De acordo com o cientista político Cristiano Noronha, a aparição dos presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), entre os citados nas delações premiadas vai agravar as já frágeis relações com o governo.
“Isso vai acabar resultando em consequências negativas para o governo, no sentido de aprovação de matérias importantes e da estabilidade no ambiente político, o que dificulta o governo a tranquilizar e acalmar a situação”, diz.
Noronha explica que, em um primeiro momento, o argumento para que Cunha e Calheiros se mantenham nos cargos é o de que a lista é referente a apenas uma instauração de inquérito, o que não os considera culpados. No entanto, ele afirma que “a pressão tende a existir”.
“Há agora um elemento muito sério, que tumultua ainda mais o ambiente político”, assegura o analista.




