Conheça as 10 metas quantificadas para a área de saúde pública do governo estadual do RS

O secretário estadual da Saúde, João Gabbardo dos Reis, anunciou nesta segunda-feira, durante coletiva de imprensa, as ações prioritárias do projeto Todos pela Saúde e Leitos Hospitalares, que integra as metas de gestão, e também os demais indicadores do Acordo de Resultados 2015.

João Gabardo, o secretário, destacou o Acordo de Resultados 2015 formaliza os compromissos da Secretaria Estadual da Saúde (SES) destacando o projeto Todos pela Saúde e Leitos Hospitalares, que tem três eixos: monitorar e ampliar o atendimento de crianças de zero a 3 anos pelo programa Primeira Infância Melhor (PIM); estimular e democratizar o Telessaúde entre os médicos da Atenção Básica e especialistas, pelo telefone 0800 6446 543; e manter os incentivos à Estratégia de Saúde da Família (ESF) e ao PIM. 

Leitos hospitalares - O secretário informou que o Rio Grande do Sul possui 6 mil leitos pelo SUS de atendimento de baixa complexidade em hospitais de pequeno porte. O projeto da SES é migrar, até o final desta gestão, cerca de 3 mil destes leitos para leitos de instituições de média e alta complexidade. Os serviços dos hospitais de pequeno porte serão transformados em ambulatoriais ou emergências 24 horas, de forma gradativa. João Gabbardo também garantiu que até o final deste ano o Hospital Regional de Santa Maria deverá entrar em funcionamento, assim como os serviços e leitos que estão sendo ampliados no Hospital São Vicente de Paulo, de Osório.

Metas para os indicadores de Saúde
1. Diminuição de internações que podem ser evitadas com a qualificação do atendimento em Atenção Básica: meta é diminuir o percentual de internações desse tipo sobre o total de internações clínicas, de 26,73% (2014) para 25,7% (2015).
2. Aumento do número de procedimentos ambulatoriais de média complexidade em relação ao total da população residente, de 1,29% (2014) para 1,79% (2015).
3. Aumento do número de procedimentos de alta complexidade sobre o total da população residente, de 7,81% (2014) para 8,48% (2015).
4. Diminuição no número total de óbitos maternos ocorridos após o término da gestação referente a causas ligadas ao parto, puerpério e à gravidez, de 63 (2014) para 60 (2015).
5. Diminuição do coeficiente de mortalidade infantil (número de óbitos em menores de 1 ano de idade a cada 1.000 nascidos vivos), de 10,65 (2014) para 9,9 (2015).
6. Ampliação da realização de exames anti-HIV sobre o total de casos novos de tuberculose, de 77,8% (2014) para 85% (2015).
7. Qualificação da notificação compulsória imediata: a meta é aumentar a porcentagem dos registros imediatos de doenças compulsórias no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) encerrados dentro de 60 dias sobre o total de registos, de 88,40% (2014) para 85% (2015). 

8. Programa Primeira Infância Melhor (PIM): ampliar a taxa de crianças de zero a 3 anos de idade acompanhadas pelo PIM em relação ao total de crianças desta faixa etária de 4,14% (2014) para 5,10% (2015)

Carta Capital, na linha dos seus amigos do PT, prega a censura à imprensa ao criticar Zero Hora

A revista Carta Capital publica nesta segunda-feira 1º um texto asqueroso, de características autoritárias e ditatoriais, no qual questiona o motivo de o jornal gaúcho Zero Hora, do grupo RBS, ter publicado, na sessão dos leitores, uma carta "preconceituosa e ofensiva".

A revista de Mino Carta, no seu site, defende abertamente a censura à imprensa, porque não pode tolerar a existência de contraditório no caso das imigrações não desejadas de haitianos e senegaleses.

Carta Capital acha que registrar o baixo índice cultural dos imigrantes é racismo e revela uma opinião que fere a liberdade de expressão, quando o que acontece é exatamente o contrário.

A publicação defende o discurso único. 

Há bastante tempo a revista colocou-se a serviço da vanguarda do atraso, pelo menos desde que passou a frequentar as gordas verbas publicitárias dos governos do PT, praticamente seus únicos anunciantes.

Na carta, o leitor de Zero Hora menciona o "índice cultural baixíssimo" de haitianos e senegaleses e critica a vinda desses imigrantes para o Brasil. "Não consigo entender como ele (o colunista) pode aprovar a vinda de haitianos, senegaleses e outros similares, não na cor, pois não sou racista, mas pelo índice cultural, que conforme informa a imprensa é em 90% dos casos baixíssimo", diz trecho do texto.

A Carta Capital questiona a decisão do jornal em publicar a opinião, batalhando pela censura à imprensa, porque acha intolerável que alguém pense diferente dela: "O que leva um veículo de imprensa a divulgar a opinião preconceituosa e ofensiva de um de seus leitores? Seria liberdade de expressão ou discurso de ódio?"


"O comentário em si não me choca, como mulher negra já ouvi e li muitas coisas horríveis; o que me choca é o fato de o jornal ter publicado algo explicitamente racista. Até que ponto o jornal vai se esconder sob o argumento da liberdade de expressão? É sabido que racismo é crime, certo? Logo, publicar algo racista é igualmente crime, ou não?", escreve Djamila Ribeiro, autora do artigo publicado pela revista de Mino Carta. 

Para Menegaz, mais de 20% dos municípios do RS vão ter déficit

Nesta entrevista para o repórter Marcus Meneghetti, o prefeito de Tapejara, Seger Menegaz, PMDB, no final do mandato como presidente da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), avaliou que, neste ano, mais de 20% das prefeituras gaúchas correm o risco de fechar as contas no negativo, por causa do efeito dos cortes de gastos do governo federal e estadual nos municípios.

Leia toda a entrevista, publicada na edição de hoje do Jornal do Comércio:

Diante da gravidade da situação, como explanou ao longo desta entrevista ao Jornal do Comércio, Menegaz acredita que a solução para os municípios - ou, pelo menos, um alívio - poderia vir de duas medidas que aumentariam a receita das cidades. Uma delas é uma proposta da Famurs, entregue à Secretaria Estadual da Fazenda em janeiro deste ano, sugerindo uma parceria entre Estado e os governo municipais para combater a sonegação de impostos, aumentando a arrecadação de ICMS - um tributo cuja arrecadação é dividida entre Estado e municípios.

A outra medida depende do Judiciário em nível federal, pois se refere a uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) que está parada no Supremo Tribunal Federal (STF). Trata-se do processo que avalia a constitucionalidade da lei que determinou a partilha dos royalties do petróleo entre todos os entes federados. O avanço no processo foi uma das reivindicações da XVIII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, evento tradicional organizado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), semana passada, reunindo municipalistas de todo o Brasil.

O presidente da Famurs - que é conselheiro da região Sul, na diretoria da CNM - participou do evento e acredita que, entre as propostas da marcha, a que mais aumentaria a receita dos municípios gaúchos seria justamente a partilha dos royalties Entretanto, apesar da pressão dos prefeitos, não há previsão de quando a matéria será julgada pela Corte. Menegaz avaliou ainda que a marcha deste ano foi diferente, pois, em vez de "estar focada no Executivo federal, focou no Legislativo e Judiciário".

Jornal do Comércio - Qual a avaliação que faz da Marcha dos Prefeitos neste ano?
Seger Menegaz - A marcha teve um foco diferente neste ano. Nas outras, os prefeitos iam a Brasília com o foco no Executivo, com uma abordagem específica, fosse a educação, fosse o FPM, que foi a grande pauta dos últimos anos. Neste ano, fomos deixados de lado pelo Executivo, a presidente Dilma Rousseff (PT) não compareceu, simplesmente foi viajar. O governo foi representado pelos ministros. Por isso, o foco está mais no Congresso Federal e no Supremo Tribunal Federal (STF), que está para julgar a distribuição igualitária dos royalties do petróleo. Ou seja, o foco está mais no Legislativo e no Judiciário. A questão dos royalties, por exemplo, não depende do Executivo, depende de o STF julgar a Adin (ação direta de inconstitucionalidade) que os estados produtores moveram contra a lei que distribuiu os royalties entre todos os entes federados. Já no caso do Legislativo, há pautas importantíssimas. Por exemplo, a PEC 172, que determina que não se crie mais nenhuma despesa, mais nenhum compromisso aos municípios, sem ter a fonte de recursos. Isso vem acontecendo sistematicamente e contribuiu muito para complicar as contas dos municípios. Outro ponto importante é o projeto de lei que modifica as regras do Issqn. Ou seja, queremos que esse imposto, que incide sobre as compras com cartão de crédito, seja pago na cidade onde ocorre a transação. Esse é um imposto para as prefeituras, mas hoje se você usar o cartão para fazer uma compra em Tapejara, por exemplo, o imposto vai lá para Barueri (SP), onde a empresa administradora do cartão está instalada.

JC - Qual reivindicação pode auxiliar os municípios gaúchos de uma maneira mais imediata?
Menegaz - Talvez, a única saída para termos recursos a mais ainda neste ano seja a distribuição dos royalties. Hoje, só não temos royalties aqui no Rio Grande do Sul por pressão dos governadores de dois ou três estados que se articularam e conseguiram deixar o processo no STF na gaveta há dois anos. O Rio Grande do Sul já perdeu mais de R$ 800 milhões que nós poderíamos já ter recebido em royalties. Esse é um valor significativo, e estamos vendo que buscar mais FPM é uma bandeira difícil de trabalhar, porque neste ano o governo já se comprometeu em pagar 0,5% a mais agora em junho, e mais 0,5% em julho de 2016, o que deve somar R$ 300 milhões a mais para as cidades gaúchas. Essa foi uma conquista da marcha do ano passado.

JC - Qual o impacto dos cortes do governo federal nos municípios gaúchos?

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Jornal Valor desmascara novo braço corrupto do Petrolão, a diretoria Internacional da Petrobrás

Não parecem ter fim as roubalheiras ocorridas na Petrobrás, sempre envolvendo altos funcionários e ate baixos funcionários da estatal, que parece ter virado um covil de ladrões. A reportagem a seguir do jornal Valor, coloca no foco alguns personagens que aparecem muito pouco, mas esclarece mais uma vez de que modo a corrupção na Petrobrás começou de modo sistemático durante o governo Lula, do PT. Os personagens da história são todos ligados ao PT e aos governos Lula e Dilma.Nas novidades contadas por André Guilherme Vieira e Claudia Schuffner, surgem personagens de conto de aventuras, o ex-funcionário Raul Schmidt Felippe Júnior, que aparece como elo de ligação com ex-diretor da área Internacional da Petrobrás, Jorge Luiz Zelada. Na reportagem, o leitor perceberá a existência de valores milionários - em dólar - depositados em bancos da Suiça, tudo por conta de Renato Duque, do próprio Schmidt, que agora mora em Genebra, onde mantém com Zelada a empresa de energia solar TVP.  

Desta vez, o lobista lava dinheiro com produções brasileiras de cinema. 

Essa gente do Petrolão adora assessoria de imprensa, gráfica, estúdios, consultorias, obras de arte e produções de cinema.

Isto não acontece por acaso.

Leia toda a reportagem, que é exclusiva e traz informações preciosas e completamente novas sobre o Petrolão:

O ex-funcionário da Petrobras Raul Schmidt Felippe Júnior, que mantém negócios privados com o ex-diretor de Internacional da Petrobras Jorge Luiz Zelada, é suspeito de ter investido em produções cinematográficas para lavar dinheiro proveniente de corrupção na petrolífera, apurou o Valor. As relações mantidas entre Schmidt e Zelada recolocaram o ex-executivo da área Internacional no foco da Operação Lava-Jato.

Schmidt foi produtor executivo do filme "Jean Charles", realização anglo-brasileira de 2009 orçada em R$ 8 milhões, dirigida por Henrique Goldman e protagonizada pelo ator Selton Mello.

Como produtor executivo, Schmidt não esteve envolvido em aspectos técnicos da obra e participou como investidor. O filme narra a trajetória do brasileiro confundido com terrorista e assassinado pelo serviço secreto inglês no Metrô de Londres em 2005. Foi produzido pelo diretor britânico Stephen Frears e contou com R$ 900 mil do Polo Cinematográfico de Paulínia (SP), onde ocorreu parte das filmagens.

Raul Schmidt também pagou cerca de R$ 300 mil para coproduzir o documentário nacional "Simonal - Ninguém Sabe O Duro Que Dei", lançado em abril de 2009 no Brasil e dirigido pelo ator Cláudio Manoel dos Santos, por Micael Langer e Calvito Leal. Schmidt mora na Suíça e se apresenta como mecenas e colecionador de arte. Mas figura na Operação Lava-Jato como lobista de estaleiros como o da Samsung Heavy Industries e é investigado por atuar em contrato firmado pela empresa coreana com a Petrobras - auditoria interna da estatal constatou superfaturamento de R$ 118 milhões. A Samsung construiu um navio-sonda sob encomenda para a Pride Internacional, que foi alugado pela estatal brasileira.

Segundo documentos enviados por autoridades do Principado de Mônaco ao Brasil, Schmidt pode ter intermediado transação financeira para depósito de US$ 2 milhões em conta do banco Julius Baer, cujo beneficiário seria Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras. Duque é réu por corrupção e lavagem e está preso em Curitiba por ocultar patrimônio não declarado na Suíça e tentar transferir € 20 milhões para Mônaco.

Famoso por seu trabalho humorístico na televisão, Cláudio Manoel disse ao Valor que foi apresentado a Raul Schmidt em 2008, no Rio: "Conheci ele numa social dessa de artista. Na casa de algum amigo em que eu estava mostrando o 'copião' do filme. Ele era casado com a [atriz] Drica Morais. Depois ele me procurou um dia e disse que tinha realizado o sonho dele de ser colecionador de arte britânica. Que tinha feito plataformas de petróleo redondas na Noruega, vendido para a China, ganhado muito dinheiro e que queria investir em cinema. Tentou entrar na [produtora de audiovisual] TV Zero. Faltava cerca de R$ 300 mil e ele falou que botava o dinheiro". Schmidt pagou diretamente à produtora, disse Cláudio Manoel: "Ele pagou a finalização que eles [da produtora] fizeram. O orçamento e o pagamento foram deles e para eles. Não vi a cor desse dindim", disse. "Quero deixar claro que o único contato que tenho com a Petrobras é pelo posto de gasolina".

Nenhum representante da TV Zero foi localizado no fim de semana para comentar o episódio.

Schmidt começou na Petrobras como funcionário de nível médio. Foi inspetor de plataformas na Bacia de Campos (RJ), onde conheceu Jorge Zelada. Passou temporada no exterior como empregado da Brasoil, subsidiária da Braspetro. Foi em 2002, quando Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito presidente, que Schmidt se aproximou do PT e de José Dirceu, dizem fontes que acompanharam sua ascensão profissional. Tirou a sorte grande quando conseguiu que a Sevan Marine, desconhecida empresa norueguesa da qual ele se declara cofundador, assinasse com a Petrobras contrato para construção de uma plataforma cilíndrica - conhecida como monocoluna, modelo conceitual patenteado na Noruega sem testes industriais. Fez sucesso na petrolífera.

Schmidt presidia a subsidiária brasileira da Sevan Marine AS na Noruega desde que ambas foram criadas, em 2001. Em novembro de 2004, mesmo ano em que a Sevan abriu capital, a Petrobras anunciava a utilização da plataforma cilíndrica no campo de Piranema, na costa de Sergipe, em um contrato de longo prazo.

A plataforma "redonda" entrou em operação em setembro de 2007 com investimento de R$ 2,4 bilhões. Lula foi à cerimônia de inauguração.


Hoje Schmidt e Jorge Zelada integram o conselho da TVP Solar, empresa suíça registrada em Genebra como produtora de painéis solares. A Lava-Jato possui documentos que atribuem a Zelada € 10,8 milhões congelados em Mônaco em conta da offshore Rockfield International. O dinheiro está no mesmo banco em que os órgãos de inteligência bloquearam € 18,7 milhões de conta que afirmam pertencer a Renato Duque. Entre os papéis enviados ao Brasil há cópia do passaporte de Zelada. Raul Schmidt apresentou Duque e Zelada a funcionários do banco Julius Baer que abriram as contas, segundo o ex-braço direito de Duque na Petrobras, Pedro Barusco, delator da Lava-Jato. 

Importações caem mais, e comércio exterior tem saldo de R$ 2,76 bi

A retração das importações brasileiras se intensificou em maio e o país fechou o mês com um superavit comercial de US$ 2,761 bilhões, o mais elevado do ano. Este é o melhor resultado para o mês de maio desde 2012.

No ano, no entanto, o Brasil ainda acumula um deficit de US$ 2,305 bilhões.

No mês passado, as importações caíram 26,6% na comparação com maio de 2014 e somaram US$ 14,008 bilhões, em meio à desaceleração da economia e à queda da cotação do petróleo no mercado internacional.

Todos os segmentos de produtos importados tiveram queda, com destaque para combustíveis e lubrificantes (-44,3%) e matérias-primas e bens intermediários (-25,3%).

As exportações, por outro lado, tiveram retração de 15,2% e totalizaram US$ 16,769 bilhões. A queda reflete o recuo nos preços dos principais produtos básicos vendidos pelo país, como minério de ferro e soja.


No ano, a China foi o principal parceiro comercial do Brasil, seguida dos Estados Unidos.

Marchezan Júnior, Redecker e Bogo vão disputar a presidência gaúcha do PSDB

Três chapas vão disputar a presidência do PSDB estadual, cuja eleição ocorre no dia 14 de junho.

As chapas são as seguintes:

- O deputado federal Nelson Machezan Jr., com os estaduais Pedro Pereira e Zilá Breitenbach;

- O deputado estadual Lucas Redecker, com os também estaduais Jorge Pozzobom e Adilson Troca (este, o atual presidente);

- Os fundadores do PSDB Tomaz Wonghon e Vicente Bogo.

Wonghon e Bogo aparecem como novidade nesta eleição. Asseguram contar com o apoio de boa parte dos filiados do interior do Estado que não concordam que um parlamentar dirija o partido, já que dedica-se mais ao mandato que à direção da sigla.


O prazo para a inscrição de chapas se encerra nesta segunda-feira.

Aloysio Nunes sobre ajuste: Dilma pôs fogo na Casa

Ajuste fiscal: 

Dilma criou incêndio e não sabe como apagar, segundo disse hoje o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) em entrvista para a jornalista Joice Hasselmann, TV Veja, cujo link vai a seguir.

O parlamentar afirma que "a presidente precisa chamar a atenção de todos para apagar o fogo criado pela crise. Dilma só chamou o bombeiro, que no caso é Levy, mas faltam os 'arquitetos e pedreiros' para auxiliar na reconstrução". 

ASSISTA AQUI à primeira parte da entrevista 'Direto ao Ponto', com Joice Hasselmann.

Ministro do Planejamento diz que ajuste e recessão vão durar dois anos

O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, afirmou nesta segunda-feira que o governo está procurando adotar uma postura gradual no reequilíbrio das contas públicas. De acordo com ele, "o ajuste (fiscal) não será tão rápido quanto uns desejam, nem tão lento como outros acreditam".

O ministro acha que este período de transição durará pelo menos dois anos.

O ajuste é altamente recessivo, o que significa que a retração atual só cessará em 2017 - se tudo der certo.

Isto significa que alívio só terá início no penúltimo ano do mandato da presidente Dilma. 

Turma do governador Fernando Pimentel sai da cadeia mediante pagamento de fiança

O empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, principal suspeito da Operação Acrônimo, na qual também é investigada a primeira-dama de Minas, portanto mulher do governador Fernando Pimentel, pagou  R$ 78 000 de fiança e foi solto pela PF. Ele não passou nem 12 horas preso e deixou a cadeia na sexta-feira passada, segundo O Globo.


A Polícia Federal não esclareceu o que ele estava fazendo no momento da prisão e, por isso, não conseguiu configurá-la como flagrante. 

Além dele, foram soltos também, sob pagamento de fiança, Marcier Trombiere, Vitor Nolato e Pedro Augusto Medeiros, acusados de formação de quadrilha.

Dilma e seus companheiros da Argentina, Uruguai e Venezuela querem votar, hoje, este Pacto de Varsóvia do Mercosul

Este material é exclusivo. O governo quer votar tudo à toque de caixa, nesta segunda-feira. 


Origem: Representação Brasileira no Parlamento do MERCOSUL.
Situação: Pronta para Pauta na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC); Aguardando Deliberação no Plenário.
Ementa:Aprova o texto do Protocolo de Montevidéu sobre Compromisso com a Democracia no MERCOSUL (Ushuaia II), assinado em 19 de dezembro de 2011.
Objetivos e termos do Acordo:- O Protocolo de Montevidéu atualiza o “Protocolo de Ushuaia sobre Compromisso Democrático no MERCOSUL”, assinado em 1998 e vigente desde 2002, que estabelece medidas a serem tomadas pelos Estados signatários em caso de ruptura da ordem democrática, assinado pelo representante do governo brasileiro, Chanceler Antônio de Aguiar Patriota.
O novo Protocolo difere do anterior na medida em que, enquanto o primeiro previa de forma genérica, em caso de instabilidade institucional de um dos Estados membros, a suspensão de direitos e obrigações deste dentro do MERCOSUL, o novo documento impõe medidas de caráter francamente intervencionista.
- O texto foi aprovado pela Representação Brasileira no Parlamento do MERCOSUL, de acordo com o Parecer do Relator, Senador Roberto Requião (PMDB/PR).
- Igualmente foi apreciado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), de acordo com Parecer do Relator, Dep. Chico Alencar (PSOL-RJ), pela constitucionalidade, juridicidade, técnica legislativa e, no mérito, pela aprovação.
- A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados aprovou o texto do PDC n° 1290/2013, com substitutivo do relator, deputado Nelson Pellegrino (PT/BA), com a finalidade de correção de erro formal, mantendo integralmente todas as demais disposições.
- O novo Protocolo, conforme consta em sua justificativa, “aperfeiçoa”os mecanismos de consulta entre os países signatários e permite sanções mais contundentes nos casos de ruptura ou ameaça de ruptura da ordem democrática, de uma violação de ordem constitucional ou “de qualquer situação que ponha em risco o legítimo exercício do poder e a vigência dos valores e princípios democráticos”,conforme prescreve o artigo 1°.
- O artigo 2° estabelece que, em caso de ocorrência de qualquer uma das situações indicadas no artigo 1°, os Presidentes ou Ministros das Relações Exteriores das partes se reunirão em sessão extraordinária ampliada do Conselho do Mercado Comum, por solicitação da parte afetada ou de qualquer outra parte para deliberar medidas a serrem adotadas em relação ao Estado-membro onde a situação estiver ocorrendo.
- Durante a Sessão Extraordinária ampliada, as partes deverão consultar as autoridades constitucionais do Estado afetado e realizarão gestões diplomáticas para promover o restabelecimento da normalidade institucional. Se tal se mostrar infrutífero ou as autoridades constitucionais se virem impedidas de manter a institucionalidade, as partes adotaram as demais medidas previstas no artigo 6° do Protocolo, quais sejam:
# Suspensão do direito de participação da Parte afetada nos diferentes órgãos da estrutura institucional do MERCOSUL.
# Fechar de forma total ou parcial as fronteiras terrestres, suspender ou limitar o comércio, o tráfego aéreo e marítimo, as comunicações e o fornecimento de energia, serviços e abastecimento da Parte afetada.
# Suspender a Parte afetada do gozo dos direitos e benefícios emergentes do Tratado de Assunção e seus Protocolos e dos Acordos de integração celebrados entre as Partes, conforme couber.
# Promover a suspensão da Parte afetada no âmbito de outras organizações regionais e internacionais.
# Promover junto a terceiros países ou grupos de países a suspensão da Parte afetada de direitos e/ou benefícios derivados dos acordos de cooperação dos quais seja parte.
# Respaldar os esforços regionais e internacionais, em particular no âmbito das Nações Unidas, encaminhados a resolver e a encontrar uma solução pacífica e democrática para a situação ocorrida na Parte afetada.
# Adotar sanções políticas e diplomáticas adicionais.
- Após entrarem em vigor, as medidas previstas somente serão levantadas, de acordo com o previsto no artigo 9° do protocolo, a partir da data em que seja comunicada à parte afetada a decisão das demais partes.
- O Protocolo de Montevidéu entrara em vigor trinta dias após o deposito do instrumento de ratificação pelo quarto Estado Parte do MERCOSUL. Na mesma data entrara em vigor para os Estados Associados que o tiverem ratificado anteriormente.
- Os signatários do Protocolo de Montevidéu são a República Argentina, a República Federativado Brasil, a República do Paraguai, a República Oriental do Uruguai, o Estado Plurinacional da Bolívia, a República do Chile, a República da Colômbia, a República do Equador, a República do Peru e a República Bolivariana da Venezuela. Até agora somente a República Bolivariana da Venezuela ratificou o Protocolo de Montevidéu.
- Não seria exagerado dizer que as medidas previstas no Protocolo de Montevidéu têm características que fazem lembrar o chamado “Pacto de Varsóvia”, tratado de amizade, cooperação e assistência mútua firmado em 1955 entre os países da Europa Oriental, então sob a liderança da extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), e que acabou, na prática, destinado a manter o status quo e permitir aos soviéticos intervirem nos países membros cujas sociedades desejassem se afastar da influencia de Moscou e do Comunismo.
- Foi precisamente o que aconteceu na Hungria em 1956, onde mediante intervenção nos termos das disposições do Pacto de Varsóvia foi dominada em menos de 15 dias uma revolta popular anticomunista; e ainda em 1968, durante a chamada Primavera de Praga, com a invasão da Checoslováquia para acabar com a abertura política então em curso e mais tarde na Polônia, em 1981, quando as ameaças de bloqueio econômico e invasão do país sufocaram o movimento Solidariedade, do sindicalista Lech Walesa.
- Durante aquele período, de acordo com o entendimento do Pacto, e a chamada “Doutrina Brejnev”, qualquer reação hostil ao solicialismo no âmbito de qualquer um dos países membros não era um problema interno deste, mas de todos os demais países integrantes.
-O Protocolo de Montevidéu, em seu aspecto político, poderia ser considerado uma resposta à destituição do Presidente Paraguaio Fernando Lugo em 22 de junho de 2012, no contexto de uma crise político-institucional que resultou em seu impeachment pelo Congresso daquele país, e que acabou resultando na suspensão temporária do país do MERCOSUL, ante a inconformidade com a decisão pelos demais membros do bloco, em especial a República Bolivariana da Venezuela. Assim, não seria igualmente exagero chamar as disposições do Protocolo de Montevidéu de “Doutrina Chávez”, em referência ao ex-presidente venezuelano, que parece ter sido seu principal inspirador.
- O Protocolo de Montevidéu, sob o argumento de que pretende defender a “democracia”no âmbito do MERCOSUL, sem especificar a qual modelo democrático se refere, uma vez que evidentemente tal conceito é objeto de diferentes visões no âmbito dos governos dos países que o compõe, é um pacto absolutamente intervencionista e que põe em risco a independência e a soberania nacional dos países signatários.
- O Protocolo de Montevidéu afronta igualmente a Constituição Federal do Brasil, em especial o seu artigo 4°, onde estão dispostos os princípios que regem as relações internacionais do Brasil, quais seja a independência nacional (inc. I), autodeterminação dos Povos (inc. III); não intervenção (inc. IV); igualdade entre os Estados (inc. V) e solução pacífica dos conflitos (inc. VII).
- Posição da Assessoria: Pela REJEIÇÃO do PDC n° 1290/2013, com base nos aspectos intevencionistas e inconstitucionais do Protocolo de Montevidéu sobre Compromisso com a Democracia no MERCOSUL, assinado em 20 de dezembro de 2012, pelo representante do Governo Brasileiro, Chanceler Antônio de Aguiar Patriota.



Importações têm queda e balança registra superávit de US$ 2,761 bi

A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 2,761 bilhões em maio. As exportações somaram US$ 16,769 bilhões e as importações, US$ 14,008 bilhões. O resultado foi o melhor desde 2012, quando as vendas superaram os gastos no exterior em US$ 2,960 bilhões.


Apesar do saldo positivo mensal, há um déficit acumulado no ano de US$ 2,305 bilhões. Mesmo assim, o número é melhor do que apresentado nos cinco primeiros meses de 2014, quando as importações superaram as exportações em US$ 4,860 bilhões.


O esfriamento do comércio exterior brasileiro se faz notar nos números divulgados nesta segunda-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).


As exportações caíram 15,2% em maio em relação ao mesmo mês de 2014, enquanto as importações registraram uma queda ainda mais forte, de 26,6%. É o que alguns especialistas chamam de superávit negativo.

CNC prevê que varejo venderá 0,1% menos no Dia dos Namorados

O Dia dos Namorados de 2015 deve registrar queda de 0,1% nas vendas na comparação com igual data de 2014, já descontado o efeito da inflação, estima a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).


"Confirmada essa expectativa, o resultado das vendas ficaria, assim como nas demais datas-âncora já ocorridas em 2015, significativamente aquém do desempenho verificado no mesmo período do ano passado. Além disso, esse seria o pior resultado de vendas para o Dia dos Namorados desde 2004 (-0,8%)", destacou a CNC, em nota.


No ano passado, as vendas no Dia dos Namorados cresceram 4,4% em relação a 2013. "A elevação no custo do crédito ao consumidor, cuja taxa média de juros atual (56,1% ao ano) está no mais elevado patamar em mais de quatro anos, associada à dificuldade crescente da renda para acompanhar o ainda elevado nível geral de preços, tem inviabilizado qualquer recuperação das vendas ao longo de 2015", diz a Confederação.


O Dia dos Namorados é uma das seis datas comemorativas mais importantes do calendário varejista brasileiro e deve movimentar R$ 2,4 bilhões neste ano - o correspondente a 3,8% do faturamento esperado para todo o mês de junho.

Dólar opera em queda de 0,11%; Bovespa sobe 0,48%


O dólar comercial operava em queda nesta segunda-feira (1º), após abrir o dia em alta. Por volta das 14h40, a moeda norte-americana caía 0,11%, a R$ 3,184 na venda.


No mesmo momento, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, subia 0,48%, a 53.014,46 pontos.

Alckmin apoia permanência de Aécio na presidência do PSDB

No momento em que enfrenta sua primeira crise interna no PSDB depois de dois anos comandando o partido sem contestações, o senador Aécio Neves recebeu no domingo, 31, o apoio público do governador Geraldo Alckmin para renovar seu mandato na presidência da sigla até 2017.


Eventual rival de Aécio na disputa pela indicação do PSDB para a disputa presidencial de 2018, Alckmin disse que apoia o mineiro e que sua recondução "é o caminho natural". A declaração foi feita durante a convenção municipal tucana e acontece depois de os tucanos paulistas fecharem com o senador um acordo pela ampliação da presença de nomes de confiança do governador na direção executiva do PSDB, que será renovada em julho.


Segundo o site Diario do Poder, um dos escolhidos por Alckmin para representá-lo na cúpula partidária é o deputado Silvio Torres, que será secretário-geral do partido.

Governo diz que Plano Safra 2015 não será menor que o de 2014

Depois de garantir a aprovação pelo Congresso Nacional de três medidas provisórias do ajuste fiscal, o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Edinho Silva, disse nesta segunda-feira, 1º, que o Palácio do Planalto inicia nesta terça-feira, 2, uma agenda positiva, com o lançamento do Plano Agrícola e Pecuário 2015-2016, o Plano Safra.

"É uma agenda que se inicia amanhã com o anúncio do Plano Safra, teremos toda a política de apoio à safra da pequena e média produção, teremos também já no mês de junho o anúncio da política de investimentos na área de logística (programado para ser lançado dia 9), também a política de exportações", comentou o ministro a jornalistas, depois de participar da reunião de coordenação com a presidente Dilma Rousseff e auxiliares no Palácio do Planalto.

"Teremos na virada do semestre o Minha Casa Minha Vida 3. Portanto, as medidas aprovadas na semana passada pelo Congresso criam as condições para que governo possa efetivamente desempenhar sua agenda positiva, de desenvolvimento, de retomada do crescimento da economia", disse Edinho Silva.

Índice de criação de empresas cai 9,1% em abril ante março

O índice de nascimento de novas empresas da Serasa Experian registrou queda de 9,1% em abril ante março, com um total de 168.124 novos negócios criados no País. Em relação a abril de 2014, foi registrada alta de 3,1%. No acumulado do primeiro quadrimestre, foram criadas 648.488 empresas, alta de 2,5% em relação a igual intervalo do ano passado.

Os economistas da Serasa voltaram a afirmar que a desaceleração da criação de novas empresas no acumulado do ano (no primeiro quadrimestre de 2014 o crescimento havia sido de 6,9%) reflete o cenário econômico mais adverso, caracterizado por redução da confiança empresarial, alta da inflação, dos juros e da taxa cambial, além do baixo dinamismo da atividade.

Na passagem de março para abril, a criação de empresas individuais caiu 20,2%, para 14.965 novos negócios; o nascimento de novas empresas de outras naturezas teve queda de 18,2%, com 8.784; as 17.443 novas sociedades limitadas registraram criação de 17.443 unidades, representam retração de 15,3%; enquanto o número de novos microempreendedores individuais (MEIs) surgidos em abril foi de 126.932, recuo de 5,8% no período.

Análise, Maílson da Nóbrega, Estadão de domingo - O risco de um novo pacto federativo

Volta-se a falar em pacto federativo, compreendendo, como sempre, descentralização e maior autonomia para Estados e municípios. A ideia faz sentido em tese, mas será problemática se desprezar as condicionantes que explicam a atual distribuição de receitas e encargos na Federação. Não é o que parecem pensar os governadores, que tornam a reivindicar aumento de transferências de recursos da União para os Estados.

A defesa da ideia se nutre de um mito, o de que a maior participação da União na receita tributária adviria de ação deliberada para aumentar o poder em Brasília. Teria havido dois momentos do processo: um durante o governo militar; outro iniciado em 1988, centrado no recurso crescente às contribuições sociais. A concentração ocorreu, mas por motivos distintos e justificáveis.

O estudo em que se baseou a reforma tributária no governo Castelo Branco (1965) não contém referência a centralização de recursos na União. O objetivo era imprimir racionalidade ao sistema. Conceitos jurídico-formais da época da colônia foram substituídos por regras baseadas nos aspectos econômicos dos tributos. Os Estados e municípios beneficiaram-se da criação dos fundos de participação, cujo objetivo era assegurar receita mínima para todos.

O uso de contribuições foi a melhor forma de lidar com os efeitos fiscais da Constituição de 1988 e a elevação dos fundos de participação, que passaram de 20% da arrecadação do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em 1980 para 47% em 1988. Adicionalmente, 10% do IPI foram alocados aos Estados por supostas perdas com incentivos às exportações. A União perdeu ainda os impostos únicos sobre combustíveis, energia elétrica, minerais e transportes, que foram incorporados ao ICMS, que é estadual.

Além da perda expressiva de receitas, a União teve suas despesas elevadas pela criação de novos gastos previdenciários e com a folha de pessoal. Os dispêndios obrigatórios com educação subiram de 13% para 18% dos impostos federais. Dada essa terrível realidade, restava ao governo federal, em fins de 1988, a opção de aumentar a carga tributária.

Para tanto deveria ter recorrido ao Imposto de Renda e ao IPI, menos distorcivos do que os demais. Acontece que seria preciso cobrar pelo menos o dobro do IR e o triplo do IPI para obter a mesma receita, pois mais da metade do primeiro e mais de dois terços do segundo se destinam automaticamente à educação e aos fundos de participação. Instituiu-se, por isso, a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), uma espécie de IR integralmente pertencente à União, não sujeita à partilha com Estados e municípios. Vieram outras contribuições e foram elevadas as alíquotas das existentes.

Quem defende um novo pacto federativo, incluindo os governadores, deveria antes estudar a estrutura da despesa federal. Os gastos previdenciários – 7,1% do produto interno bruto (PIB) em 2014 – consomem 28,4% da receita tributária da União. Os gastos com educação e saúde somam outros 12,4%. A folha dos servidores, quase todos estáveis, absorve 16%. Os encargos financeiros da dívida federal, 20%. Finalmente, 15,2% vão para os fundos de participação. No total, 92% da receita da União estão comprometidos com gastos obrigatórios. Restam 8% para financiar programas sociais, investimentos, Forças Armadas e manutenção da máquina federal. Essas despesas superam aqueles 8% e tornam deficitário o Orçamento da União. Não tem de onde tirar para dar aos Estados e municípios.

A República inspirou-se no modelo federativo americano, de forte autonomia estadual, mas foi guiada por tradições ibéricas de Estados unitários. Diante das dimensões do Brasil justificava-se o federalismo, mas era preciso contar com mudanças culturais. Permaneceu, todavia, a ideia de que o governo federal tem papel central. No século 20 consolidou-se a visão de que o gasto público exerce função redentora. Vem daí o desastre fiscal da Constituição de 1988 e de decisões posteriores que ampliaram a despesa pública. Veja-se a recente e irresponsável fragilização do fator previdenciário na Câmara dos Deputados. Se aprovada no Senado e não vetada, agravará a situação da Previdência Social e ampliará os gastos obrigatórios para 94,4% da receita.

A rigor, é possível negociar uma nova estrutura de gastos e receitas, com distribuição adequada entre os entes federados. Distribuir somente receitas, como querem os governadores, esbarra em impossibilidade física, a menos que se aumente substancialmente a carga tributária. Redefinir gastos por ente federado esbarra na sua rigidez. Poder-se-ia transferir receitas do INSS e outras para os Estados, atribuindo-lhes a responsabilidade de arcar com as aposentadorias em seu território e de assumir parcelas da dívida pública federal, mas isso é utopia.

Discussões sobre o pacto ganham dimensão em época de crise nos Estados, como agora. Desta vez, há uma novidade, isto é, o efeito, nas finanças dos governos subnacionais, da desastrada política de desonerações do IPI, conduzida pelo Ministério da Fazenda no primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff. Pela Constituição, o IPI pertence às três esferas de governo, mas é administrado pela União. A rigor, a União deveria compensar os Estados e municípios pela perda deles na concessão de benefícios fiscais. O inédito, desta vez, foi o abuso. Já é hora de criar regra nesse sentido para casos futuros.

Independentemente disso, não faz sentido reivindicar novas transferências da União, pois o Tesouro Nacional é uma vaca leiteira capaz de continuar a repartir indefinidamente suas receitas. No passado, transferências adicionais resultaram quase sempre em maiores gastos de custeio e aumento do quadro de servidores.


Sem um estudo sério e responsável o risco é caminhar-se a esmo para um novo e desastroso federalismo fiscal. A situação do Brasil pioraria.

Senador Paulo Paim protocola projeto que institui imposto sobre grandes fortunas

O senador Paulo Paim (PT-RS) protocolou na semana passada (terça, 26) um projeto de lei (PLS 315/2015) que institui imposto sobre grandes fortunas, prevendo uma contribuição anual dos cidadãos com patrimônio ou herança superior a R$ 50 milhões.

Zero Hora constata que se reduzir as renúncias fiscais das empresas, o governo Sartori poderia faturar mais R$ 2,9 bilhões

Na ampla reportagem que assina hoje no jornal Zero Hora, a repórter Juliana Bublitz faz uma análise consistente dos benefícios fiscais, basicamente renúncias, que são historicamente concedidas pelo governo gaúcho para atrair investimentos industriais ao Estado. 

Nenhum governo, nem mesmo os do PT, ousou mexer nas renúncias, temendo perdas nas guerra fiscal com outros Estados.

Leia a reportagem, porque ela ajuda a entender de que modo o governo Sartori poderá mudar a política atual de incentivos fiscais para atração de empresas, visando engordar a sua receita, mas correndo o risco de perder novos investimentos para outros Estados.

O material entregue para a repórter da RBS partiu do próprio governo.

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Levantamento realizado por auditores da Secretaria da Fazenda busca localizar reduções de tributos concedidas para construção ou ampliação de empreendimentos, que poderiam ser revistos para mais recursos entrarem no cofre do Estado

Na tentativa de amenizar a crise nas finanças públicas, auditores da Secretaria da Fazenda trabalham em um levantamento minucioso sobre os incentivos fiscais concedidos pelo Estado e passíveis de revisão. O trabalho, que busca aumentar a arrecadação, começou com um pente-fino sobre os chamados créditos presumidos (benefícios destinados a atrair investimentos e a estimular setores da economia) estimados em R$ 2,9 bilhões no ano passado.

A totalidade dos dados referentes a 2014 ainda não foi divulgada. O que se sabe é que, em 2013, o Estado deixou de embolsar R$ 13,1 bilhões em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) por conta das desonerações. A cifra equivale a 35,4% do potencial de captação do tributo, mas nem todo esse valor pode ser revisto.

Pelo menos R$ 5,88 bilhões (44,7%) escapam da competência do Palácio Piratini. São casos de renúncia fiscal previstos na Constituição. Grande parte se refere às perdas com exportações em razão da Lei Kandir, aprovada em 1996 e alvo de controvérsia até hoje.

A margem de manobra do Estado resume-se, portanto, a cerca de R$ 7,3 bilhões e, mesmo assim, com restrições. Embora o valor supere o déficit previsto para 2015 (de R$ 5,4 bilhões) em 35%, o governo não pretende mexer em tudo. Há desonerações de cunho social, envolvendo produtos da cesta básica, por exemplo, que dificilmente serão cortadas.

CLIQUE AQUI para ler toda a reportagem do jornal Zero Hora. O editor recomenda comprar o jornal, estudar e manter o material no arquivo. 

Dólar vira e opera cotado a R$ 3,17; Bovespa em alta de 0,29%

Após começar os negócios acima de R$ 3,20, chegando a atingir R$ 3,21, o dólar virou e passar a operar em baixa. Às 10h50, a moeda norte-americana operava em queda de 0,3%, a R$ 3,1776.


A Bolsa de Valores de São Paulo opera em alta nesta segunda-feira, com valorização das ações da Petrobras, Vale e dos bancos. Às 11h09, o Ibovespa, principal indicador da bolsa paulista, operava em alta de 0,29%, aos 52.913 pontos.
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