Ibope: Serra é aprovado por 62% dos paulistas

A administração do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), foi aprovada por 62% dos entrevistados, segundo o Ibope. A gestão do tucano foi considerada ótima ou boa por 47% dos pesquisados. Outros 13% avaliaram o governo como ruim ou péssimo e 36%, como regular.

Alckmin lidera disputa pelo governo de São Paulo

O ex-governador de São Paulo e secretário estadual de Desenvolvimento Geraldo Alckmin (PSDB) é o favorito para governar o Estado, segundo pesquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira.
. O levantamento indica que Alckmin tem entre 42% e 51% dos votos. Em segundo lugar aparece o deputado federal Paulo Maluf (PP), com percentual entre 12 e 20.


. O chefe da Casa Civil do Estado, Aloysio Nunes Ferreira, apontado como pré-candidato tucano, oscila entre 3% e 4%. Já o deputado federal Ciro Gomes (PSB), possível candidato da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem entre 9% e 12%.

Começa amanhã a Estação Gramado 2009

Começa neste sábado e vai até o dia 2 de agosto a terceira edição do Estação Gramado, evento que transforma a cidade da serra gaúcha em uma grande arena de atrações. Neste ano, o festival de inverno traz uma novidade: o tema "Circo Chique" que estará presente desde a decoração do projeto até a programação, tornando ainda mais charmoso o inverno.

. Os motivos lúdicos e a programação ligados ao tema circense serão a marca desta edição. No dia de estréia, o Grupo Tholl apresenta o espetáculo "Exotique" na Embaixada Praça das Comunicações. O evento será aberto ao público, a partir das 18h.

. As atividades acontecem em pontos estratégicos da cidade, batizados de "Embaixadas" - Praça das Comunicações, Rua Coberta (loja Oi) e Lago Negro. A Estação Gramado é uma realização da RBS e Prefeitura de Gramado, com patrocínio de Oi, Hyundai, Itaú e Chocolates Talento.

Antunes quer Anvisa ativa e no RS

A Anvisa não se emociona com a proximidade do RS com a Argentina. Se fosse minimamente pro-ativa, já teria montado base e laboratório no Estado.
. É o que pensa e quer o deputado do PP, Frederico Antunes. Antunes, que é de Uruguaiana, cidade dividida apenas por uma ponte a Paso de Los Libres, pediu ao secretário da Saúde, Osmar Terra, que dê uma prença no governo Lula, mesmo que tenha que viajar este final de semana a Paris, a procura de Lula e Tarso Genro.

Não viaje para a Argentina. A Argentina, mesmo sem gripe suína, já era.

Além da gripe suína, existem muitas mais razões para você não viajar para a Argentina.

. A Argentina já era.

. Prefira o Chile e o Uruguai, se o seu caso é visitar povos amigáveis, civilizados e belos.

Não viaje para a Argentina porque a gripe suína está matando para valer.

Há dois dias, neste mesmo espaço, o editor recomendou que os turistas brasileiros rasgassem seus bilhetes de viagem para a Argentina.
. Foi uma reação ao anúncio publicado em Porto Alegre pela municipalidade de Bariloche. Os gaúchos adoram Bariloche. Na opinião do editor, é um dos lugares mais belos do planeta.
. Acontece que a Argentina está sendo devastada pela gripe suína. Nesta sexta-feira, soube-se que já foram contabilizados 100 mil casos.
. Em reação ao que escreveu o editor, o secretário da Saúde do RS, Osmar Terra, avisou: “Eu mesmo viajaria à Argentina”.
. Não vá atrás do secretário do governo do RS.

Lula e Yeda receberão GM, dia 15, para comemorar investimento novo de US$ 1 bi

Antes de embarcar para nova viagem ao exterior, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu ordens para confirmar a sua agenda do dia 15. No dia 15, Lula receberá o presidente da GM, Jaime Ardilla, que anunciará a duplicação do complexo industrial de Gravataí, RS, onde serão investidos US$ 1 bilhão.
. Lula receberá a direção da GM de manhã. À tarde, a mesma gente descerá ao RS para um evento já em preparação no Palácio Piratini.
. O governo negocia com a GM desde janeiro. O anúncio só não saiu ainda porque a GM buscava acertar o passo em relação a duas questões de base: 1) a concordata que vinha se tornando inevitável, mas que foi superada com o aporte de US$ 42 bi por parte do Tesouro dos EUA. 2) o financiamento de R$ 500 milhões pleiteado junto ao BNDES. O editor soube que o empréstimo do BNDES não estava caminhando bem até há poucos dias. O governo gaúcho já tinha garantido financiamento de R$ 300 milhões através do Banrisul, sem contar os incentivos e apoios de praxe. O dinheiro restante virá dos próprios cofres da GM do Brasil. São recursos que já estão em caixa.
. Yeda quer uma festa de arromba no Piratini.
. A crise global desencadeada em setembro do ano passado adiou os planos da GM, mas apenas por alguns meses.
. Em Gravataí, não apenas a fábrica, mas também seus 17 sistemistas preparam-se para ampliar suas operações, todas elas destinadas a suprir as necessidades dos novos dois modelos de carros que sairão das linhas de montagem de Gravataí.

Yeda, alarmada, manda recompor base aliada na Assembléia

Depois dos fiascos e defecções da base aliada no caso da votação da LDO, o governo estadual busca recompor todo o seu time na Assembléia do RS.

. Alianças políticas e parlamentares, amplas e fluídas, exigem atenção permanente.

. Lula que o diga.

Agastado, Fortunatti não foi ao almoço com o ministro na Fiergs

O vice-prefeito de Porto Alegre, José Fortunatti, indicado pelo prefeito José Fogaça como secretário da Copa, não foi ao almoço oferecido na Fiergs ao ministro dos Esportes, Orlando Silva.
. Fortunatti não gostou do modo como foi conduzida a vinda do ministro ao RS e cancelou até a reunião que teria com ele na quinta de manhã.
. A própria governadora Yeda Crusius ficou agastada por não ter sido convidada a tempo e por pouco também deixou de ir até a Fiergs.

O dia em que Senna virou "otoridade federal! no Palácio Piratini

Foi de furão que o ministro dos Esportes compareceu à posse do deputado Paulo Odone na secretaria estadual da Copa.

. Aliás, confundido com o ministro, o secretário municipal da Mobilidade Urbana, Luiz Afonso Senna foi tratado com salamaleques pelo cerimonial e pela segurança do Palácio Piratini. Senna achou estranho que seus anfitriões o tratassem com tanta mesura, mas só na sala VIP é que avisou:

- O ministro é outro negrão.

Escolha de Fortunatti inspirou opção de Yeda por Odone

Há bastante tempo a governadora Yeda Crusius buscava uma solução definitiva para aglutinar as ações do governo com vistas à Copa de 2014. Antes da chegada do deputado Paulo Odone, a Copa 2014 passou pelas mãos dos secretários do Turismo e do Planejamento.

. A idéia da secretaria surgiu de verdade depois do desembarque do vice-prefeito José Fortunatti numa mesma secretaria, mas municipal, de Porto Alegre. Para equilibrar o jogo, Yeda percebeu que só Paulo Odone seria alguém de estatura política e pública semelhante.

Juiza reafirma julgamento de quadrilha do PT de Estância Velha

A quadrilha de dirigentes do PT de Estância Velha, RS, que se organizou, contratou e mandou matar o colunista Mauri Martinelli e o ex-vereador João Valdir Godoy, será julgada pela juíza de Ivoti, Célia Cristina Veras Perotto. É que a juíza fulminou nesta quinta-feira a defesa prévia dos bandidos.

. Mauri e Perotto foram jurados de morte pelo PT devido a críticas ferozes que faziam contra a administração municipal. Os atentados custaram a derrota eleitoral do PT no ano passado. Em Estância Velha o caso é tratado como a versão local dos atentados que mataram o ex-prefeito Celso Daniel, assassinado a mando de antigos companheiros seus do PT de São Paulo.

. A quadrilha é liderada pelo ex-presidente do PT. Além dele, também a cafetina Claci Campos da Silva, Jaime Dirceu Schneider e o pistoleiro Alexandre Ribeiro são processados. O processo leva o número 095/2.09.0000179-3.

. Mauri Martinelli levou cinco tiros, mas não morreu. Noutra ação, o vereador Godoy conseguiu escapar sem ser atingido.

CLIQUE AQUI para ler a decisão da juíza Perotto.

Jornalista gaúcho é proibido de falar sobre juiz e promotor do Caso Martinelli

Os atentados contra o colunista Mauri Marinelli e o ex-vereador Luiz Carlos Soares, acabou produzindo uma inédita censura à imprensa no RS.

. É que o jornalista Vitor Vieira, que sustentou o noticiário sobre o caso, foi proibido de citar os nomes do juiz Nilton Filomena e do promotor Paulo Vieira, de acordo com liminar concedida a ambos pelo desembargador Odone Sanguiné. Juiz e promotor tinham tentado a proibição com a juíza de Ivoti, Célia Perotto, mas não obtiveram êxito.

- Não se conhece qualquer protesto da ABI, ARI, Fenaj ou Sindicato dos Jornalistas.

Argentina admite 100 mil casos de gripe suína

O secretário da Saúde do RS, Osmar Terra, disse esta manhã que não cancelaria e nem mandaria qualquer familiar seu cancelar viagens para a Argentina.

. O editor prefere ficar com a opinião do governo federal: não viaje e não mande ninguém viajar para a Argentina. LEIA a seguir e entenda por que razão:

Argentina admite 100.000 casos y se convierte en el país más afectado por la gripe A.

Hace casi una semana la cifra era de 1.587 infectados.- Los ciudadanos creen que el Gobierno, centrado en las elecciones legislativas del pasado domingo y en sus resultados, ha ocultado información


SOLEDAD GALLEGO-DÍAZ - Buenos Aires - 03/07/2009

"Si tose y tiene fiebre, pida un barbijo (mascarilla)", dice un cartel bien grande a la entrada del hospital. Un par de enfermeros distribuye las mascarillas e intenta que los posibles pacientes de gripe no se mezclen con otros. Es bastante inútil, porque la inmensa mayoría tose como un perro y lo más probable es que tenga gripe y, muy posiblemente, la nueva gripe. En menos de una semana, lo que va desde el día antes de las elecciones, el pasado domingo, y hoy viernes, los casos oficiales de gripe A han pasado de 1.587 a 100.000, lo que coloca a Argentina como el país del mundo con más infectados. La epidemia está completamente descontrolada en Argentina y en Buenos Aires especialmente, y los ciudadanos empiezan a creer que las autoridades han actuado irresponsablemente. "Parece mentira. Fueron muchísimo más serios los mexicanos que nosotros. Esto es un desastre", se queja María Elena, enfermera del centro sanitario.

"Le decimos a la gente que compre alcohol en gel y se lave continuamente las manos y que use barbijo si tiene que coger transportes colectivos, y resulta que no hay alcohol en prácticamente ninguna farmacia y que los barbijos se han agotado". Nadie parece haberse ocupado de organizar un aumento de la producción ni nada por el estilo. "Yo llevo recorridas ocho y ya desisto", confirma Rubén Mateo, a la puerta de una farmacia que ha colgado un cartel anunciando que el alcohol no llegará, probablemente, hasta la semana que viene.
Los argentinos empiezan a darse cuenta ahora del alcance de la epidemia de gripe A. Oficialmente se reconocen 44 muertos, pero la mayoría de los medios de comunicación habla ya de 55 (hace una semana eran 28). Como parece imposible que los casos hayan pasado de mil y pico a cien mil en seis días, la mayoría empieza a pensar que las autoridades han estado ocultado la información. "Ha sido una desgracia: el estallido de la epidemia ha coincidido con la campaña electoral de las legislativas y todo el mundo ha estado más preocupado de los resultados electorales que por lo que estaba pasando en los hospitales". La ministra de Salud, Gabriela Ocaña, intentó incluso que se aplazaran las elecciones pero, por lo que se ve, la miraron como si estuviera loca. Ocaña dimitió al día siguiente de los comicios. Y el nuevo ministro tardó cuatro horas en reconocer cien mil contagiados.

Deprisa y corriendo se lanzan ahora medidas de contención, una tras otra. Hoy, decenas de empleados de la municipalidad pegaban carteles por toda la capital pidiendo a la gente que se lave las manos, se tape la boca si tose, se quede en casa y llame al médico si se encuentra mal,. La decisión más importante ha sido la de cerrar todos los colegios durante un mes. ¿Y qué harán los padres que tienen que ir a trabajar? Los argentinos funcionan con una cosa que se llama "flexibilidad". Lo explicó muy bien el subsecretario de Relaciones Laborales, Álvaro Ruiz: "Si tienen hijos menores de 14 años y nadie que pueda ocuparse de ellos, se pide a las empresas que tengan flexibilidad". "Si hay alguien enfermo en la familia y hay que cuidarle, se pide a las empresas flexibilidad". Lo único claro es que las mujeres embarazadas, los enfermos oncológicos y diabéticos, y quienes padecen enfermedades respiratorias crónicas podrán pedir quince días de vacaciones pagadas. Por lo demás, no está claro en qué consiste la flexibilidad para las empresas privadas, ni cómo se van a recuperar tantos días lectivos perdidos.
¿Hay que cerrar cines, teatros, centros comerciales, gimnasios? Pues no se sabe. Unos ayuntamientos, como el de Quilmes o los de algunas capitales de provincia, han decidido echar el cierre total. Otros, como el de la capital federal, simplemente "aconseja" que no se acuda a lugares con alta concentración de personas. El Gobierno de la nación, que intenta sacudirse la parálisis anterior, ha encontrado una fórmula estupenda: recomienda la "autoreclusión". Es decir, que la gente se quede en casa todo lo que pueda.

Una vez más, la sociedad argentina se enfrenta a un problema serio por sus propios medios y los ciudadanos adoptan las decisiones que mejor les parecen para salir del atolladero, sin instrucciones claras por parte de las autoridades. Unos conductores de autobús o del metro llevan barbijo, otros no. Algunas dependientas de los supermercados intentaron colocarse una mascarilla o guantes para manejar el dinero (gran vector de contagio). La inmensa mayoría, no. "Yo no creo que tengan que ponerse mascarilla", explica Juan Ruiz, encargado de un súper en el elegante barrio de Recoleta. "Si se lo ponen, los clientes creen que están enfermas y se asustan". Las clientas hacen sus compras a cuerpo gentil sin taparse la boca y manejan también el dinero sin la menor precaución. "Actuemos con responsabilidad", pide el gobernador de la provincia de Buenos Aires, Daniel Scioli. Lo curioso es que lo dice en un acto de inauguración de unas obras públicas en las que se han juntado dos centenares de personas, bien apiñadas, para aplaudirle.

Parece que el miedo ha empezado a correr tanto como la enfermedad y, por primera vez, empiezan a verse bares y restaurante semivacíos. Los dueños aseguran que han alejado las mesas para que los clientes estén más separados entre sí, de acuerdo con las instrucciones que ha repartido el gremio, pero la verdad es que no se nota mucho. Los irreductibles, los porteños que no saben vivir sin el café ni la charla en el bar de la esquina, intentan resistir sentados en las terrazas al aire libre. En Buenos Aires no llueve desde hace días y el invierno está siendo muy suave.

"Este fin de semana ayudará a tranquilizar algo las cosas", confía el nuevo ministro de Salud, Juan Manzur, aunque reconoce que la epidemia está en plena expansión, sin controlar, y la situación es "muy delicada", sobre todo porque los hospitales están desbordados.

Afortunadamente, todos los centros sanitarios, privados y públicos, disponen de suficientes antivirales como para tratar sin problemas a toda la población enferma. "No descartamos tomar otras medidas más drásticas. Veremos". De momento, el domingo hay fútbol, la final del torneo de clausura (media liga) entre el Vélez y el Huracán, y el estadio estará a tope. Eso sí, la mayoría de los equipos han suspendido las concentraciones previas y los jugadores esperarán en sus casas. Y los responsables del club anfitrión dicen que si hace falta distribuirán alcohol y barbijos. Pero, ¿alguien se imagina a los integrantes de la barra brava del Huracán con mascarilla?

Saiba qual era a "bomba atômica" que segundo ZH estouraria no colo de Yeda

Aparentemente a governadora Yeda Crusius não precisará refugiar-se no seu bunker anti-atômico nesta sexta-feira, porque a bomba atômica prometida na quarta-feira pelo jornal Zero Hora, foi disponibilizada pelo próprio diário da RBS nesta sexta-feira:

- Yeda foi grampeada pela Polícia Federal, que flagrou um pedido de nomeação de um desembargador por parte do ex-prefeito de Canoas, companheiro de Partido de Yeda, mas a governadora, segundo o relatório conseguido por Zero Hora, registrou que Yeda "reagiu com dignidade e circunstância".

. O jornal não disse, mas é a primeira vez que um governador gaúcho é grampeado pela Polícia Federal, é a primeira vez que o relatório da Polícia Federal é entregue a um jornal diário no RS, é a primeira vez que um companheiro de Partido pede alguma coisa para outro companheiro sem oferecer propina, é a primeira vez que um jornal abre títulos oblíquos para revelar que a governadora não fez nada errado e é a primeira vez que uma besteira deste tipo é apresentada pelo maior diário estadual como uma "bomba atômica".

- Mas também é a primeira vez que tão poucos abusaram durante tanto tempo da paciência de tantos.

Prefeitura cria novo sinal de trânsito em Porto Alegre

Começará em agosto a mega-campanha publicitária que a Paim conduzirá para a prefeitura de Porto Alegre durante todo o segundo semestre, usando rádio, TV, jornais, outdoors e até ações fora da mídia, visando criar um novo sinal de trânsito na cidade, a mão erguida e espalmada para a frente, que será o aviso de que o pedestre atravessará a faixa de segurança. Como parte da campanha, a prefeitura já mandou repintar 4.800 das 6 mil faixas de segurança de Porto Aleagre.

Selling é a nova agência do shopping Total

A Selling - Outlier Thinking é a nova agência de propaganda do Shopping TOTAL
. Inaugurado em 2003, o Total consolida um novo formato no segmento de shopping Center. São 500 lojas.

Artigo - Lula pode acabar mal se insistir na mancebia com Sarney

Artigo
Lula e o grande pensamento político
*Luiz Cláudio Cunha
Nesta altura do campeonato, em que a política cada vez mais se apropria do universo futebolístico, é justo invocar o maior pensador político da nação - Antonio Franco de Oliveira (1906-1976). Era torcedor fanático do Botafogo do Rio de Janeiro e reinou na década de 40 nas areias de Copacabana como respeitado goleiro do Posto Quatro Futebol Clube, que calçava chuteiras número 44 e fazia defesas incríveis com as mãozonas que mediam 23 centímetros. Esta desproporção rendeu o apelido que lhe garantiu a imortalidade: Neném Prancha.
É dele uma frase que define neste momento, com precisão, o corintiano Luiz Inácio Lula da Silva, também presidente da República: “Quem pede, recebe. Quem desloca, tem preferência”. Lula entrou de sola no jogo de várzea do Senado, pediu a bola da crise e recebeu, redondinha, a esférica confusão em que se meteu o time nada amador dos senadores.
Do Rio, do Irã, da Líbia, onde encontrasse um microfone, Lula calibrava a voz e disparava um petardo no ângulo, em defesa incondicional de José Sarney, ‘o presidente que não é um cidadão comum’. Foi ao ponto de atropelar o time de seu partido no Senado, a bancada do PT, para fazer a bancada engolir a idéia de afastamento preventivo do presidente sob suspeita. O líder do PT, Aloísio Mercadante, com cara de bola murcha, teve que subir à tribuna para ensaiar uma explicação complicada para o recuo inexplicável.
Indiferente ao ditador líbio Muammar Kadafi, ao seu lado, Lula ligou da África para Sarney para pedir que não fizesse nada até conversar com ele, pessoalmente. Dissimulado como sempre, Lula voltou ao Brasil e disse que não tinha nenhum encontro com Sarney.
Lula segue, à risca, uma lei imutável de Neném Prancha: “Joga a bola pra cima, enquanto ela estiver no alto não há perigo de gol”. O barbudo do Planalto tenta tirar a bola do meio-de-campo do Senado para salvar o bigodudo do Maranhão. Existe uma lógica nesta jogada que o esperto Neném reconheceria com outra frase lapidar: “O importante é o principal, o resto é secundário”.
Traduzindo: Lula não está preocupado com a integridade física de Sarney. O presidente está apreensivo, na verdade, é com a saúde política de seu governo. E nada traduz melhor a deficiência técnica deste governo do que a constatação de que ele, hoje, está pendurado nos fios embranquecidos do octogenário bigode de Sarney.
A política de Lula é como o futebol para Neném Prancha: “É muito simples – quem tem a bola, ataca; quem não tem, defende”. Ao ver Sarney manietado em campo, com pés e mãos politicamente amarrados pela mão boba de seu pupilo Agaciel Maia, Lula percebeu que o amigo precisava de defesa, já que a bola não sai do campo da oposição. Sem ela, não restou ao presidente outra saída senão a defesa, intransigente, inegociável, inarredável.
Defender Sarney é defender o PMDB, que vai defender as cores governistas no campeonato presidencial de 2010, armado em torno da favorita de Lula e do PT – Dilma Roussef, o Fenômeno do PT, uma espécie de Ronaldo mais magra do time escalado por Lula para manter a mão na taça no próximo mandato. Acuado, Lula acusou a oposição de forçar a renúncia de Sarney como uma tentativa de ganhar o Senado no ‘tapetão’.
No jogo bruto da política, o país acabou descobrindo uma vocação irrefreável de Lula: seu apetite para entrar no jogo alheio, sempre pelo lado errado, permanentemente atraído pelas causas piores.
Fez assim para salvar Antônio Carlos Magalhães, quando o líder baiano se enrolou nas fitas do mega-grampo patrocinado por ele na Bahia e arredores. O pedido de cassação do Conselho de Ética foi interceptado, a pedido de Lula, com o providencial engavetamento na Mesa Diretora do Senado, presidida então – quem, quem? – por ele, José Sarney.
Lula fez de novo ao mover seu time do PT para salvar Renan Calheiros, enrolado em confusões extra-conjugais e bois não contabilizados, que ameaçaram jogar seu mandato no brejo. E Lula faz agora, outra vez, para salvar a cara rosada e a presidência mambembe do eterno Sarney, agora enrolado nos atos secretos e na parentada empregada com os bons augúrios do fiel Agaciel Maia.
Tudo isso Lula fez e faz em nome da governabilidade, esta santa palavra que tudo explica, justifica, ampara e protege. Lula desconhece, porém, um detalhe da sabedoria popular que Neném Prancha resumiu com a habitual simplicidade: “Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa”.
Só no Brasil e só no Governo de Lula, à exceção dos generais da ditadura, se mistura com tanta desfaçatez dois poderes que deviam ser autônomos e independentes: o Executivo e o Legislativo. Sarney, esperto, disse em nota que a crise — ‘que não é dele, mas do Senado’ — criou-se só porque ele apóia o presidente Lula. Pendurou-se, sem nenhum disfarce, nas barbas de Lula. Para um poder já emasculado pelas medidas provisórias que atropelam e abastardam o Congresso, não é surpreendente o gesto de desespero de Sarney.
Inesperada, porém, é a forma cínica e despudorada com que Lula intervém na crise do Senado, atravessando fronteiras políticas e éticas, humilhando ainda mais um Parlamento que já não consegue se safar, com suas próprias forças, das atrapalhadas em que se mete. É preciso que o presidente do Planalto socorra o presidente do Senado, em nome do quê? Da governabilidade, ora essa!
Lula não está inquieto com a roubalheira, os maus feitos, as negociatas, a má imagem e o desgaste do Senado. Está preocupado, apenas, com o amigo e a aliança que lhe dá fôlego e futuro político, sabe-se lá a que preço. O país não deve se preocupar com tudo isso, diz Lula, porque é tudo denuncismo da imprensa, que gosta de publicar só notícia ruim. Lula gostaria de ver todo dia manchetes, artigos e editoriais festejando os gols de Ronaldo e os títulos do Corínthians. Mas Neném Prancha poderia lhe ensinar que a política, como o futebol, é uma caixinha de surpresa.
Este conúbio de Lula com Sarney e do PT com o PMDB lembra outra frase definitiva de Neném: “Casamento é coisa muito séria para terminar nas manchetes de jornais”. A crise atual virou manchete de jornais. E elas podem terminar com este casamento. Neném Prancha já avisou, Lula.

* Luiz Cláudio Cunha é jornalista

Lula chegou anteontem da Líbia e já viaja hoje para passar fim de semana em Paris

O presidente Lula, que chegou da Líbia anteontem, viaja hoje novamente - para Paris, onde passará o fim de semana sem agenda. Dali, seguirá para Roma. Nas poucas horas em Brasília, recebeu o time do Corinthians, campeão da Copa do Brasil, e enquadrou o PT para garantir Sarney no comando do Senado. No primeiro semestre do ano, passou 77 dias fora de Brasília.

PMDB ameaça deixar o governo e enquadra PT

Sem alternativa para a sucessão no Senado, o PMDB ameaçou deixar o governo Lula e a candidatura de Dilma Rousseff em 2010, enquadrou o PT e garantiu uma sobrevida para José Sarney (PMDB-AP) na presidência da Casa. Sarney ficou mais forte desde que, na véspera, ameaçara renunciar, assustando as cúpulas do governo e do PT. A aliança com o PMDB é considerada essencial pelo Planalto para assegurar a candidatura presidencial de Dilma e o controle da CPI da Petrobras.

. Segundo o Jornal O Globo, cinco senadores petistas ainda querem o afastamento de Sarney. Mas, em discurso no Senado, o líder do PT, Aloizio Mercadante, embora reconhecendo as divergências da bancada, voltou a defender Sarney e reafirmou o apelo. "Não há governabilidade sem aliança com o PMDB." O presidente Lula convocou a dividida bancada petista para pedir, durante um jantar, apoio ainda mais explícito a Sarney.

Ex-procurador enviou ao STF nova denúncia sobre mensalão

No final de sua atuação como procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza fez uma espécie de "limpeza nas gavetas" e encaminhou vários documentos ao Supremo Tribunal Federal para serem juntados à ação penal do mensalão -inclusive uma denúncia. Entre os vários ofícios enviados pelo ex-procurador-geral há um relatório da Controladoria Geral da União, uma auditoria (com pedido de abertura de novo apenso), a requisição de novas diligências e o pedido de que seja requerido à 10ª Vara Federal do Distrito Federal cópia de material produzido em processo criminal.

FHC: "Lula foi leviano ao criticar PSDB''

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) afirmou ontem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva diz "coisas levianas" e "abusa das palavras". As declarações foram uma resposta a críticas do petista sobre a atuação dos tucanos na crise do Senado.

. Em viagem à Líbia, anteontem, Lula dissera que o PSDB tenta ganhar no "tapetão" ao apoiar o afastamento do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP). "O presidente, às vezes, abusa das palavras. Sabe que, se o presidente do Senado eventualmente renunciasse, haveria uma nova eleição", declarou FHC, ao chegar a seminário em São Paulo, em homenagem a sua mulher, Ruth Cardoso, que morreu no ano passado. "Eu lamento que o presidente diga coisas tão levianas", declarou FHC, para quem Lula, "quando está fora do Brasil, não presta atenção nas palavras".

. Anteontem, na Líbia, o presidente havia dito que o PSDB, junto com o DEM, trabalha para tirar Sarney do comando do Senado com o objetivo de preencher a vaga com o senador Marconi Perillo (PSDB-GO), primeiro-vice-presidente da Casa.

Sarney oculta da Justiça eleitoral casa de R$ 4 milhões

Clipping/ O Estado de S.Paulo/ 3 de junho

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), ocultou da Justiça Eleitoral a propriedade da casa avaliada em R$ 4 milhões onde mora, na Península dos Ministros, área mais nobre do Lago Sul de Brasília. De acordo com documentos de cartório, o parlamentar comprou a casa do banqueiro Joseph Safra em 1997 por meio de um contrato de gaveta. Em nenhuma das duas eleições disputadas por ele depois da compra - 1998 e 2006 - o imóvel foi incluído nas declarações de bens apresentadas à Justiça Eleitoral. Sobre a ausência da casa nas declarações registradas na Justiça Eleitoral, a assessoria de Sarney informou ao Estado, por escrito, que ocorreu um "erro do técnico que providencia a documentação do presidente Sarney junto aos órgãos competentes". Afirmou ainda que o imóvel consta das "declarações anuais de Imposto de Renda do presidente, entregues também ao TCU com frequência anual". Dois documentos do próprio senador, arquivados no Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP), deixam dúvidas sobre a declaração da casa à Receita Federal. Num dos documentos, apresentado na campanha de 2006, Sarney listou seus bens, mas sem nenhuma referência à casa de R$ 4 milhões em Brasília. Ao final, ele escreveu de próprio punho que aquela lista de bens declarados à Justiça Eleitoral é a reprodução fiel de sua declaração à Receita. "De acordo com minha declaração de bens à Receita Federal em 2006", registrou o presidente do Senado no rodapé, que leva sua assinatura.
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