Governo só votará medidas emergenciais para fazer dinheiro curto, caso saia junto o pacote do ICMS

O lider do governo na Assembléia, Alexandre Postal, avisou que não votará os projetos que aumenta o limite de saques dos depósitos judiciais e que libera para o governo parte dos juros desses depósitos, sem que estejam casados com a proposta de modificação das alíquotas do ICMS.

Duela a quem duela, como costumava dizer o ex-presidente Fernando Colllor, no seu portunho arrevezado.

O governo está correto na avaliação de que liberando recursos para empurrar com a barriga por mais alguns meses a solução da Folha, os deputados e os servidores farão olho branco para a medida dura do aumento do ICMS.

De qualquer modo, a idéia do Piratini é protocolar nesta sexta os dois projetos relacionados com os depósitos judiciais.

3 comentários:

gustavo rettenmaier disse...

Esta na hora do povo gaucho acordar e parar de empurra o problema para o futuro. Precisamos de soluções eficazes e duradouras, engessar os governos para evitar novas irresponsabilidades fiscais como dos governos petistas, verdadeiros gafanhotos que acabaram com o estado duas vezes a base da demagogia e promessas furadas, com a conivência desses servidores que medem governos pelos aumentos que recebem, esquecendo que o estado tem 12 milhões de moradores que precisam ser atendidos tambem.

Polícia & Política disse...

Demorou mas a irresponsabilidade de inúmeros governos acabou quebrando um Estado rico.
O atual governo não tem culpa pelo que está acontecendo hoje, porém tem o dever de criar opções para o futuro do RS.
Diante da profunda crise são necessárias medidas extremas, que não passem apenas pelo aumento de impostos e a retirada de direitos do servidores públicos, até porque isso será insuficiente. Necessitamos de um governo forte que vá fundo na questão estrutural da administração pública mexendo em questões delicadas como o duodécimo constitucional, a cobrança de dívidas com o fisco, a renegociação da dívida com a união, a análise das isenções fiscais, a reforma administrativa estatal, entre outros. Falei apenas no Poder Executivo, mas os demais poderes também devem ser instados de forma incisiva a darem seu quinhão, será que os deputados precisam de tantos assessores, o Judiciário precisa de tantos "auxílios" salariais, o Ministério Público, a Defensoria Pública e o tribunal de Contas não tem onde enxugar suas máquinas??? A crise é do Estado como um todo e isto deve ser levado em conta para, aí sim, iniciar um projeto de recuperação.
Afinal pelo visto, o contrato social antigo está falido, pois os serviços públicos inexistem de forma generalizada e somente uma ruptura radical pode nos colocar novamente, e sob novos critérios, no caminho de um novo recomeço.
Só posso desejar discernimento e inteligência aos nosso atuais dirigentes, pois a situação é crítica e exige soluções amargas e rápidas, sob pena do caos ser irreparável.

Anônimo disse...

COMO TODOS, SEMPRE EMPURRANDO PROBLEMA COM A BARRIGA. TUDO IGUAL.