Saiba por que não é verdade que Dilma aguenta qualquer pressão

Engana-se quem acha que Dilma Roussef não tem no DNA o virus da renúncia. Em setembro de 1988, o editor substituiu Dilma na secretaria da Fazenda, Porto Alegre, quando ela resolveu renunciar sob a alegação de que coordenaria a campanha do marido, Carlos Araújo, mas na verdade assustada por um déficit monstruoso que deixou como herança maldita e que não conseguia desatar.

A presidente renunciou muitas outras vezes na vida.

Inclusive quando fechou a fracassada loja de R$ 1,99 que montou com uma amiga em Porto Alegre.

Ela não aguenta pressão continuada.

Poucas mulheres aguentam.

O capo Emílio manda Marcelo Odebrecht contar o que sabe: "Fale tudo, inclusive sobre Lula e Dilma".

Jorge Bastos Moreno, o mais bem informado colunista do jornal O Globo, hoje:

- O pai de Marcelo, Emilio, recluso com as netas em uma fazenda da família desde que o filho foi preso, já autorizou os advogados a discutir o assunto com as autoridades.

Emílio Odebrecht, antes da prisão, mandou este recado para o PT e para Lula:]

- Se Marcelo for preso, preparem uma cela para mim, outra para Marcelo e uma terceira para Lula.

No aviso ao filho, agora, ele mandou que ele fale tudo, inclusive sobre Lula e sobre Dilma. 

Procempa entra em greve a partir de segunda-feira

Os trabalhadores da Procempa, estatal municipal de TI de Porto Alegre, entrarão em greve a partir de segunda-feira. Eles querem aumento de salários.

Presidente do Bradesco adverte: "Crise política é maior do que a econômica".

Na quarta-feira à noite, o editor recebeu por Whats App um áudio com comentário sobre acerto feito entre Fiesp,Firjan e Febraban, mais lideranças maiores do PMDB e do PSDB, tudo destinado a abreviar o mandato de Dilma e garantir a sucessão com Michel Temer, tendo por ministro da Fazenda o senador José Serra.

O editor não publicou nada porque buscou conferir as informações.

Acontece que já na sexta-feira foi publicada página inteira nos principais jornais, assinada por Fiesp e Firjan, dando apoio à governabilidade, mas "com Temer".

Hoje, saiu a entrevista a seguir com o presidente do Bradesco, Luís Trabuco.

Nada acontece por acaso.

Trabuco é o fiador da ida de Joaquim Levy para o ministério da Fazenda e foi seu chefe até ele assumir o cargo.

O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, decidiu fazer um importante alerta à sociedade, logo depois de fechar a compra do HSBC.

"A crise política é mais forte que a econômica. Isso abala a confiança no país e retarda a retomada do crescimento", disse ele em entrevista aos jornalistas David Friedlander e Toni Sciarretta, da Folha de S. Paulo (leia aqui).

Segundo Trabuco, o momento atual exige "grandeza" da classe política e também união para superar os problemas atuais. "Precisamos sair desse ciclo do quanto pior, melhor. Melhor para quem? Para o Brasil, não é. As pessoas precisam ter a grandeza de separar o ego pessoal do que é o melhor para o país", afirmou.

O presidente do Bradesco também negou que tenha indicado Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda. "Não tem essa questão de indicação. Não houve isso. O Levy é um homem de Estado, que tem uma formação irretocável. Ele tem objetivos cívicos, patrióticos, de dar sustentabilidade ao país", afirmou.


Segundo ele, a retomada do crescimento virá em 2016 e a inflação também será contida. "Não fomos capazes de antever o que aconteceria após a redução no preço das commodities que o Brasil exporta, que trouxe perdas para a renda nacional. E acreditamos em coisas que não deram certo, como segurar os preços administrados. Quando 2015 chegou, era inevitável ter inflação acima de 9%", afirmou. "Mas essa é uma inflação corretiva, que está equacionando uma diferença de preços e tem prazo para acabar. A política monetária foi executada. Nós trabalhamos com um PIB extremamente modesto, fraco até junho do ano que vem. Depois tem a retomada. Mas essa retomada será puxada pelos investimentos em infraestrutura."

Vivo denuncia Whats App por fazer pirataria sobre linhas de celulares das teles

Amos Genish, presidente da Vivo, diz que aplicativo, que também faz chamadas de voz pelo smartphone, só funciona dessa forma no país devido à falta de regras regulatórias, fiscais e jurídicas. Para ele, o WhatsApp estaria funcionando, na prática, como uma operadora de telefonia.

Trata-se de um problema, mais para o lucro da empresa do que propriamente para o cidadão, mas de fatio o Whats App só funciona porque trafega nas linhas pertencentes e operadas pelas teles, que não ganham nada com isto. 

Cunha e Dilma mantiveram reunião secreta

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, encontrou-se secretamente com Dilma no dia 30, uma quinta-feira.

É o que revela hoje o jornalista Lauro Jardim, Veja.

Lula repele blindagem de ministério

Lula avisou hoje que não quer ser ministro de Dilma. Ele informou que não busca blindagem para não ser preso por Sérgio Moro porque o juiz não tem elemento algum que o leve a fazer isto.

Colapso da segurança pública do RS: três mulheres e uma criança foram degoladas em Porto Alegre

O governo Sartori perdeu o controle da área da segurança pública. Na assembléia, o deputado Ênio Bacci pediu a imediata demissão do secretário, logo depois que uma agência do Banrisul foi assaltada dentro do próprio prédio da SSP. - 

A reportagem a seguir é do UOL. Os crimes são desta manhã de sábado, na Restinga. Leia:

Três mulheres e uma criança foram encontradas mortas, com sinais de degola, em uma casa na periferia de Porto Alegre na manhã deste sábado (8).

Ainda de madrugada, o Corpo de Bombeiros foi chamado ao local para apagar um incêndio na residência, no bairro de Restinga, zona sul da cidade.

Após controlar as chamas na cozinha da casa, os bombeiros encontraram os corpos das quatro vítimas, todas com cortes no pescoço.

Os corpos de Lauren Roseane Faria Fim, 27, seu filho Gregori Fim da Silva (com cerca de seis anos), sua mãe Sandra Regina Faria Fim, 62, e sua sobrinha Vitória Regina Fim Rodrigues, 17, estavam em um mesmo cômodo da residência, na rua Alameda, de acordo com o soldado Bataglin, do 21º Batalhão da Polícia Militar.

Segundo o policial, acredita-se que o fogo tenha sido iniciado pelo responsável pelas mortes, mas a polícia ainda não tem um suspeito.

Os corpos já foram levados para o IML (Instituto Médico Legal) e o local foi isolado para a perícia. As mortes serão investigadas pela 4ª Delegacia de Homicídios.

O delegado Adriano Melgaço, responsável pelo caso, disse à reportagem que não poderia informar detalhes sobre as investigações, conforme decisão tomada pela categoria em protesto devido ao parcelamento de salários de servidores do Estado.

CRISE NO RIO GRANDE DO SUL

Na última segunda-feira (3), policiais militares e civis, professores e demais servidores estaduais do Rio Grande do Sul fizeram uma paralisação de 24 horas em protesto contra a decisão do governo de José Ivo Sartori (PMDB) de parcelar os salários dos servidores.

No fim de julho, o governo anunciou que, devido à crise econômica, iria pagar salários integrais só aos servidores que ganham até R$ 2.150. Os demais funcionários públicos, cerca de 48% do total, receberão em mais duas parcelas, em 13 e 25 de agosto.


Os servidores decidiram voltar ao trabalho na terça-feira (4), mas ameaçam uma greve geral a partir de 18 de  

Prossegue silêncio sobre mulheres enjauladas e espancadas por militantes do PSOL do RS

O editor postou no sábado passado a informação de que o ex-tesoureiro estadual do PSDB, Alexandre , foi espancado selvagemente e teve o braço quebrado, enquanto as duas mulheres que o acompanhavam foram igualmente espancadas e depois trancadas numa jaula, tudo na madrugada e na zona central de Porto Alegre. 

Na jaula ao lado, as duas ativistas dissidentes, Ângela Duran e Elisa Benedetto,  foram encarceradas e agredidas por militantes do PSOL. A cena e o cenário são assustadoramente semelhantes aos das execuções do Exército Islâmico. Os dirigentes estaduais do PSOL, Pedro Ruas, Luciana Genro e Roberto Robaina, demoraram quase uma semana para tirar uma nota sobre o caso, mas apesar dos BOs em três delegacias diferentes, nada foi adiante.

Há um silêncio ensurdecedor a respeito dos espancamentos e do cativeiro de Duran e Benedetto. Nem sequer a Lei Maria da Penha foi acionada.

Nem sequer Maria do Rosário falou.

As entidades e comissões de proteção aos direitos humanos permanecem mudas. 

O caso está sendo tratado como uma arruaça entre tribos rivais do PSOL, mas a história contada no link a seguir, com amplos detalhes, mostra que o jornalista e suas acompanhantes foram perseguidos pelas ruas, emboscados, espancados e torturados. Nem sequer puderam se defender, já que o número de agressores do PSOL era muito maior. 

CLIQUE AQUI para examinar dezenas de fotos das mulheres espancadas.



PT do RS cala diante da prisão de um dos seus fundadores, o mensaleiro Zé Dirceu

O PT do RS, cujo presidente, Ary Vannazi, acaba de ter seus direitos políticos cassados por decisão do Tribunal de Justiça do RS (leia nota abaixo), ainda não se manifestou sobre a nova prisão do "herói do povo brasileiro", seu ex-presidente e fundador, Zé Dirceu.

Líderes como Raul Pont, Olívio Dutra e Tarso Genro estão mudos, surdos e cegos diante do desmonte do PT, cujos principais fundadores já passaram pela cadeia, cumprem pena, encontram-se em prisão preventiva ou serão enjaulados.

Reformada com dinheiro de propina, casa de Dirceu tem ofurô e TV de 80 polegadas

A revista Veja que já circula conta como é a nova casa de campo do ex-ministro e fundador do PT, José Dirceu,toda ela reformada com dinheiro da propina.

Leia tudo:

Da casa original, só sobraram as paredes e o teto. O restante do imóvel de 420 metros quadrados, em um condomínio em Vinhedo, interior de São Paulo, foi posto abaixo. Em seis meses, operários pagos pelo delator Milton Pascowitch reformaram tudo ao gosto do dono do local, o hoje detento José Dirceu. Na suíte reservada ao proprietário, voltada para uma ampla varanda, construíram um ofurô. Na sala de reuniões, instalaram uma mesa de doze lugares e uma TV de 52 polegadas, para videoconferência. Um dos pontos altos da reforma foi a colocação, na sala, de uma tela de vidro de 80 polegadas que reflete as imagens da TV também do lado de quem está na cozinha. No andar de baixo do imóvel, os operários ergueram quatro suítes, com ar-­condicionado e televisão, para os empregados - dois seguranças, um motorista e uma doméstica. O conforto dessas instalações virou assunto na região - vários candidatos a emprego passaram por lá para deixar o currículo. O ex-ministro já tinha uma casa de dois andares no mesmo condomínio. A que Pascowitch reformou, vizinha desse imóvel, teria a função adicional de servir de escritório para o petista - daí a sala de reuniões e o equipamento de videoconferência. O custo total da reforma foi de 1,3 milhão de reais - e nem um centavo saiu do bolso do ex-­chefe da Casa Civil.


O lobista Milton Pascowitch, que assinou acordo de delação premiada na Operação Lava-Jato, confessou aos investigadores que o dinheiro que custeou a reforma da casa de Dirceu veio de pagamento de propina feito pela Engevix, empreiteira que ele representava. Em troca desses valores, a Engevix foi contratada sem licitação pela Petrobras para executar obras no Polo de Cacimbas II, no Espírito Santo.

Inflação desacelera em julho, mas em 12 meses passa de 9% pela 1ª vez desde 2003

IPCA, divulgado nesta sexta-feira pelo IBGE, ficou em 0,62% no mês passado. Em 12 meses, acumula 9,56%

A indústria, inclusive do RS, pode já ter tocado o fundo do poço

As notícias deste final de semana sobre a continuada queda de produção das indústrias, com ênfase para o RS, demonstram que o processo de desindustrialização acelerou e não parece ter fim.

As indústrias podem ter tocado o fundo do poço ?

São elas que puxam a economia como uma locomotiva.

Sem as indústrias, a economia volta aos tempos da colônia.

Leia esta reportagem do jornal Valor e saiba mais sobre a conjuntura atual. O material é de Arícia Martins:.

Embora alguns setores tenham notado pequena melhora em relação a junho, relatos de associações industriais ouvidas pelo Valor reforçam a análise de economistas de que não houve virada da atividade na passagem do primeiro para o segundo semestre. A percepção geral é que o fundo do poço já foi atingido no confronto com o mês anterior, mas mesmo assim os sinais são de que julho foi mais um período negativo em vendas e produção na comparação com igual mês de 2014, tendência que deve ser mantida até o fim do ano.

Um indício positivo foi a alta de 1,5% da confiança da indústria medida pela Fundação Getulio Vargas (FGV) na passagem de junho para o mês passado, depois de cinco quedas seguidas. No entanto, o superintendente-adjunto para ciclos econômicos da instituição, Aloisio Campelo, avaliou que a pouca disseminação do avanço e o nível ainda deprimido do indicador (69,1 pontos) impedem que o resultado seja visto como um ponto de virada.

O presidente do Instituto Nacional de Distribuidores de Aço (Inda), Carlos Loureiro, afirma que as principais indústrias que puxam as vendas – automobilística, máquinas e equipamentos e construção civil – ainda estão muito estocadas e, por isso, nenhuma delas mostrou reação. “Enquanto os estoques não se normalizarem, não vemos chances de melhorar nossas vendas”, diz Loureiro, que trabalha com estabilidade da distribuição de aços planos em julho sobre o mês anterior. Esse resultado, no entanto, significaria uma queda relevante ante o sétimo mês do ano passado, na ordem de 30%.

Pelo histórico do setor, julho costuma ser mais aquecido do que junho, mas, neste ano, as vendas devem ficar estáveis na passagem mensal, mesmo com a incidência de três dias úteis a mais. Para Loureiro, o ano caminha para um recuo mais forte que a previsão atual do Inda de 12%, e só é possível esperar reação mais expressiva a partir do segundo semestre de 2016.

Outro bom termômetro da atividade industrial, a expedição de papelão ondulado deve ter crescido cerca de 4% de junho para julho, afirma Sergio Ribas, diretor da Associação Brasileira de Papelão Ondulado (ABPO), mas recuado 2% a 2,5% sobre julho de 2014. Na comparação anual, as vendas de papelão subiram 1,3% em junho, mas Ribas ressalta que junho do ano passado foi atipicamente fraco em função da Copa do Mundo.

Segundo Ribas, a queda de 2,5% nas vendas de caixas, acessórios e chapas de papelão esperada para 2015 é mais leve do que a retração a ser vista em outros segmentos porque boa parte da expedição está associada às indústrias alimentícia e de bebidas. “Se fosse só pelo setor de bens duráveis, a queda seria maior”. Na avaliação do empresário, o segundo semestre deve mostrar desempenho melhor do que o primeiro, em linha com a sazonalidade, mas não superior ao de julho a dezembro de 2014.

Essa também é a análise de Walter Cover, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), para quem julho a produção deve ter ficado estável ante julho do ano passado, mas já com alguma sinalização de mudança em relação ao quadro muito negativo do primeiro semestre. Para Cover, o reinício das obras da terceira fase do Minha Casa, Minha Vida, uma recuperação um pouco mais rápida do varejo e o dólar alto devem ajudar o tombo de 7% das vendas de janeiro a junho diminuir para uma queda de 3% a 4% até dezembro.

Fornecedora de diversas cadeias, a indústria química ainda não tem dados de junho, mas a percepção é que o mês passado acentuou a tendência de queda observada até maio, diz Fátima Giovanna Ferreira, diretora de economia da Abiquim, associação que reúne as empresas do setor. Fátima explica que julho geralmente é um mês mais fraco e, pelo padrão do setor químico, as encomendas começam a ficar mais firmes em agosto. Como, porém, indústrias importantes seguem com a demanda em baixa, as empresas associadas estão em um momento de indefinição. “Esperaríamos alguma estabilidade em julho na comparação com igual mês do ano passado, mas não vimos sinais de reação.”

No Polo Industrial de Manaus, por enquanto, a retomada no segundo semestre está somente no campo das expectativas, diz Wilson Périco, presidente do Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam), uma vez que julho não trouxe nenhum indício de reversão. “Esperamos uma melhora por conta das festas de fim de ano, mas até isso é uma incerteza hoje”, avalia Périco.

O empresário relata que os segmentos de duas rodas e de televisores já vinham sofrendo há algum tempo, mas a tendência negativa também se espalhou para o setor de celulares e tablets em junho. “Todas as empresas estão estocadas e a maioria adotou férias coletivas antes de demitir”, aponta Périco, que contabiliza cerca de 20 mil dispensas no polo somente no primeiro semestre. Caso a demanda não reaja, ele não descarta novas demissões.

As perspectivas do setor têxtil também são pouco animadoras. Pesquisa da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) com as empresas associadas aponta que 60,3% delas preveem vendas abaixo do normal em julho, e 12,3%, “muito abaixo do normal”. Ainda é cedo para concluir que todo o segundo semestre terá essa tônica, diz o presidente da Abit, Rafael Cervone, mas o único alento no cenário é o câmbio mais desvalorizado, que permite elevar exportações e substituir importados por produção doméstica. “Estamos discutindo essa ação com o varejo, mas falta previsibilidade sobre para onde vai a economia.”

Para os fabricantes de calçados, a Francal – feira que ocorreu em São Paulo entre os dias 6 e 9 de julho e lançou a coleção primavera-verão de mais de 800 marcas – foi uma injeção de ânimo diante das expectativas mais tímidas dos empresários, conta Heitor Klein, presidente da associação que reúne as empresas do setor (Abicalçados). O evento, na visão de Klein, confirmou a percepção de que as vendas externas vão voltar a crescer, mas ainda há preocupação com o nível de consumo doméstico. “Não acredito que teremos recuperação em relação ao segundo semestre do ano passado, mas se ficarmos no mesmo nível já vai ser bom.”

Mais pessimista e sentindo há mais tempo o reflexo da perda de dinamismo da indústria, o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Carlos Pastoriza, tem a impressão de que o período de julho a dezembro pode ser mais difícil do que os primeiros seis meses do ano. “Todo mundo está protelando ou cancelando investimentos”, conta Pastoriza, que também vê no processo de substituição de importações a única saída para o setor no curto prazo. No primeiro semestre, o faturamento líquido das empresas associadas ficou 6,5% abaixo do registrado de janeiro a junho de 2014.

Valor Econômico – 3/8/2015

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Resultados positivos ainda não representam melhoras no 2ª sem

Muitos setores da indústria registraram índices pouco mais animadores do que os registrados no primeiro semestre do ano, no entanto, de acordo com representantes industriais como Instituto Nacional de Distribuidores de Aço – Inda e Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq, estes números ainda não representam uma retomada econômica dos setores.

Segundo Carlos Loureiro, presidente do Inda, os principais setores indústrias (automobilística, máquinas e equipamentos e construção civil) ainda estão com um volume grande em estoque, e por este motivo não podem apresentar melhoras. Para ele, enquanto os estoques não se normalizarem, não há chances de melhorar as vendas. Diante disso, o mês de julho, que tende a ser mais aquecido do que junho, este ano, deve se manter estável.

Frente a este cenário, Loureiro espera encerrar 2015 com um recuo mais forte que a previsão atual do Inda de 12%, esperando somente uma possível reação mais expressiva no setor a partir do segundo semestre do próximo ano.

Outro setor que também apresenta pessimismo para este ano é o de máquinas e equipamentos. De acordo com Carlos Pastoriza, presidente da Abimaq, o segundo semestre de 2015 pode ser ainda mais difícil do que o primeiro semestre, uma vez que no primeiro o faturamento líquido das empresas associadas ficou 6,5% abaixo do registrado de janeiro a junho de 2014. Ele justifica isso considerando o fato das indústrias estarem protelando ou cancelando investimentos.

Mesmo longe de uma grande melhora, o setor da construção civil é um dos que mantém um otimismo para o segundo semestre.

Segundo Walter Cover, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção – Abramat, o reinício das obras da terceira fase do ‘Minha Casa, Minha Vida’, pode ajudar o setor a ter uma recuperação um pouco mais rápida do que a do varejo e o dólar alto deve ajudar o tombo de 7% das vendas de janeiro a junho diminuir para uma queda de 3% a 4% até dezembro.


Em uma análise geral da confiança da indústria medida pela Fundação Getulio Vargas – FGV, o índice apontou uma alta de 1,5% na passagem de junho para julho, um dado positivo depois de cinco quedas seguidas. Entretanto, o superintendente-adjunto para ciclos econômicos da instituição, Aloisio Campelo, avaliou que a pouca disseminação do avanço e o nível ainda deprimido do indicador (69,1 pontos) impedem que o resultado seja visto como um ponto de virada.

Entenda a tempestade perfeita da economia brasileira em três cenários

O ano passado foi de recessão, conjuntura que prossegue. Os jornais da época já anunciavam a tempestade que se avizinhava.


As duas reportagens a seguir são da revista Veja e o editor recomenda ao leitor que examine tudo com olhar de relojoeiro, porque o cenário desenhado reflete exatamente o que acontece e o que acontecerá na economia brasileira, com números desconcertantes a respeito da conjuntura. A primeira matéria é de Giuliano Guandalini e Bianca Alvarenga, enquanto que a segunda é assinada por Marcelo Sakate. 

Fica claro que o atual governo não conseguirá estabilizar a economia e recuperar as condições de crescimento, não só porque foi ele quem deixou tudo desandar, como porque não tem mais credibilidade e elementos de governabilidade, portanto ferramentas para injetar confiança. 

Leia com atenção, grave os números e estude:

Os indicadores da economia brasileira apontam para uma recessão prolongada. O tombo será ainda mais profundo caso o governo não recupere rapidamente a confiança dos investidores nem consiga evitar o rebaixamento da nota de crédito do país

As análises econômicas mais realistas e desapaixonadas indicavam, fazia algum tempo, que a crise na economia brasileira era um acidente prestes a acontecer. Por seis anos seguidos, o governo pisou fundo demais no acelerador dos gastos públicos e aliviou o pé no freio do controle da inflação. Em pouco tempo, arruinou a confiança construída em duas décadas de ajustes e reformas — sem falar nas manobras na contabilidade federal. Ao assumir o Ministério da Fazenda, Joaquim Levy apresentou um plano para evitar o desastre, como o personagem do filme Juventude Transviada que escapa da morte ao saltar do carro momentos antes da queda no desfiladeiro.
Por alguns meses, parecia que Levy seria bem-sucedido. O ministro procurou extinguir os trambiques do antecessor e propôs uma série de medidas para reforçar o caixa do governo e impedir um rombo ainda maior nas finanças públicas. A iniciativa seria um primeiro passo para arrumar a casa e retomar os projetos de longo prazo para incentivar o crescimento econômico. O clima político hostil, entretanto, atrapalhou os planos do ministro. Quanto mais frágil a situação da presidente Dilma Rousseff e maior o envolvimento de políticos da base aliada nas revelações da Lava-Jato, menor a disposição do Congresso para aprovar ajustes impopulares. O tempo sobre a economia brasileira já estava fechado. Agora, o país está sob a ameaça de lidar com uma verdadeira tempestade perfeita.
O Brasil não é tão vulnerável como no passado, mas entrou avariado na trovoada. O povo brasileiro já percebeu, em seu dia a dia, o aumento no custo de vida, a dificuldade para quitar dívidas, o desemprego de pessoas conhecidas.
O pior, entretanto, está por vir. Principalmente se as medidas de austeridade nas contas do governo não forem aprovadas. Na semana passada, a agência americana de classificação de risco Standard & Poor"s reduziu para negativa a avaliação do país. Existe agora uma probabilidade elevada de rebaixamento da nota do Brasil, possivelmente no próximo ano. Se assim for, o país perderá, na avaliação da S&P, o status de grau de investimento. E o que isso significa?
A economia deixará de ter acesso ao crédito farto e barato dos mercados internacionais. Os maiores fundos de pensão estrangeiros restringem a aplicação em países sem o grau de investimento. Em vez de ficar mais próximo de países como os Estados Unidos, a Alemanha ou o Chile, o Brasil seria rebaixado para o grupo de caloteiros contumazes, que inclui a Grécia, a Argentina e a Venezuela.
Não é apenas o governo que é afetado. As empresas brasileiras também serão vistas como investimentos especulativos. Ao pôr a nota do país em perspectiva negativa, a agência fez o mesmo para 41 empresas locais. Entre elas figuram companhias que, a despeito do cenário econômico adverso, estão entregando bons resultados e não têm dependência direta do Estado, como Ambev e NET. Isso acontece porque a nota de crédito do país é o teto de classificação das empresas. Raramente uma empresa pode ter nota melhor do que o país no qual ela opera, porque sempre existe o risco de ser afetada por alguma restrição na transferência de pagamentos.
No cenário de rebaixamento, as empresas e o governo, em vez de contarem com um mercado de 15 trilhões de dólares de crédito em condições favoráveis de prazo e juros, terão de disputar uma oferta mais modesta, de 5 trilhões de dólares, de capitais especulativos. "Com a perda do grau de investimento, haverá dois tipos de empresa: o primeiro, de companhias vistas com maior solidez que o próprio Brasil, conseguiria fazer ajustes para diminuir o custo de captação.
Já o segundo grupo, de empresas que não têm tantas garantias a oferecer, tende a sofrer mais", afirma Cid Oliveira, gestor de fundos globais da corretora XP Investimentos. Dada a deterioração da economia, as empresas brasileiras com selo de bom pagador que buscam recursos no exterior já estão desembolsando juros equivalentes aos de empresas de maior risco de investimento. O mesmo acontece com o Brasil, cujos títulos externos pagam atualmente juros de países considerados mais arriscados, como Rússia, Turquia e Hungria. "Caso perca o grau de investimento, o Brasil terá de fazer várias reformas antes de ser visto como confiável novamente. O processo demandará um esforço para melhorar os fundamentos econômicos, com foco na política fiscal e nas correções que tendem a aumentar a produtividade, reduzir a burocracia e tornar o país mais eficiente", diz Oliveira.
Em um cenário projetado por um modelo matemático desenvolvido pela consultoria Tendências, a cotação do dólar poderia passar dos 4 reais no próximo ano, a taxa Selic chegaria a 17% e o PIB teria mais um ano de retração. Melhor seria nem pensar nessa possibilidade, mas a imprudência dos anos Dilma a tornou factível demais. Tanto é assim que o Brasil já sofre uma queda no ingresso de capitais. As empresas passaram a ter restrições no mercado externo e pagam juros mais elevados para rolar as suas dívidas externas. O preço do dólar, um dos termômetros mais sensíveis para aferir a confiança dos investidores, subiu a valores não vistos em doze anos. A cotação aumentou mais de 50% nos últimos doze meses, e o real foi uma das moedas que mais perderam valor em relação à americana nesse período. É um reflexo do pessimismo generalizado e da perspectiva de crescimento fraco.
A revisão da Standard & Poor"s foi um recado explícito de que as reformas de Levy não cumpriram os objetivos originalmente previstos. Em março, há apenas quatro meses portanto, a mesma agência havia emitido um voto de confiança nos ajustes. Agora, entretanto, avalia que as circunstâncias políticas dificultam a execução do plano. Além do mais, o crescimento econômico foi castigado pelas investigações de corrupção, que tiveram impacto direto nos investimentos. Como resultado, as perspectivas para o Brasil se deterioram. O país está por um fio. As duas outras grandes agências de classificação de crédito, a Fitch e a Moody"s, ainda conferem notas mais elevadas ao país, mas estão em processo de revisão.
A capacidade de Levy de ser o fiador da economia foi posta em xeque, como indica a piora recente do humor dos investidores nacionais e estrangeiros em relação às perspectivas para a economia. O aprofundamento da recessão e o aumento do desemprego atingiram também o estado de ânimo dos consumidores e empresários brasileiros. Ficou evidente que a retomada será lenta e gradual. O Brasil corre o risco de amargar dois anos consecutivos de retração do produto interno bruto (PIB, o total de mercadorias e serviços produzidos), algo nunca visto antes na história nacional desde a década de 30. Sem novos solavancos nem surpresas negativas, a atividade econômica voltará a crescer apenas em meados de 2016, na melhor das hipóteses.
O mau tempo, desta vez, quase nada tem a ver com a conjuntura internacional. Com raras exceções, as principais economias mundiais passam por um momento favorável, superando as dificuldades do período da crise internacional. O PIB dos Estados Unidos deverá avançar 2,5% e o da Inglaterra, 2,4%, de acordo com as projeções mais recentes do Fundo Monetário Internacional. A média mundial ficará em torno de 3,3%, semelhante ao ritmo de 2014. A China enfrenta uma desaceleração e crescerá "apenas" 6,8%. Entre as principais economias internacionais, a brasileira é a única em recessão. O tombo no PIB em 2015 será ao redor de 2%.
Em uma inversão preocupante, os indicadores que deveriam subir estão em queda, enquanto aqueles que deveriam cair sobem. Mesmo com a recessão, o Banco Central, comandado por Alexandre Tombini, aumentou novamente a taxa básica de juros, a Selic, na semana passada, para 14,25% ao ano, o maior nível desde 2006. A alta foi necessária porque a inflação, que deveria ser cadente em uma economia retraída, permanece elevadíssima. Por quê? Culpa dos descuidos dos primeiros anos de Dilma. Os reajustes das tarifas de energia e dos combustíveis foram represados.
Agora eles estão sendo ajustados, contagiando os preços de outras mercadorias. A moeda americana mais cara não dói no bolso apenas dos turistas em viagem ao exterior. Diversos produtos, e não apenas os importados, possuem preço definido em mercados internacionais. A falta de credibilidade da atual gestão do BC também pesa contra. "É como a história do alcoólatra que passou os últimos quatro anos de pileque e agora diz que parou de beber", afirma um ex-diretor do banco. "Os juros precisam ser mais altos do que o necessário por causa da desconfiança de que a meta da inflação não será cumprida." Essa desconfiança custa caro. Cada aumento de 1 ponto na taxa Selic representa um gasto adicional com juros de 15 bilhões de reais ao ano.
A economia ficou presa a um ciclo vicioso difícil de ser rompido. "A baixa confiança do consumidor se reflete na diminuição da atividade da indústria e do comércio. Ao mesmo tempo, as baixas expectativas desses setores implicam menor criação de vagas, o que deprime o consumo", afirma Viviane Seda, coordenadora de sondagem do consumidor do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas. "É um efeito que se retroalimenta." Segundo a pesquisadora, o desemprego foi decisivo para a piora da confiança do consumidor nos últimos meses. Mais de 600 000 postos de trabalho foram fechados desde junho do ano passado. O desalento não chegou a índices tão baixos nem mesmo em 2009, ano em que a economia se retraiu 0,2%. Isso porque, na época, o estímulo ao consumo foi a ferramenta usada pelo governo para dar fôlego à retomada econômica. "No atual contexto, não há mais espaço para o crescimento do consumo. O endividamento, a inflação e o desemprego estão altos e afetam diretamente a renda familiar", diz Seda.
O Brasil precisa contar agora um pouco com a sorte para não sofrer ainda mais. Além da situação interna complicada, existem riscos externos que podem se materializar. O maior deles seria uma crise financeira na China. Outra ameaça, ainda felizmente fora do radar, seria um aumento mais acentuado dos juros nos Estados Unidos. Janet Yellen, a presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, vem postergando ao máximo o aumento da taxa, que permanece há anos próxima de zero. Se os juros subirem na economia americana, o investimento em países emergentes, como o Brasil, ficaria menos atrativo. A revoada dos dólares seria inevitável. Pairam ainda no ar eventuais complicações na Grécia e no restante da Europa.
A crise brasileira atual, contudo, é integralmente feita em casa. Superá-la exigirá o aperto do cinto da austeridade fiscal e a aprovação de ajustes profundos. O exemplo da índia mostra que essa receita funciona. O país asiático esteve prestes a perder o grau de investimento. Mas as reformas implementadas pelo atual primeiro-ministro, Narendra Modi, evitaram o rebaixamento da nota pelas agências. É a esperança de ver a tempestade dissipada.
A crise em três cenários
Não existe previsão de tempo bom para o Brasil nos próximos meses, mas um acordo político e a aprovação dos ajustes no Congresso podem evitar o pior

A crise 
em 3 cenários

A economia brasileira atingiu o fundo do poço? Quando começa a recuperação? Se o país perder o grau de investimento, hipótese que ganhou força, quais os impactos negativos sobre o câmbio e o ritmo de crescimento? Para responderem a perguntas como essas, que muitos brasileiros se fazem em um momento de incertezas como o atual, bancos e consultorias desenvolvem modelos estatísticos que procuram antever o comportamento dos indicadores e os reflexos sobre a atividade e o consumo. Um simulador criado pelos economistas Juan Jensen e Thiago Curado, da consultoria Tendências, dá a dimensão dos efeitos decorrentes do eventual rebaixamento da nota de crédito do país no primeiro semestre do ano que vem. Os números podem ser observados no quadro. A cotação do dólar chegaria a 4,50 reais no próximo ano, a inflação permaneceria alta, os juros subiriam ainda mais e o país teria mais um ano de recessão.
Para chegarem a esses resultados, os economistas recorreram a uma ferramenta de análise econométrica recém-concluída. Trata-se de uma adaptação do Samba, sigla em inglês para Stochastic Analytical Model with a Bayesian Approach, ou modelo analítico estocástico com uma abordagem bayesiana, elaborado pelos técnicos do Banco Central e usado pelos diretores da instituição para analisar os rumos da economia e fixar a taxa básica de juros, a Selic. Chamado de simulador econômico da Tendências, o modelo permite calcular como diferentes variáveis se comportam a partir de fatos concretos como a revisão das metas fiscais até 2018, que o governo anunciou há duas semanas. É possível fazer a simulação de diversos choques na economia, tanto positivos, como o aumento do preço das exportações, quanto negativos, como a diminuição das metas fiscais. Essa mudança, aliás, já se refletiu em uma deterioração dos indicadores. A taxa de câmbio para o dólar deverá ficar perto de 3,50 reais no fim do ano, caso não surjam novos fatos relevantes. Anteriormente, prevalecia a previsão de uma cotação do dólar a 3,15 reais. No caso do produto interno bruto (PIB) em 2015, a queda prevista passou de 1,46% para 1,93%.
Não há cenário de retomada imediata para a economia. Na melhor das hipóteses, o país retornaria às condições que apresentava até o início de junho — ou seja, antes da revisão das metas orçamentárias e do agravamento da crise entre a presidente Dilma Rousseff e o Congresso. "Esse cenário otimista poderia se concretizar a partir de um acordo político entre o governo, o PMDB e a oposição para aprovar as medidas mais importantes de contenção dos gastos e de aumento das receitas federais", exemplifica Juan Jensen, sócio da Tendências. Nessa perspectiva, o país encolheria 1,5% neste ano, mas voltaria a crescer em 2016, ainda que de forma moderada, com uma expansão de 0,8%. Em 2017, a alta seria de 2,3%. A inflação recuaria e ficaria dentro da margem de tolerância da meta no próximo ano, com uma taxa de 5,4%. Não é, como se percebe, uma perspectiva capaz de despertar euforia entre os brasileiros, embora, pelas projeções dos economistas, esse seja um cenário positivo (veja o Cenário 3).
Há um cenário intermediário, que corresponde à manutenção do grau de investimento, mas sem a melhora no ambiente político que permitiria ao governo adotar as medidas desejadas para reequilibrar as contas públicas (veja o Cenário 2). Nesse caso, a economia cairia 1,9% e ficaria praticamente estagnada em 2016, com avanço de 0,35%. "As expectativas vêm mostrando forte deterioração no último mês. O anúncio pelo governo de que o ajuste fiscal ficou mais distante e que será feito de forma gradual até 2018 está ocasionando uma maior precificação de risco e motivando revisões dos cenários", afirma Jensen. Segundo o economista, "mesmo que o país preserve o selo de grau de investimento, haverá uma trajetória pior da economia, refletida em crescimento menor e maior depreciação cambial".
O rebaixamento traria consequências graves para a economia, que voltaria a se retrair em 2016 (veja o Cenário 1). Seria a primeira vez que o Brasil encolheria dois anos seguidos desde a Depressão de 1930. Segundo as projeções da Tendências, a cotação do dólar dispararia para 4,50 reais no pior cenário, contagiando de forma relevante a inflação por meio do preço de produtos importados.
Um estudo da equipe econômica do banco Credit Suisse analisou os dados dos seis momentos (incluindo o atual) em que o Brasil entrou em recessão desde 1996. O diagnóstico é que o processo de retomada da atividade atual será o mais prolongado. O país conseguirá retornar ao nível de atividade do primeiro trimestre de 2014 (que antecedeu o início da retração) depois de 2016. Ou seja, levará onze trimestres para se recuperar da crise. Nas cinco recessões anteriores, a economia brasileira havia levado no máximo seis trimestres para retomar o nível de atividade.
"Em quatro dos cinco episódios analisados, o ajuste a choques recessivos foi realizado com o aumento da competitividade externa. Em apenas um desses episódios (na recessão de 2008), a retomada foi completamente explicada pela performance da demanda doméstica, em período marcado por expressivos estímulos fiscais e monetários", escreve Nilson Teixeira, economista-chefe do Credit Suisse. É uma alternativa hoje pouco provável, tendo em vista a necessidade de rearranjo das contas públicas e de controle da inflação.

Apesar da ênfase dada no debate público aos alegados efeitos das medidas de reequilíbrio fiscal sobre a economia, foi na verdade o escândalo de corrupção na Petrobras o principal causador da recessão deste ano, segundo cálculos da Tendências. A paralisação de projetos vai derrubar os investimentos da estatal em 30% neste ano, com efeito multiplicador negativo sobre a atividade econômica. Os investimentos em infraestrutura devem cair 15%, por causa do aperto sobre as empreiteiras suspeitas de envolvimento no esquema. Tudo somado, a conta que se faz é que a Operação Lava-Jato vai subtrair 1,9 ponto porcentual do PIB neste ano. Posto de outra forma, o país conseguiria evitar a recessão não fosse a corrupção na estatal. O responsável por esse custo, direta ou indiretamente, foi o governo.

Lula critica Facebook por não tirar do ar página que pede sua morte

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou na manhã desta sexta-feira, por meio das redes sociais, a atitude do Facebook de não retirar do ar a comunidade "Morte ao Lula".


O Instituto Lula, que administra a página oficial de Lula na rede social, informa que desde 14 de julho tem solicitado a remoção do grupo. "Acreditamos que ela [a página] claramente viola as regras de conduta do site, porque ameaça a integridade física do ex-presidente e incentiva a violência".

Ontem, 400 dirigentes, empregados e militantes da CUT, MST e UNE, foram até o Instituto Lula para demonstrar solidariedade ao ex-presidente (leia nota abaixo). 

Irmão de Dirceu diz que recebia 30 mil reais por mês de operador de propina

Preso na Lava Jato junto com o ex-ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Oliveira e Silva é apontado como a pessoa que pedia dinheiro para o esquema corrupto do irmão

Hoje e amanhã 13 cervejarias artesanais fazem festival no shopping Total

Durantedois dias, hoje e amanhã, acontecerá o festival da cerveja artesanal no shopping Total, Porto Alegre. O evento que é especial, em comemoração ao Dia dos Pais, contará com a presença de 13 cervejarias artesanais e food trucks, com entrada gratuita, no Largo Cultural, das 14h às 20h.

Números demonstram que começa a dar resultado aperto nas finanças públicas do governo gaúcho

Os gráficos ao lado são do jornal Zero Hora de hoje, conforme dados disponibilizados pelo Tesouro do Estado. - 


O relatório resumido da execução orçamentária do RS que foi divulgado no final de julho  – o documento que resume, a cada bimestre, a contabilidade estadual – revela queda, em termos reais, de 20,9% no custeio do Poder Executivo, em relação a igual período de 2014.

No caso do comparativo entre gasto e receita, os números demonstram que traçando um paralelo entre os primeiros 180 dias de 2014 e de 2015, descontada a inflação, a arrecadação total minguou 0,88% e as despesas executadas aumentaram 0,05%.

Falando ao jornal Zero Hora deste sábado, Leonardo Maranhão Busatto, subscretário do Tesouro do Estado, comemorou o resultado:

– Mesmo em um cenário de retração econômica e crescimento da inflação, estamos conseguindo realizar um ajuste significativo. As medidas de contenção estão funcionando – diz o subsecretário do Tesouro do Estado.

O subsecretário avisou que embora os valores usados na manutenção da máquina tenham decrescido, o Rio Grande do Sul permaneceu no vermelho e não deve sair dessa condição tão cedo. De janeiro a junho, no acumulado dos seis meses,  o rombo atingiu R$ 1,55 bilhão.

Houve, também, diminuição na capacidade de investimentos. Ao todo, o Piratini investiu 81% a menos do que em 2014.


O governador Ivo Sartori aposta em medidas estruturais para sair da crise. Parte das propostas, como a extinção de fundações e a reforma da previdência, já está na Assembleia. Uma nova leva deve ser encaminhada nos próximos 15 dias e promete causar polêmica, principalmente, pela tentativa de aumento de ICMS.

Noite foi de muito calor em Porto Alegre. Sábado será de temperatura alta e tempo bom no RS.

A manhã (7h36min) já é de sol e poucas nuvens em Porto Alegre, cenário que é aprecido em todo o Estado, mas o início do sábado pode ter chuva e temporais isolados em pontos do Sul e da fronteira do Uruguai. A madrugada foi muito quente para agosto com mais de 25ºC em alguns locais, obrigando os gaúchos a dormir sem se cobrir sequer com lençóis. 

Nesta sexta-feira,  Porto Alegre registrou mínima recorde desde o último século de 22,7°C.

A tarde a temperastura poderá bater em 35ºC a 37ºC no Centro do Estado e nos vales. Será um sábado potencialmente de calor histórico e não são descartados recordes de máximas para agosto em algumas cidades. Nas praias, o dia terá sol e será agradável, porém ventoso. 


As mínimas rondarão os 16°C em São José dos Ausentes e Vacaria. As máximas, por sua vez, podem chegar a 37°C em Santa Cruz do Sul. Em Porto Alegre, os termômetros variam entre 22°C e 36°C.