Léo Pinheiro, o homem forte da OAS, foi condenado por Sergio Moro a 16 anos de cadeia. Se não delatar, ficará pelo menos 4 anos em regime fechado.
PDT anuncia desembarque do governo do PT
O PDT acaba de anunciar desembarque do governo Dilma Roussef, PDT. O Partido já tinha avisado que não seria o último a sair do barco.
O líder André Figueiredo faz o comunicado neste momento. A TV Câmara cobre.
O líder André Figueiredo faz o comunicado neste momento. A TV Câmara cobre.
Riodrigo Janot lidera lista para o cargo de chefe da Procuradoria Geral da República
A Associação Nacional dos Procuradores da República passou ainda há pouco o resultado da escolha que a categoria fez para composição da lista que será enviada a Dilma. Rodrigo Janot lidera o ranking dos mais votados e dependerá do Senado para voltar ao cargo de chefe da PGR.
Janot teve 799 votos contra 462 de Mario Bonsaglia, 402 de
Raquel Dodge e 217 de Carlos Frederico Santos.
Conheça o currículo de cada candidato:
Rodrigo Janot Monteiro de Barros: É o atual
procurador-geral da República e tenta a recondução. Ele ingressou no MPF em
1984, atuou como secretário-geral do MPU e foi presidente da ANPR no biênio
1995/1997. Janot graduou-se em Direito pela UFMG e especializou-se na área de
Meio Ambiente e Consumidor na Scuola Superiore di Studi Universitari, em Pisa,
na Itália.
Mario Luiz Bonsaglia: Doutor em Direito pela Universidade
de São Paulo, Bonsaglia foi conselheiro do CNMP por dois biênios (2009/2011 e
2011/2013). Atualmente integra o Conselho Superior do MPF (2014/2016). É
coordenador da 7ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF. Atuou como procurador
regional Eleitoral em São Paulo de 2004 a 2008.
Raquel Elias Ferreira Dodge: Especialista na área
criminal, a subprocuradora-geral da República ingressou no MPF em 1987. Mestre
em Direito pela Universidade de Harvard, é membro titular da 2ª Câmara de
Coordenação e Revisão do MPF. Entre os casos emblemáticos, destaca-se a atuação
de Raquel na investigação da Operação Caixa de Pandora.
Carlos Frederico Santos: Presidente da ANPR entre 1999 e
2003, foi quem institucionalizou a prática da Lista Tríplice para PGR. Ocupou o
cargo de secretário-geral do MPU e é membro titular da 7ª Câmara de Coordenação
e Revisão do MPF. Amazonense, sua atuação passa pela defesa dos direitos dos
povos indígenas e de minorias. Santos é membro do MPF desde 1991.
Paulo Totti, jornalista gaúcho, vai para a agência do governo do PT, a EBC
O jornalista Paulo Totti começou nesta segunda-feira a trabalhar para o governo Dilma Roussef, já que assumiu como gerente
executivo de Agências da EBC. O cargo faz parte da recém-criada
Superintendência Executiva de Agências e Conteúdo Digital, liderada desde maio
por Denize Bacoccina. A área tem por objetivo integrar o trabalho das equipes
das agências de texto, rádio e fotografia e das equipes de web e redes sociais.
Ele niciou a carreira na Folha
da Manhã, em Porto Alegre, e tem larga experiência na grande imprensa. Integrou
a equipe fundadora da revista Veja, foi editor de Política de O Globo,
editor-executivo do Jornal do Brasil e da Gazeta Mercantil, correspondente em
Washington, Buenos Aires e Cidade do México, assessor de imprensa do BNDES e
repórter especial do Valor Econômico.
Na Agência Brasil, vai dirigir uma equipe de repórteres,
editores e fotógrafos baseados em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, além de
correspondentes em outras capitais e no exterior.
Decisão judicial absurda impede que Banrisul desconte dívidas de servidores com salários parcelados
Decisão liminar atende a pedido da Defensoria Pública do
Estado e fixa multa de R$ 1,5 mil por descumprimento.
A medida é um absurdo jurídico e será derrubada no segundo grau.
Sartori prepara base aliada para propostas de "mudanças profundas" na gestão do governo do RS
O governador Ivo Sartori concluiu há pouco um encontro de duas horas com os líderes do PP, PDT, PSDB, PMDB, PR e PSB, tudo com objetivo de aplainar o caminho para o envio do conjunto de propostas de reformas do Estado e ajustes fiscais que enviará na sexta-feira para a Assembléia.
Os líderes foram surpreendidos por uma agenda que desconheciam e que é muito mais abrangente do que imaginavam, mas propuseram também um pacote de medidas de efeito imediato, capaz de atenuar pontual e imediatamente a situação famélica das finanças estaduais, entre as quais a elevação de 85% para 95% a fatia de saques possíveis dos depósitos judiciais.
Estiveram com Sartori os deputados Frederico Antunes, PP; Eduardo Loureiro, PDT; Elton Webber, PSB; Jorge Pozzobom, PSDB: Missionário Volnei, PR; Gabriel Souza, PMDB.
Amanhã de manhã, Sartori conversará novamente com os deputados, mas desta vez com a base ampliada. O encontro será no Galpão Crioulo do Piratini
Os líderes foram surpreendidos por uma agenda que desconheciam e que é muito mais abrangente do que imaginavam, mas propuseram também um pacote de medidas de efeito imediato, capaz de atenuar pontual e imediatamente a situação famélica das finanças estaduais, entre as quais a elevação de 85% para 95% a fatia de saques possíveis dos depósitos judiciais.
Estiveram com Sartori os deputados Frederico Antunes, PP; Eduardo Loureiro, PDT; Elton Webber, PSB; Jorge Pozzobom, PSDB: Missionário Volnei, PR; Gabriel Souza, PMDB.
Amanhã de manhã, Sartori conversará novamente com os deputados, mas desta vez com a base ampliada. O encontro será no Galpão Crioulo do Piratini
Michel Temer, emocionado, tenso, apela por desarmamento político, mas crise só evaporará com renúncia de Dilma
Com voz embargada, emocionado, depois de receber ministros, deputados e senadores, o vice-presidente Michel Temer chamou jornalistas para fazer declasrações surpreendentemente graves a respeito da crise política.
A percepção em Brasília é de que o governo Dilma está por um fio.
Eis o relato dos repórteres do UOL, ainda há pouco:
"Na pauta dos valores políticos temos, muitas vezes,
a ideia do partido político como valor, do governo como valor e do Brasil como
um valor mas nessa pauta de valores, o mais importante é o valor Brasil, o
valor País e estamos pleiteando exata e precisamente que todos se dediquem a
resolver os problemas do País. Não vamos ignorar que a situação é razoavelmente
grave, não tenho dúvidas de que é grave porque há uma crise política se
ensaiando, uma crise econômica que está precisando ser ajustada mas, para
tanto, é preciso contar com o Congresso Nacional, com os vários setores da
nacionalidade brasileira."
Temer disse que a volta do recesso parlamentar vem
acompanhada de um agravamento da crise e fez um apelo - com a voz embargada - ,
em "nome do Brasil, do empresariado, dos trabalhadores".
"É preciso que alguém tenha a capacidade de
reunificar, reunir a todos e fazer este apelo e eu estou tomando esta liberdade
de fazer este pedido porque, caso contrário, podemos entrar numa crise
desagradável para o País. Eu sei que os brasileiros não contam com isso. Os
brasileiros querem que o Brasil continue na trilha do desenvolvimento e, por
isso que, mais uma vez, reitero que é preciso pensar no País acima dos
partidos, acima do governo e acima de toda e qualquer instituição. Se o País
for bem, o povo irá bem. É o apelo que eu faço aos brasileiros e às
instituições no Congresso Nacional."
Oi lança Oi Play, serviço de TV everywhere
A Oi lançou hoje durante a feira da ABTA, em São Paulo, o Oi Play, serviço de TV Everywhere que
chega para reforçar os atributos de inovação da Oi TV e oferecer a
flexibilidade e a mobilidade compatíveis com as demandas dos clientes do mundo
contemporâneo. Com a nova funcionalidade, os clientes da Oi TV podem assistir
ao conteúdo de diversos programadores onde e quando quiserem, por qualquer
dispositivo (smartphone, tablet ou PC) com conexão à internet. O serviço não
tem custo adicional para o consumidor e oferece programação ao vivo e on demand.
Nesse primeiro momento, o Oi Play disponibilizará
o acesso a onze aplicativos, com 30 canais lineares e ao conteúdo das bibliotecas, para os
clientes que tiverem a emissora em seu pacote e que estejam cadastrados no
portal de relacionamento Minha Oi. Numa
segunda fase, a companhia lançará o Oi Play com um portal inovador, inédito no Brasil,
que faz a curadoria do conteúdo das aplicações, com busca por gênero, canal e audiência.
“A Oi aposta na convergência para reforçar seu
posicionamento de empresa mais completa de serviços de telecomunicações e foca
na Oi TV como âncora de sua estratégia de rentabilização. Com o lançamento do
serviço Oi Play, complementamos nossa atual oferta de programação linear, com o
que há de melhor em conteúdo não linear de nossos parceiros”, afirma Bernardo
Winik, diretor de Varejo da Oi (foto).
A estratégia da Oi para TV por assinatura tornou a Oi TV
líder de vendas no segmento no ano passado. O serviço ultrapassou a marca de um
milhão de clientes e foi responsável por aproximadamente 50% da conquista dos
novos assinantes, em todo o país, durante o período, segundo a Anatel.
- No Rio Grande do Sul, a Oi TV cresceu 34,8% nos últimos 12 meses, também com o maior aumento entre todas operadoras, chegando a 103 mil assinantes em maio/2015.
- No Rio Grande do Sul, a Oi TV cresceu 34,8% nos últimos 12 meses, também com o maior aumento entre todas operadoras, chegando a 103 mil assinantes em maio/2015.
Militantes do PSOL enjaulam adversários em sessão continuada de espancamento em Porto Alegre
O editor faz esta postagem na íntegra, porque embora contada na primeira pessoa, o narrador, Thales Bouchaton, comporta-se como repórter investigativo de qualidade, cobrindo um acontecimento criminoso,violento, escabroso, cruel e abominável - um atentado político de características inéditas na história do RS. Ele envolve líderes estudantes filiados ao PSOL, o Partido de Luciana e Fernando Genro, Pedro Ruas e Fernanda Melchiona.
Até o momento (quarta-freira, 16h57min), Luciana Genro e seu PSOL; Fernando Genro e seu DCE da PUC, além do deputado Pedro Ruas e sua bancada, nada falaram sobre o bárbaro crime político cometido contra dissidentes, inclusive mulheres, alguns deles enjaulados e todos eles espancados selvagemente em Porto Alegre.
Como a mídia gaúcha não deu atenção alguma aos acontecimentos (o editor foi o primeiro a contar o incidente, no final de semana, com fotos), o colunista do jornal eletrônico Sul21, que é ligado ao PT, foi atrás e conta tudo neste texto histórico.
Leia tudo (CLIQUE AQUI para ler o material publicado no Sul21, inclusive fotos e os surpreendentes videos que registraram toda a bárbarie):
Através das redes sociais, fiquei sabendo de uma suposta
emboscada em que três militantes de esquerda, dissidentes do PSOL, teriam
sofrido na última sexta-feira (31/7) na Av. André da Rocha, quase na esquina
com a Av. João Pessoa, em Porto Alegre.
As fotos publicadas nas redes sociais mostram a primeira
vítima com o braço quebrado e diversas escoriações pelo rosto e corpo. As
outras vítimas apresentam roxos e arranhões. A gravidade do caso me chamou a
atenção e, como também sou militante e condeno a violência, procurei apurar o
ocorrido e identificar os envolvidos. Assim, tive acesso às câmeras de
vigilância do local e obtive as imagens que reproduzo abaixo, seguido da
descrição dos fatos.
Os agressores seriam integrantes do Juntos (organização
ligada ao PSOL) e do MES (corrente interna do PSOL) e estão identificados
apenas com as iniciais.
Esse vídeo que será mostrado abaixo foi costurado de modo
a dar linearidade ao ocorrido, em razão das diversas câmeras de segurança no
local e da longa duração dos arquivos. Porém, para não haver dúvidas de sua
veracidade ou eventuais alegações de manipulação, todos os vídeos de todas as
câmeras de segurança que me chegaram sobre o lamentável episódio estão
publicados na íntegra ao final desta postagem.
O vídeo inicia na Av. João Pessoa, quando ao centro da
tela surgem as três vítimas: Alexandre Dornelles, Angel Duran e Elisa
Benedetto. Os três saem da festa e vão em direção à Av. Des. André da Rocha,
onde está o carro de um deles.
Aos 11 segundos, duas pessoas correm também em direção à
esquina. A primeira é E.G., uma mulher de blusa preta, dread locks nos cabelos
e casaco branco amarrado na cintura. O segundo é M.A.P.S., de camiseta listrada
e mochila nas costas. Ele faz sinal e logo se aproximam outras três pessoas:
T.L.S., de vestido branco, calça preta e bolsa a tiracolo; R.S.A., de calça e
blusa escuras e mãos no bolso; e G.F.B., de camisa xadrez e mãos pra trás.
Aos 36 segundos é possível ver as vítimas seguindo pela
André da Rocha e E.G. atravessar a rua enquanto olha para os três.
Por outro ângulo, vê-se os três caminhando em direção ao
carro e E.G. atravessando a rua e seguindo na mesma direção das vítimas (0:45).
Os outro quatro agressores param por alguns instantes na
esquina (0:58) e logo seguem pela mesma rua (1:13). Aos 01:21, M.A.P.S. e
R.S.A. olham para trás, conferindo se não havia mais ninguém e avançam seguidos
por G.F.B. e T.L.S.
Em outra câmera, mais à frente, as três vítimas seguem
lentamente e separam-se: Angel e Elisa seguem na calçada para entrar no carro
pelo lado do carona e Alexandre avança até a rua para entrar pela porta do lado
oposto, do motorista (1:45). Os três saem do campo de visão da câmera e aos 2
minutos de vídeo M.A.P.S. larga a mochila no chão e sai correndo, seguido por
R.S.A., em direção a Alexandre. Aos 2:02 G.F.B. vai atrás e T.L.S. recolhe a
mochila do chão e segue os comparsas.
Nesse momento, segundo os relatos, Alexandre foi atingido
pelas costas com uma voadora seguido de chutes e socos dos três agressores.
Correu em direção à Av. João Pessoa, mas nos primeiros passos levou uma
rasteira de M.A.P.S. e aos 2:17 reaparece no vídeo sendo arremessado ao chão. M.A.P.S.
está na sua cola e dá dois chutes até Alexandre agarrar suas pernas, quando
desfere três socos “mata-cobra” até cair no chão. G.F.B. se aproxima e dá três
chutes e R.S.A. tenta desvencilhar o comparsa.
A partir daí Angel e Elisa retornam ao vídeo e mais três
mulheres se aproximam pela esquerda do vídeo na tentativa de acabar com o
linchamento.
Elisa afasta R.S.A. e G.F.B. e puxa M.A.P.S. para longe
de Alexandre. Nesse momento, Angel e Elisa estão tentando livrar Alexandre e
sobram socos e chutes para ambas. T.L.S. observa tudo, inclusive a agressão às
mulheres, bem de perto, inerte.
Aos 2:34 um homem de camiseta preta chega correndo pelo
meio da rua e os agressores se afastam em direção à Av. João Pessoa. Os quatro
se afastam calmamente ainda apontando o dedo para as vítimas, com aparentes
ameaças.
Aos 2:51, E.G. pode ser vista atravessando novamente a
rua e juntando-se aos agressores.
Angel e Elisa aparentemente respondem às ameaças de
longe. Elisa leva Alexandre até o carro e volta para buscar Angel para irem
embora.
Por outro ângulo os quatro podem ser visualizados ainda
apontando o dedo durante as ameaças.
Aos 4:02 E.G. aparece correndo e aos 4:19, em outra
câmera, E.G. abraça e beija M.A.P.S.
Aos 4:29 surgem no vídeo T.I.P., aparentemente de blusa
vermelha e cabelo preso, e Y.A., de camiseta e calça pretas. Eles correm em
direção à André da Rocha e logo atrás vem C.N.O., blusa preta com faixa branca
na frente e calça preta. Todos correm até o local previamente combinado na
intenção de se somarem ao linchamento. Com a chegada de testemunhas, as
agressões cessam e os três, que chegaram atrasados, se juntam aos demais ao
lado da fileira de táxis, onde os agora oito iniciam, aparentemente uma leve
comemoração.
M.A.P.S., R.S.A. e G.F.B. saem do vídeo em direção
à João Pessoa e os demais seguem na André da Rocha. Os três voltam até as
proximidades da festa quando percebem que os demais não estão juntos. Aos 5:19,
R.S.A. retorna ao local para chamar os cinco comparsas que permaneceram
confraternizando no local. Todos saem juntos de volta à festa.
A agressão ao Alexandre, que foi atendido no
Hospital de Pronto Socorro para cuidar de seus ferimentos, causou diversas
escoriações pelo seu rosto e corpo, além de um cotovelo quebrado.
Os relatos dão conta que Angel e Elisa retornam à festa
para denunciar a todos os participantes e organizadores sobre o que havia
acabado de acontecer e, com isso, teriam sido agredidas com gritos de
“mentirosas”, “cala a boca”, além de empurrões, socos, chutes e arranhões por
todos os envolvidos no linchamento e mais dezenas de outras pessoas que estavam
na festa, entre elas militantes de outras organizações políticas, como o PCB.
Os presentes bloquearam a escada que dá acesso a sede do DCE, onde estava
M.A.P.S., para impedir que as mulheres chegassem até ele.
Enquanto isso os três homens da organização presentes no
local filmavam tudo. Um deles, inclusive, foi agredido por estar filmando e não
reagiu ao ataque.
Nesse momento, foram encarceradas em um vão ao lado da
escada, envolto por grades, engaioladas (!) onde, segundo informações, teriam
sido atingidas por pedras de gelo e contra elas foi esvaziado um extintor de
incêndio.
Ao ver as imagens, me causou espanto identificar
integrantes do PSOL entre os agressores. Não quero crer que o mesmo partido que
tem como uma de suas principais bandeiras os direitos humanos (fazendo parte de
comissões sobre o tema em âmbito parlamentar), tenha conivência com o ato
dessas pessoas entrincheiradas em suas fileiras.
As vítimas integram uma organização política dissidente
do PSOL e fazem duras críticas ao partido, porém, pelo que investiguei, sem
nenhum histórico de violência física.
Também nas redes sociais vi algumas pessoas acusando
Alexandre, que foi linchado no vídeo, de ter agredido uma mulher há cerca de um
ano, fato que está sendo usado agora para “justificar” o linchamento. Como se
fosse justificável.
Como advogado, tive acesso a todos os documentos do
processo e constatei que a mulher não apresenta provas e nem sequer afirma ter
sido agredida fisicamente, nem perante a justiça, nem perante a polícia. Também
pude verificar a ficha crime da vítima, na qual não existe nenhum registro de agressão.
Aliás, a própria falta de sustentação da denúncia
fez uma juíza, mulher, determinar um precedente jurídico, portanto inédito, de
que quem chegasse primeiro em algum lugar público ficaria no lugar. A
medida protetiva já caiu inclusive. Ou seja, essa medida valia para
os dois, não apenas para o Alexandre.
Em minha peregrinação para apurar os fatos e ouvir todas
as versões, retornei às redes sociais. O primeiro depoimento que encontrei foi
de uma das envolvidas, T.L.S.
No relato ela afirma que a vítima provocou um
“companheiro do Juntos” (organização política ligada ao PSOL, da qual T.L.S.
faz parte) e os dois brigaram. Quanto a provocação, não há nada no vídeo que
comprove essa afirmação, pelo contrário. No vídeo, Alexandre sai acompanhado de
duas mulheres, tranquilamente, sem olhar para trás, não havendo nenhuma conduta
atípica por parte deles. Estava aparentemente de alpargatas e com uma mochila
nas costas.
Ressalto que pelas pesquisas que fiz, Alexandre fez há
menos de um mês uma cirurgia para remover uma hérnia inguinal na perna direita.
Ou seja, diante das circunstâncias, não há como dizer,
além de não ser minimamente razoável afirmar, que Alexandre estava “querendo
briga”.
Já quanto a versão da briga, ao meu sentir, não há
concordância entre a postagem feita por TLS e as imagens. Em seguida ela aponta
a vítima como agressor e truculento, fato que não identifiquei em nenhuma de
minhas pesquisas, conforme relatei acima.
Nos comentários da mesma postagem, T.L.S. afirma que viu
tudo e que estava indo pegar um táxi quando “deu o rolo”. Depois acusa as
mulheres do grupo de terem agredido outras pessoas, fato que até o momento
também não vi comprovação.
Veja agora o depoimento na página pessoal de outro
envolvido, G.F.B, conforme print abaixo:
Inicialmente, ele afirma não ter agredido ninguém, mas
tentado separar a “briga”. Em seguida ele afirma que não estava no DCE quando
as duas retornaram, mas veja a imagem abaixo.
G.F.B, de lado, com óculos, no DCE, ao contrário do seu
depoimento no Facebook.
Minutos depois, G.F.B. edita sua postagem, passando a
afirmar que não estava envolvido, “mas pude observar tudo”:
Pelo que percebo, a tentativa de membros do PSOL e de
seus aliados nesse episódio é desqualificar o agredido, dizendo que o mesmo
mereceu sofrer a agressão, além do fato de que suas teses defensivas não se
sustentam minimamente, de acordo com as imagens.
No meu entender, é inadmissível essa defesa da violência
como forma de resolver as divergências, sejam elas políticas ou em qualquer
âmbito. Essa argumentação é antagônica com tudo o que o PSOL diz defender, como
os direitos humanos e o fim da violência.
Vislumbro nas imagens, inclusive, uma conduta que poderia
ser enquadrada como uma possível tentativa de homicídio contra a Alexandre,
pois um dos agressores parece chutar a cabeça de Alexandre, enquanto ele estava
no chão.
Poderia ter acontecido algo muito pior, inclusive pela
aparente premeditação na conduta criminosa.
Salvo a aparição de imagens em sentido contrário, fico
com a opinião de que houve uma verdadeira covardia nesse episódio. Tanto pelas
agressões mostradas nas filmagens, quanto pelas aparentes inverdades postadas
nas redes sociais pelos supostos agressores.
Vivemos em um Estado Democrático de Direito que não pode
admitir que cidadãos cometam tais atrocidades. Que o PSOL, o DCE da UFRGS e as
demais organizações envolvidas se posicionem sobre a postura de seus
integrantes nesse lamentável ato de violência.
Curiosamente e infelizmente, essa mesma rua era usada
para torturar e assassinar militantes durante a ditadura militar.
Esse espaço está democraticamente ao contraponto.
Todas as fotos foram retiradas das redes sociais e estão
abaixo, a exemplo dos vídeos.
Perondi diz que pedaladas de Dilma serão votadas no dia 19 pelo TCU. Câmara limpa pauta na expectativa do Dia D.
O deputado gaúcho Darcisio Perondi, PMDB do RS, tem convicção de que o ministro Augusto Nardes manterá seu relatório de desaprovação das contas do governo Dilma Roussef, cuja enunciação acontecerá dia 19.
O que ele disse ao editor:
- Ele vai manter, apesar das enormes pressões.
Caso o TCU reprove as contas, o processo irá para a Câmara. Caberá a esta decidir o que ocorrerá, inclusive o impeachment.
Ontem, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, começou a votar as contas que ainda se encontram ali, referentes aos governos Collor, FHC e Lula.
Ele quer limpar a pauta e deixar o campo livre para o caso de Dilma.
Tudo ficar mais a cavaleiro para a votação do impeachment.
O que ele disse ao editor:
- Ele vai manter, apesar das enormes pressões.
Caso o TCU reprove as contas, o processo irá para a Câmara. Caberá a esta decidir o que ocorrerá, inclusive o impeachment.
Ontem, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, começou a votar as contas que ainda se encontram ali, referentes aos governos Collor, FHC e Lula.
Ele quer limpar a pauta e deixar o campo livre para o caso de Dilma.
Tudo ficar mais a cavaleiro para a votação do impeachment.
Renato Duque, diretor do PT na Petrobrás, fez seu primeiro depoimento no âmbito do acordo de delação premiada
No seu primeiro depoimento, hoje, por duas horas, o ex-diretor petista da Petrobrás, Renato Duque, citou políticos e parlamentares que se beneficiaram com o esquema de propinas do Petrolão.
O líder petista, representante do Partido na organização criminosa do Petrolão, fez acordo de delação premiada.
Os procuradores do DF e de Curitiba que ouviram tudo no Paraná, não quiseram adiantar nada para os jornalistas.
O poema capixaba de Sartori e a poesia onanista de Tarso Genro
Esta manhã, ao lançar a 38a. Expointer no Piratini, o governador Ivo Sartori declamou uma estrofe do poema Tarefa, do capixaba Geir Campos.
Eis a íntegra do poema:
Eis a íntegra do poema:
Morder o fruto amargo e não cuspir
mas avisar aos outros quanto é amargo,
cumprir o trato injusto e não falhar
mas avisar aos outros quanto é injusto,
sofrer o esquema falso e não ceder
mas avisar aos outros quanto é falso;
dizer também que são coisas mutáveis...
E quando em muitos a noção pulsar
— do amargo e injusto e falso por mudar —
então confiar à gente exausta o plano
de um mundo novo e muito mais humano.
O antecessor de Sartori, Tarso Genro, que tem origem italiana, como Sartori, também apreciava poemas e poesias. Ele é poeta e cometeu algumas asneiras na área, como a elegia que fez à masturbação, que vai transcrita a seguir em suas versões italiana e portuguesa. A confessada inclinação para adotar o método de desafogo
do bíblico Onan, o primeiro adepto da masturbação de que se tem conhecimento, o
jornalista Rocco Cotroneo mostrou em Roma, por meio da seguinte estrofe, um poema de
Tarso Genro:
“Nonna Cacilda sembrava uma paperotta. (Vovó Cacilda
parecia pata-manca)
Nonna Julica elettrica e ridente conversava con le
lucertole. (Vovó Juliaca, elétrica e sorridente, conversava com as lagartixas)
Quanto ti ho atteso e quanto seme inutile ho disperso
fino a oggi.” (Quanto te esperei e
quanto sêmen inútil desperdicei até hoje)."
Entre os 100 melhores colégios do País, RS só tem um colocado, o Colégio Politénico de Santa Maria
Na comparação dos Estados, São Paulo concentra o maior
número de escolas no top 100, com 29. Em seguida estão Rio de Janeiro (20) e
Minas Gerais (19). O Sudeste ficou com 70 das 100 melhores colocadas. CLIQUE AQUI para conhecer a relação de todas as escolas, de acordo com tabulação do site www.uol.com.br
Somente o Colégio Politécnico da Universidade de Santa Maria consta da relação dos 100 melhores colégios do País, segundo a média das provas objetivas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2014 — Linguagens e Códigos, Matemática, Ciências Humanas e Ciências da Natureza.
Ele ficou em
38º lugar no ranking nacional.
O segundo colégio do Rio Grande do Sul a aparecer
na lista de todo o país é o Leonardo da Vinci - Alfa, de Porto Alegre, na
posição 171.
São divulgados apenas os resultados das escolas que têm
mais de 10 alunos e pelo menos 50% de participação nas provas.
Zaida Sisson, o contato de Zé Dirceu no Peru, é petista gaúcha de Porto Alegre
A brasileira Zaida Sisson, que a revista Veja apresenta hoje como a principal intermediária dos negócios iniciados no Peru por Zé Dirceu, sempre com cobertura dos governos Lula e Dilma, é gaúcha de Porto Alegre, onde fez campanhas para os candidatos do seu Partido, o PT do RS. Ela é militante do PT gaúcho.
A consultora mora no exterior há cerca de quinze anos.
Em reportagem abaixo, veja videos postados por Zaida na rede social, na qual aparecem os contatos de Zé Dirceu articulados por ela em Lima.
Em
2002, ela foi delegada do PT no Peru durante as eleições presidenciais e fez
campanha para o ex-presidente Lula. Zaida se apresenta na imprensa local como
dirigente petista e militante do Partido Aprista Peruano (APRA). O nome dela
aparece em um abaixo-assinado com objetivo de "denunciar" a violação
de direitos humanos à Anistia Internacional por ocasião da condenação de Dirceu
no mensalão. Nas eleições de 2010, ela deu entrevistas a rádios peruanas
defendendo a eleição da presidente Dilma Rousseff. "Dilma é uma economista
fantástica", diz Zaida.
Zaida e o ex-ministro Beltrán, seu marido, se conheceram em 1965 durante
uma competição de natação no Rio Grande do Sul. Nos anos 2000 se reencontraram,
reataram o romance e agora vivem em Lima. Eles se apresentam atualmente como
consultores privados na América Latina com clientes na área de petróleo, gás e
energia. Em um currículo online, Zaida afirma ter sido executiva de contas de
consultoria governamental para a Petrobras e a PDVSA, estatal de petróleo
venezuelana. Ela fez parte da diretoria da Capebras (Câmara Binacional de
Comércio e Integração Peru-Brasil). A entidade tem como associadas subsidiárias
peruanas de empreiteiras flagradas na Lava Jato, como Odebrecht, Queiroz
Galvão, Camargo Correa, Andrade Gutierrez, Galvão Engenharia, além da Petrobras
Perú, vendida pela estatal brasileira à chinesa CNPC.
Reinaldo Azevedo diz por que acha que a defesa de Zé Dirceu por Luis Fernando Veríssimo dá ânsia de vômito
O jornalista Reinaldo Azevedo, www.veja.com.br, escreveu nesta madrugada no seu blog que a delinquência intelectual que toma conta sedizentes
intelectuais de esquerda não tem, creio, paralelo na história do país.
E por isto ele resolveu bater no escritor gaúcho Luis Fernando Verissimo.
Leia o texto do jornalista:
Mas, antes, preciso fazer algumas
considerações.
O juiz Sergio Moro decretou a prisão preventiva de José
Dirceu alegando o seguinte, prestem atenção:
“Em um contexto de criminalidade desenvolvida de forma
habitual, profissional e sofisticada, não há como não reconhecer a presença de
risco à ordem pública, a justificar a prisão preventiva para interromper o
ciclo delitivo”.
Digo sem meias palavras: acho, por tudo o que veio à luz,
que Dirceu cometeu crimes. Que ele represente risco à ordem pública, bem, aí eu
gostaria que alguém, sem recorrer já ao mérito — e, pois, à sentença —, me
provasse. Acho relativamente fácil demonstrar por que o petista tem de ser
condenado na hora do julgamento! A prisão preventiva, nesses termos, sabe
qualquer pessoa que lida com o direito, é mais uma decisão de exceção.
O juiz vai adiante:
“O fato é que, se a corrupção é sistêmica e profunda,
impõe-se a prisão preventiva para debelá-la, sob pena de agravamento
progressivo do quadro criminoso. Se os custos do enfrentamento hoje são
grandes, certamente serão maiores no futuro.”
Se as palavras fazem sentido, estamos diante da
antecipação de uma sentença condenatória, que pode ser absolutamente legítima…
na hora do julgamento! Por tudo o que veio à luz, tendo a endossá-la. Mas
pergunto: é a esse propósito que serve a prisão preventiva? É o que está
escrito no Artigo 312 do Código de Processo Penal?
Assim, não é difícil contestar a prisão preventiva de
Dirceu. O PT, no entanto, covarde que é, resolveu ignorar o “companheiro”. A
sua defesa ficou por conta desses que a imprensa costuma chamar “intelectuais”.
Luis Fernando Verissimo, um cronista só às vezes engraçado, entra nessa categoria.
Disse o gigante:
“Pelo que o José Dirceu significa, mesmo que sua prisão
não fosse política, seria política”.
Entenderam? Verissimo não quer nem entrar no mérito se o
juiz Moro está certo ou errado, se existem ou não razões para se decretar a
prisão preventiva de Dirceu. Para ele, alguns homens deveriam estar acima
dessas vulgaridades. Afinal, como só estados totalitários fazem presos
políticos e como a prisão do Zé seria sempre política, então o Zé, segundo o
escritor, jamais deveria ser preso, pouco importa o que fizesse, nem que
roubasse pirulito da Dilma…
É assim que as esquerdas entendem a justiça: aos amigos
tudo, menos a lei. Aos inimigos nada, nem a lei. Verissimo acredita que a
aristocracia de esquerda não pode ir para a cadeia, pouco importa o crime.
Vejam os amigos que sobraram ao Zé…
É de vomitar.
Entrevista, Ênio Bacci, deputado estadual PDT RS - Estas são minhas condições para aprovar o aumento do ICMS
ENTREVISTA
Ênio Bacci, deputado estadual do PDT do RS
O governo vem aí com aumento de impostos, elevando o ICMS geral de 17% para 18% e o especial de 25% para 30%. Como o senhor vota ?
Sou contra aumento de impostos. Já disse isto.
Em circunstância alguma ?
Não sou tão inflexível.
O que seria preciso para mudar seu voto ?:
Eu disse, segunda, na bancada: se o Sartori provar por A mais B que não existe outra saída para equilibrar as contas públicas, mas além disto desenhar prazo de vigência para as novas alíquotas e vincular o aumento a soluções quantificadas dos nós fiscais atuais, vai dar para conversar.
Ele fará isto ?
Se não fizer, não terá o meu voto e nem da maioria.
Ênio Bacci, deputado estadual do PDT do RS
O governo vem aí com aumento de impostos, elevando o ICMS geral de 17% para 18% e o especial de 25% para 30%. Como o senhor vota ?
Sou contra aumento de impostos. Já disse isto.
Em circunstância alguma ?
Não sou tão inflexível.
O que seria preciso para mudar seu voto ?:
Eu disse, segunda, na bancada: se o Sartori provar por A mais B que não existe outra saída para equilibrar as contas públicas, mas além disto desenhar prazo de vigência para as novas alíquotas e vincular o aumento a soluções quantificadas dos nós fiscais atuais, vai dar para conversar.
Ele fará isto ?
Se não fizer, não terá o meu voto e nem da maioria.
Deputado Perondi avisa que os gaúchos precisam enfrentar a verdade fiscal
O deputado Darcísio Perondi, PMDB do RS, contou há pouco ao editor que montou um grupo próprio de assessores para trabalhar lá e cá o tema da privatização.
Disse Perondi:
- Lá e cá. Não é a panacéia que resolverá os problemas fiscais, mas ajudarão, quando menos pelo fator exemplo.
O deputado não tem fugido do tema dos atrasos e parcelamentos salariais do funcionalismo gaúcho, muito embora seja do Partido do governo Sartori:
- O que existe é que uma verdade precisa entrar na cabeça de todo mundo, que é a verdade fiscal: governo algum pode gastar mais do que arrecada. É isto que digo. Este desequilíbrio dramático do momento deve-se a momentos irresponsáveis da gestão petista do sr. Tarso Genro. Esta é que é a verdade.
Disse Perondi:
- Lá e cá. Não é a panacéia que resolverá os problemas fiscais, mas ajudarão, quando menos pelo fator exemplo.
O deputado não tem fugido do tema dos atrasos e parcelamentos salariais do funcionalismo gaúcho, muito embora seja do Partido do governo Sartori:
- O que existe é que uma verdade precisa entrar na cabeça de todo mundo, que é a verdade fiscal: governo algum pode gastar mais do que arrecada. É isto que digo. Este desequilíbrio dramático do momento deve-se a momentos irresponsáveis da gestão petista do sr. Tarso Genro. Esta é que é a verdade.
Fogaça diz ao editor no que pensa quando vota na Câmara
Do deputado José Fogaça, PMDB do RS, ainda há pouco:
- Não discuto e nem voto penso no governo Dilma, mas discuto e penso no País.
O deputado gaúcho disse ao editor, esta tarde, que muitos dos projetos da chamada pauta-bomba implementada pelo deputado Eduardo Cunha vão quebrar o País e não desarvorar o governo.
- Não discuto e nem voto penso no governo Dilma, mas discuto e penso no País.
O deputado gaúcho disse ao editor, esta tarde, que muitos dos projetos da chamada pauta-bomba implementada pelo deputado Eduardo Cunha vão quebrar o País e não desarvorar o governo.
Chegou ao fim a aventura da fábrica brasileira de caminhões da chinesa Yunglihong, Camaquã, RS
Ao lado, o desenho do que seria a planta da Yunlihong em Camaquã
divulgado no site da empresa no Brasil: projeto nunca saiu do papel. -
Chegou ao fim a aventura brasileira da Yunlihong,
fabricante chinês de caminhões e ônibus que em abril de 2012 anunciou
investimento de US$ 100 milhões (R$ 185 milhões em valores da época) com
recursos próprios para produzir seus veículos em Camaquã (RS). A produção
deveria ter sido iniciada até o fim de 2014. Segundo reportagem do Jornal do
Comércio, de Porto Alegre (RS), após várias tratativas e adiamentos, no último
dia 20 de julho a prefeitura da cidade escolhida para o empreendimento retomou
o terreno de 22 hectares que havia doado para a instalação da fábrica,
colocando assim um ponto final no projeto que se arrastou por pouco mais de
três anos desde a assinatura do protocolo de intenções entre a montadora e o
governo gaúcho. Outra área de 100 hectares que já estava reservada para futuras
expansões não chegou a ser passada para o nome da empresa.
“A desistência é lamentável, mas já estávamos esperando a
negativa”, admitiu ao Jornal do Comércio a secretária de Indústria e Comércio
de Camaquã, Maristela Monteiro. De fato, foram feitos muitos anúncios, mas nada
saiu do papel, levantando a desconfiança das autoridades municipais, que em
junho passado deram prazo até julho para que a Yunlihong desse sua palavra
final, uma vez que o acordo de cessão do terreno previa o início das obras da
fábrica para fevereiro de 2014.
Assim como outros
fabricantes chineses de veículos comerciais, a Yunlihong foi mais uma a ser
atraída pelo crescimento exponencial do mercado brasileiro a partir de 2010,
converteu o negócio de importações em investimentos na montagem local para
atender as restrições impostas pelo governo em 2012, mas depois viu o projeto
ruir por falta de financiamento, tanto da matriz na China como dos agentes
brasileiros, e impossibilidade de atender às exigências de nacionalização
explícitas do Inovar-Auto. Além disso, o mercado entrou em forte recessão e
colocou qualquer plano na gaveta. Embora ainda não tenham declarado
oficialmente o fim de seus projetos no País, empresas como Sinotruk, Foton e
Shacman enfrentam dificuldades parecidas para levar adiante os empreendimentos
prometidos, todos paralisados no momento.
PROJETO FRÁGIL
Em reportagem de
Automotive Business de julho de 2013, a Yunlihong havia confirmado o
investimento em Camaquã, com previsão de começar a produzir no fim de 2014 e
intenção de a partir de 2016 fabricar 1,5 mil unidades/mês de modelos de
caminhões leves e médios, de até 8 toneladas de PBT. Também tinha entrado no
projeto a produção de implementos rodoviários no País, como cegonheiras,
caminhões-tanque, graneleiros (leia aqui).
Ficava clara a
falta de direção e fragilidade do projeto, já que na época a empresa não tinha
feito e nem sabia se iria fazer sua habilitação ao Inovar-Auto para poder gozar
dos descontos fiscais do programa, não tinha determinado qual grau de
localização iria ter, nem se iria cumprir com os requisitos de nacionalização
mínima de 60% para poder financiar seus produtos pelas condições vantajosas do
Finame do BNDES, também não havia homologado um veículo sequer para venda no
Brasil.
Seis meses depois,
em outra reportagem de Automotive Business de fevereiro de 2014, a Yunlihong
informou que os planos haviam mudado. A empresa tinha chegado à obvia conclusão
de que seria impossível competir no mercado brasileiro de caminhões sem a
nacionalização necessária para obter os financiamentos do BNDES, responsáveis
pela venda de 80% dos veículos comerciais no Brasil. Em vez de fabricar
caminhões em Camaquã, a chinesa disse que iria produzir chassis de micro-ônibus
de 7 metros, em versões 4x2 e 4x4, por ser um produto mais fácil de
nacionalizar (leia aqui). A ideia era iniciar a operação depois de 2015 e, na
sequência, começar a fazer caminhões e implementos na área de 100 hectares que
a prefeitura local já tinha reservado para a empresa.
Nenhum dos planos
seguiu adiante. Representante da empresa chegou a dizer à secretária da
prefeitura de Camaquã que, mesmo entregando o terreno, não tinha desistido do
projeto. O site da Yunlihong continua ativo, mas ninguém atende no número de
telefone divulgado da subsidiária brasileira.
GEFCO confirma investimento de R$ 33 milhões em Guaíba, RS
A GEFCO, uma das principais operadoras logísticas
globais decidiu tocar adiante seu projeto de instalação de uma plataforma logística em Guaíba, na região
metropolitana de Porto Alegre. O investimento da empresa é estimado em R$ 33 milhões e o
empreendimento deverá gerar cerca de 360 empregos, sendo aproximadamente 120
empregos diretos já nas primeiras etapas do projeto que devem estar prontas no
primeiro semestre de 2016.
O centro logístico atenderá o fluxo de veículos trazidos
da Argentina pelos clientes da GEFCO agregando serviços de industrialização e
customização, com potencial de expansão para todas as fabricantes que importam
ou exportam no âmbito do MERCOSUL. Em 2014, aproximadamente 330 mil veículos
ingressaram no mercado brasileiro por meio do MERCOSUL.
"O projeto nos permitirá fornecer soluções de
otimização logística às indústrias locais e ampliar a distribuição dos produtos
manufaturados brasileiros pelo mundo, fortalecendo a indústria do Estado do RS
e do País", afirma Patrick Bonaly, Diretor Geral da GEFCO.
Além do transporte e estocagem de veículos e dos serviços
logísticos de exportação, importação e transporte em geral, a nova plataforma
logística da GEFCO trará à região serviços como a inteligência 4PL
(fourth-party logistics, na sigla em inglês), que permite o gerenciamento
completo dos prestadores da cadeia logística para entregar resultados em termo
de otimização, redução de prazos e de custos das operações. Localizada próxima
à montadora chinesa de caminhões Foton, a nova plataforma da GEFCO poderá
aumentar ainda mais o fluxo de negócios na região.
GRUPO GEFCO
A GEFCO é referência em logística industrial. Com suas cinco principais áreas de expertise
– Transportes Marítimos, Terrestres, Armazenagem Gestão de Embalagens
retornáveis, Logística de Veículos Acabados e Representação Aduaneira – fornece
soluções globais inovadoras para todas as necessidades de logística industrial,
nacional ou internacional, inbound ou outbound. Presente em 107 países e com
plataformas próprias na América Latina, Ásia e Europa, a GEFCO é um dos 10
maiores operadores logísticos europeus. Alcançou faturamento de € 4,1 bilhões
em 2014 e conta com 11,5 mil colaboradores. O Grupo, que tem mais de 310
instalações em todo o mundo, está se desenvolvendo na Ásia Central, Europa
Central e Oriental, Oriente Médio, Ásia Oriental e América do Sul.
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