O julgamento de ontem no STF nem chegou a discutir a questão principal colocada, que é autorização para a investigação sobre as relações existentes entre o ministro Alexandre de Moraes e o Banco Master. Acontece que a tropa de choque que defende Moraes (Gilmar Mendes, Zanim e Flávio Dino), tumultuaram a sessão com chicanas de toda ordem para melar a pauta principal, conseguindo pelo menos adiar o desenlace, tudo porque o ministro Flávio Dino pediu vistas ao processo, depois do início da votação de uma questão de ordem colocada por Gilmar. O ministro queria inverter a pauta, incluindo na sessão o julgamento simultâneo de André Mendonça, previsto para o dia 23. Naquele momento, o placar estava 4 x 3 contra a quesão de ordem, mas Dino empataria, caso confirmasse o voto que já tinha dado.
Votaram contra a questão de ordme os ministros Fachin, Mendonça, Fux e Cármem Lúcia. Os três votos favoráeis foram de Moraes, Zanin e Gilmar.
Rlávio Dino tem 90 dias para devolver a ação e votar a favor da questão de ordem. Neste caso, perderá, porque Fachin, o presidente, tem voto de qualidade, mas o prazo e o voto de qualidade são questionáveis.