Em reunião realizada com o embaixador do Brasil na Índia,
Tovar da Silva Nunes, e representantes do país na COP7, realizada no final da
tarde desta quarta-feira, em Greates Noida, na India, a comitiva de
parlamentares do Rio Grande do Sul, composta pelo presidente da Comissão de
Agricultura da Assembleia Legislativa, Adolfo Brito, e pelos deputados Edson Brum
(PMDB), Zé Nunes (PT), Pedro Pereira (PSDB) e Marcelo Moraes (PTB),
apresentou oficialmente, ao representante máximo do Brasil na Conferência, a contrariedade
do grupo por terem seus acessos, assim como de toda a imprensa mundial,
suspensos durante as discussões técnicas realizadas ao longo da semana.
Os deputados afirmam que seguirão defendendo o setor do
tabaco. O RS é o maior produitor do Brasil. São 320 mil pessoas que trabalham diariamente no campo e dependem da
produção para sobreviver, gerando emprego e renda. .
Segundo os deputados, a posição brasileira na COP7 nao
reflete o potencial da cadeia produtiva. "O governo brasileiro não está
agindo em defesa dos produtores", disseram. Em nome dos parlamentares
presentes à reunião, o deputado Edson Brum apontou alguns equívocos do Brasil
em relação a COP7. "Nosso país esta se curvando aos interesses e pressão
de uma minoria composta por ONGs e membros da equipe de trabalho que compõem a
Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro para o Controle do
Tabaco (Conicq)", denunciou o deputado. Após manifestarem suas contrariedades à atual
posição de atuação do Brasil na COP7 e a confirmação, por parte do embaixador
Tovar Nune, de que somente no sábado, depois de tudo definido, os parlamentares
e imprensa teriam acesso à conferência, a comitiva de deputados do Rio
Grande do Sul retirou-se da reunião.
CLIQUE AQUI para examinar o que foi aprovado na COP7. O material é de Zero Hora.