A França enfrenta uma onda de violência que não pode ser romantizada nem confundida com manifestação democrática. O que começou com reivindicações estudantis por melhorias na educação ganhou contornos preocupantes, com confrontos, incêndios, depredações e assalto a lojas e supermercados. Protestar é um direito, mas saquear lojas, destruir restaurantes, incendiar igrejas e atacar monumentos não é luta social: é crime. Quem transforma reivindicações em pretexto para vandalismo precisa responder perante a Justiça, sem privilégios ou desculpas ideológicas.
O mais revoltante do protesto da extrema-esquerda é imaginar comerciantes que passaram anos construindo seus negócios vendo vitrines destruídas, mercadorias roubadas e estabelecimentos arrasados por grupos que não demonstram qualquer respeito pelo trabalho alheio. Igrejas, escolas e monumentos também não podem virar alvos de uma multidão enfurecida. Foram mais de 500 detenções em sua grande maioria imigrantes oriundos de países da África e Oriente-Medio.
A França não precisa de mais discursos para justificar a violência: precisa de autoridade, justiça e proteção para os cidadãos honestos. Quem destrói, incendeia e saqueia deve enfrentar as consequências e quem governa precisa responder pelo fracasso das políticas que ajudaram a alimentar a crise.





