PMDB do RS rompe impasse e apresenta chapa de consenso para novo comando

Foi entregue no final da tarde desta sexta-feira, na sede do PMDB-RS, a chapa de consenso que será submetida à avaliação da Convenção Estadual do partido no domingo, dia 29 de março. Ela foi registrada pelo presidente Edson Brum e recebida pelo secretário-geral, João Alberto Machado. Também compareceu ao ato a vice-presidente do PMDB/RS e presidente do PMDB Mulher, Regina Perondi.

Intitulada “Unidade”, a chapa conta com 94 nomes para o Diretório Estadual, sendo 71 titulares e 23 suplentes. O documento foi entregue pelo peemedebista Achylles Braghirolli, representante oficial.
Ainda compõem a chapa Delegados à Convenção Nacional (35 titulares e 35 suplentes), e membros do Conselho de Ética (7 titulares e 7 suplentes).

Deputados do PP gaúcho acham que Zé Otávio enganou Youssef

Os deputados Jerônimo Goergen, Luiz Carlos Heinz, Vilson Covatti, Afonso Hamm e Renato Molling, todos do PP, acham que se é verdade que o delator Youssef entregou dinheiro de propina para o deputado Zé Otávio e outros líderes do PP, o que houve é que eles venderam gato por lebre, porque nada chegou até as mãos dos cinco parlamentares do PP do RS.

Sob promessa de proteção do nome, um dos deputados disse o seguinte para o editor:

- O Zé Otávio até pode ter dito ao Youssef que ia repassar, mas isto nunca aconteceu. É falso. 

Leia nota abaixo e veja o video.

Video da delação de Youssef acusa diretamente Zé Otávio no caso de propinas do Lava Jato

O site zerohora.com, da RBS, apresentou hoje uma gravação liberada com autorização da Justiça, que mostra o momento em que o doleiro Alberto Youssef afirma ter entregado dinheiro desviado da Petrobras para representantes do PP — entre os quais se encontrava o deputado federal gaúcho José Otávio Germano.

O video foi conseguido pelo repórter Rodrigo Saccone, da sucursal do Grupo RBS em Brasília.

Num determinado momento, Youssef cita diretamente Zé Otávio, dizendo como entregou dinheiro sujo para ele.

Sempre que fui levar dinheiro a Brasília, na casa do líder do partido, dinheiro esse arrebanhado pelo comissionamento das obras da Petrobras, vi o Luiz Fernando indo retirar dinheiro com o líder na casa dele — diz Youssef em um trecho do vídeo.

Logo depois, um investigador pergunta:

— E o senhor José Otávio Germano?

O doleiro responde:


— Também.

CLIQUE AQUI para ver a matéria de zerohora.com e examinar o video. 

Acordo de leniência, uma espécie de delação premiada, beneficia Setal, que denuncia cartel da roubalheira na Petrobrás

O acordo de leniência firmado pela Setal Engenharia e Construções com a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (SG-Cade), o primeiro do gênero desde o início das investigações do Petrolãom, revela que 23 empreiteiras investigadas na Operação Lava-Jato operam cartel para participar de licitações da Petrobras desde o final dos anos 1990. 

No histórico de conduta divulgado pelo Cade, com detalhes do acordo de leniência, a Setal e a SOG õleo e Gás afirmaram que foi estabelecido "um sistema de proteção" entre as empresas para "combinar não competirem entre si em licitações relativas a obras da Petrobras no mercado 'onshore'". O documento registra, ainda, que a empresas investigadas na Lava Jato se "reuniam, ainda que inicialmente de uma maneira não estruturada, com o objetivo de discutir e tentar dividir os pacotes de licitações públicas 'onshore' da Petrobras no Brasil".

As empreiteiras disseram que o cartel ficou mais bem definido a partir de 2003 ou 2004, com a chegada do ex-diretores de Engenharia e Serviços da estatal, Renato Duque, e de Abastecimento, Paulo Roberto Costa. 

O clube teria mudado para englobar 16 membros nos anos seguintes, segundo Cade, operando de maneira "anticompetitiva" devido à necessidade de acomodar mais empresas. 

"Os contatos anticompetitivos se davam, sobretudo, em reuniões presenciais, mas também houve conversas ao telefone e trocas de SMS" registra o relato de acordo de leniência. O nível de organização do grupo de empreiteiras mantinha também "tabelas contendo as informações sobre as obras anteriores que já tinham sido vencidas por cada uma das empresas" nas concorrências abertas pela Petrobras. Além de "informações sobre obras futuras previstas". O documento do Cade registra ainda que "quem já tinha projetos vencidos ficava no final da fila de preferência, e quem tinha menos projetos vencidos com a Petrobras ficava no início da fila de preferências".

O Cade celebrou acordo de leniência também com a SOG õleo e Gás e pessoas físicas funcionários e ex-funcionários das empresas do grupo. O acordo, uma espécie de delação premiada, foi assinado em conjunto com o Ministério Público Federal do Paraná (MPF/PR), dentro da Força-Tarefa da Operação Lava Jato.

O Cade informa que, por meio desse acordo, os signatários confessam sua participação, fornecem informações e apresentam documentos probatórios a fim de colaborar com as investigações do alegado cartel entre concorrentes em licitações públicas de obras de montagem industrial onshore da Petrobras.


Após bater recorde de alta, dólar cai 2%; Bovespa fecha em alta de 1,99%

O dólar comercial fechou em queda de 2,01%, a R$ 3,23 na venda nesta sexta-feira, depois de ter atingido o maior valor em quase 12 anos na véspera. O recuo percentual foi o maior em quatro meses, desde 21 de novembro do ano passado, quando a moeda caiu 2,05%.

Com o resultado, o dólar anulou os ganhos da semana e fechou o período em queda de 0,58%, após duas altas seguidas. Até agora, no acumulado do mês o dólar ainda tem alta de 13%; e, no do ano, ganhos de 21,5%.

Já a Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em alta de 1,99%, a 51.966,58 pontos nesta sexta-feira. É a maior pontuação desde 5 de dezembro do ano passado, quando fechou em 51.992,89 pontos.

A Bolsa encerrou o acumulado da semana com ganhos de 6,94%, depois de duas quedas seguidas nesse tipo de comparação. Foi o melhor resultado desde a semana encerrada em 21 de novembro de 2014 (8,33%).

Até agora, no ano, a Bovespa acumula alta de 3,92%; no mês, os ganhos são de 0,74%.

Pacote do MP prevê fechamento de partidos como, PT e PP, envolvidos em corrupção

Pacote de medidas anunciado nesta sexta-feira pelo procurador-geral Rodrigo Janot prevê o aumento da pena máxima para corrupção de 12 para 25 anos de prisão. A proposta prevê a classificação da corrupção como crime hediondo. O pacote também prevê multa, suspensão e até mesmo a cassação do registro de funcionamento de partidos políticos envolvidos com desvios de dinheiro público. As propostas serão enviadas ao Congresso Nacional e, a partir daí, dependerão da iniciativa de parlamentares para serem transformadas em projetos de lei.

"A corrupção rouba a comida, o remédio e a escola do brasileiro. Quem rouba milhões mata milhões", afirmou o procurador Deltan Dallagnol, um dos responsáveis pela elaboração das medidas.

O procurador é coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, investigação sobre fraudes em contratos de empreiteiras com a Petrobras. O pacote prevê ainda instituição de testes de integridade para servidores públicos, extinção de recursos protelatórios e redução de prazos de processos criminais. Também tipifica como crime o enriquecimento incompatível com a renda declarada, facilita o confisco de bens obtidos com dinheiro desviado dos cofres público e amplia o prazo de prescrição de determinados crimes.

Pepe Vargas diz que abriu agenda para receber Jorge Gerdau em Brasília

Mesmo em clima de fim de festa, já que parece rifado do cargo, que poderá ir para outro gaúcho, o atual ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, o ministro de Relações Institucionais, Pepe Vargas, parece não ter reduzido o volume da sua agenda e nem os posts que sua assessoria de comunicação disponibiliza na Internet.

No post, o ministro disse que abriu espaço na agenda para Gerdau.

Ao lado, o ministro, tratado como Pepe Legal por boa parte dos jornalistas de Brasília, recebe o industrial gaúcho Jorge Gerdau, até há pouco tempo ocupante de um dos mais lustrosos gabinetes do Palácio do Planalto, e ex-conselheiro, junto com Dilma, do Conselho de Administração da Petrobrás. As relações entre Gerdau e os governos do PT continuam muito amistosas e próximas.

A agenda do ministro não disse sobre o que conversaram os dois gaúchos.


PT, PMDB e PP serão punidos pelos crimes que cometeram no País, dizem procuradores do Petrolão

Laryssa Borges, Veja de Brasília, escreve hoje que o os procuradores da República que atuam na força-tarefa da Operação Lava Jato afirmaram que estudam uma maneira de pedir a punição dos partidos políticos envolvidos no propinoduto da Petrobras. A intenção do MP é buscar a eventual - e inédita no país - condenação das legendas, e não apenas dos seus dirigentes, como ocorrido em escândalos de corrupção anteriores.

No caso do petrolão, as investigações indicam que PT, PP e PMDB se beneficiaram do esquema.

Em acordo de delação premiada, o ex-gerente de Serviços da Petrobras Pedro Barusco afirmou à Justiça que o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, recebeu até 200 milhões de dólares em propina de 2003 a 2013, por meio de desvios e fraudes em contratos com a estatal. As revelações de Barusco levaram para o centro do escândalo o caixa do PT. Nos inquéritos abertos no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Superior Tribuna de Justiça (STJ), procuradores citaram que políticos do PT, PMDB e PP embolsaram propina disfarçada como doações de campanha.

Para o procurador Deltan Dellagnol, que coordena a força-tarefa do MP na Lava Jato, a legislação atual permite que as agremiações possam ser condenadas com a devolução do dinheiro arrecadado ilegalmente - o artigo 28, inciso 3º da Lei 9096/95 prevê que o Tribunal Superior Eleitoral pode determinar o cancelamento do registro civil e do estatuto do partido que não tiver prestado corretamente contas à Justiça Eleitoral, o que inclui a possibilidade de a legenda ter intencionalmente fraudado as contas como indicam as investigações sobre o petrolão. "Não tem nada de errado fazer uma doação regular. Outra coisa é a doação camaleão, que se caracteriza pela ocultação e dissimulação da origem, ou da propriedade de recursos provenientes da atividade criminoso, e isso o sistema já possibilita. [O suspeito] Pode ser responsabilizado com devolução dos recursos. Medidas contra os partidos estão em estudo [na Lava Jato]", disse.

Atualmente, a Lei Anticorrupção prevê punições a figuras jurídicas, como o fechamento de empresas envolvidas em corrupção, mas não inclui na mesma sanção os partidos políticos. Na prática, não há previsão legal explícita sobre como responsabilizar as legendas. Porém, alguns procuradores defendem que a legislação eleitoral abre espaço para sanções às siglas ao coibir fraudes em declarações de campanha. Como se trata de uma eventual punição inédita, o MP ainda não formalizou seus argumentos à Justiça.

-Nesta sexta-feira o Ministério Público apresentou um pacote de medidas para tentar frear a corrupção no país. Na próxima semana, levará ao Congresso Nacional propostas como a prisão preventiva para assegurar devolução de dinheiro desviado, maior proteção à fonte que denunciou o esquema de corrupção, possibilidade de confisco de bens não comprovados, criminalização do enriquecimento ilícito de agentes públicos, aumento de penas e crime hediondo para corrupção de altos valores e mudanças no sistema de recursos no processo penal.

Filho de Mendes Ribeiro será o novo secretário da Smam

O prefeito José Fortunati costura com o PMDB a saída de Cláudio Dilda, da SMAM, que já está limpando as gavetas. 

A SMAM será entregue ao vereador (suplente) Pablo Mendes Ribeiro, filho do ex-deputado Mendes Ribeiro Filho.

Nem mulher de ministro nomeado por Dilma aguenta Dilma

Ao lado, a dvogada Anna Maria Trindade dos Reis, mulher do ministro do STJ Sebastião Alves dos Reis Júnior, recentemente indicado por Dilma, participou no último domingo 15, em Brasília, do protesto que pediu a saída da presidente.

Isto fica bem claro na foto que publicou na rede social Instagram: ela mostra uma camiseta com as frases "Fora Dilma" e "chega de corruptos", com o símbolo do PT.

O minsitro não foi ao ato. 

Prefeito Fortunati perde a paciência e diz que Infraero amarra de propósito as obras do Aeroporto Salgado Filho

Durante o encontro de representantes do governo do Estado, da Prefeitura de Porto Alegre e da Empresa de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), que discute a ampliação da pista do Aeroporto Salgado Filho, o prefeito José Fortunati declarou que o município já concedeu todas as condições necessárias para o aumento a via no terminal:

- Todas as condições necessárias para o início das obras foram realizadas pela prefeitura de Porto Alegre"

O prefeito falou durante encontro na Assembléia do RS. 

Conforme Fortunati, a remoção total de famílias da Vila Dique deve ser concluída até agosto de 2015. "A Infraero não pode culpar a remoção de casas ou colocar obstáculos para não ter feito a licitação da obra do aeroporto. Não tenho dúvida de que a licitação da obra pode ser feita hoje. Entraves têm o objetivo de postergar a ampliação", acrescentou o prefeito.

Fortunati comentou ainda que toda documentação exigida foi entregue à Infraero, assim como a área em que a pista do Salgado Filho será ampliada.    

Presente ao encontro, o representando da Infraero, Carlos Alberto Souza, disse que as obras só começarão no final do ano que vem - se começarem.]

José Fortunati voltou a bater de frente:

- Tem alguma coisa estranha acontecendo. Me parece muito claramente que querem impedir a ampliação.

- O governo Dilma precisa investir R$ 700 milhões nas obras de ampliação, mas parece não ter o dinheiro ou quer ganhar tempo para privatizar o aeroporto e não tem coragem de dizer isto.

Melnick Even Day quer faturar R$ 170 milhões no dia 28

O Melnick Even Day, agendado para o dia 28 em Porto Alegre, é considerada a maior ação de vendas do mercado imobiliário do sul do país. No ano passado foram vendidos R$ 165 milhões, com assinatura de mais de 360 contratos, num único dia. Neste ano a expectativa é de superar os  R$ 170 milhões em vendas.

O evento acontece durante todo o dia. Haverá uma super estrutura de atendimento, segurança e fechamento de negócios, exclusivamente na sede da empresa, Rua Carlos Trein Filho, 551, esquina com a Anita Garibaldi, Bairro Auxiliadora.

As tabelas trabalharão com descontos especiais de até 36%, a vista.

A partir das 7h, os cinco andares da sede da empresa estará de portas abertas e os interessados poderão negociar vantagens exclusivas diretamente com a diretoria e uma equipe qualificada de corretores das principais imobiliárias parceiras.

A estratégia de comercialização iniciou com uma convenção de vendas – a maior já realizada no Rio Grande do Sul,  -  com a presença de mais de 3.500 corretores.

O portfólio da promoção inclui todos os empreendimentos da empresa em comercialização: Bravo, Vida Viva Clube Centro, Vida Viva Clube Canoas, Vida Viva Iguatemi, Vida Viva Boulevard, Vida Viva Clube Moinho,Terrara, Icon, Grand Park Eucaliptos, Nine, Moulin, Quartier, HOM Lindóia Residencial, HOM Lindóia Comercial, HOM João Wallig, Supreme, A/G, DOC – Design Office Center , Baltimore, Ponta da Figueira, Arte Bela Vista, Ária, Window, Ato.


São esperadas mais de 2.000 pessoas em torno de 800 clientes, com uma previsão de vendas superior a  R$170 milhões. 

Assembéia fará audiência pública para apurar o destino dos bilionários empréstimos feitos por Tarso

O requerimento é do deputrado Frederico Antunes e foi aprovado na Comissão de Finanças da Assembleia.

A iniciativa baseia-se numa declaração onde o ex-secretário da Fazenda, Odir Tonollier, admite que “eventualmente”, o governo utilizou dinheiro de empréstimos destinados à investimentos, para o custeio da máquina pública e também em informações do atual governo, que os contratos firmados pela administração anterior e já analisados pelas secretarias do Planejamento e da Fazenda, garantem que parte dos R$ 4 bilhões captados pelo governo do PT para obras, foram utilizados para pagar salários. 

O governo do PT também sacou R$ 11 bilhões dos depósitos judiciais e r$ 5 bilhões do caixa único para pagar despesas.

Todos os valores terão que ser devolvidos em algum momento para seus proprietários. 

Ana Amélia diz que Congresso brinca com fogo ao triplicar volume de dinheiro público para os Partidos

A senadora Ana Amélia (PP-RS) criticou a aprovação, ocorrida na terça-feira, dentro da lei do orçamento de 2015, de emenda que prevê o aumento de recursos para reforçar o caixa dos partidos políticos. Com isso, a dotação destinada aos partidos passará de R$ 279 milhões para R$ 867 milhões, um acréscimo de R$ 578 milhões.
     
Para Ana Amélia, a decisão foi equivocada e mostrou, no mínimo, insensibilidade do Congresso Nacional com o momento de crise econômica pela qual passa o Brasil.
     
Em pronunciamento no Plenário nesta quinta-feir, ela avisou que medidas como essa explicam a baixa aprovação popular do Parlamento.

- Segundo pesquisa divulgada esta semana pelo Datafolha, apenas 9% dos brasileiros avaliam como ótimo ou bom o desempenho do Congresso Nacional. Um índice inferior à avaliação do governo da presidente Dilma, que também está baixo, 13%:

Mais adiante, disse a senadora:

- Os partidos precisam ser fortalecidos, mas é esta hora de fazer isso? É esta hora de pegar o dinheiro que está faltando? Estamos vivendo uma crise econômica sem precedentes. A presidente pede sacrifício dos trabalhadores, reduz direitos trabalhistas, pede aumento de impostos, já estão sugerindo a volta da CPMF e nós aumentamos para R$ 867 milhões para reforçar o caixa dos partidos! Isso é o que se chama de insensibilidade do que as ruas mostraram no domingo. Foi uma trágica resposta à voz das ruas.

A história da Guerrilha de Três Passos será discutida dia 25 em Porto Alegre

O Movimento de Justiça e Direitos Humanos, RS, a mais antiga organização de defesa dos direitos humanos do País, promoverá dia 25 de março, 19hs,  Auditório do Memorial do Legislativo/RS.
Rua Duque de Caxias, 1029, Porto Alegre, um debate sobre os 50 anos da guerrilha de Três Passos, intitulado "23 homens trewntam levantar o País".

O evento discutirá um episódio pouco conhecido da luta contra a ditadura civil-militar de 1964-1985:  o levante que ficou conhecido como a “ Guerrilha de Três Passos”, primeiro movimento armado de resistência ao regime. Poucos dias antes de completar um ano do golpe civil-militar que derrubou o governo do presidente João Goulart, um grupo constituído por camponeses, militares e profissionais liberais, de origem trabalhista/brizolista foi protagonista da primeira ação armada contra a ditadura, liderada pelo coronel Jefferson Cardim de Alencar Osorio.

As ações realizadas pelo Movimento 26 de Março (M-26) foram a tomada do Destacamento da Brigada Militar, da Delegacia de Polícia e do presídio de Três Passos, a invasão da agência do Banco do Brasil e da Rádio Difusora, em que foi transmitido de um manifesto de Cardim em nome das Forças Armadas de Libertação Nacional (FALN).

A guerrilha terminou frustrada e os seus participantes foram presos, barbaramente torturados e condenados pela Justiça Militar a duras penas.

PROGRAMAÇÃO

19hs. – Exibição de trailer do documentário sobre a Guerrilha de Três Passos. 5 minutos
Mesa de debates:
Mediador: Jair Krischke (Presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos – MJDH.
Flávio Ilha - Jornalista – da rede de produção de conteúdo Eder Content, que no momento finalizam uma grande reportagem e um documentário a respeito do tema.  
Depoimentos dos combatentes > Dr. Valdetar Antonio Dornelles e Abrão Antonio Dornelles.
20hs: Conversa com o público

Mais informes:  E-mail > mjdhbr@gmail.com


Cobranças públicas sobre contradições do novo governo começam a irritar Sartori

Sartori, foto ao lado, está menos sorridente - 


O governador José Ivo Sartori confundiu-se, apresentou contradições e foi escapista ao falar esta manhã com experientes jornalistas da Rádio Gaúcha, RBS. Eles não costumavam ser tão duros com o governador Tarso Genro, poupado pelo grupo dos Sirotsky durante todo o seu desastroso mandato, mas foram implacáveis com seu sucessor, que precisa se acostumar com cobranças cada vez mais duras - e se preparar melhor. Os 100 dias de graça que costumam ser concedidos aos novos governos está se esgotando. 

O novo governo tem sido poupado pelo PT, desmoralizado pelo governo desastroso de Tarso Genro e mergulhado até o pescoço na lama do Petrolão, mas boa parte da mídia e da opinião pública não parecem dispostas a esperar mais tempo por propostas claras de enfrentamento estrutural da crise de governança e das finanças públicas do Estado. 

O Estado não quer mais do mesmo.

A entrevista foi para o programa Gaúcha Atualidade.

Ao ser confrontado com o teor das críticas que fazia a Tarso por usar os depósitos judiciais (R$ 11 bilhões em quatro anos, mais do que todos os outros governos juntos) e, agora, utilizar R$ 300 milhões para cobrir despesas, Sartori negou por três vezes que tenha feito isto, mesmo que seu secretário da Fazenda, Giovani Feltes, tenha passado esta informação de público.

Mais tarde, em nota, o governador voltou atrás e avisou que tinha entendido mal a pergunta, já que o saque foi usado para cobrir pagamento da prestação da dívida com a União e não para pagar salários.
Seja como for, dinheiro do caixa único e dos depósitos judiciais não são carimbados e fica complicado saber seu verdadeiro destino.

Ao ser indagado sobre a insegurança pública, o governador também negou que a polícia esteja atuando menos, quando é evidente que está, o que decorre de cortes na área. Ele chegou a se irritar com o jornalista Daniel Scola, que insistiu com a questão. Por pouco não repetiu os "meu queridos" de Dilma:

— Aí, meu filho, eu não vou discutir publicamente algumas questões — encerrou.
Sartori também não quis adiantar se haverá atraso no pagamento dos servidores públicos, que deveriam receber na próxima semana:

— Até a semana que vem tem muito tempo — disse.


Apesar do bom humor que tem demonstrado em suas aparições públicas e até nas entrevistas, José Sartori parece cada vez mais encurralado pela falta de dinheiro e sua necessidade de cobrir despesas impostergáveis, como as que estão relacionadas com pagamento de pessoal, saúde, educação e segurança, pelo menos. 

Dilma visita "experiência que deu certo", a do MST, que produz ridículos 0,025% do total do arroz colhido no RS

Dia 7 de fevereiro, Dilma ignorou a abertura da safra gaúcha de arroz deste ano, que irá a 8 milhões de toneladas. Hoje, preferiu prestigiar a abertura da safra orgânica de arroz dos 16 assentamos do MST, que no total produzirão 23,8 mil toneladas do grão. A produção dos assentamentos - o total de todos eles - corresponde a 0,025% da produção do Estado."Estou aqui falando para todo o Brasil ouvir que essa é uma experiência que deu certo", disse Dilma Roussef em Eldorado do Sul. A presidente não perdeu
apenas o eixo político, mas perdeu também o senso do ridículo. 
Em uma rápida passagem pelo RS, a presidente Dilma Rousseff participou nesta sexta-feira de dois atos em assentamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) em Eldorado do Sul.

MST e CUT comandaram os espetáculos,mas até jornalistas foram proibidos de cobrir os eventos. 

Por volta das 10h, Dilma acompanhou uma colheita simbólica do arroz orgânico no assentamento Integração Gaúcha, Eldorado do Sul. Em sua segunda atividade, que começou às 11h, ela participou de uma cerimônia de inauguração do silo de secagem e armazenamento de arroz da Cooperativa Regional dos Assentados de Porto Alegre, no assentamento Lanceiros Negros.

- Nas fotos acima (clique em cima para ver melhor) alguns flagrantes da contemporânea história histriônica do governo Dilma. Os personagens que mais chamaram a atenção foram Olívio, foto acima, de chapéu, e o governador José Sartori, foto abaixo com Patrus Ananias e o chefe do Exército Vermelho de Lula, José Stédile. 

Prévia da inflação avança 7,9% em 12 meses até março, maior desde 2005

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado prévia da inflação oficial, subiu 7,9% em 12 meses, encerrados em março, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esta é a maior variação desde maio de 2005, quando avançou 8,19%.
Considerando apenas março, o aumento de preços foi de 1,24% ante 1,33% do mês anterior. Pesquisa com economistas estimava alta de 1,21% para o período. Em março de 2014 o IPCA-15 havia sido 0,73%.

No acumulado do primeiro trimestre do ano, a inflação medida pelo IPCA-15 foi de 3,50%, acima do visto nos três primeiros meses de 2014 (2,11%).

Os preços de energia e combustíveis foram os que mais subiram e influenciaram no resultado mensal. Só energia elétrica representa 0,35 ponto porcentual (p.p.) dos 1,24%. "A forte elevação de 10,91% nas contas de luz refletiu reajustes que passaram a vigorar a partir de 2 de março. Tanto na bandeira tarifária vigente, a vermelha, que aumentou 83,33% ao passar de 3,00 reais para 5,50 reais, quanto nas tarifas, tendo em vista a aplicação de reajustes extraordinários", comentou o instituto.

No caso dos combustíveis, a alta de 6,68% da gasolina representou 0,26 p.p. do índice cheio (1,24%). Em Recife, o aumento foi de 9,22%. "A alta da gasolina reflete, nas bombas, o reajuste das alíquotas do PIS/Cofins autorizado a partir de primeiro de fevereiro e que incidiu, também, sobre o óleo diesel, que ficou 4,05% mais caro. O consumidor passou a pagar, ainda, 5,32% a mais pelo litro do etanol", apontou o IBGE.

Armínio Fraga recomenda apertar os cintos diante de longa turbulência pela frente

Vai a seguir um resumo da longa entrevista concedida por Armínio Fraga ao jornal Valor. Ele foi presidente do Banco Central e seria o ministro da Fazenda de Aécio. 

Lado fiscal - Infelizmente, o que estamos vendo hoje está longe do necessário. Na área fiscal, existe uma necessidade quantitativa e qualitativa bastante grande. Não é fácil fazer essa correção quando a gestão máxima do país continua nas mesmas mãos. Isso cria constrangimentos. Penso que o ajuste poderia até ser feito ao longo de três anos, mas teria que ser maior. Esse é o lado fiscal.
                
Dívida corresponde a 70% do PIB - Hoje, a dívida bruta está em cerca de 70% do PIB. O país está com toda pinta de que vai crescer 1% ao ano no próximos quatro anos. Se as coisas continuarem do jeito que estão, talvez possa até ser menos. Com juro real de 6,5% e um primário também difícil de corrigir, e que está sendo corrigido na marra - com corte de investimentos e aumento da carga tributária -, estamos falando de uma dinâmica da dívida bem perversa.  
                
Confiança náo será restabelecida tão cedo - Usando os juros reais de 6,5%, com resultado primário pequeno e um PIB que não cresce, é possível que a dívida aumente uns cinco pontos percentuais do PIB por ano. A continuar nesse passo, a dívida vai para perto de 100% do PIB rapidamente, em quatro a cinco anos. Não é uma trajetória que dê tranquilidade a ninguém. Não, não acredito que a confiança vá se reestabelecer agora. Diria que no momento está acontecendo o oposto. A confiança vem caindo. Teria que acontecer uma virada impressionante.

Análise, Cesar Maia -E se o baixo clero falar no Petrolão ?

1. Se imaginarmos circunferências concêntricas, diríamos que o Ministério Público, a Polícia Federal e o Poder Judiciário ocupam a maior circunferência, portanto a mais externa. Depois vem a circunferência dos que optaram pela delação premiada. Em seguida as empresas e os dirigentes das estatais envolvidos. E, no centro, um círculo, cuja área é ocupada pelos políticos, listados ou não. O foco –e os holofotes- apontam para o círculo central. Esse é o maior interesse da imprensa e da opinião pública.
                
2. E também o maior interesse dos políticos. Esse círculo pode ser subdividido em 3 áreas, como cones. De um lado envolvidos não (ou ainda não) investigados. Do outro, os investigados. E num terceiro os que não têm nada com isso, mas recebem os respingos (menores e maiores) da opinião pública e que querem que as investigações se aprofundem.
                
3. Do ponto de vista político, o caso do “mensalão” tem uma diferença fundamental com o “petrolão”. No “mensalão” os políticos acusados em geral eram do PT. Políticos treinados –desde a luta clandestina ou não- em não delatar por razões políticas e ideológicas. Essa é a razão que transformou Delúbio num herói da esquerda do PT. Explica também os aplausos a Dirceu... Os denunciados de outros partidos eram presidentes partidários ou altos dirigentes. A esse nível de responsabilidade também não estavam na lista de delatores potenciais durante a investigação.
                
4. Isso levou o relator a ter que buscar o apoio jurídico para as evidências que se acumulavam e cruzavam. Agora, com o “petrolão” é diferente, as delações premiadas envolvem dirigentes da Petrobras e dirigentes das empresas envolvidas. Já se parte de além das evidências.
                
5. E há uma crucial diferença a mais. Crucial e decisiva, tanto nas provas quanto no alcance desses e de outros investigados. É que a maior parte dos investigados, nem é do PT, nem são dirigentes partidários. São parlamentares do baixo clero. Como eles se comportarão quando a investigação for fechando o cerco com documentação, delação e casos concretos?
                
6. Afinal, os parlamentares do baixo clero certamente são receptores das propinas que eram negociadas e recebidas por –outros- parlamentares e dirigentes dos partidos envolvidos.  Como se comportarão quando se aproximarem das escadinhas do cadafalso? Acusarão os –de cima- que geriam esse processo, tentando se colocar como atores passivos e secundários? Claro, os de cima que não foram incluídos nas delações premiadas. E ampliar a rede, informando sobre os que recebiam e não foram citados?
                
7. Esse processo de asfixia psicológica sobre políticos sem consistência partidária e ideológica será atingido nos próximos meses, quando os investigados começarem a depor. Como reagirão as famílias solidárias com eles? O que farão os –de cima- ainda não investigados? Que orientações darão os advogados contratados?  E os que estavam no jogo mas não foram denunciados?
                

8. Se o baixo clero falar, o “Petrolão” ganhará dimensões ainda muito maiores.      
https://api.clevernt.com/e46a5348-350f-11ee-9cb4-cabfa2a5a2de/https://api.clevernt.com/e46a5348-350f-11ee-9cb4-cabfa2a5a2de/