Dilma afirma que defenderá seu mandato 'com unhas e dentes'

O site www.uol.com.br desta segunda a noite, informou que a presidente Dilma Rousseff classificou nesta segunda-feira, 6, como "golpista" a pregação por sua saída do governo e disse que defenderá "com unhas e dentes" o mandato para o qual foi eleita. Um dia depois da convenção do PSDB, na qual tucanos apostaram em novas eleições antes de 2018, Dilma orientou ministros, presidentes de partidos, deputados e senadores da base aliada a afastarem com vigor a articulação de adversários pelo impeachment, carimbando a iniciativa como "golpe".

Leia a reportabem completa:

"As pessoas que estão fazendo delação premiada vão ter de provar o que estão falando", disse Dilma em conversas reservadas. Foi uma referência a depoimentos de empreiteiros que, presos pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal, disseram ter dado dinheiro desviado da Petrobrás para o PT e para as campanhas de Dilma e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Vou defender o meu mandato com unhas e dentes. Nada ficará sem resposta."
Indignada com o movimento que começou a ganhar corpo com o agravamento da crise política, Dilma chamou uma reunião de emergência no Palácio da Alvorada, à noite, com o Conselho Político do governo, formado por presidentes e líderes de partidos da base na Câmara e no Senado. Não foi só: convocou os ministros Nelson Barbosa (Planejamento) e Luís Inácio Adams (Advocacia-Geral da União) para explicar aos aliados, "ponto por ponto", a manobra orçamentária que ficou conhecida como "pedalada fiscal".
"Todos nós achamos que (o impeachment) é algo impensável para o momento atual", afirmou o vice-presidente Michel Temer, que comanda o PMDB e é articulador político do Palácio do Planalto. "Eu vejo essa pregação com muita preocupação. Nós não podemos ter a essa altura, no momento em que o País tem grande repercussão internacional, uma tese dessa natureza sendo patrocinada por diversos setores."
Além do PSDB do senador Aécio Neves (MG), reconduzido no domingo à presidência do partido, uma ala do PMDB flerta com a oposição e também prega o afastamento de Dilma, sob o argumento de que ela não tem mais condições políticas para governar.
Há, porém, divisões em todos os partidos que defendem a interrupção do mandato de Dilma. Setores do PMDB torcem para que o Tribunal de Contas da União (TCU) rejeite as contas do governo em razão da "pedalada fiscal". Nesse caso, mesmo se o desfecho no Congresso seja a aprovação do impeachment, Temer assumiria o cargo. Se, no entanto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acatar o pedido feito pelo PSDB e considerar que houve abuso do poder econômico e político nas eleições, como alega o partido de Aécio, a chapa Dilma-Temer perde o mandato.
Temer disse desconhecer que setores do PMDB estejam namorando o PSDB, com o objetivo de sondar os tucanos para um possível apoio ao governo caso Dilma seja obrigada a se afastar. "A presidente está tranquila. Podemos ter uma pequena crise política, dificuldades econômicas, mas o que não se quer é uma crise institucional", afirmou o vice-presidente. "Levar adiante uma ideia de impedimento da presidente da República poderia revelar uma crise institucional, que é indesejável para o País."
Antes de entrar para a reunião com o Conselho Político, no Alvorada, o ministro Nelson Barbosa disse que não houve ilegalidade no episódio sob análise do TCU. "Todas as operações que foram feitas estão de acordo com a lei e já foram objeto até de aprovação pelo TCU em exercícios anteriores", insistiu Barbosa.


Bovespa fecha no menor nível em mais de 3 meses; Dólar sobe

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em queda de 0,7% nesta segunda-feira (6), a 52.149,37 pontos. É o menor nível de fechamento desde 31 de março, quando a Bovespa encerrou a sessão a 51.150,16 pontos. 

A queda de hoje foi puxada, principalmente, por Vale, Petrobras e pelos bancos Bradesco e Itaú Unibanco. As quatro empresas têm forte peso sobre o Ibovespa. Na semana passada, a Bovespa havia acumulado queda de 2,77%, depois de quatro semanas seguidas de alta. 

Já no mercado de câmbio, o dólar comercial fechou praticamente estável, com leve alta de 0,09%, a R$ 3,142 na venda. Na semana passada, a moeda norte-americana havia acumulando alta de 0,35%.

FGV: Inflação da baixa renda se aproxima dos dois dígitos

A inflação percebida pela baixa renda deu uma pequena trégua em junho ao desacelerar a 0,85%, mas está longe de arrefecer totalmente. Em 12 meses, a alta de preços sentida pelas famílias com ganhos mensais entre um e 2,5 salários mínimos chega a 9,52%, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Muito próximo dos dois dígitos, o chamado Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) nunca havia registrado aumento semelhante em toda a série, iniciada em 2004.

Receita abre na quarta-feira consulta a novo lote de restituição do IRPF

A Receita Federal abrirá, a partir das 9 horas da próxima quarta-feira, consulta ao segundo lote de restituição do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) de 2015. De acordo com a Receita, 1.459.161 contribuintes serão contemplados. Isso totaliza mais de R$ 2,3 bilhões em restituições.

Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deverá acessar a página da Receita na internet ou ligar para o Receitafone 146.

Prefeituras gaúchas emparedam governo Sartori na Justiça para que pague dívidasa da Saúde

O escritório Aloísio Zimmer Advogados Associados, que representa o Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do RS,  ingressou hoje com pedido de liminar em Mandato de Segurança Coletivo no Tribunal de Justiça, para que o Governo do Estado regularize os pagamentos às Secretarias Municipais de Saúde e aos hospitais sem fins lucrativos, integrantes da rede filantrópica.  O advogado Aloísio Zimmer, mestre em Direito do Estado e professor de Direito Administrativo, considera que a retenção destes recursos fere  o direito constitucional da população em ter garantido o acesso à saúde, preconizado na Constituição Federal.

Os pagamentos estão suspensos desde maio, gerando um déficit de R$ 47 milhões mensais. O advogado argumenta que “os recursos para a saúde pública estão previstos na Lei Orçamentária Estadual, e a cada dia que passa a condição de saúde, de vida e de sobrevivência de um número bastante expressivo de pessoas está se deteriorando”. Mesmo reconhecendo as dificuldades financeiras do Estado, o advogado observa que contingenciar transferências devidamente previstas em lei é violação direta à lei orçamentária anual (LOA), sujeitando a autoridade a processamento por crime de responsabilidade ou por improbidade administrativa, no que se refere à violação do princípio da legalidade: “Uma vez elaborado o orçamento estadual, necessário reconhecer a vinculação dos valores nele previstos e a impossibilidade de o Poder Executivo reduzir ou contingenciar tais repasses, especialmente quando inexistente lei específica com a respectiva autorização legislativa”.


 O pedido de liminar solicita que a Justiça determine o imediato repasse dos valores atrasados aos municípios e às instituições privadas sem fins lucrativos, referentes ao mês de maio de 2015, assim como determine o repasse até o dia 10 de julho dos valores referentes ao mês junho de 2015, e assim sucessivamente, em parcela de R$ 78,277 milhões, referente à transferência de recursos aos municípios; e de R$ 33,867 milhões, referente à transferência de recursos às instituições privadas sem fins lucrativos, de modo a cumprir a Lei Orçamentária Estadual (Lei Estadual n. 14.642/14), bem como o preceito de vinculação obrigatória previsto na Constituição

Artigo, José Giusti Tavares - Reflexões sobre a encíclica Laudato Si

Invocando Francisco de Assis, o Papa Francisco publicou recentemente, dirigindo-a a católicos, a cristãos e a todos os homens de boa fé, mas especialmente aos empresários, aos proprietários do capital financeiro e aos estadistas de toda o planeta,  a Encíclica Laudato Si, que retoma a advertência dramática já feita pelos quatro  Papas que o haviam precedido, João XXIII, Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI: trata-se de um vigoroso apelo para conter os processos de deterioração crescente e cada vez mais rápida da natureza, pela indústria humana  cuja virtude é pervertida pela voracidade. Com um sólido argumento, a encíclica reúne em comovente linguagem poética a totalidade da tradição cristã e a ciência moderna.
      
O próprio Papa Francisco sintetiza o seu argumento em duas citações de Bento XVI. A primeira, do Discurso ao Corpo Diplomático Acreditado junto à Santa Sé, de 2007,  enuncia a necessidade de "eliminar as causas estruturais  das disfunções da economia mundial e corrigir os modelos de crescimento que parecem incapazes de garantir   o respeito do meio ambiente". A segunda, que se encontra na encíclica  Caritas in Veritate, de 2009,  afirma desassombradamente a evidência que a acomodação ideológica do espírito humano com muita frequência quer negar: "a degradação da natureza está estreitamente ligada à cultura que molda a convivência humana".
  
Os Santos Padres sabem muito bem que as causas da desintegração do ambiente natural – que incluem não só a poluição da água e da atmosfera, mas a emissão descontrolada de gás carbônico,  o aquecimento global e o efeito estufa –  não são naturais mas inequivocamente antrópicas, antropogênicas, e decorrem de que,  na trajetória evolutiva do espírito humano, há um descompasso entre o desenvolvimento da consciência  científica, tecnológica e política, e o amadurecimento da consciência moral, em prejuízo desta última. Pois negar esse dado teria como corolário culpar a obra da Criação,  concordando com a afirmação do  poeta comunista russo Maiakóvski, de que " a natureza é imperfeita e deve ser transformada".
         
Contudo, o apelo do Papa Francisco deve enfrentar complexos e poderosos desafios.    
        
Um bom número entre os economistas liberais modernos  observam que o mercado por si só não consegue responder aos três maiores desafios da economia contemporânea: não consegue prover bens públicos, isto é, aqueles bens de cujos benefícios é tecnicamente impossível ou economicamente inviável excluir qualquer consumidor potencial, desde que integre o universo do mercado, e para cujo provimento, portanto, ninguém contribuirá voluntariamente, quer pagando o preço quer assumindo os encargos que lhe cabem para provê-los, do que resulta que, numa sociedade livre, devem ser providos pelo método público que só a coerção fiscal permite financiar; não consegue evitar ou mesmo compensar externalidades negativas, ou deseconomias, que prejudicam terceiros não envolvidos, sobretudo aquelas irreparáveis ou dificilmente reparáveis porque concernem ao meio ambiente; e, finalmente, não consegue evitar a ociosidade simultânea de capital e trabalho e gerar níveis minimamente satisfatórios de emprego.
            
Os economistas referidos observam, enfim, que os processos ora descritos têm como resultado final a falha do mercado e dela derivam a necessidade de que o Estado funcione como instância de intervenção, embora estritamente regulatória, no ciclo econômico.
          
Entretanto, enquanto os Estados são nacionais a economia moderna é internacional e nela competem entre si não apenas corporações industriais,  mas agências de capital financeiro e os próprios Estados nacionais, cada um desses atores agindo segundo a expectativa de que, se pelo menos uma parte significativa dos demais  cessar ou pelo menos reduzir a produção de deseconomias,  ele ganhará mais continuando a produzi-las. E, neste caso, a racionalidade de cada um converter-se-á na irracionalidade de todos e na doença ou na morte de um ou de muitos povos. Certamente, o  Estado mundial não proveria uma solução, mas um desenlace extremamente perverso. Uma instância de regulação e de arbitragem internacional, desde que mais eficaz do que a Organização das Nações Unidas, talvez pudesse provê-la.


Pressão política pela renúncia faz Dilma reunir Partidos no Alvorada

Sem agendamento prévio, a presidente Dilma Roussef marcou reunião com os presidentes e líderes de todos os Partidos que a apóiam.

Será as 18h.

A reunião sai um dia depois da convenção do PSDB e das pressões de líderes do PMDB para que o Partido rompa sua aliança com o PT.

Dilma está sob forte pressão política para que renuncie.

CLIQUE no comentário do alto desta página para examinar comentário do editor sobre o assunto.

Bovespa chega a cair mais de 1%; dólar avança e chega a R$ 3,15

O  dólar comercial operava em alta, e a Bovespa caía nesta segunda-feira, após os gregos votarem contra os termos do acordo com os credores do país e o ministro das Finanças da Grécia, Yanis Varoufakis, renunciar.

Por volta das 16h30, a moeda norte-americana subia 0,36%, a R$ 3,151 na venda, e o  Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, recuava 1,13%, a 51.927,79 pontos.

Quatro consórcios e uma empresa apresentaram propostas para concessão de ônibus em Porto Alegre

Quatro empresaas ou consórcios de Porto Alegre i apresentaram propostas para explorar o sistema de ônibus de Porto Alegre, na tarde desta segunda-feira, na sede da Empresa Pública de Transporte e Circulação. Apenas uma delas, a empresa, a Stadtbus, com sede em Santa Cruz do Sul, apresentou proposta sozinha. Os outros quatro são consórcios formados por pelo menos duas empresas, e todas elas já operam os ônibus de Porto Alegre atualmente, apenas com nomes diferentes.  São eles: consórcio Vialeste, que tem como líder a empresa VAP, que faz parte do atual consórcio Unibus; consórcio Mobi, da Sociedade de Ônibus Porto-alegrense; Trevo, parte do Consórcio Sul e o consórcio liderado pela Sudeste, que atualmente faz parte do consórcio Unibus.

Esta é a terceira tentativa da prefeitura de licitar o transporte — nas duas aberturas de licitação anteriores não havia interessados.

PT, que é governo, ataca política de juros altos do governo que apóia.

"Com a economia em retração, é impraticável manter as atuais taxas de juros", disse o presidente nacional do PT, Rui Falcão; "Não dá para ter juros de 13,75% com a economia do jeito que está. Estamos enxugando gelo", comentou o senador Romero Jucá (PMDB-RR); no mês passado, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa de juros básicos (Selic) para 13,75% ao ano, maior índice desde janeiro de 2009; projeções apontam que o Banco Central deverá manter a tendência de alta

Análise, Antonio Peringer - Inadimplência grega ou estopim da explosão de uma equivocada ou mal formatada União Européia ?

Uma coisa que Ludwig von Mises nos ensinou em sua obra "Ação Humana" foi a de que o Homem, inequivocamente,  age visando sempre sair de uma situação menos favorável para outra mais favorável ou, em outras palavras, age para melhorar a sua própria vida. Nessa ação diária o Homem é guiado pelos dois grandes sensores vitais que a mãe natureza legou a ele, o prazer e a dor (no sentido formal dos termos), que lhe orientam agir buscando  sempre, de uma maneira direta ou indireta, o que lhe seja mais favorável, no curto e longo prazos, e evitando o segundo. Dentro desse contexto,  não há como conseguir unir utilidades e interesses tão diversos dentro dos governos da comunidade européia, em que a própria Grécia cobra dívida da Segunda Guerra Mundial de € 280 bilhões da Alemanha, mas que ela diz  não existir CLIQUE AQUI para ler a notícia.

O fato é que a ideia da criação da união monetária se resume em tirar a oportunidade de inflacionar e de se endividar além da conta dos políticos e burocratas dessa comunidade. Mas o caso da Grécia sinaliza que os freios impostos não são suficientes. De fato, a própria teoria praxeológica diz que as normas administrativas nunca serão um ‘deterrent’ para  políticos e burocratas gastadores, a exemplo dos da Grécia (e do Brasil, principalmente).  Por isso, venha advogando neste espaço que, sem a adoção de sistema monetário similar ao padrão ouro, ao estilo clássico, não se conseguirá um freio ao meio político esbanjador, seja na Grécia, seja no Brasil ou em qualquer lugar do mundo, principalmente nos países onde haja um meio político e burocrata mentiroso, tergiversador e gastador.

Infelizmente, como lamenta Mises no seu Omnipotent Government :

- O padrão-ouro restringia os planos do governo de criar crédito barato.  Era impossível ceder ao desejo de fazer uma expansão creditícia e, ao mesmo tempo, manter a paridade da moeda com o ouro fixada por lei.  Os governos tinham de escolher entre o padrão-ouro ou uma — desastrosa no longo prazo — política de expansão de crédito.  O padrão-ouro nunca entrou em colapso; foram os governos que o destruíram.

Lojas Americanas decidem-se pelo BarraShoppimgSul

O BarraShoppingSul vai receber a Lojas Americanas.  

Sérgio Moro indefere pedido de Zé Dirceu para ter acesso à delação de empresário

O juiz federal Sergio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, indeferiu o pedido feito pela defesa do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu para ter acesso ao conteúdo da delação premiada do empresário Milton Pascowtich, preso na 13º fase da operação, em maio deste ano.

O acordo foi homologado pela Justiça Federal no dia 29 de junho. No mesmo dia, ele foi solto para cumpriri prisão domiciliar, sendo monitorado por uma tornozeleira. Até então, Pascowtich estava detido na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba. Pascowitch é suspeito de ser um dos operadores de pagamento de propina em contratos fraudulentos entre empreiteiras e a Petrobras.

De acordo com Moro, os termos e depoimentos prestados pelo suposto operador ainda estão sob sigilo, que é "indispensável no momento para a eficácia das diligências investigativas em curso a partir dele."

Temer nega saída de articulação e namoro do PMDB com tucanos

O vice-presidente da República, Michel Temer, tratou nesta segunda-feira de tentar desfazer os rumores de que deixará a articulação política do governo e que seu partido, o PMDB, estaria tratando com tucanos do impeachment da presidente Dilma.

"Em primeiro lugar, a presidente Dilma está totalmente tranquila em relação a isso. Em segundo lugar, achamos que (impeachment) é algo impensável para o momento atual", disse Temer.

"Vejo essa pregação com muita preocupação. Nós não podemos ter, a esta altura, em que o País tem uma grande repercussão internacional, uma tese desta natureza sendo patrocinada por vários setores. Temos de ter tranquilidade institucional", continuou, após participar da reunião de coordenação política, nesta manhã, com a presidente Dilma.

Japoneses devem retomar compra de carne brasileira em agosto

O governo japonês enviará, em agosto, um grupo de técnicos ao Brasil que inspecionarão laboratórios, frigoríficos e fazendas para acelerar a abertura do mercado do país à carne brasileira. A expectativa é de que, no próximo mês, as barreiras impostas pelo Japão sejam superadas. A informação foi divulgada nesta segunda-feira, em nota, pelo Ministério da Agricultura, Abastecimento e Pecuária.

Segundo o ministério, a medida representa um avanço nas negociações entre os dois países. A ministra Kátia Abreu está no Japão, onde cumpre uma extensa agenda de trabalho. Além de negociar a ampliação do comércio com o Brasil, Kátia Abreu busca a parceria dos japoneses para projetos como o Programa de Investimento em Logística. Segundo ela, as barreiras à exportação de carne bovina aos japoneses serão superadas até agosto.

Lula convoca ultra-radicais para defender seu governo indefensável

Na semana passada, desde que o fantasma do impeachment voltou a rondar o governo, o ex-presidente Lula recebeu em seu instituto e conversou com integrantes  de movimentos ultra-radicais. A ideia é preparar a tropa de choque para brigar pelo governo e denunciar uma suposta “quebra da institucionalidade” ao se tentar tirar Dilma do poder sem uma razão jurídica sólida.
Os encontros foram com líderes do MST ligados a José Rainha, ao movimento dos sem-teto, sindicalistas da CUT e pelegos da UNE.
 
CLIQUE AQUI para ouvir o comentário do jornalista Lauro Jardim, do Radar on-line/Veja, que fala sobre os novos planos de Lula para brigar pelo governo caso o PSDB e setores do PMDB flertem com o impeachment de Dilma.

FHC na convenção do PSDB: "Nunca antes na história se roubou tanto no Brasil"

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou neste domingo, durante a convenção nacional do PSDB, que nunca "se roubou tanto neste país". O tucano fez a declaração ao criticar o ex-presidente Lula, o PT e a presidente Dilma. "Eu ouvi durante 13 anos alguém que dizia 'nunca como antes'. É verdade, nunca como antes se roubou tanto neste país", declarou Fernando Henrique, em tom irônico.

O tucano lembrou ainda aos militantes e dirigentes do PSDB de momentos importantes da história política do país que ele acompanhou ao longo da vida, como o suicídio de Getúlio Vargas, em 1954, o golpe militar de 1964 e o impeachment de Fernando Collor, em 1992. No entanto, disse o ex-presidente, ele nunca viveu um período político tão conturbado como a governo Dilma.

"Cada momento tem suas peculiaridades, mas eu raramente vi momento como este, em que se acumulam crises de vários tipos. Crise econômica, desemprego, ao mesmo tempo, Congresso fragmentado. Um governo que, para se manter, cria ministérios, num sistema que se chama de presidencialismo de coalisão e hoje é de cooptação, compra. Estamos vendo a desmoralização do atual sistema político", enfatizou.

Governo Dilma continua gastando R$ 2,3 bi ao mês com Bolsa Familia

O governo Dilma, apesar das constantes alegações de falta de dinheiro e da necessidade do ajuste fiscal, mantém ritmo recorde de gastos com o Bolsa Família em 2015, que já ultrapassa R$ 11,6 bilhões injetados na veia do eleitor de janeiro a maio.

A média mensal de R$ 2,33 bilhões distribuídos continua bem superior à de 2014, quando foram ‘investidos’ mais de R$ 27 bilhões, recorde absoluto desde a criação do programa. O Bolsa Família gasta R$74 milhões/dia.

Segundo o site Diario do Poder, se mantiver o ritmo até o final do ano, o Bolsa Família deve superar a marca de R$ 28 bilhões, o dobro do último ano de mandato de Lula. O cenário de pobreza ainda não foi modificado e Bahia continua sendo o estado que mais recebe recursos. Já foram R$ 1,5 bilhão em 2015.

Serasa diz que crise afeta confiança e desacelera nascimento de empresas

O Indicador Serasa Experian de Nascimento de Empresas registrou a criação de 174.031 novos empreendimentos no Brasil em maio deste ano, aumento de 3,5% em relação ao mês de abril, quando 168.124 novas empresas foram criadas. O número representa alta de 6,9% comparado ao montante de novos empreendimentos surgidos em maio de 2014 (162.781).
Entre janeiro e maio de 2015 foram criados 822.519 novos empreendimentos em território nacional. Este número representa alta de 3,4% em relação ao total de novas empresas instituídas durante o mesmo período de 2014 (795.328). Vale lembrar que no período de janeiro a maio do ano passado, o número de novas empresas criadas havia sido 5,2% superior aos primeiros cinco meses de 2013.
De acordo com os economistas da Serasa Experian, a desaceleração da abertura de novas empresas neste ano - alta de 3,4% no acumulado de janeiro a maio de 2015 contra aumento de 5,2% no mesmo período do ano passado - é reflexo da recessão da economia bem como da queda da confiança de empresários e consumidores. 
O número de novos Microempreendedores Individuais (MEIs) surgidos em maio foi de 132.661 contra 126.932 em abril, alta de 4,5%. As Sociedades Limitadas registraram criação de 17.210 unidades, representando queda de 1,3% em relação ao mês anterior, quando 17.443 empresas surgiram. A criação de Empresas Individuais aumentou 3,1%, com um total de 15.436 novos negócios em maio; em abril, o número foi de 14.965 O nascimento de novas empresas de outras naturezas teve queda de 0,7%, com 8.724 nascimentos em abril, contra 8.784 do mês anterior.  

Varejo gaúcho apresenta saldo negativo na geração de empregos

Os indicadores de emprego no comércio gaúcho registraram, no mês de maio, a extinção de 891 postos de trabalho no setor em todo o Rio Grande do Sul. O levantamento é do Departamento de Pesquisas da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS). Embora seja preocupante, o número mostra que houve redução das demissões, uma vez que, em abril, ocorreu o fechamento de 1.687 vagas de emprego.

Vitor Koch, presidente da FCDL-RS, diz que o atual momento da economia brasileira se reflete neste processo de extinção de postos de trabalho. Segundo ele, as demissões estão concentradas em alguns dos maiores centros de consumo do Rio Grande do Sul, o que demonstra a preocupação dos lojistas com a redução no volume de vendas.

Segundo o JC, Koch ressalta, no entanto, que a região da Serra Gaúcha teve um bom número de contratações de colaboradores pelo setor varejista. Caxias do Sul, por exemplo, apresentou um saldo líquido de 296 novos postos de trabalho criados em maio. Gramado, Flores da Cunha, Farroupilha e Bento Gonçalves também registraram maior volume de vagas abertas do que fechadas.
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