde esperada para este ano, ainda acumulada alta de 3,9% no primeiro semestre do ano.

Do ponto de vista da demanda agregada, a maior retração no segundo trimestre do ano ocorreu nos investimentos: recuo de 8,6% perante o primeiro semestre. Com este resultado, os investimentos fecharam o primeiro semestre do ano com queda de 9,4%. Da mesma forma, tanto o consumo das famílias quanto o consumo do governo se retraíram neste segundo trimestre do ano: quedas de 0,9% e de 0,6%, respectivamente. Por outro lado, o setor externo, com exportações avançando 4,1% e com as importações recuando 9,2%, impediram uma retração maior na atividade econômica no segundo trimestre de 2015.
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A série histórica deste indicador está disponível em
http://www.serasaexperian.com.br/release/indicadores/atividade_ecomonica.htm

Deputado Bassegio poderá ser cassado na segunda-feira

O presidente da Comissão de Ética da Assembléia do RS, deputado Juliano Roso, acha que na segunda-feira o deputado Diógenes Bassegio será cassado.

Governador petista do Ceará dá lição ao governo do RS

O companheiro Camilo Santana, governador do Ceará, que acha que Sartori não deve ser ajudado pelo governo federal, em lição que passou ontem ao sair de encontro com o ministro da Fazenda, recebido na hora marcada na agenda de Levy:

- Os Estados não podem see prejudicar porque um determinado Estado não fez o dever de casa.

O companheiro não ensinou como o Ceará fez isto nos sucessivos governos do PSDB (Tasso Jereissati e Ciro Gomes).

Só o desmonte do PT e do governo Dilma acabará com a corrupção no Brasil

Daltan Dallagnol, há pouco, na coletiva de delegados da PF e procuradores do MPF, explicando as prisões da nova fase da Operação Lava Jato:

- Muitos dos presos e investigados em fases anteriores, inclusive empreiteiras, repetem do mesmo modo o que fizeram no Mensalão e no Petrolão, constituindo isto em desafio às instituições republicanas e ao estado democrático de direito.

O procurador não disse, mas o único modo de acabar com isto é desmontando a cabeça da organização criminosa e prendendo seus líderes,  o que inclui a prisão de Lula, o impeachment de Dilma e o desmonte do PT e seus aparelhos nos movimentos sindicais, sociais e partidários.


Veja, agora, ao vivo, canal 40 da Globonews, nova fase da Lava Jato

A nova fase da Operação Lava Jato, a Pixuleco 2 (leia nota abaixo), que desta vez apanhou roubalheira no âmbito do ministério do Planejamento, governo Dilma, está sendo explicada neste momento por delegados da PF e membros do MPF.

Quem tem Sky, deve ir ao Canal 40, Globonews, para ver ao vivo, agora.

É tudo nova roubalheira do PT e seus aliados de várias partes do Brasil, inclusive Porto Alegre.

Tribunal Regional Federal decide em Porto Alegre que Jorge Zelada deve continuar preso na Lava Jato

Este é um dos quatro ex-diretores da Petrobrás, nomeado pelos governos Lula e Dilma, presos na Lava Jato. Todos estavam ali roubando para o PT e Partidos da base aliada, como também para si mesmos. - 


A 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) julgou hoje (12/8) o mérito do habeas corpus impetrado em favor de Jorge Luiz Zelada e manteve, por unanimidade, a prisão preventiva.
Zelada, ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, está preso desde o dia 2 de julho. A detenção fez parte da 15ª fase da Operação Lava Jato. Ele é acusado de tentar ocultar o dinheiro desviado, transferindo entre julho e agosto do ano passado R$ 25 milhões de contas secretas na Suíça para o principado de Mônaco.

A defesa do executivo argumentou que as informações oriundas do principado de Mônaco são conhecidas pelas autoridades desde fevereiro de 2015. O advogado afirma que não houve reiteração delitiva que justifique a medida cautelar decretada em julho.

Segundo o relator, desembargador federal João Pedro Gebran Neto, responsável pelas ações da Lava Jato no tribunal, Zelada tinha uma conduta bastante semelhante a de outros diretores da Petrobras investigados, como Nestor Cerveró e Renato de Souza Duque, recebendo a propina das empreiteiras e negociando diretamente o ganho junto a algumas empresas com contratos menores.

Para Gebran, Zelada é um dos investigados com posição de preponderância no grupo, sendo necessária a manutenção da prisão preventiva. O desembargador entende que o risco de reiteração criminosa é concreto, visto que o ex-diretor movimentou grandes quantias da Suíça para Mônaco em momento em que a Operação Lava Jato já era notória.


O desembargador ressaltou que a conduta de Zelada demonstra não só a indiferença perante o Direito, mas também revela maior risco à ordem pública.

Polícia Federal abre nova fase da Lava Jato. Vereador do PT é preso em São Paulo. PF age também em Porto Alegre.

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira a 18ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Pixuleco II. Setenta agentes cumprem onze mandados em Brasília, Porto Alegre e São Paulo, sendo um de prisão temporária e dez de busca e apreensão. 

O preso é Alexandre Corrêa de Oliveira Romano, ex-vereador de Americana (SP) pelo PT, entre os anos de 2001 e 2004.

A Pixuleco II mira os negócios de um novo operador, identificado pela força-tarefa a partir de informações obtidas na operação anterior, a Pixuleco. Segundo a Polícia Federal, ele arrecadou mais de 50 milhões de reais em propina a partir de contratos de empréstimos consignados no Ministério do Planejamento. Os pagamentos de vantagens ilícitas se davam por meio de empresas de fachada.


A fase anterior da Lava Jato foi responsável por levar de volta à cadeia o ex-ministro da Casa Civil e mensaleiro condenado José Dirceu, apontado pelo Ministério Público Federal como um dos responsáveis por instituir o petrolão, quando ainda ocupava um dos principais cargos do governo Lula.
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