Vai a seguir o artigo que acabou de postar o economista gaúcho Darcy F.C. dos Santos. A versão integral está no link. O editor compartilha do mesmo ponto de vista e também da análise.
Leia:
O governador Sartori, num desabafo de quem dirige um
Estado quebrado, disse que “os servidores devem dar graças a Deus que têm estabilidade”.
Isso foi dito num contexto em que os empregados da iniciativa privada estão
estrando no regime de “layoff” (redução temporária dos salários) ou,
simplesmente, perdendo o emprego.
Isso, no
entanto, não significa negar o direito à estabilidade, que é uma disposição
constitucional e que, apesar dos problemas que causa em muitos casos, sua não
existência poderia ser pior. Sem ele, o serviço público poderia não ter a
continuidade necessária, porque os servidores ficariam à mercê dos desígnios
políticos do governante da ocasião.
Essa afirmação
do governador não passou de uma constatação, mas mesmo assim, causou grande
descontentamento entre servidores e líderes sindicais, que pronunciaram
impropérios, desconhecendo a realidade, como se o Estado do RS fosse uma ilha
cercada de dinheiro por todos os lados.
Aldous Huxley,
autor do livro “Admirável Mundo Novo” dizia que “fatos não deixam de existir
porque são ignorados”.








