Secretaria da Segurança do RS gastou apenas 16,4% do previsto no ano

* Clipping Zero Hora deste domingo.

Corte de recursos federais e dificuldades em superar entraves legais atrapalham compra de viaturas e construção de cadeias - Francisco Amorim

O ano de 2012 prometia ser o de maior volume de investimentos em Segurança Pública na história gaúcha, mas se aproxima do fim com um resultado acanhado: apenas 16,4% dos gastos planejados para compras de viaturas, construção de presídios e aquisição de equipamentos saíram do papel.
Dos R$ 285 milhões separados no orçamento do governo do Estado para projetos que tinham como objetivo reduzir a violência urbana, só R$ 46 milhões foram aplicados neste ano, segundo dados do site Transparência RS, atualizado diariamente pela Secretaria da Fazenda.

Após cruzar informações oficiais disponíveis na internet com a orçamento para 2012 aprovado pela Assembleia Legislativa no final do ano passado, Zero Hora descobriu que 2,4 mil vagas em cadeias deixaram de ser criadas, pelo menos 600 novas motocicletas não se integraram à frota da Brigada Militar e a modernização dos laboratórios e realização de reformas no Instituto-geral de Perícia (IGP) ficaram para o ano que vem.

Como ainda resta o mês de dezembro, a expectativa da Secretaria da Segurança Pública (SSP) é de atingir 25% do orçamento destinado a investimentos, chegando aos R$ 70 milhões. Procurada pela reportagem, a SSP contestou os dados do site Transparência, mantido pela pasta da Fazenda. O diretor-geral, Saulo Faganello, apresentou números divergentes dos disponíveis na internet. Pelas contas dele, já teriam sido investidos R$ 58 milhões e não R$ 46 milhões, elevando o índice para a casa dos 20%.

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Fux conta como procurou Dirceu, Delfim, João Paulo Cunha e até Cardozo, tudo para conseguir vaga de ministro no STF

*  Clipping Folha de domingo. Entrevista a Mônica Bérgamo. São duas páginas do jornal.

Magistrado diz que na época não lembrou que petista era réu do mensalão, processo que poderia vir a julgar. Ministro afirma que, na conversa, pediu que seu currículo fosse entregue ao então presidente Lula
O ministro Luiz Fux, 59, diz que desde 1983, quando, aprovado em concurso, foi juiz de Niterói (RJ), passou a sonhar com o dia em que se sentaria em uma das onze cadeiras do Supremo Tribunal Federal (STF). Quase trinta anos depois, em 2010, ele saía em campanha pelo Brasil para convencer o então presidente Lula a indicá-lo à corte.

Fux era ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça), o penúltimo degrau na carreira da magistratura. "Estava nessa luta" para o STF desde 2004 -sempre que surgia uma vaga, ele se colocava. E acabava preterido. "Bati na trave três vezes", diz.

AVAL
Naquele último ano de governo Lula, era tudo ou nada.
Fux "grudou" em Delfim Netto. Pediu carta de apoio a João Pedro Stedile, do MST. Contou com a ajuda de Antônio Palocci. Pediu uma força ao governador do Rio, Sergio Cabral. Buscou empresários.
E se reuniu com José Dirceu, o mais célebre réu do mensalão. "Eu fui a várias pessoas de SP, à Fiesp. Numa dessas idas, alguém me levou ao Zé Dirceu porque ele era influente no governo Lula."

O ministro diz não se lembrar quem era o "alguém" que o apresentou ao petista.

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O Relatório Leveson, o News of the Wordld e a RBS

No link a seguir, leia o relatório de 300 páginas produzido pelo juiz inglês Brian Leveson, que durante mais de um ano ouviu 337 pessoas e examinou milhares de páginas de documentos e depoimentos sobre as práticas da imprensa inglesa, levantadas antes, durante e depois do escândalo do jornal News of the World, do magnata Murdoch. O título do relatório: "A cultura, as práticas e a ética da imprensa".

. O editor analisou a cultura, as práticas e a ética da imprensa gaúcha, com ênfase para os veículos de comunicação da RBS, durante o governo anterior de Yeda Crusius, que comparou ao tipo de jornalismo marrom do News. Só no primeiro ano depois da saída de Yeda do governo é que a RBS editou seu Código de Ética, uma espécie de autorregulamentação das suas atividades, acabando, inclusive, com as chamadas reportagens investigativas de impacto escandaloso, quase sempre comandadas pelo jornalista Giovani Grizotti, que desde lá está fora dessa área. No período, como o News, a RBS manteve relações eticamente questionáveis com agentes do setor público, como o editor comprova no seu livro Cabo de Guerra.

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Mensalão - Ayres Brito em entrevista para Zero Hora: "Nunca se viu conjunto de crimes tão graves"

LEIA também o artigo de Flávio Tavares na Zero Hora deste domingo: "O erro supremo".  ]CLIQUE AQUI para ler.

Em duas páginas inteiras, o ex-presidente do STF falou para Zero Hora deste domingo sobre muitas coisas, mas sobretudo a respeito do julgamento do Mensalão, fazendo até mesmo algumas confidências. Sobre as provas contra Zé Dirceu e seus comparsas petistas da organização criminosa, agora condenados a cumprir penas pesadas na cadeia, eis a resposta dele:

ZH - Por quê? (as provas são abundantes)
Ayres - Nunca se viu no ponto de largada de uma ação penal, 40 réus pertencentes as mais altas esferas da sociedades: governamental, política, empresarial, bancária. Nunca se viu um conjunto de crimes tão graves, tão numerosos e entrelaçados. Corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, gestão fraudulenta, você nunca viu isso. Então, insimilar é o caso com quase 60 mil páginas, 600 testemunhas. E o Supremo teria de tomar uma decisão afeiçoada a heterodoxia do caso, e o fez tecnicamente, com toda isenção e transparência.

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Artigo, Fernando Henrique Cardoso - Melancolia e revolta

O que entristece não é só a conduta de algumas pessoas. É o silêncio das instituições democráticas

Não sou propenso a queixas nem a desânimos. Entretanto, ao pensar sobre o que dizer nesta crônica, senti certa melancolia. Escrever outra vez sobre o mensalão e sobre o papel seminal do STF? Já tudo se sabe e foi dito.

Entrar no novo escândalo, o do gabinete da Presidência em São Paulo? Não faz meu estilo, não tenho gosto por garimpar malfeitos e jogar mais pedras em quem, nesta matéria, já se desmoralizou bastante.
Tentei mudar de foco indo para o econômico. Mas de que vale repetir críticas aos equívocos da política petrolífera, que começaram com a redefinição das normas para a exploração do pré-sal?

As novas regras criaram um sistema de partilha que se apresentou como inspirado no “modelo norueguês” — no qual os resultados da riqueza petrolífera ficam em um fundo soberano, longe dos gastos locais, para assegurar bem-estar às gerações futuras —, quando, na verdade, se assemelha ao modelo adotado em países com regimes autoritários.

Até aqui o novo modelo gerou apenas atrasos, custos excessivos e estagnação, além de uma briga inglória (e injusta para com os estados produtores) a respeito de royalties que ainda não existem e que, quando existirem, serão uma torneira aberta para gastos correntes e pressões inflacionárias.

A contenção do preço da gasolina já se tornou rotina, mesmo que afete a rentabilidade da Petrobrás e desorganize a produção de etanol. O objetivo é segurar a inflação por artifícios e garantir a satisfação dos usuários.

Calo sobre os efeitos da redução continuada do IPI para veículos e do combustível artificialmente barato. Os prefeitos que cuidem de aumentar ruas e avenidas para dar cabida a tanto bem-estar. E que dizer da tentativa de cortar o custo da energia elétrica, que teve como resultado imediato a perda de valor das ações das empresas?

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Artigo, Ricardo Kotscho - A hora da verdade para Lula e para o PT

- Ricardo Kotscho foi secretário de Imprensa do governo Lula. Foi embora porque quis. Ele continua fiel ao PT e também a Lula. Trata-se, no entanto, de um jornalista respeitado, mas ainda comprometido com a ideia de que existe Papai Noel. Neste artigo, Kotscho atribui o Escândalo Rosemary atribui “ao PSDB e seus aliados na mídia e em outras instituições nacionais” todos os desconfortos de Lula e do PT. Ele não diz que são os “aliados na mídia” e nem especifica as “instituições nacionais”. O que esquece o ex-auxiliar de Lula: 1) O Caso Rosemary não foi levantado pela mídia, pelo PSDB ou outras “instituições nacionais”, mas pela Polícia Federal, órgão do governo Dilma Rousseff. 2) Quem nomeou os implicados no caso foi a presidente Dilma Rousseff, que agora demite todo mundo, dando a impressão de que é ela a vingadora, quando na verdade foi a autora do escândalo, já que foi quem escolheu os bandidos. Chegou a hora de Lula, sim, que escapou da Mensalão. O lugar de Lula é na cadeia, como o lugar do PT é a lata de lixo da história.  Leia o artigo, resumido a seguir e publicado na íntegra ao final.

 Demorei para escrever e dar esta resposta porque, para mim, estes últimos foram os dias mais difíceis da minha já longa carreira, posto que os fatos envolvem não só velhos amigos meus, como é do conhecimento público, mas um projeto político ao qual dediquei boa parte da minha vida.

Simplesmente, não sabia mais o que dizer. Ao mesmo tempo, não podia brigar com os fatos nem aderir à guerra de extermínio de reputações e de desmonte da imagem do ex-presidente Lula e do PT que está em curso nos últimos meses. A propósito, escrevi no começo de novembro um texto que se mostrou premonitório sob o título "O alvo agora é Lula na guerra sem fim", quando o STF consumou a condenação dos ex-dirigentes do PT José Dirceu, José Genoíno e Delúbio Soares.
(...)
Sem ter o que propor ao eleitorado, após sofrer três derrotas consecutivas nas eleições presidenciais, e perder até mesmo em São Paulo na última disputa municipal, o PSDB e seus aliados na mídia e em outras instituições nacionais agora partem para o vale-tudo na tentativa desesperada de eliminar por outros meios o adversário que não conseguem vencer nas urnas.

Nada disso, porém, exime o ex-presidente Lula e o PT de virem a público para dar explicações à sociedade porque não dá mais para fazer de conta que nada está acontecendo e tudo se resume a uma luta política, que é só dar tempo ao tempo.
(...)
Chegou a hora da verdade para Lula e o PT.

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Vulcabras fechará 12 fábricas de calçados na Bahia

* Clipping  Marina Falcão | Valor

A fabricante da calçados Vulcabras, dona da marca Olympikus e Azaleia, anunciou hoje que vai encerrar as atividades de 12 unidades industriais de dez filiais de sua subsidiária na Bahia. De acordo com comunicado da empresa, essas unidades ficam nos municípios de Caatiba, Firmino Alves, Itambé, Itapetinga (com exceção da matriz), Itororó e Macarani.A companhia disse que está oferecendo um programa de benefícios compensatórios aos empregados diretamente atingidos, após negociação prévia com o sindicato da categoria.O enxugamento da operação na Bahia faz parte de um plano de racionalização e centralização das atividades da empresa no Estado. “Os custos associados a esse plano serão refletidos nas demonstrações financeiras da companhia”, disse a Vulcabras, por comunicado aos investidores.

A atividade fabril na Bahia ficará concentrada no município de Itapetinga, onde fica a matriz da subsidiária da companhia no Estado.A Vulcabras afirmou  que “simplificará a complexidade de sua gestão operacional e administrativa, assim como os fluxos logísticos, buscando tornar-se viável novamente”.Ainda segundo a companhia, os sucessivos e elevados prejuízos que vem apresentando são “decorrência do aumento da competição, causado pela excessiva entrada de produtos importados a preços muito baixos, não compatíveis com a estrutura de custos da empresa na Bahia”.

Um ano atrás, a Vulcabras já tinha fechado seis filiais no Estado. Na época, a companhia disse que iria manter a atividade das doze demais filiais no Estado.Este ano, a Vulcabras negociou um aporte com fundo de investimentos Pátria, mas o plano de capitalização não se concretizou.A companhia passou recentemente por mudanças na sua gestão. Em julho, o então presidente Milton Cardoso, que estava no cargo há 15 anos, foi substituído por Pedro Gredene, que faz parte da família controladora do negócio.

Três meses depois, Grendene assumiu também o cargo de diretor financeiro e de relações com investidores da empresa, no lugar de Edivaldo Rogério de Brito. Nos nove primeiros meses deste ano, a Vulcabras acumula prejuízo de R$ 232,5 milhões, alta de 58% em relação a perda registrada no mesmo período de 2011. A receita líquida, na mesma comparação, avançou 10,7%, para R$ 413,15 milhões.

Zé Dirceu vaza notícia de que não virá nesta segunda porque Tarso viajará pelo interior do RS

Não é verdadeira a versão passada em São Paulo de que o subchefe do Mensalão, José Dirceu, suspendeu sua vinda a Porto Alegre, segunda, porque o governador Tarso Genro e seu secretariado cumprirão roteiro de uma semana pelo interior, justamente na data.

. Em Porto Alegre, não viajarão três outros líderes de primeiro time do PT do RS, Olívio Dutra, Adão Villaverde e Raul Pont. Pont é presidente do Partido. Zé Dirceu poderia ter mantido sua agenda com todos os três. O subchefe do Mensalão quer o apoio do PT do RS à sua cruzada nacional contra o STF, a PGR e a mídia.

O PT de Rosemary - Petista gaúcho, ex-presidente do INSS, Mauro Haushild, citado no Escândalo Rosemary

* Clipping Zero Hora, domingo.

O nome do gaúcho Mauro Hauschild, ex-presidente do INSS e filiado ao PT, aparece numa lista de pessoas que tinham relação com Paulo Vieira, diretor da Agência nacional de Águas (ANA), um dos presos na Operação Porto Seguro. Hauschild entrou na lista da Polícia Federal porque o nome dele é citado em um e-mail de Paulo Vieira, datado de 15 de novembro de 2011 e enviado às 10h56min para um certo Marcelo que usa o endereço "tigraovieira@yahoo.com.br".

. No e-mail, Paulo escreveu:"Prezado marcelo. Saudações! Peço-lhe fazer depósitos para Minas Gerais Empreendimentos. Cnpj 10.300724/0001-04 . Banco do Brasil, Ag 0428-6, C/c 40296-6. Valor R$ 5.836,55. O depositante deverá ser o sr. Mauro Luciano Hauschild, CPF 538.590.570-49. Desde já grato. Abraço, Paulo.

. Desde o início da manhã de sábado, quando começou a circular a edição da revista Época, Zero Hora está tentando ouvir Mauro Hauschild, mas até agora ele não retornou as ligações. Hauschild protocolou pedido de demissão da presidência do INSS em 18 de outubro. Um dos motivos que teriam levado à saída dele seria o fato de ter se desligado do instituto por 14 dias para atuar na campanha vencedora da chapa do PT à prefeitura de Lajeado, além de ser alvo de críticas sobre seu desempenho no comando do órgão.