Nesta entrevista ao repórter Jefferson Klein, Jornal do Comércio de Hoje, o presidente da CEEE, Gerson Carrion, PDT, diz que a CPI da CEEE é política, portanto visa abalar o governo Tarso Genro, PT. Nada que o PT já não tenha feito antes. Gerson Carrion foi muito evasivo nas respostas e em algumas delas arredondou explicações e tergiversou. A CPI da CEEE poderá mostrar que a estatal foi esgualepada em R$ 1,3 bilhão pelo governo estadual, sem a menor necessidade, o que retirou milhões de reais dos seus cofres, dinheiro que estava reservado para investimentos. O que se espera é que a CPI consiga movimentar técnicos renomados para comprovar o sucateamento de transformadores, subestações e linhas de distribuição, que são desligados, sim, em rodízio, para que não estourem, porque energia existe, sim, mas o que não existe é confiabilidade no sistema, tudo por falta de investimentos. O presidente não fala sobre a tunga feita pelo governo e nem sobre o sucateamento do sistema de distribuição. Abnegação é uma boa qualidade para alcançar a santidade, mas não resolve problemas como os da CEEE, que é de gestão e dinheiro em caixa. Leia tudo:
Jornal do Comércio (JC) – Qual a sua avaliação sobre a
CPI que abordará o setor elétrico gaúcho?
Gerson Carrion – O que posso dizer, na minha condição de
presidente da CEEE e de técnico do setor elétrico, é que o conteúdo é
extremamente político. Eu vejo essa proposta como sem fundamento, do ponto de
vista de uma CPI, que requer investigações. Não vejo no objeto do regimento da
Casa (Assembleia Legislativa) as razões, a não ser uma razão política dessa
comissão. Acho que há outras coisas no Estado a serem investigadas. Gostaria
que tivesse sido assinado o pedido de uma CPI sobre a privatização e
dilapidação de um dos maiores patrimônios públicos do Estado, que foi a CEEE.
Espero que a CPI tenha isonomia de tratamento, ouvindo todas as
concessionárias.
(...)
JC – Há indagações se o Grupo CEEE estaria reduzindo a
carga em determinadas regiões de Porto Alegre para poupar os equipamentos e
energia. Isso procede?
Carrion – Não existe. De forma alguma, por parte da
companhia, adotamos essa manobra. Nós temos o compromisso de honrar o contrato
de concessão e é inadmissível uma empresa pública, como a CEEE, usar esse tipo
de subterfúgio.
(...)
Carrion – O que eu posso dizer é que estamos trabalhando
de forma abnegada, com compromisso, qualidade do serviço e melhoria contínua,
para mitigar os problemas, mesmo com temperaturas tão elevadas como essas. Mas,
por mais que se tenha 100% de investimento, o setor elétrico sempre terá suas
ocorrências, isso é da natureza da prestação do serviço de energia elétrica.
Contudo, o próximo verão, com certeza, será em melhores condições que esse,
mesmo que as temperaturas sejam elevadas.
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