A discussão sobre o fim da escala 6x1 vai muito além da
jornada de trabalho: ela também envolve os custos das empresas e o preço que o
consumidor paga nas prateleiras dos supermercados. Em artigo publicado no
Estadão, Camila Farani, investidora, presidente da G2 Capital e CEO da FEN
Educação para Negócios, chama a atenção para a necessidade de fazer as contas
antes de aprovar mudanças nas regras trabalhistas.
Para quem mantém um negócio,
a redução da jornada sem uma diminuição proporcional dos custos pode representar
um novo desafio financeiro.
Na avaliação apresentada por Farani, se um funcionário
passar de 176 para 150 horas mensais, mantendo-se o mesmo salário, o custo por
hora trabalhada aumentará aproximadamente 17,3%, e não apenas 10%.
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