* Clipping A Gazeta, Campo Bom, MT
Ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot (sem partido-MT), mira seu ataque diretamente sobre o Palácio do Planalto, que tem à frente a presidente Dilma Rousseff (PT). Em entrevista para A Gazeta, acusa o Planalto de orquestrar um complô contra ele. Motivo: sua negativa em colaborar "da forma esperada" para esquema de doações de campanha, em 2010, com benefícios para o PT, através de empreiteiras ligadas a autarquia vinculada ao Ministério dos Transportes. Em tom de desabafo, Pagot demonstra extrema indignação por não ser chamado para depor na CPMI que investiga o bicheiro Carlos Cachoeira, no Congresso Nacional. E avisa: "No Palácio, não vão mais fazer gozação comigo. Então tá na hora de chutar o pau da barraca".
Pagot preferiu não mencionar possível conhecimento do suposto complô pela presidente da República, mas também não descartou. "Estou me referindo ao Palácio do Planalto", frisou ao se posicionar como vítima. "Ficou provado, sedimentado um complô. Fizeram uma safadeza comigo", disse irritado ao destacar que "montaram uma quadrilha engenhosa", que segundo ele, continua em ampla atuação.
O ex-diretor concedeu a entrevista no final da noite de sexta-feira, após publicação pela Revista Isto É, de circulação nacional, de reportagem em que revelou mais detalhes do que classifica de manobras que levaram à sua queda do comando do Dnit. Colocou, desta vez, no centro das pontuações o PSDB e o PT, partidos que por meio de seus enviados à autarquia exigiam remessa de recursos via empreiteiras, para caixa de campanha. Ele assumiu ter feito alguns pedidos, mas na sua opinião, dentro da ordem legal.
"Tinha cerca de 300 empreiteiras ligadas ao Dnit e acho que menos de 20 ajudaram", disse se referindo ao reduzido quadro de colaboradoras. Vale ressaltar que a legislação eleitoral permite o ato de doar dinheiro para campanha de candidatos, incluindo-se aí pessoas jurídicas (empresas) e pessoa física, o cidadão comum. O problema é que já ficou provado que se por um lado se "ajuda", do outro, também se "cobra". É comum ser aberto caminho para empresas que participaram como doadoras, para assegurar contratos com órgãos públicos. É nesse panorama que surge a empreiteira Delta, alvo da CPMI, que teve os contratos "expandidos" principalmente em 2011, com ramificações na maioria dos estados brasileiros.
O "complô" teria vários braços. "Uma empreiteira com contratos que envolvem deputados federais do meu partido e com participação do Palácio do Planalto. Trabalhei muito pelo país, e o que recebo de troco? Essa patifaria", disparou.
Pagot provoca seu chamamento à CPMI e coloca em dúvida os resultados. Quer ser ouvido e afirma estratégia montada no Congresso para barrar suas revelações. Trava luta para prestar os esclarecimentos e acrescenta: "não irá conviver com isso sem poder falar o que sabe". Novas declarações podem chegar ao governo federal, atingindo de cheio a cúpula do PT, partido de Dilma Rousseff. "Se eu tiver alguma dívida, quero pagar, mas me deixem falar.
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Delta continua a receber dinheiro público
A crise de confiança apontada pela holding J&F para cancelar a compra da Delta Construções não impediu que a empreiteira ganhasse novas licitações e aditivos em obras por todo oBrasil no mês de maio. Mesmo com um diretor preso, outro foragido, os dois principais executivos afastados, os sigilos fiscal, bancário e telefônico quebrados pela CPI e sob a ameaça de ser considerada inidônea pela Controladoria-Geral da União (CGU), a empresa de Fernando Cavendish ampliou seu faturamento no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e na Prefeitura do Rio de Janeiro nos últimos 30 dias.
. A Delta ainda faturou novas verbas para obras do Dnit em andamento em outros cinco Estados no mês passado. Anteontem, o Diário Oficial da União publicou extrato com o quinto termo aditivo em favor da empreiteira para a conservação e recuperação da BR-242. Com valor inicial de R$ 4,4 milhões, o serviço contratado pela Superintendência do Dnit na Bahia em 2008 já rendeu R$ 5,4 milhões à construtora - segundo o Portal da Transparência, do governo federal. Os demais aditivos publicados nos últimos 30 dias foram destinados para obras da Delta no Espírito Santo, Pará, Piauí e Tocantins.
. A Delta ainda faturou novas verbas para obras do Dnit em andamento em outros cinco Estados no mês passado. Anteontem, o Diário Oficial da União publicou extrato com o quinto termo aditivo em favor da empreiteira para a conservação e recuperação da BR-242. Com valor inicial de R$ 4,4 milhões, o serviço contratado pela Superintendência do Dnit na Bahia em 2008 já rendeu R$ 5,4 milhões à construtora - segundo o Portal da Transparência, do governo federal. Os demais aditivos publicados nos últimos 30 dias foram destinados para obras da Delta no Espírito Santo, Pará, Piauí e Tocantins.
Estourou a bolha de entusiasmo pelo Brasil no exterior
* Clipping BBC Brasil, de Londres
A desaceleração da economia brasileira estourou o que muitos analistas acreditam ter sido uma "bolha" de entusiasmo pelo Brasil no exterior.
Esse ritmo mais lento da economia brasileira foi confirmado nesta sexta-feira com a divulgação dos dados do Produto Interno Bruto (PIB) pelo IBGE. Segundo os números, no primeiro trimestre deste ano, o Brasil cresceu apenas 0,2% em relação aos três últimos meses de 2012.
Na segunda metade dos anos 2000, quando o Brasil ganhou a preferência de investidores estrangeiros, os holofotes da mídia internacional e, de quebra, o direito de sediar uma Olimpíada e uma Copa do Mundo, o termo "Brasilmania" passou a ser usado para referir-se ao crescente interesse internacional pelo país.
Agora, não só o fenômeno parece estar perdendo força como já há especialistas denunciando "exagero" nas análises negativas sobre a economia brasileira.
CLIQUE AQUI para ler tudo.
A desaceleração da economia brasileira estourou o que muitos analistas acreditam ter sido uma "bolha" de entusiasmo pelo Brasil no exterior.
Esse ritmo mais lento da economia brasileira foi confirmado nesta sexta-feira com a divulgação dos dados do Produto Interno Bruto (PIB) pelo IBGE. Segundo os números, no primeiro trimestre deste ano, o Brasil cresceu apenas 0,2% em relação aos três últimos meses de 2012.
Na segunda metade dos anos 2000, quando o Brasil ganhou a preferência de investidores estrangeiros, os holofotes da mídia internacional e, de quebra, o direito de sediar uma Olimpíada e uma Copa do Mundo, o termo "Brasilmania" passou a ser usado para referir-se ao crescente interesse internacional pelo país.
Agora, não só o fenômeno parece estar perdendo força como já há especialistas denunciando "exagero" nas análises negativas sobre a economia brasileira.
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Serra não vai cair na armadilha de Lula, diz coordenador de campanha
Tanto a assessoria quanto o chefe da coordenação de campanha do tucano José Serra, Edson Aparecido, informaram neste sábado, que o ex-governador não reagirá às ofensivas feitas por Lula.
. O ex-presidente voltou a dirigir críticas ao PSDB pela segunda vez na semana, agora mais agressivas e diretas a Serra. Durante a homologação da candidatura do petista Fernando Haddad, Lula referiu-se ao tucano como candidato desgastado, embora sem citá-lo. “O Lula quer chamar Serra para o debate.
. "Ele não é candidato. Nós não vamos cair nesta armadilha”, declarou Aparecido.
. O ex-presidente voltou a dirigir críticas ao PSDB pela segunda vez na semana, agora mais agressivas e diretas a Serra. Durante a homologação da candidatura do petista Fernando Haddad, Lula referiu-se ao tucano como candidato desgastado, embora sem citá-lo. “O Lula quer chamar Serra para o debate.
. "Ele não é candidato. Nós não vamos cair nesta armadilha”, declarou Aparecido.
Romário: “O povo vai se decepcionar com a CPI do Cachoeira"
Da mesma maneira como “vestiu à vera” as camisas dos times e da Seleção Brasileira, o deputado Romário (PSB-RJ) resolveu assumir oficialmente o figurino de político. Admite que até acostumou com o terno, algo impensável para alguém conhecido pelas chuteiras, meiões ou sandálias de dedo. Mantém, contudo, a língua afiada e critica a CPI mista do Cachoeira: “Mais uma vez, o povo vai se decepcionar, com certeza”, disse, em entrevista exclusiva ao jornal "Correio Braziliense".
. Durante papo de quase 45 minutos (um tempo inteiro de futebol fora os acréscimos), reclamou que não tem espaço no PSB - “a minha relação com eles é zero” - jurou que está apaixonado por Brasília - “você pode até não acreditar porque às vezes eu também não acredito nas pessoas” -, mas mantém ressalvas quanto às baladas sertanejas: “Estou acostumando, não me dói tanto quanto no início”.
. Apesar de aparecer em terceiro lugar em uma pesquisa avulsa para a prefeitura do Rio de Janeiro, afirma que ainda não pensa em política pós-2014. Disse que a grande motivação para candidatar-se foi o nascimento de sua filha, Ivy, portadora da síndrome de Down. E avisou: “Eu penso em lutar muito nestes últimos dois anos por essas causas que eu acredito”. Confira a seguir os principais trechos da entrevista.
. Durante papo de quase 45 minutos (um tempo inteiro de futebol fora os acréscimos), reclamou que não tem espaço no PSB - “a minha relação com eles é zero” - jurou que está apaixonado por Brasília - “você pode até não acreditar porque às vezes eu também não acredito nas pessoas” -, mas mantém ressalvas quanto às baladas sertanejas: “Estou acostumando, não me dói tanto quanto no início”.
. Apesar de aparecer em terceiro lugar em uma pesquisa avulsa para a prefeitura do Rio de Janeiro, afirma que ainda não pensa em política pós-2014. Disse que a grande motivação para candidatar-se foi o nascimento de sua filha, Ivy, portadora da síndrome de Down. E avisou: “Eu penso em lutar muito nestes últimos dois anos por essas causas que eu acredito”. Confira a seguir os principais trechos da entrevista.
Ao lado de Zé Dirceu, Lula sai em defesa de Erenice Guerra
Em discurso na festa de Fernando Haddad, o ex-presidente Lula defendeu sua ex-ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, afastada em 2010, durante a campanha de Dilma ao Planalto. Ela perdeu o cargo sob a acusação de que seu filho Israel fazia lobby no governo.
. Lula disse que Erenice foi “execrada, acusada de tudo quanto é coisa” na época. “Quando terminou a campanha, o acusador em Campinas retirou a acusação na primeira audiência e a imprensa, que a massacrou, não teve coragem sequer de pedir desculpas à companheira Erenice”, disse Lula.
. O inquérito da Polícia Federal que investiga a suposta prática de tráfico de influência ainda não foi concluído, mas a ex-ministra foi censurada pela Comissão de Ética Pública por ter conduta não condizente com o cargo. A CGU (Controladoria-Geral da União) apontou irregularidades “graves” em três dos nove casos investigados. Entre elas, sobrepreço em serviços prestados aos Correios pela MTA Linhas Aéreas, que contratou o filho de Erenice. Ela e os outros envolvidos no caso negam irregularidades.
. Lula disse que Erenice foi “execrada, acusada de tudo quanto é coisa” na época. “Quando terminou a campanha, o acusador em Campinas retirou a acusação na primeira audiência e a imprensa, que a massacrou, não teve coragem sequer de pedir desculpas à companheira Erenice”, disse Lula.
. O inquérito da Polícia Federal que investiga a suposta prática de tráfico de influência ainda não foi concluído, mas a ex-ministra foi censurada pela Comissão de Ética Pública por ter conduta não condizente com o cargo. A CGU (Controladoria-Geral da União) apontou irregularidades “graves” em três dos nove casos investigados. Entre elas, sobrepreço em serviços prestados aos Correios pela MTA Linhas Aéreas, que contratou o filho de Erenice. Ela e os outros envolvidos no caso negam irregularidades.
Dilma quer acabar com aluguel de horário na TV
O governo federal prepara um pacote de medidas para fechar brechas da legislação de rádio e TV que permitiram o surgimento de um “mercado paralelo” ligado às concessões no país. A Folha teve acesso à última versão da minuta do decreto, que foi batizado pelo setor de “novo marco regulatório da radiodifusão”. Uma das mudanças de maior impacto é a proibição expressa do aluguel de canais e de horários da programação de rádio e TV.
. A lei atual não proíbe a prática de forma explícita, o que permitiu o aumento de programas religiosos e exclusivamente comerciais, principais clientes desses horários. No fim de 2011, a Igreja Internacional da Graça de Deus, do missionário R.R. Soares, por exemplo, alugava duas horas e cinco minutos semanais na Bandeirantes. Na Rede TV!, o apóstolo Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus, comprava cerca de dez horas e meia semanais. A rede de farmácias Ultrafarma ocupava quatro horas e meia com propagandas. Na TV Gazeta, o Polishop detinha dez horas semanais para anunciar seus produtos.
. A lei atual não proíbe a prática de forma explícita, o que permitiu o aumento de programas religiosos e exclusivamente comerciais, principais clientes desses horários. No fim de 2011, a Igreja Internacional da Graça de Deus, do missionário R.R. Soares, por exemplo, alugava duas horas e cinco minutos semanais na Bandeirantes. Na Rede TV!, o apóstolo Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus, comprava cerca de dez horas e meia semanais. A rede de farmácias Ultrafarma ocupava quatro horas e meia com propagandas. Na TV Gazeta, o Polishop detinha dez horas semanais para anunciar seus produtos.
Artigo, Merval Pereira - A missão de Lula
* Clipping O Globo deste domingo
De Merval Pereira
A proximidade do julgamento do mensalão parece estar desestabilizando emocionalmente o ex-presidente Lula, que se tem esmerado nos últimos dias em explicitar uma truculência política que antes era dissimulada em público, ou maquiada.
Nessa fase em que trabalha em dois projetos que se cruzam e parecem vitais para seu futuro, tamanha a intensidade com que se dedica a eles, Lula não tem tido cuidados com as aparências, e arrisca-se além do que sua experiência recomendaria.
A pressão sobre ministros do STF, a convocação da CPI do Cachoeira, com direito a cartilha de procedimentos com os alvos preferenciais identificados (STF, imprensa, oposição) e as atitudes messiânicas, sempre colocando-se como o centro do universo político, revelam a alma autoritária deste ex-presidente ansioso pela ribalta política.
A eleição de Fernando Haddad para a Prefeitura de São Paulo e a obsessão em desmoralizar o julgamento do mensalão (já que não conseguiu adiá-lo para que seus resultados não interferissem na eleição municipal e, além disso, a prescrição das penas resolvesse grande parte dos problemas judiciais do PT) pareciam as duas grandes tarefas do ex-presidente Lula neste momento. Mas ele, de voz própria, revelou seu verdadeiro objetivo político no programa do Ratinho: não permitir que um tucano volte a governar o país.
O PT, aliás, tem seguido a mesma batida de Lula, e se revela a cada instante um partido que não tem como objetivo programas de governo ou projetos nacionais para o país. A luta política pelo poder escancara posturas ditatoriais em todos os níveis, e para mantê-lo vale tudo. Desde rasgar a legislação eleitoral e fazer propaganda ilegal em emissora de televisão na tentativa de desatolar uma candidatura que até agora não demonstra capacidade de competição, até intervenções em diretórios que não obedecem à orientação nacional, como aconteceu agora mesmo em Recife. Vale também mobilizar um esquema policial de uma prefeitura petista, como a de Mauá em São Paulo, para apreender uma revista que apresenta reportagens contrárias aos interesses do PT.
A truculência com que foi impedida a distribuição gratuita da revista "Free São Paulo", que trazia uma reportagem de capa sobre o assassinato do prefeito petista de Santo André Celso Daniel, é exemplar do que o PT e seus seguidores consideram "liberdade de imprensa".
Os petistas acusam a revista de ser financiada pelo PSDB, o que ainda é preciso provar, mas, mesmo que seja, seria no mínimo incoerente criticarem tal estratégia, já que são estatais de diversos calibres e governos petistas que financiam uma verdadeira rede de blogs chapas-brancas e revistas para defenderem as ações governistas e demonizar seus adversários, em qualquer nível.
Da mesma forma, parece ironia que líderes petistas se mostrem indignados com financiamentos eleitorais de caixa 2 de políticos tucanos, como se esse crime fosse uma afronta ao Estado de Direito e não, como disse o ex-presidente Lula tentando minimizar o caso do mensalão, coisa corriqueira no sistema eleitoral brasileiro.
O recurso ao caixa 2 e a verbas não contabilizadas é evidentemente uma distorção do nosso sistema eleitoral que tem que ser combatida com rigor, mas o PT há muito perdeu a possibilidade de indignar-se diante deste e de outros malfeitos políticos.
De Merval Pereira
A proximidade do julgamento do mensalão parece estar desestabilizando emocionalmente o ex-presidente Lula, que se tem esmerado nos últimos dias em explicitar uma truculência política que antes era dissimulada em público, ou maquiada.
Nessa fase em que trabalha em dois projetos que se cruzam e parecem vitais para seu futuro, tamanha a intensidade com que se dedica a eles, Lula não tem tido cuidados com as aparências, e arrisca-se além do que sua experiência recomendaria.
A pressão sobre ministros do STF, a convocação da CPI do Cachoeira, com direito a cartilha de procedimentos com os alvos preferenciais identificados (STF, imprensa, oposição) e as atitudes messiânicas, sempre colocando-se como o centro do universo político, revelam a alma autoritária deste ex-presidente ansioso pela ribalta política.
A eleição de Fernando Haddad para a Prefeitura de São Paulo e a obsessão em desmoralizar o julgamento do mensalão (já que não conseguiu adiá-lo para que seus resultados não interferissem na eleição municipal e, além disso, a prescrição das penas resolvesse grande parte dos problemas judiciais do PT) pareciam as duas grandes tarefas do ex-presidente Lula neste momento. Mas ele, de voz própria, revelou seu verdadeiro objetivo político no programa do Ratinho: não permitir que um tucano volte a governar o país.
Nunca antes nesse país viu-se um político assumir tão abertamente uma postura despótica, quase ditatorial, quanto a de Lula nessa cruzada nacional contra os tucanos, que tem na disputa pela capital paulista seu ponto decisivo.
O PT, aliás, tem seguido a mesma batida de Lula, e se revela a cada instante um partido que não tem como objetivo programas de governo ou projetos nacionais para o país. A luta política pelo poder escancara posturas ditatoriais em todos os níveis, e para mantê-lo vale tudo. Desde rasgar a legislação eleitoral e fazer propaganda ilegal em emissora de televisão na tentativa de desatolar uma candidatura que até agora não demonstra capacidade de competição, até intervenções em diretórios que não obedecem à orientação nacional, como aconteceu agora mesmo em Recife. Vale também mobilizar um esquema policial de uma prefeitura petista, como a de Mauá em São Paulo, para apreender uma revista que apresenta reportagens contrárias aos interesses do PT.
A truculência com que foi impedida a distribuição gratuita da revista "Free São Paulo", que trazia uma reportagem de capa sobre o assassinato do prefeito petista de Santo André Celso Daniel, é exemplar do que o PT e seus seguidores consideram "liberdade de imprensa".
Os petistas acusam a revista de ser financiada pelo PSDB, o que ainda é preciso provar, mas, mesmo que seja, seria no mínimo incoerente criticarem tal estratégia, já que são estatais de diversos calibres e governos petistas que financiam uma verdadeira rede de blogs chapas-brancas e revistas para defenderem as ações governistas e demonizar seus adversários, em qualquer nível.
Da mesma forma, parece ironia que líderes petistas se mostrem indignados com financiamentos eleitorais de caixa 2 de políticos tucanos, como se esse crime fosse uma afronta ao Estado de Direito e não, como disse o ex-presidente Lula tentando minimizar o caso do mensalão, coisa corriqueira no sistema eleitoral brasileiro.
O recurso ao caixa 2 e a verbas não contabilizadas é evidentemente uma distorção do nosso sistema eleitoral que tem que ser combatida com rigor, mas o PT há muito perdeu a possibilidade de indignar-se diante deste e de outros malfeitos políticos.
O governo erra ao tentar usar a mágica do passado para reanimar a economia
* Clipping O Globo deste domingo.
Dez milhões de famílias estão endividadas e estimular PIB com consumo não resolve mais
Aguinaldo Novo, O Globo
Com os dados do PIB do primeiro trimestre na tela do computador, o economista José Roberto Mendonça de Barros examinava na sexta-feira os resultados de uma pesquisa recém-concluída por sua consultoria, a MB Associados, sobre endividamento.
A conclusão não poderia ser mais preocupante, considerando o esforço do governo para estimular a economia por meio do consumo: cerca de dez milhões de famílias já têm mais de 30% de seu orçamento comprometidos com dívidas.
“Elas já estão no seu limite de gastos. Bombar o consumo daqui para a frente vai gerar cada vez menos resultados. Acabou a mágica”, conclui Mendonça, que foi secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda entre 1995 e 1998.
Ao GLOBO, ele afirma que o governo tem se pautado por políticas de curto prazo e favores a poucos segmentos industriais, que os investidores estrangeiros perderam o encanto pelo Brasil e que a trajetória do PIB não autoriza comemorações. “Se chegarmos a 2,5% neste ano, será um acontecimento”.
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Dez milhões de famílias estão endividadas e estimular PIB com consumo não resolve mais
Aguinaldo Novo, O Globo
Com os dados do PIB do primeiro trimestre na tela do computador, o economista José Roberto Mendonça de Barros examinava na sexta-feira os resultados de uma pesquisa recém-concluída por sua consultoria, a MB Associados, sobre endividamento.
A conclusão não poderia ser mais preocupante, considerando o esforço do governo para estimular a economia por meio do consumo: cerca de dez milhões de famílias já têm mais de 30% de seu orçamento comprometidos com dívidas.
“Elas já estão no seu limite de gastos. Bombar o consumo daqui para a frente vai gerar cada vez menos resultados. Acabou a mágica”, conclui Mendonça, que foi secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda entre 1995 e 1998.
Ao GLOBO, ele afirma que o governo tem se pautado por políticas de curto prazo e favores a poucos segmentos industriais, que os investidores estrangeiros perderam o encanto pelo Brasil e que a trajetória do PIB não autoriza comemorações. “Se chegarmos a 2,5% neste ano, será um acontecimento”.
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Ex-diretor Geral do Dnit de Lula e Dilma confessa para IstoÉ: "Usei o cargo para cabalar R$ 10 milhões das empreiteiras para a campanha de Dilma"
- Além da revista Época (leia reportagem abaixo), também a revista IstoÉ abriu suas páginas para o ex-ditor Geral do Dnit, Luiz Pagot, demitido por Dilma Rousseff com desonra. Ele gravou três entrevistas com a revista. Nelas, denuncia com detalhes precisos como fez tráfico de influência e advocacia administrativa, de que modo prevaricou na função pública e cometeu improbidade administrativa, ao usar o cargo e as instalações do governo Lula para pressionar empreiteiras e levantar R$ 10 milhões para a campanha de Dilma Rousseff. Pagot dá o nome de todo mundo. Ele ameaça até a CPI do Cachoeira. As entrevistas também fazem denúncias contra José Serra e o PSDB.
Leia trechos da reportagem. No final, link com a reprodução de todo o material.
Desde o início do ano, o ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) Luiz Antonio Pagot tem prestado consultoria em projetos de navegação fluvial.
(...)
Mas a demissão, que classifica como “traição mortal”, alimenta agora um sentimento de vingança. E motivou Pagot, nos últimos dois meses, a fazer uma série de depoimentos à ISTOÉ.
(...)
Porém, ele não resistiu ao receber uma missão do comitê de campanha do PT durante as eleições de 2010. Pagot disse que, quando ocupava a diretoria do órgão que administrava bilhões em obras públicas em todo o País, recebeu do tesoureiro da campanha do PT, deputado José De Filippi (SP), um pedido para arrecadar recursos junto às empreiteiras. “Cada um doou o que quis. Algumas enviavam cópia do boleto para mim e eu remetia para o Filippi. Outras diziam ‘depositamos’”, afirmou. As doações, no entanto, teriam sido feitas pelas vias legais, de acordo com o ex-diretor do DNIT.
(...)
Os segredos que Pagot guardava até agora ajudam a explicar por que a CPI do Cachoeira adiou deliberadamente sua convocação. Ele diz que está pronto para falar tudo e desafia: “Duvido que me chamem. Muitos ali têm medo do que posso contar.” Nas entrevistas à ISTOÉ Pagot forneceu detalhes dos encontros com o tesoureiro do PT, José De Filippi. Ele contou que, em meados de 2010, foi chamado ao QG petista, no Lago Sul, onde foi apresentado a Filippi, que lhe pediu ajuda para passar o chapéu entre as empreiteiras. Dias depois, revelou, os dois voltaram a se reunir no DNIT, onde Pagot lhe apresentou uma lista com cerca de 40 empreiteiras médias e grandes que tinham contrato com o órgão.
. Ao analisar hoje a prestação de contas da campanha, Pagot identifica ao menos 15 empresas que abasteceram a campanha do PT a pedido seu: Carioca Engenharia, Concremat, Construcap, Barbosa Mello, Ferreira Guedes, Triunfo, CR Almeida, Egesa, Fidens, Trier, Via Engenharia, Central do Brasil, Lorentz, Sath Construções e STE Engenharia. Elas doaram cerca de R$ 10 milhões, segundo a prestação de contas apresentada pelo PT ao TSE
CLIQUE AQUI para ler toda a reportagem, que é extensa.
Desde o início do ano, o ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) Luiz Antonio Pagot tem prestado consultoria em projetos de navegação fluvial.
(...)
Mas a demissão, que classifica como “traição mortal”, alimenta agora um sentimento de vingança. E motivou Pagot, nos últimos dois meses, a fazer uma série de depoimentos à ISTOÉ.
(...)
Porém, ele não resistiu ao receber uma missão do comitê de campanha do PT durante as eleições de 2010. Pagot disse que, quando ocupava a diretoria do órgão que administrava bilhões em obras públicas em todo o País, recebeu do tesoureiro da campanha do PT, deputado José De Filippi (SP), um pedido para arrecadar recursos junto às empreiteiras. “Cada um doou o que quis. Algumas enviavam cópia do boleto para mim e eu remetia para o Filippi. Outras diziam ‘depositamos’”, afirmou. As doações, no entanto, teriam sido feitas pelas vias legais, de acordo com o ex-diretor do DNIT.
(...)
Os segredos que Pagot guardava até agora ajudam a explicar por que a CPI do Cachoeira adiou deliberadamente sua convocação. Ele diz que está pronto para falar tudo e desafia: “Duvido que me chamem. Muitos ali têm medo do que posso contar.” Nas entrevistas à ISTOÉ Pagot forneceu detalhes dos encontros com o tesoureiro do PT, José De Filippi. Ele contou que, em meados de 2010, foi chamado ao QG petista, no Lago Sul, onde foi apresentado a Filippi, que lhe pediu ajuda para passar o chapéu entre as empreiteiras. Dias depois, revelou, os dois voltaram a se reunir no DNIT, onde Pagot lhe apresentou uma lista com cerca de 40 empreiteiras médias e grandes que tinham contrato com o órgão.
. Ao analisar hoje a prestação de contas da campanha, Pagot identifica ao menos 15 empresas que abasteceram a campanha do PT a pedido seu: Carioca Engenharia, Concremat, Construcap, Barbosa Mello, Ferreira Guedes, Triunfo, CR Almeida, Egesa, Fidens, Trier, Via Engenharia, Central do Brasil, Lorentz, Sath Construções e STE Engenharia. Elas doaram cerca de R$ 10 milhões, segundo a prestação de contas apresentada pelo PT ao TSE
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Ex-diretor do Dnit conta como usou o cargo para tomar dinheiro das empreiteiras para a campanha de Dilma Rousseff
- Há bastante tempo os jornalistas e os políticos sabiam que mais dia ou menos dia o ex-diretor Geral do Dnit, Luiz Pagot Júnior, começaria a contar as malfeitorias das quais participou nos governos Lula e Dilma Rousseff. Não deu outra. Pagot é um poço de ressentimentos, desde que foi afastado com desonra do Dnit. Neste final de semana, ele denunciou com detalhes o modo como agiu dentro do Dnit para conseguir dinheiro para a campanha de Dilma Rousseff. Sobre sua demissão, disse Pagot: “Fui afastado pela negociata de uma empreiteira e um contraventor ”
Durante a campanha eleitoral de 2010, o petista José de Filippi Junior, responsável por arrecadar dinheiro para a então candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, procurou Luiz Antônio Pagot, então diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (Dnit), em busca de ajuda para conseguir doações. Pagot disse a ÉPOCA que Fillipi pediu a ele que buscasse recursos junto a entidades do setor da construção civil e forneceu o número de contas bancárias. Como diretor do Dnit, Pagot tinha sob sua responsabilidade cerca de R$ 10 bilhões para gastar em milhares de obras em rodovias, executadas por empresas dessa área. Pagot tinha acesso privilegiado a diretores dessas empresas.
Pagot afirma que, após a conversa com Filippi, reuniu-se com seis sindicatos de empresas da construção civil. Entre eles estão os sindicatos de São Paulo e de Mato Grosso, seu estado de origem. Pagot diz ter se reunido também com representantes da Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias (Aneor). “Fui um colaborador espontâneo”, afirma Pagot. De acordo com Pagot, graças a seu trabalho, entre 20 e 30 empresas medianas colaboraram com a campanha de Dilma. Ele diz que Fillipi recebia boletos de depósitos de empreiteiras que se dispuseram a fazer doações para a campanha.
CLIQUE AQUI para ler toda a reportagem.
Durante a campanha eleitoral de 2010, o petista José de Filippi Junior, responsável por arrecadar dinheiro para a então candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, procurou Luiz Antônio Pagot, então diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (Dnit), em busca de ajuda para conseguir doações. Pagot disse a ÉPOCA que Fillipi pediu a ele que buscasse recursos junto a entidades do setor da construção civil e forneceu o número de contas bancárias. Como diretor do Dnit, Pagot tinha sob sua responsabilidade cerca de R$ 10 bilhões para gastar em milhares de obras em rodovias, executadas por empresas dessa área. Pagot tinha acesso privilegiado a diretores dessas empresas.
Pagot afirma que, após a conversa com Filippi, reuniu-se com seis sindicatos de empresas da construção civil. Entre eles estão os sindicatos de São Paulo e de Mato Grosso, seu estado de origem. Pagot diz ter se reunido também com representantes da Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias (Aneor). “Fui um colaborador espontâneo”, afirma Pagot. De acordo com Pagot, graças a seu trabalho, entre 20 e 30 empresas medianas colaboraram com a campanha de Dilma. Ele diz que Fillipi recebia boletos de depósitos de empreiteiras que se dispuseram a fazer doações para a campanha.
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Veja publica fac similes do Manual de Procedimento usado pelo PT na CPi para desmoralizar a mídia, a PGR e o STF
Reportagem de VEJA desta semana revela a existência de um documento preparado por petistas para guiar as ações dos companheiros que integram a CPI do Cachoeira. Consta do roteiro uma lista de alvos preferenciais do PT, entre eles Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), e Roberto Gurgel, procurador-geral da República.
O guia de ação produzido pela liderança petista, ao qual VEJA teve acesso, não deixa dúvida sobre as reais intenções do grupo mais umbilicalmente ligado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os alvos são os oposicionistas, a imprensa e membros do Judiciário que, de alguma forma, contribuíram ou ainda podem contribuir para que o mensalão seja julgado e passe, portanto, a existir oficialmente como um dos grandes eventos de corrupção da história brasileira – e, sem dúvida, o maior da República.
O documento foca em especial Gilmar Mendes, que Lula tentou constranger, sem sucesso, em sua cruzada para adiar o julgamento do mensalão, conforme mostrou reportagem de VEJA da semana passada. São dedicados a Mendes quatro tópicos: 'O processo da Celg no STF', 'Satiagraha, Fundos de Pensão, Protógenes', 'Filha de Gilmar Mendes' e 'Viagem a Berlim'. São todas questões já levantadas pelos mensaleiros e seus defensores e que, uma vez esclarecidas, se mostraram fruto apenas do desejo de desqualificar um integrante do STFque os petistas consideram um possível voto contra os réus do mensalão
CLIQUE AQUI para ler toda a reportagem e examinar os fac símiles.
O guia de ação produzido pela liderança petista, ao qual VEJA teve acesso, não deixa dúvida sobre as reais intenções do grupo mais umbilicalmente ligado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os alvos são os oposicionistas, a imprensa e membros do Judiciário que, de alguma forma, contribuíram ou ainda podem contribuir para que o mensalão seja julgado e passe, portanto, a existir oficialmente como um dos grandes eventos de corrupção da história brasileira – e, sem dúvida, o maior da República.
O documento foca em especial Gilmar Mendes, que Lula tentou constranger, sem sucesso, em sua cruzada para adiar o julgamento do mensalão, conforme mostrou reportagem de VEJA da semana passada. São dedicados a Mendes quatro tópicos: 'O processo da Celg no STF', 'Satiagraha, Fundos de Pensão, Protógenes', 'Filha de Gilmar Mendes' e 'Viagem a Berlim'. São todas questões já levantadas pelos mensaleiros e seus defensores e que, uma vez esclarecidas, se mostraram fruto apenas do desejo de desqualificar um integrante do STFque os petistas consideram um possível voto contra os réus do mensalão
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Especialistas avisam que PIB deste ano crescerá entre 1,5% a 2,5%. Viés é até pior do que isto.
* Clipping jornal O Globo, este sábado.
Desempenho ruim da indústria e cenário externo desfavorável vão afetar economia
Ronaldo D’Ercole e Bruno Rosa, O Globo
O fraco resultado do PIB entre janeiro e março, abaixo da maioria das estimativas do mercado, já está levando analistas e consultorias a reverem suas projeções para o crescimento da economia brasileira este ano. De 3%, as projeções passaram a 2% e até a 1,5%. Luciano Rostagno, estrategista-chefe do banco WestLB, rebaixou a previsão para o PIB este ano de 3% para 2,5%, depois que o resultado do primeiro trimestre veio abaixo do que projetara, alta de 0,4%:
- Os 2,5% estão virando absolutamente um teto para a economia este ano, que vai ser difícil de ser alcançado - diz.
Desempenho ruim da indústria e cenário externo desfavorável vão afetar economia
Ronaldo D’Ercole e Bruno Rosa, O Globo
O fraco resultado do PIB entre janeiro e março, abaixo da maioria das estimativas do mercado, já está levando analistas e consultorias a reverem suas projeções para o crescimento da economia brasileira este ano. De 3%, as projeções passaram a 2% e até a 1,5%. Luciano Rostagno, estrategista-chefe do banco WestLB, rebaixou a previsão para o PIB este ano de 3% para 2,5%, depois que o resultado do primeiro trimestre veio abaixo do que projetara, alta de 0,4%:
- O resultado decepcionou, e a dinâmica dos números veio bem fora do que esperávamos.
Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados, manteve a projeção de 2,5% de alta para o PIB de 2012, mas considera provável ter de rebaixar essa meta.
Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados, manteve a projeção de 2,5% de alta para o PIB de 2012, mas considera provável ter de rebaixar essa meta.
- Os 2,5% estão virando absolutamente um teto para a economia este ano, que vai ser difícil de ser alcançado - diz.
CPI quer ouvir radialista que teria recebido dinheiro de Cachoeira por ajudar Perillo.
CLIQUE AQUI para ler a nota do radialista Luiz Carlos Bordoni, postada neste sábado. Ele desmente integralmente as denúncias feitas pelo Estadão e repercutidas na CPI do Cachoeira. O radialista conta em detalhes o que ocorreu. Ao final da nota, ele foi duro com os adversários de Marconi Perillo:
19. Num mundo onde os boquirrotos duvidam ate da virilidade do meu amigo Jesus Cristo, estou a ouvir o crocito dos corvos. Pobres genitoras que mal sabem a droga que pariram.
A notícia a seguir é do jornal O Globo deste sábado.
CPI deve ouvir radialista que recebeu dinheiro de Cachoeira
Pagamento por serviço prestado a Perillo foi feito pela Alberto & Pantoja; governador nega
Jailton de Carvalho, O Globo
Depois de ser convocado pela unanimidade dos votos dos integrantes da CPI do Cachoeira, o governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB) pode se complicar ainda mais.
O senador Pedro Taques (PDT-MT) anunciou nesta sexta-feira que, na segunda-feira, pedirá a convocação do radialista Luiz Carlos Bordoni, que contou na última quinta-feira ter recebido dinheiro da Alberto & Pantoja Construções como pagamento a serviços prestados à campanha eleitoral de Perillo em 2010.
A Alberto & Pantoja é uma das supostas empresas fantasmas usadas pelo bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, para lavar dinheiro da Delta Construções, conforme relatório da Operação Monte Carlo.
O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e o deputado Rubem Bueno (PPS-PR) endossam a convocação do radialista. Taques também examina a possibilidade de chamar para depor Bruna Bordoni, filha do radialista. O dinheiro da Alberto & Pantoja foi depositado na conta de Bruna por sugestão do pai.
— O radialista pode colaborar com elementos que confirmem ou não o envolvimento do governador Perillo com os negócios de Cachoeira. A CPI é o lugar ideal para que ele preste estes esclarecimentos — disse o deputado Rubens Bueno.
O assunto veio a público na terça-feira durante o interrogatório do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) no Conselho de Ética do Senado. Taques fez perguntas sobre a até então desconhecida Bruna, e Demóstenes se embaraçou nas respostas.
Na quinta-feira, o próprio Bordoni confirmou ao jornal “O Estado de S. Paulo” que recebeu R$ 45 mil da Alberto & Pantoja, em 14 de abril do ano passado. O dinheiro corresponderia à metade de uma dívida pendente de R$ 90 mil pelos serviços prestados à campanha de Perillo ao governo de Goiás, em 2010.
CLIQUE AQUI para ler toda a reportagem.
19. Num mundo onde os boquirrotos duvidam ate da virilidade do meu amigo Jesus Cristo, estou a ouvir o crocito dos corvos. Pobres genitoras que mal sabem a droga que pariram.
A notícia a seguir é do jornal O Globo deste sábado.
CPI deve ouvir radialista que recebeu dinheiro de Cachoeira
Pagamento por serviço prestado a Perillo foi feito pela Alberto & Pantoja; governador nega
Jailton de Carvalho, O Globo
Depois de ser convocado pela unanimidade dos votos dos integrantes da CPI do Cachoeira, o governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB) pode se complicar ainda mais.
O senador Pedro Taques (PDT-MT) anunciou nesta sexta-feira que, na segunda-feira, pedirá a convocação do radialista Luiz Carlos Bordoni, que contou na última quinta-feira ter recebido dinheiro da Alberto & Pantoja Construções como pagamento a serviços prestados à campanha eleitoral de Perillo em 2010.
A Alberto & Pantoja é uma das supostas empresas fantasmas usadas pelo bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, para lavar dinheiro da Delta Construções, conforme relatório da Operação Monte Carlo.
O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e o deputado Rubem Bueno (PPS-PR) endossam a convocação do radialista. Taques também examina a possibilidade de chamar para depor Bruna Bordoni, filha do radialista. O dinheiro da Alberto & Pantoja foi depositado na conta de Bruna por sugestão do pai.
— O radialista pode colaborar com elementos que confirmem ou não o envolvimento do governador Perillo com os negócios de Cachoeira. A CPI é o lugar ideal para que ele preste estes esclarecimentos — disse o deputado Rubens Bueno.
O assunto veio a público na terça-feira durante o interrogatório do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) no Conselho de Ética do Senado. Taques fez perguntas sobre a até então desconhecida Bruna, e Demóstenes se embaraçou nas respostas.
Na quinta-feira, o próprio Bordoni confirmou ao jornal “O Estado de S. Paulo” que recebeu R$ 45 mil da Alberto & Pantoja, em 14 de abril do ano passado. O dinheiro corresponderia à metade de uma dívida pendente de R$ 90 mil pelos serviços prestados à campanha de Perillo ao governo de Goiás, em 2010.
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Outro prefeito do PT, o de Viamão, enfrenta denúncia sobre malfeitoria na sua administração
Outro prefeito do PT da Grande Porto Alegre está às voltas com malfeitorias sérias na sua administração, poque em Viamão o chefe de Gabinete de Alex Boscaini, Rodrigo Gross, foi denunciado pelo Ministério Público por receber propina para encaminhar autorização de exploração mineral no município. Gross é homem de confiança do prefeito e já ocupou tres secretarias no governo do PT.
. A ação do MP e as circunstâncias do caso, inclusive grampos, foram revelados nesta sexta-feira em Viamão.
CLIQUE AQUI para ler a reportagem completa do jornal Sexta Feira.
. A ação do MP e as circunstâncias do caso, inclusive grampos, foram revelados nesta sexta-feira em Viamão.
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Artigo, Almir Pazzianoto - Saiba por que o Mensalão deve ser julgado de imediato
- O artigo a seguir é de Almir Pazzianoto. Ele defender o imediato julgamento do Mensalão, ameaçado de não sair neste semestre, o que significaria jogar tudo para uma farsa (entenda as razões da farsa, lendo o artigo). Pazzianoto foi presidente do TST e ministro do Trabalho.
Neste momento histórico, os olhos dos brasileiros estão concentrados em três ministros: Ayres Britto, presidente, Joaquim Barbosa, relator, e Ricardo Lewandowski, revisor. Deles se espera que ingressem e permaneçam, com honras e glórias, na História do Poder Judiciário.
CLIQUE AQUI para ler tudo.
Neste momento histórico, os olhos dos brasileiros estão concentrados em três ministros: Ayres Britto, presidente, Joaquim Barbosa, relator, e Ricardo Lewandowski, revisor. Deles se espera que ingressem e permaneçam, com honras e glórias, na História do Poder Judiciário.
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Saiu o “Guia Destemperados Porto Alegre”
Já circula o “Guia Desemperados Porto Alegre”, 140 páginas, formato de bolso, focado integralmente naquilo que os editores chamam de “Food Experiences”. É grátis. Além dos nomes das casas escolhidas, há também uma ligeira descrição do que o cliente encontrará, além de dica de preços e endereços.
. São dicas para ir a dois,i com a família, a criançada e os amigos, almoços da firma, happy hour, refeições a qualquer hora, lugares para soltar a gravata e viver um novo jeito em Porto Alegre, além de uma seção completa só para o charmoso Bairro Moinhos de Vento.
. A edição é de Diogo Carvalho, publisher de WWW.destemperados.com.br
. São dicas para ir a dois,i com a família, a criançada e os amigos, almoços da firma, happy hour, refeições a qualquer hora, lugares para soltar a gravata e viver um novo jeito em Porto Alegre, além de uma seção completa só para o charmoso Bairro Moinhos de Vento.
. A edição é de Diogo Carvalho, publisher de WWW.destemperados.com.br
Empresas de factoring previnem: operações suspeitas são todas comunicadas ao Coaf
Na entrevista que vai a seguir, nesta página, o consultor Jurídico dos Sinfacs do RS e de SP, avisa que as empresas de factoring são obrigadas a comunicar ao Coaf qualquer operação financeira suspeita.
. Não dá para lavar dinheiro em factoring, passando cheques ou duplicadas frias.
. O RS possui 800 factorings em operação, 300 das quais filiadas ao Sinfac. A clientela é toda constituída de micro e pequenas empresas. As operações locais de factoring somam R$ 7 bilhões por ano no Estado.
. Não dá para lavar dinheiro em factoring, passando cheques ou duplicadas frias.
. O RS possui 800 factorings em operação, 300 das quais filiadas ao Sinfac. A clientela é toda constituída de micro e pequenas empresas. As operações locais de factoring somam R$ 7 bilhões por ano no Estado.
Troca-troca com PV pode custar denúncia ao TRE contra Tarso Genro
O PMDB examina se o governador Tarso Genro não incorreu em crime eleitoral ao oferecer e conceder 30 vagas na administração estadual, em troca do apoio do PV ao candidato Adão Villaverde em Porto Alegre.
NOVO BIER MARKT - Chegou o Bier Markt Vom Fass
Vá conhecer na Barão do Santo Ângelo 497, ao lado do Leopoldina.
Agora, 24 torneiras de chope artesanal de várias partes do mundo, com barris alojados em câmera fria, servidos diretamente nos copos, sem serpentina. Cardápio diferenciado.
CLIQUE AQUI para conhecer o novo Bier Markt Vom Fass. - Vá também no Bier Markt da Castro Alves 452, três vezes seguidas "A Melhor Carta de Cervejas", segundo Veja (2010, 2011 e 2012).
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Saiba tudo sobre a boquirrota apresentação de Lula no programa do Ratinho
Em São Paulo, o programa do Ratinho deve repercutir bastante, coisa que não acontece no RS, onde ninguém vê esse tipo de evento escatológico. De qualquer modo, a presença de Lula no programa desta quinta-feira a noite, repercutiu bastante nas redes sociais, porque ele novamente afrontou o bom senso e transitou sobre o fio da espada das violações à legislação eleitoral, já que fez acintosa propaganda antecipada do seu candidato a prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. Lula transformou-se numa espécie de Chavez do Brasil, mas apenas no que diz respeito aos aspectos mais vulgares e ridículos do líder da Venezuela, porque falastrão e falante ele já era. O ex-presidente não quer sair de cena de jeito nenhum.
CLIQUE AQUI para ler a análise completa que o jornalista Reinaldo Azevedo fez sobre o que viu do programa, inclusive as violações flagrantes à Lei Eleitoral.
CLIQUE AQUI para ler o artigo de Augusto Nunes, que acha que ao estuprar a Lei Eleitoral, Lula deveria ter saído algemado do SBT.
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