Muitos safados petistas e mais safados leitores deste site, tentaram esclarecer o que não leram, questionando o que o editor publicou ontem.
O editor mandou trazer o livro do Uruguai na noite desta sexta.
Eis o que ele fala sobre os crimes do Mensalão e a chefia de Lula:
"Lula não é um corrupto como foi Collor de Mello e outros ex-presidentes brasileiros", disse-nos Mujica ao referir-se ao caso.
Os autores de Uma Ovelha Negra estavam conversando com o uruguaio claramente sobre o Mensalao, conforme parágrafo anterior.
Está tudo aspeado.
Logo adiante, no mesmo segundo parágrafo, Mujica declara, entre aspas novamente:
- Esta é a única forma (Mensalão) de governar o Brasil .... O Mensalão também é esse País, tudo é grandioso por lá.
Só não entende quem não quer entender.
O fato é que Lula só não responderá por este crime se o MPF e a CPi da Petrobrás não quiserem.
O segredo sobre a confissão de Lula foi um segredo guardado até agora por Mujica.
Senador Luiz Henrique da Silveira morre aos 75 anos em Joinville, S
O senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) morreu na
tarde deste domingo (10) em Joinville, no Norte de Santa Catarina. Ele tinha 75
anos e chegou a ser encaminhado ao hospital, mas não resistiu, segundo a
assessoria de imprensa do Hospital da Unimed.
Além de senador desde 2011, o político catarinense foi
prefeito de Joinville por três mandatos, deputado federal, deputado estadual e
governador de Santa Catarina por dois mandatos, entre 2003 e 2010.
A assessoria de imprensa do senador e a assessoria do
Hospital da Unimed informaram que, na manhã deste domingo, ele estava em sua
casa, em Itapema, no Litoral Norte. Depois, foi para Joinville, onde chegou por
volta das 12h. Enquanto almoçava, o senador sofreu parada cardiorrespiratória.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi
acionado. Os socorristas tentaram reanimá-lo até a chegada no hospital. Na
unidade de saúde, a equipe médica fez tentativas de reanimação, com massagem cardíca e remédios por cerca de uma
hora e meia, mas a morte foi confirmada às 15h15.
Segundo a assessoria de imprensa do político, o velório
será realizado no Centreventos Cau Hansen, em Joinville, a partir do final da
noite deste domingo. O enterro será na mesma cidade, durante o final da tarde
de segunda-feira (11).
Biografia
Natural de Blumenau, Luiz Henrique da Silveira nasceu em
25 de fevereiro de 1940. Se formou em direito pela Universidade Federal de
Santa Catarina e iniciou sua vida pública em 1971, quando foi eleito presidente
do Diretório Municipal do MDB de Joinville.
De 1987 e 1988, ele assumiu o Ministério de Estado da
Ciência e Tecnologia. Entre 1993 e 1996 foi presidente do Diretório Nacional do
PMDB.
saiba mais
Presidente do Senado decreta luto de 3 dias pelas morte
de Luiz Henrique
De acordo com seu site oficial, o político foi deputado
estadual entre 1973 e 1975. Assumiu o cargo de deputado federal durante cinco
mandatos: 1973 a 1975, 1983 a 1987, 1987 a 1991, 1991 a 1995, 1995 a 1997.
Também foi prefeito de Joinville por três mandatos. O
primeiro foi entre 1977 e 1982. A segunda eleição como chefe do Executivo
municipal ocorreu em 1997, quando foi reeleito ao segundo mandato entre 2001 e
2004.
Luiz Henrique da Silveira foi eleito duas vezes como
governador de Santa Catarina: entre 2003 e 2006 e de 2007 a 2010. Depois disso,
em 2011, ele assumiu o cargo de senador, no qual ficaria até 2019.
Fachin, a anatomia de uma fraude
Na análise a seguir, o blog O Antagonista deste domingo desmonta a explicação incorreta concedida por Luiz Facchin e pela OAB do Paraná, segundo a qual ele não praticou ilegalidade ao advogar privadamente e como procurador do Estado.
O editor agrupou as seis notas de análise do blog, para facilitar a leitura por parte dos frequentadores deste site.
Leia tudo:
O advogado Luiz Edson Fachin, indicado por Dilma Rousseff
ao STF, passará por uma sabatina no Senado, na terça-feira. Fachin é um
ideólogo, um jurista que escolheu um lado, como ele mesmo disse -- o do Partido
dos Trabalhadores. É, portanto, o contrário do que deveria ser um ministro do
Supremo Tribunal Federal.
Esse aspecto está sendo exaustivamente apontado e
discutido. Mas ele empalidece diante de outro: Luiz Edson Fachin tem a sua
carreira de procurador do Estado do Paraná marcada por uma fraude.
Na semana passada, uma nota técnica da Consultoria Legislativa do Senado afirmou que Luiz Edson Fachin praticou advocacia ilegalmente depois de ser nomeado procurador do Estado do Paraná -- função que exerceu de 1990 a 2006.
A nota diz o seguinte: "Com base em tudo que expusemos, pode-se concluir que, tendo o sr. Luiz Edson Fachin tomado posse após janeiro de 1990, quando já se encontravam em vigor as proibições de advogar constantes tanto da Constituição do Paraná quanto da Lei Complementar 51, de 1990, a atuação no âmbito da advocacia privada, concomitantemente com o o exercício do cargo de Procurador do Estado, viola, prima facie, o ordenamento legal."
Diante disso, a Ordem dos Advogados do Brasil, seção estadual do Paraná, divulgou uma nota pública. Nela, a OAB/PR afirma que "durante o período em que perdurou a atividade do Dr. Fachin como procurador do Estado, realizou a devida anotação do impedimento para a advocacia contra o Estado do Paraná, restando autorizada a advocacia privada que não infringisse tal impedimento.
Leiam a nota:
"A OAB Paraná vem, em face dos questionamentos formulados na Comissão e Constituição e Justiça do Senado da República a respeito da compatibilidade entre o exercício da advocacia e a função de Procurador do Estado pelo Dr. Luiz Edson Fachin até o ano de 2006, prestar os seguintes esclarecimentos:
A Constituição do Estado do Paraná, antes da reforma de 1999, não veda o exercício da advocacia privada dos Procuradores de Estado, limitando-se, apenas, a impedir a advocacia contra o próprio Estado-membro.
Por isso, a OAB Paraná, durante o período em que perdurou a atividade do Dr. Fachin como Procurador do Estado, realizou a devida anotação do impedimento para a advocacia contra o Estado do Paraná, restando autorizada a advocacia privada que não infringisse tal impedimento.
Portanto, o exercício da advocacia privada pelo Dr. Luiz Edson Fachin durante o período em que foi Procurador do Estado do Paraná não está eivado de qualquer ilicitude."
É uma nota fraudulenta, como se verá a segui
A nota fraudulenta
da OAB do Paraná
A nota da OAB/Paraná é fraudulenta porque diz que a
reforma da Constituição do Paraná ocorreu em 1999. Mentira. Ela data de 1989.
Mais precisamente, de 5 de outubro de 1989. Ou seja, antes de Luiz Edson Fachin
tornar-se procurador do Estado.
No artigo 125 da Constituição do Paraná, está escrito:
"O exercício das atribuições na Procuradoria-Geral
do Estado é privativo dos procuradores integrantes da carreira,que será
organizada e regida por estatuto próprio, definido em lei, com observância dos
arts. 39 e 132 da Constituição Federal.
Parágrafo Terceiro: É vedado aos procuradores do Estado:
1 -- exercer advocacia fora das funções
administrativas"
Luiz Edson Fachin, portanto, foi nomeado procurador
quando já era proibido aos procuradores advogar.
A nota fraudulenta da OAB/PR, no entanto, tenta encobrir
uma outra fraude ainda mais grave, como se verá no próximo post.
Como a OAB do Parana
desrespeitou a Constituição
A fraude mais grave cometida pela OAB/PR, e Luiz Edson
Fachin estava perfeitamente inteirado dela, foi na ocasião em que ele consultou
a OAB/PR sobre se havia impedimento do exercício da função de advogado
simultaneamente à de procurador do Estado.
A OAB/PR anotou na carteira profissional de Luiz Edson
Fachin que havia apenas um impedimento: o de ele atuar como advogado contra o
Estado do Paraná. Mentira.
Assim, a OAB/PR, depois da promulgação da Constituição do
Estado do Paraná, em 1989, fraudulentamente deu o seu aval para que Luiz Edson
Fachin pudesse exercer a função de procurador simultaneamente com a de
advogado. O que havia sido proibido em absoluto no ano anterior, sem nenhuma
exceção.
Vamos adiante...
Fachin é um ignorante
da Constituição
Recapitulando: a nota divulgada pela OAB/PR comete a
fraude de datar de 1999 uma Constituição promulgada uma década antes. Com isso,
lança fumaça não apenas sobre o fato incontornável de Luiz Edson Fachin ter
cometido a ilegalidade de exercer a função de procurador de Estado
simultaneamente à de advogado, como tenta esconder a ilegalidade cometida pela
própria entidade. A OAB/PR fez uma anotação completamente contrária à lei na
carteira profissional de Luiz Edson Fachin, e com a anuência do principal
interessado.
Luiz Edson Fachin passou no concurso para procurador em
1985 e tomou posse em 1990. À diferença do que afirmam os defensores da sua
candidatura ao STF, o fato não significa que ele pode driblar a Constituição do
Estado do Paraná. Se assim fosse, a Constituição -- Federal, inclusive -- seria
passível de ser relativizada por casos individuais. Não há Carta Magna no mundo
civilizado que seja exposta a excepcionalidades como essa. Ter passado em
concurso cria a expectativa do direito, não o direito
O indicado de Dilma Rousseff poderá dizer, como todo
petista, que não sabia da fraude da OAB/PR? Sim. Mas isso significaria afirmar
também que ele desconhece a Constituição do próprio estado em que atua. Um
ignorante da lei pode se tornar ministro da mais alta corte do país?
Aos senadores só
resta o veto ao nome de Fachin
O Antagonista espera que ainda haja senadores que
percebam a extrema gravidade do que foi revelado aqui. O país atravessa uma
crise institucional, e a aprovação de Luiz Edson Fachin para o STF
representaria mais um golpe contra a nação.
Na sabatina de terça-feira, os cidadãos de bem contam com
os senadores do PMDB e de outros partidos conscientes, para reprovar o nome de
Luiz Edson Fachin para o STF. Ele não é apenas um ideólogo, ele cometeu uma
ilegalidade, e com a cumplicidade da OAB do Paraná.
Quanto aos principais representantes do PSDB, eles
encontraram uma forma de abster-se da votação. Os tucanos partirão em alegre e
oportuna revoada para Nova York, a fim de assistirem à entrega de um prêmio a
FHC.
Opinião do editor - Fortunati já faz muito, mas pode fazer mais pela segurança pública da população de Porto Alegre
Ao buscar contato com o secretário estadual da Segurança Pública para exigir mais proteção policial para os cidadãos, o prefeito José Fortunati mandou recado de que está decididamente ao lado da população encarcerada de Porto Alegre.
O governo estadual falha mais do que nunca na área da segurança pública.
O contingenciamento de verbas e a desordem na área, que não é recente, mas que se agravou com o novo governo, atingiu níveis insuportáveis.
As execuções diárias de bandidos por parte das próprias quadrilhas, a multiplicação de assaltos a bancos e os ataques aos cidadãos que trabalham, comprovam a inércia do governo.
Brigada e Polícia Civil falham de modo vergonhoso.
O editor conversou um dia antes da reunião de Fortunati e Melo com o secretário Vantuir, sugerindo que a prefeitura vá além dos necessários pontos de luz que instala nos parques e praças, porque pode e deve multiplicar a ação da guarda municipal, inclusive armada, além de poder e dever alocar recursos públicos municipais para suprir de combustível, câmeras de vigilância que funcionem e apoio logístico às viaturas policiais, tudo para botar as tropas nas ruas e garantir a integridade das pessoas e dos seus patrimônios.
Isto já é feito por municípios como Gramado, çpor exemplo, com resultados extraordinariamente eficazes.
Até as pedras das ruas sabem que a segurança pública é dever e obrigação do governo estadual, mas se a prefeitura possui condições financeiras melhores, até porque é superavitária, já que administra melhor suas contas públicas, nada a impede de sair do discurso e de medidas mínimas, para intervir de modo prático e eficaz.
O governo estadual falha mais do que nunca na área da segurança pública.
O contingenciamento de verbas e a desordem na área, que não é recente, mas que se agravou com o novo governo, atingiu níveis insuportáveis.
As execuções diárias de bandidos por parte das próprias quadrilhas, a multiplicação de assaltos a bancos e os ataques aos cidadãos que trabalham, comprovam a inércia do governo.
Brigada e Polícia Civil falham de modo vergonhoso.
O editor conversou um dia antes da reunião de Fortunati e Melo com o secretário Vantuir, sugerindo que a prefeitura vá além dos necessários pontos de luz que instala nos parques e praças, porque pode e deve multiplicar a ação da guarda municipal, inclusive armada, além de poder e dever alocar recursos públicos municipais para suprir de combustível, câmeras de vigilância que funcionem e apoio logístico às viaturas policiais, tudo para botar as tropas nas ruas e garantir a integridade das pessoas e dos seus patrimônios.
Isto já é feito por municípios como Gramado, çpor exemplo, com resultados extraordinariamente eficazes.
Até as pedras das ruas sabem que a segurança pública é dever e obrigação do governo estadual, mas se a prefeitura possui condições financeiras melhores, até porque é superavitária, já que administra melhor suas contas públicas, nada a impede de sair do discurso e de medidas mínimas, para intervir de modo prático e eficaz.
Fortunati vai ao secretário da Segurança e avisa que inseguranças pública "está insuportável em Porto Alegre"
O prefeito José Fortunati reuniu-se a portas fechadas, na tarde desta
sexta-feira (8), com o secretário de Segurança do Estado, Wantuir Jacini, tudo para reclamasr da insegurasnça pública em Porto Alegre.
"Nas reuniões que temos em qualquer lugar da cidade, a demanda por mais segurança é maior do que qualquer pedido de obra ou serviço",
disse ao editor o vice-prefeito Sebastião Melo, que participou da reunião, conforme foto ao lado. Na
saída, o prefeito disse que o encontro não foi motivado pelos “episódios desta
semana”, referindo-se ao assassinato de um dos líderes do tráfico de Porto
Alegre, Cristiano Souza da Fonseca, o Teréu, na Penitenciária de Alta Segurança
de Charqueadas (Pasc), na quinta-feira. Fortunati garantiu que havia
agendado há 15 dias a reunião com Jacini.
Fortunati avisou que o que está sendo feito pelo governo estadual é muito pouco.
- A população de Porto Alegre deseja
tranquilidade no seu dia a dia. Há uma grande sensação de insegurança em Porto
Alegre.
No último mês, execuções foram registradas à luz do dia
e em lugares movimentados da Capital, além de um ônibus incendiado.
Ele
acrescentou que deve ir à França junto com o governador José Ivo Sartori para
conhecer o Centro de Inteligência da Airbus, em Paris, a fim de implantar um
sistema semelhante no Rio Grande do Sul.
Para o prefeito, o governo municipal
está fazendo a sua parte com a iluminação de parques e instalação de câmeras,
que hoje somariam mil unidades. Sobre medidas para frear a violência, Fortunati
disse que não caberia a ele apresentá-las ao secretário. “Obviamente, não
caberia cobrar horas extras e efetivo”, disse José Fortunasti, ao
responder um dos questionamentos da imprensa.
Sairá na terça o dinheiro retido pela Caixa para o Pólo Naval de Rio Grande
O Sindicato dos Metalúrgicos de Rio Grande confirmou neste final de semana a informação de que a Caixa começou a liberar os R$ 63 milhões do Fundo de Marinha Mercante, dinheiro que vinha sendo retido e estava destinado ao pagamento de terceirizadas que trabalham para as empreiteiras do Polo Naval.
O dinheiro será pago na terça-feira.
Serão beneficiados 2,5 mil trabalhadores.
O Polo naval tem 7 mil trabalhadores.
No mesmo dia, o prefeito Alexandre Lindenmayer, PT, irá a Brasília para conversar com o secretário Geral da Presidência, Miguel Rosseto, visando solução definitiva para o problema.
O centro da questão é a Engevix, principal acionista dos estaleiros Rio Grande I e II, que concentram 70% dos equipamentos encomendados pela Petrobrás.
O dinheiro será pago na terça-feira.
Serão beneficiados 2,5 mil trabalhadores.
O Polo naval tem 7 mil trabalhadores.
No mesmo dia, o prefeito Alexandre Lindenmayer, PT, irá a Brasília para conversar com o secretário Geral da Presidência, Miguel Rosseto, visando solução definitiva para o problema.
O centro da questão é a Engevix, principal acionista dos estaleiros Rio Grande I e II, que concentram 70% dos equipamentos encomendados pela Petrobrás.
Paulo Paim avisa que poderá votar contra MPs do Ajuste Fiscal
O senador Paulo Paim, PT do RS, confirmou neste final de semana que as MPs do Ajuste Fiscal não terão seu voto quando forem para o Senado.
A menos que o governo flexibilize mais as medidas de redução de direitos trabalhistas.
A menos que o governo flexibilize mais as medidas de redução de direitos trabalhistas.
Corpo de Mendes Ribeiro Filho está sendo velado na Assembléia do RS
Na foto, sem cabelo, o ex-deputado do PMDB já demonstrava os efeitos do câncer que o atingiu no cérebro e que o levou à morte. -
Morreu na madrugada deste domingo o ex-deputado federal
Mendes Ribeiro (PMDB-RS), de 60 anos. Ele estava internado no Hospital São José
da Santa Casa de Misericórdia. O ex-deputado do PMDB já está sendo velado na
Assembleia Legislativa . Ainda hoje será cremado no Crematório Metropolitano.
Não se sabe se a presidente Dilma Roussef virá às
cerimônias fúnebres, já que o ex-deputado foi seu ministro da Agricultura,
2011. Mendes Filho, filho do também deputado e radialista Mendes Ribeiro,
começou a vida política há 40 anos, como vereador em Porto Alegre. Depois foi
deputado estadual e deputado federal. Entre funções no Executivo, exerceu a
chefia da Casa Civil, no governo Britto, e o ministério da Agricultura. Antes de ingressar no MDB, ele foi do PDS (antiga Arena, hoje PP).
Ministro do STF acha que inconfidência de Mujica pode reabrir o processo do Mensalão
O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal
Federal (STF), disse que é possível reabrir o caso do mensalão diante da revelação
de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu ter conhecimento do
esquema, conforme relato do ex-presidente uruguaio José Mujica revelado em
livro.
A obra Una Oveja Negra al Poder (Uma ovelha negra no poder, em
tradução livre), escrita pelos jornalistas Andrés Danza e Ernesto Tulbovitz com
depoimentos de Mujica, narra que, em uma conversa ocorrida em 2010, sobre o
escândalo da compra de apoio político no Congresso, o petista teria dito ao
presidente uruguaio que aquela era "a única forma de governar o
Brasil".
O editor mandou trazer um exemplar do livro, sábado, que já está sendo debulhado (leia nota mais abaixo sobre o caso).
Senadores do PSDB trocam sabatina de Fachin por festa para FHC em Nova Iorque
Senadores de grande peso do PSDB não comparecerão à sabatina de Luiz
Fachin, terça-feira, na CCJ do Senado. Aécio Neves (MG), José Serra (SP),
Aloysio Nunes Ferreira (SP) e Tasso Jereissati (CE) vão a Nova York prestigiar
Fernando Henrique Cardoso, eleito pela Câmara de Comércio Brasil-EUA personalidade
do ano, juntamente com Bill Clinton.
Outro tucano, Álvaro
Dias (PR), relator da indicação de Fachin ao STF, vai rasgar elogios ao
escolhido de Dilma Rousseff. É o seu candidato do coração.P contraponto tucano, na sabatina, o papel de questionar publicamente o postulante deve ser desempenhado apenas pelo líder Cássio Cunha Lima (PB).
A jornalista Mônica Bérgamo, hoje, na Folha, diz que os tucanos argumentam
que a aprovação de Fachin na CCJ já é esperada e que estarão presentes na
votação em plenário, quando a maioria da bancada do PSDB tende rejeitar sua
indicação.
O sorriso de Alckmin depois de enterrar o filho há apenas um mês
A apenas um mês depois da morte do filho Thomaz, o governador Geraldo Alckmin e sua mulher, Lu, foram flagrados na foto ao lado em plena cerimônia de casamento do médico de Lula e de Dilma, o cardiologista Roberto Kalil. Ao lado do casal estavam o prefeito Haddad e a mulher.
A nota abaixo conta os incidentes que ocorreram ontem na festa.
Na foto, Alckmin e Lu aparecem sorrindo.
A cena mostra que político tem que cultivar muito sangue frio, porque comparecer a uma cerimônia pública deste gênero e sorrir na festa não parece próprio de pais que sepultaram seu filho há apenas um mês.
Em outros tempos, o resguardo e o luto eram imposições da dor.
A nota abaixo conta os incidentes que ocorreram ontem na festa.
Na foto, Alckmin e Lu aparecem sorrindo.
A cena mostra que político tem que cultivar muito sangue frio, porque comparecer a uma cerimônia pública deste gênero e sorrir na festa não parece próprio de pais que sepultaram seu filho há apenas um mês.
Em outros tempos, o resguardo e o luto eram imposições da dor.
Dilma toma vaia e panelaço no casamento do médico de Lula
A presidente Dilma Rousseff e Lula foram alvos de vaias e panelaços neste sábado a tarde, quando compareceram ao restaurante Leopolldo, em São
Paulo, para o casamento do cardiologista Roberto Kalil. Dilma foi madrinha da
união do médico com a endocrinologista Claudia Cozer. No altar, estava
acompanhada do secretário da Saúde de São Paulo, David Uip. Também foram
padrinhos o ex-presidente Lula, acompanhado de
Marisa Letícia, e o senador tucano José Serra.
Marisa Letícia, e o senador tucano José Serra.
Os jornais paulistas deste domingo informam que alguns manifestantes que
esperavam em frente ao Leopolldo. Gritavam "Fora PT" e "Fora
Dilma".
A presidente foi muito hostilizada por manifestantes.
Lula e Dilma mal se falaram durante a festa.
Também foram ao casamento personalidades como Gilberto Gil, Marta Suplicy, o prefeito Fernando haddad, o govdernador Geraldo Alckmin e ministros como Aloisio Mercadante, além do presidente do PT, Rui Falcão.
Vizinhos do restaurante também vaiaram e bateram panelas, muitos deles com cartazes dirigidos ao médico Kalil. "Amigo do nosso inimigo, é nosso inimigo!", diziam os cartazes, referindo-se ao médico e a Lula.
O senador José Serra foi cobrado pessoalmente pelos manifestantes, que reclamaram por sua atitude vacilante em relação ao impeachment de Dilma.
Opinião do leitor - Mujca, boca grande, falou mesmo que Lula era o chefe do Mensalão
O livro que replica as confissões feitas por Lula ao ex-presidente José Mujica (o editor possui um exemplar desde este sábado) não deixa dúvidas sobre sua responsabilidade como chefe do Mensalão.
O que precisa fazer a CPI da Petrobrás, agora, é ir ao Uruguai, ouvir Mujica e os dois jornalistas que o entrevistaram durante 100 horas.
Antes disto, porém, já nesta segunda, será preciso que se acione a Justiça do Uruguai para que os jornalistas não dêem sumiço às gravações, porque é o que certamente tentarão fazer, já que neste sábado tentaram desmentir o que eles mesmos escreveram.
Leia a opinião do leitor Franco Leitão, a seguir:
Mujica,um boca grande inveterado,famoso por isso,achou
seu dia de glória,para nós brasileiros.
Quando se pensaria que viria do minúsculo Uruguai,a prova
de que Lula sabia de tudo?
Agora,no El Pais de hoje,quis desdizer o que disse,mas não
disse,que não queria dizer.Agora,tarde demais.
Entregou seu grande amigo Lula.
Ronaldo Caiado quer convocar Mujica.Ora se o cara,a essas
alturas virá? Ainda mais sendo todos farinha do mesmo saco.
E o porto de Rocha não saiu por pressão da imprensa brasileira.Era
muito perto.Mais difícil de esconder,como o de Cuba.
O que está neste livro, Mujica nenhum conseguirá desmentir sobre a condição de Lula como chefe do Mensalão
Assim que foram divulgados os trechos da fala em que Lula
confessa ao presidente José Mujica que foi o verdadeiro chefe do Mensalão, os
autores do livro, os jornalistas Andrés Danza e Ernesto Tulbovitz apressaram-se em minimizar o episódio.
Pior fez o próprio ex-presidente do Uruguai, que diante
da repercussão das inconfidências que fez para o livro "Uma ovelha negra
no poder", negou o que disse.
O editor mandou buscar o livro ontem a tardinha em
Montevidéu. Na foto ao lado, o volume está ao lado do computador do editor, no seu escritório. A página marcada é a 211.
É tudo verdade o que está no livro e nada do que se
encontra em letra de forma desmente o noticiário que incrimina Lula.
Ao MPF não restará outra alternativa senão um pedido
formal para que o processo do Mensalão seja reaberto, Lula seja acusado como Chefe
do Mensalão e acabe condenado e preso.
Leia o que disse Mujica, hoje, recuando:
- Lula jamais falou em mensalão nas conversas comigo.
Uma vez me disse que, por ter uma minoria parlamentar, o chantageavam. Se os
jornalistas escreveram isso, é por conta deles. Aliás, nunca falei com nenhum
presidente ou com qualquer brasileiro sobre mensalão. E olha que já falei com
muitos brasileiros. Ele me falou das pressões e das chantagens, pedidos ou exigências
de governos e políticos locais para dar os votos que o governo precisava, em
certa medida.
Não é bem o que está escrito na páginas 211 do livro:
- Lula teve que enfrentar um dos maiores escândalos da
História recente do Brasil: o mensalão, uma mensalidade paga a alguns
parlamentares para que aprovassem os projetos mais importantes do Poder
Executivo. Compra de votos, um dos mecanismos mais velhos da política. Até José
Dirceu, um dos principais assessores de Lula, acabou sendo processado pelo
caso.
Lula não é um corrupto como Collor de Mello e outros
ex-presidentes brasileiros', disse-nos Mujica, ao falar do caso. Ele contou,
além disso, que Lula viveu todo esse episódio com angústia e com um pouco de
culpa. 'Neste mundo tive que lidar com muitas coisas imorais, chantagens',
disse Lula, aflito, a Mujica e Astori, semanas antes de eles assumirem o
governo do Uruguai. 'Essa era a única forma de governar o Brasil', se
justificou. Os dois tinham ido visitá-lo em Brasília, e Lula sentiu a
necessidade de esclarecer a situação.
Na mesma página, José Mujica disse aos jornalistas:
- As vezes este (o Mensalão) é o preço para tocar grandes
obras.
O livro da editora Sudamerica tem 302 páginas.
Ao analisar o Mensalão, o ex-presidente do Uruguai chegou
a se referir ao caso de Abraham Lincoln, que também teria comprado apoio de
deputados para aprovar projetos.
O que José Mujica não diz é que o Mensalão não foi uma
compra eventual de apoio, tópica, para este ou aquele projeto, mas foi constituiu de fato uma organização criminosa
montada por Lula para extorquir dinheiro de empresários em troca de obras
superfaturadas, desviar dinheiro público, tudo de modo sistemático, continuado,
visando corromper de modo permanente parlamentares, políticos e partidos,
visando manter os governos do PT
eternamente no Poder.
Isto é muito diferente do que comprar apoio para este ou
aquele projeto, o que também não deixa de ser uma prática criminosa, mas nem de
longe constitui-se num sistema de dominação de caráter permanente, baseado na
corrupção com dinheiro público e privado.
Mujica confidencia a dois jornalistas que Lula assumiu a chefia do Mensalão em conversa com ele. A seguir, a prova da inconfidência.
A revista uruguaia “Búsqueda”, onde trabalham os
jornalistas Andrés Danza e Ernesto Tulbovitz, publicou na edição que chegou às
bancas na quinta-feira uma resenha do livro “Una oveja negra al poder”, que foi
escrito pela dupla e narra uma “confissão” que o ex-presidente José Mujica
teria ouvido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2010, ao falar sobre
o escândalo do mensalão. Intitulado “Lula: el mensalão era la única forma de
gobernar Brasil”, o texto traz alguns trechos da obra que foi lançada nesta
semana. Entre eles, está aquele em que Mujica lembra que, ao falar sobre o
esquema de compra de apoio parlamentar descoberto em 2005, Lula teria lhe
contado que teve que “lidar com muitas coisas imorais, chantagens” e teria
justificado o mensalão afirmando, textualmente:
- Essa era a única forma de
governar o Brasil.
A reportagem a seguir é do jornal O Globo deste sábado:
Em entrevista concedida ao GLOBO, por telefone, na tarde
de quinta-feira, Danza contou que Mujica sempre viu em Lula um exemplo e que
não o considera corrupto, como o ex-presidente Fernando Collor de Mello. Também
disse que a frase que publicou em seu livro, usando aspas oriundas de cerca de
cem horas de entrevista com Mujica, foi dita pelo brasileiro ao colega uruguaio
num encontro em que os dois conversaram sobre o escândalo do mensalão. No
livro, os jornalistas chegam a afirmar que “Lula sentiu a necessidade de
esclarecer a situação”, no encontro realizado em Brasília.
INSTITUTO LULA
DIVULGA NOTA
Nesta sexta-feira, em entrevista ao site G1, Danza voltou
atrás. Negou que a frase publicada em seu livro e usada no título da resenha
feita pela revista que ele edita se relacionasse ao escândalo do mensalão. Logo em seguida, o Instituto Lula divulgou uma nota dando
destaque à segunda entrevista concedida por Danza e lamentando “que, uma vez
mais, a imprensa brasileira se utilize de imprecisões para gerar interpretações
equivocadas e divulgar mentiras”. Procurado na quinta-feira para comentar a
reportagem do GLOBO, o instituto informou que não teria tempo para se
posicionar sobre o assunto.
Agora, ao lado e abaixo, o GLOBO divulga tanto o trecho do livro,
que foi enviado pelo autor ao jornal, quanto o trecho da resenha de sua
revista. “Una oveja negra al poder”, publicada pela editora Sudamericana
(Penguin Random House no Uruguai), ainda não tem data para chegar ao Brasil.
TRECHO DO LIVRO (tradução livre):
“Una oveja negra ao poder”
“Lula teve que enfrentar um dos maiores escândalos da
História recente do Brasil: o mensalão, uma mensalidade paga a alguns
parlamentares para que aprovassem os projetos mais importantes do Poder Executivo.
Compra de votos, um dos mecanismos mais velhos da política. Até José Dirceu, um
dos principais assessores de Lula, acabou sendo processado pelo caso.
‘Lula não é um corrupto como Collor de Mello e outros
ex-presidentes brasileiros', disse-nos Mujica, ao falar do caso. Ele contou,
além disso, que Lula viveu todo esse episódio com angústia e com um pouco de
culpa. 'Neste mundo tive que lidar com muitas coisas imorais, chantagens',
disse Lula, aflito, a Mujica e Astori, semanas antes de eles assumirem o governo
do Uruguai. 'Essa era a única forma de governar o Brasil', se justificou. Os
dois tinham ido visitá-lo em Brasília, e Lula sentiu a necessidade de
esclarecer a situação."
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TRECHO DA RESENHA DA REVISTA “BÚSQUEDA” (tradução livre):
“Lula: o mensalão era a única forma de governar”
“O ex-presidente também escutou uma confissão de seu
amigo Lula sobre a corrupção no Brasil e, especialmente, sobre o chamado
mensalão, um esquema de pagamento de propina a congressistas montados pelo
Partido dos Trabalhadores (PT), que acabou com vários de seus principais
dirigentes entre as grades. Um deles foi José Dirceu, braço-direito de Lula
durante seu governo.
‘Lula não é um corrupto como Collor de Mello e outros
ex-presidentes brasileiros’, disse Mujica. Mas, em seguida, narrou como Lula,
aflito, disse a Mujica e a Astori pouco antes do dia 1 de março de 2010 que
tinha tido que ‘lidar com muitas coisas imorais, chantagens’. Lula chegou a
justificar o mensalão: ‘Essa era a única forma de governar o Brasil’.”
OAB insiste na mentira sobre a dupla militância de Fachin. O editor pesquisou e mostra a mistificação.
Em nota assinada pelo presidente Marcos Vinícius Coêlho,
a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) volta a mistificar no caso da indicaçãode
Luiz Fachin para o STF, ao assegurar que
ele não violou a Constituição do Paraná
ao advogar ao mesmo tempo em que era procurador do Estado.
O editor foi pesquisar a Constituição do Paraná, coisa que não fez Coelho, e
constatou que o artigo 125 veda o exercício simultâneo da advocacia privada e
das funções de procurador do Estado. Ao final da nota, o texto do artigo.
Luiz Fachin foi nomeado procurador em 1990 e a Constituição é de 1988.
No RS, é impensável um procurador do Estado exercer advocacia privada.
O texto da OAB tenta passar a idéia de que o único impedimento
era se Fachin, como advogado seria o de atuar em algum caso específico contra a
Fazenda Pública, que o remunerava como procurador. A nota tenta contradizer o parecer técnico da Consultoria Legislativa do
Senado, que apontou violação da lei por Fachin, por exercício de dupla
atividade.
Como se percebe pelo parágrafo 3o, inciso I, do artigo
125 da Constituição do Estado do Paraná, "é vedado aos procuradores do
Estado exercer advocacia fora das funções institucionais". Não há ressalva
alguma.
A OAB coloca-se ao lado de personagens abomináveis como o
presidente Renan Calheiros, presidente do Senado, que tenta empurrar goela
abaixo um arrazoado de mistificações para beneficiar o indicado por Dilma.
Leia o artigo da Constituição do Paraná:
Art. 125. O exercício das atribuições da
Procuradoria-Geral do Estado é privativo dos procuradores integrantes da
carreira, que será organizada e regida por estatuto próprio, definido em lei
complementar, com observância dos arts. 39 e 132 da Constituição Federal. § 1°.
O ingresso na carreira de procurador far-se-á na classe inicial, mediante
concurso público específico de provas e títulos, organizado e realizado pela
Procuradoria-Geral do Estado, assegurada a participação da Ordem dos Advogados
do Brasil em todas as suas fases, obedecida, na nomeação, a ordem de
classificação. § 2°. É assegurado aos procuradores do Estado: I -
irredutibilidade de subsídios e proventos; II – inamovibilidade, na forma da
lei; III - estabilidade após 3 (três) anos de efetivo exercício, mediante
avaliação de desempenho perante os órgãos próprios, após relatório
circunstanciado da Corregedoria; IV - promoção voluntária por antigüidade e
merecimento, alternadamente, observados os requisitos previstos em lei; V -
subsídios fixados com a diferença de 5% (cinco por cento) de uma para outra
classe, observado o disposto no art. 27, XI, desta Constituição. § 3°. É vedado
aos procuradores do Estado: I - exercer advocacia fora das funções
institucionais; II - o exercício de qualquer outra função pública, salvo o
magistério
Cunha acha que o PT virou linha auxiliar do PMDB
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, começou a alardear a constatação de que o PT virou linha auxiliar do PMDB.
O PMDB enquadrou o PT na Câmara e no governo Dilma, começando por Dilma.
Uma obra da dupla Temer-Padilha.
O PMDB enquadrou o PT na Câmara e no governo Dilma, começando por Dilma.
Uma obra da dupla Temer-Padilha.
O lugar de alguém com essa cabeça de bolivariano e o STF ?
Esta reportagem de capa da revista Veja desta semana, que já começou a circular, intitulada "A porta é estreita para Fachin", serve para apresentar ao distinto público o verdadeiro Luiz Fachin. Diz a revista que o indicado de Dilma para o
STF tem mais de 35 anos, saber jurídico e é idôneo, conforme exige a Constituição, mas tem também uma porção
de ideias tortas e radicais. Por isto caberá ao Senado dizer nesta semana se ele pode
ocupar a vaga deixada por Joaquim Barbosa
Leia a reportagem:
O jurista Luiz Fachin: ele já defendeu a poligamia, o
“direito da amante” e a abolição da propriedade privada. O lugar de alguém com
essa cabeça é o STF de um país moderno e democrático?
O jurista Luiz Fachin: ele já defendeu a poligamia, o
“direito da amante” e a abolição da propriedade privada. O lugar de alguém com
essa cabeça é o STF de um país moderno e democrático ?
O colunista de Veja.com Reinaldo Azevedo foi o primeiro,
mas não o único, a notar algo de muito estranho na indicação do advogado Luiz
Edson Fachin para o Supremo Tribunal Federal (STF). O escolhido de Dilma para a
cadeira que pertenceu a Joaquim Barbosa foi rebarbado até mesmo por Lula
quando, no Planalto, foi tentado em vão pelas mesmas forças que, agora,
colocaram Fachin na agenda de Dilma. Como diz a Carta ao Leitor desta edição,
"Fachin é muito diferente de todos os atuais e antigos ministros do STF
(...) gravou um vídeo em que enaltecia Dilma (...) defendeu a tese de que a
poligamia não deveria ser questão de Justiça (...) advogou a abolição do
direito constitucional à propriedade privada". A Carta ao Leitor também
apela aos senadores para que, na sabatina desta terça-feira, questionem Fachin
sobre como ele imagina poder conciliar convicções de um esquerdismo radical e
anacrônico com a necessidade de dispensar justiça, interpretar e até
transformar a Constituição de um país moderno e democrático como o Brasil.
Como observou com ironia o mesmo Reinaldo Azevedo, por
chegar tão carregado de ideologia e práticas de esquerda radical, talvez o mais
correto fosse Luiz Fachin primeiro esperar pelo triunfo da revolução comunista
no Brasil e, só então, pleitear uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Faz todo
o sentido. As convicções de Fachin não são arroubos idealistas defendidos
naquela idade em que se é ousado o bastante para saber tudo e não explicar
nada. Como diz o conhecido ditado, quem não é comunista na juventude não tem
coração, mas quem continua comunista na idade madura não tem cérebro. Também
não é o caso de Fachin. Com relação à capacidade de formular ideias
concatenadas, ou seja, racionais, o indicado de Dilma é um mestre desde a
mocidade. As suas ideias conversam muito bem umas com as outras. O problema é
que elas trombam de frente com a realidade e saem esfaceladas do confronto.
Todo o radicalismo de Fachin na juventude se manteve intacto em seu repertório
intelectual e jurídico até os dias de hoje, quando ele acumula 57
primaveras.
"Consultoria" de Palocci recebeu R$ 20,5 milhões no ano em que foi coordenador da campanha de Dilma
A revista VEJA que já está circulando, teve acesso à lista de todos os clientes que contrataram
consultoria do ex-ministro da Fazenda. A maior parte da receita caiu no ano em
que Palocci, PT, foi escolhido coordenador da campanha de Dilma. 73 empresas estão na lista de "consultoria" de Palocci. Ele recebeu R$ 36 milhões só no ano de 2010, quando foi coordenador da campanha de Dilma.
É o que revela reportagem assinada por Rodrigo Rangel e Hugo Marques. Ao lado, lista dos maiores clientes e valores pagos.
Leia tudo:
O ex-ministro Antonio Palocci virou alvo das
investigações da Operação Lava-Jato após o delator Paulo Roberto Costa declarar
às autoridades que em 2010 foi procurado pelo petista para providenciar 2
milhões de reais para o comitê da então candidata Dilma Rousseff. O dinheiro,
segundo ele, sairia dos do esquema de corrupção da Petrobras. O inquérito
contra Palocci corre na Justiça Federal do Paraná, sob o comando do juiz Sergio
Moro.
Em Brasília o ex-ministro é investigado pelas consultorias milionárias
prestadas após deixar a cadeira de ministro da Fazenda no governo Lula.
As duas
investigações tendem a se cruzar.
VEJA teve acesso à lista de todos os clientes
que contrataram a Projeto Consultoria desde que ela foi fundada, em 2006. São
73 empresas. Há de tudo um pouco: bancos, empresas da área médica, shoppings,
escritórios de advocacia, usina de açúcar, empresas do ramo imobiliário,
financeiras. Até uma associação de estilistas figura entre os pagadores. Ao
todo, eles renderam ao ex-ministro 36,5 milhões de reais.
Um desses pagamentos merece atenção redobrada. Entre 2008
e 2010, Palocci recebeu 2 milhões de reais da Unipar e da Carbocloro, empresas
do ramo petroquímico que hoje formam uma só empresa e que, àquela altura,
tinham interesses importantes na Petrobras. Em depoimento prestado à Justiça, o
doleiro Alberto Youssef revelou que a Unipar pagou 18 milhões de reais em
propina ao esquema de corrupção que operava na estatal em troca de vantagens.
Um e-mail ao qual VEJA teve acesso mostra que, em 2007, a petroquímica
encontrava dificuldades em levar seus negócios à frente - e pedia ajuda à então
ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rouseff, que também acumulava o cargo de presidente
do Conselho de Administração da Petrobras.
A mensagem foi enviada por Frank Geyer Abubakir,
presidente da Unipar, a Giles Azevedo, então chefe de gabinete da Casa Civil,
pedindo para "atualizar a ministra Dilma sobre as negociações entre a
Petrobras e a Unipar que encontram-se em estágio avançado". Abubakir foi
apontado pelo doleiro Alberto Youssef como responsável pelo pagamento da
propina. Além de pedir ajuda à então ministra para apressar o processo, ele
informa que os executivos da Petrobras estavam criando dificuldades - segundo
as investigações da Lava Jato, o homem das dificuldades era Paulo Roberto
Costa. "Tal fato nos deixou preocupados pois entendemos ser crítico o
fechamento das operações em paralelo, conforme combinado anteriormente",
escreve Abubakir. Ele não deixa claro o que seriam as tais 'operações em
paralelo'.
A sociedade entre a Unipar e a Petrobras fazia parte de
um projeto do governo para fortalecer o setor petroquímico nacional. Em 2010,
junto com a empreiteira Odebrecht, também investigada no petrolão, a estatal
anunciou a compra da parte que ainda restava à Unipar no negócio. A transação,
de 870 milhões de reais, foi anunciada como o pontapé para a criação da maior
petroquímica da América Latina. Nesta época, Palocci faturava com as
consultorias e, simultaneamente, coordenava a campanha de Dilma Rousseff.
Uma curiosidade: a maior parte dos 36 milhões de reais da
receita da consultoria caiu na conta da Projeto no ano em que o ex-ministro foi
escolhido como coordenador da campanha de Dilma, em 2010. E a concentração de
pagamentos se deu quando a campanha já estava na rua e Palocci em plena ação
como o chefe do comitê central. Dos 20,5 milhões recebidos em 2010, 14 milhões
-- ou 70% do total recebido no ano -- foram depositados a partir do mês de
agosto. O ex-ministro não foi localizado. O advogado de Palocci, José Roberto
Batochio, diz que os pagamentos recebidos pelo ministro são legais e que,
embora não seja possível revelar detalhes de cada contrato por causa de
"cláusulas de confidencialidade", as consultorias foram devidamente
prestadas.
No caso dos pagamentos recebidos da Carbocloro e da
Unipar, Batochio afirma que eles nada têm a ver com a Petrobras. "Não há
nenhuma conexão", diz.
Chefe do Clube do Bilhão diz que deu dinheirão para Lula, Dilma, Haddad e Zé Dirceu porque foi ameaçado de ficar sem obras da Petrobrás
Na sua edição deste sábado, a Folha de S. Paulo publica reportagem de Flávio Ferreira e Estelita Hass Carazzai, na qual é feita a revelação de que o empresário Ricardo Pessoa, dono da empreiteira UTC,
disse a procuradores da Operação Lava Jato que doou R$ 7,5 milhões à campanha à
reeleição da presidente Dilma Rousseff por temer prejuízos em seus negócios na
Petrobras se não ajudasse o PT. A UTC tratou da enrega do dinheiro com o próprio tesoureiro da campanha, Edinho Silva. Ricardo Pessoa contou que também deu dinheiro para Lula. O prefeito de SP, Fernando Haddad, levou R$ 2,4 milhões e Zé Dirceu foi abençoado com R$ 3,1 milhões.
A ilustração ao lado é da Folha de hoje.
Foi tudo resultado de chantagem: ou dava o dinheiro, ou ficava sem obras.
Leia tudo:
Segundo Pessoa, a contribuição da empresa foi tratada
diretamente com o tesoureiro da campanha de Dilma, o atual ministro da
Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Edinho Silva.
Preso desde novembro do ano passado e hoje em regime de
prisão domiciliar, o empresário negocia desde janeiro com o Ministério Público
Federal um acordo para colaborar com as investigações em troca de uma pena
reduzida.
Nos contatos com os procuradores e no documento em que
indicou as revelações que está disposto a fazer caso feche o acordo, Pessoa
descreveu de forma vaga sua conversa com Edinho, mas afirmou que havia
vinculação entre as doações eleitorais e seus negócios na Petrobras.
O empreiteiro contou ter se reunido com Edinho a pedido
do então tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, apontado como o principal
operador do partido no esquema de corrupção descoberto na Petrobras e hoje
preso em Curitiba.
As doações à campanha de Dilma foram feitas legalmente.
Segundo os registros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), foram três: duas em
agosto e outra em outubro de 2014, dias antes do segundo turno da eleição.
Se Pessoa fechar o acordo de delação premiada com os
procuradores, ele terá então que fornecer provas e detalhar suas denúncias em
depoimentos ao Ministério Público e à Polícia Federal.
Em janeiro, Pessoa já havia indicado sua disposição de
falar sobre a campanha de Dilma Rousseff em documento escrito na cadeia e
publicado pela revista "Veja". "Edinho Silva está
preocupadíssimo", escreveu o empresário.
CAIXA DOIS
Pessoa também afirmou aos procuradores que fez
contribuições clandestinas para a campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva à reeleição, em 2006, e a do prefeito petista de São Paulo, Fernando
Haddad, em 2012.
O empreiteiro disse que deu R$ 2,4 milhões à campanha de
Lula, via caixa dois. O dinheiro teria sido trazido do exterior por um
fornecedor de um consórcio formado pela UTC com as empresas Queiroz Galvão e
Iesa e entregue em espécie no comitê petista.
Pessoa afirmou também que, a pedido de Vaccari, pagou
outros R$ 2,4 milhões para quitar dívida que a campanha de Haddad teria deixado
com uma gráfica em 2012. O doleiro Alberto Youssef, outro operador do esquema
de corrupção na Petrobras, teria viabilizado o pagamento.
Segundo o empreiteiro, o valor foi descontado de uma
espécie de conta corrente que ele diz ter mantido com Vaccari para controlar o
pagamento de propinas associadas a seus contratos na Petrobras.
Pessoa também promete revelar às autoridades detalhes
sobre seus negócios com o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, que hoje
cumpre prisão domiciliar por seu envolvimento com o mensalão.
O empreiteiro, que pagou R$ 3,1 milhões à empresa de
consultoria de Dirceu entre 2012 e 2014, diz que o contratou para prospectar
negócios no Peru, mas afirmou aos procuradores que a maior parte dos repasses
foi feita após a prisão do ex-ministro, para atender a um pedido de ajuda
financeira da sua família, em razão de sua influência no PT.
OUTRO LADO
O PT rejeitou as acusações do empresário Ricardo Pessoa e
afirmou em nota que todas as doações à campanha da presidente Dilma Rousseff em
2014 foram feitas de acordo com a legislação eleitoral.
O partido ressaltou que as contas da campanha de Dilma
foram aprovadas por unanimidade na Justiça Eleitoral.A assessoria do ministro Edinho Silva, chefe da
Secretaria de Comunicação Social, que foi o tesoureiro da campanha
presidenical, informou que a nota do PT deveria ser considerada sua reposta às
alegações do empreiteiro. A Presidência da República e a assessoria do
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disseram que não fariam comentários
sobre o assunto. O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou que as
doações à sua campanha foram todas feitas de acordo com a lei, e que as dívidas
foram absorvidas e quitadas posteriormente pelo PT. O advogado Luiz Flávio Borges D'Urso, que defende o
ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto, disz que ele só captou doações legais
para o partido e não participou do esquema de corrupção descoberto na
Petrobras.
O advogado do ex-ministro José Dirceu, Roberto Podval,
informou que seu contrato de consultoria com a UTC tinha como objetivo
prospectar negócios no Peru, sem qualquer relação com a Petrobras.
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