Diretores da Camargo Corrêa confirmam que deram dinheiro sujo para o tesoureiro do PT. Outros R$ 110 milhões foram paa os diretores Duque e Costa, da Petrobrás.

Os executivos Dalton Avancini e Eduardo Leite, da empreiteira Camargo Corrêa, confirmaram nesta segunda-feira ao juiz Sérgio Moro, na 13ª Vara Federal em Curitiba (PR), que a construtora fez pagamentos milionários de propina em diretorias da Petrobras e disseram que o então tesoureiro do PT João Vaccari Neto recebeu dinheiro sujo do esquema a partir de contratos fraudados envolvendo as refinarias de Paulínia (SP) e Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária (PR). Os dois empresários fizeram acordos de delação premiada e foram as primeiras testemunhas de acusação envolvendo o processo a que Vaccari, o ex-diretor Renato Duque e outras dezoito pessoas respondem por lavagem de dinheiro, corrupção e formação de quadrilha.

Avancini e Leite, conhecido pelos criminosos como "Leitoso", confirmaram ao juiz Moro que foram pagos, ao longo de seis anos pela Camargo Corrêa, 110 milhões de reais em propinas na Petrobras para os ex-diretores de Serviços, Renato Duque, e de Abastecimento, Paulo Roberto Costa. 

Em sua delação premiada, Eduardo Leite confirmou que "entre 2007 e 2012 a construtora pagou 110 milhões de reais em propinas, sendo 63 milhões de reais para a Diretoria de Serviços e 47 milhões de reais para a Diretoria de Abastecimento". Os delegados que atuam na Operação Lava Jato receberam do delator uma planilha com os valores da propina.

Nos depoimentos desta segunda-feira, os dois executivos da Camargo Corrêa confirmaram que Vaccari intermediou doações de empresas investigadas que, na verdade, eram dinheiro do propinoduto da Petrobras. Foram 24 repasses de empreiteiras, em dezoito meses, no período de 2008 a 2010. No depoimento prestado ao juiz Sergio Moro, Eduardo Leite informou ter sido procurado por Vaccari por volta de 2010 com pedido de doação de 10 milhões de reais e, na mesma ocasião, confirmou que "tinha conhecimento, por meio da Área de Serviços da Petrobras, que a Camargo Corrêa estava atrasada no pagamento das propinas relativas a contratos".

O dinheiro do esquema criminoso de Vaccari acabou em contas de campanha de políticos do PT por meio de doações eleitorais. Na Repar, os executivos da Camargo Corrêa confirmaram o pagamento de propina em espécie e em contas no exterior para a Diretoria de Serviços, na época comandada por Renato Duque, executivo ligado ao PT e que chegou ao cargo após indicação do ex-ministro mensaleiro José Dirceu. Parte do dinheiro acabou nas mãos de Vaccari.

Na Repar, o doleiro Alberto Youssef, que atuava no petrolão como o operador para o Partido Progressista (PP), intermediou o repasse de propina para a diretoria de Paulo Roberto Costa. Os valores foram forjados por contratos simulados entre as empreiteiras e depois remetidos a empresas Rigidez, MO Consultoria e RCI Software, todas de fachada e controladas por Youssef. Segundo os delatores da empreiteira, Renato Duque recebeu propina em dinheiro vivo, em depósitos no exterior e por meio do então tesoureiro do PT, lavados meio de doações registradas na Justiça Eleitoral.
O empresário da Setal Óleo e Gás (SOG) Augusto Ribeiro Mendonça, que também celebrou um acordo de delação premiada, já havia declarado que as doações foram feitas depois de pedido expresso de Renato Duque e que os valores fariam parte do "acerto de propina" com a diretoria de Serviços.

No caso da refinaria de Paulínia, o Clube do Bilhão fraudou a licitação, em 2007, simulando uma concorrência entre o consórcio coordenado pela Camargo Corrêa (e formado pelas empresas Setal, Mendes Junior e MPE), a UTC Engenharia e a Andrade Gutierrez, embora o acerto e o recolhimento de propina já tivessem sido arranjados previamente. Para os investigadores, como as empreiteiras combinaram a fraude nos contratos, "os demais apenas deram cobertura a ele para conferir à licitação aparência de regularidade"..

Dilma quer assinar 30 acordos com a China, R$ 70 bilhões, nesta terça

O governo espalhou esta tarde que a presidente Dilma Rousseff anunciará, amanhã, ao lado de Li Keqiang, primeiro ministro chinês, mais de trinta acordos bilaterais com a China, especialmente nos setores de infraestrutura e logística. 

Segundo a Folha, que foi atrás da notícia, a iniciativa faz parte do plano de concessões a ser anunciado em julho.


O governo aposta nisso para evitar "paralisia" com o corte do orçamento, que deve chegar a 70 bilhões de reais. Um dos projetos é a megaferrovia que será construída pelos chineses e ligará Brasil e Peru

Fogaça vai a debate na Globonews e rejeita agenda comum com PT

Argumentando que o país vive a mais séria crise do período democrático, que falta uma metodologia ao governo Federal para tratar das matérias políticas e construir consensos, além da histórica dificuldade do PT para firmar alianças equânimes, o deputado federal José Fogaça (PMDB/RS) enfrentou a pauta proposta pelo apresentador William Waack, “a possibilidade de criar uma agenda para tirar o país da crise”. 

Fogaça acrescentou que o presidencialismo brasileiro, com 28 partidos representados no Congresso, não tem similar em nenhum outro país, e isto tem criado mais dificuldades do que soluções. Participaram também do Painel, que foi ao ar neste final de semana (sábado e domingo), os deputados Carlos Zaratinni (PT/S) e Rodrigo Maia (Dem/RJ).

Neste debate sobre aumento de impostos, onde se enfiou a Fiergs ?

No RS, as entidades empresariais, deputados e a sociedade como um todo, demonstra total intolerância em relação a qualquer aumento do ICMS, mas quando se trata do governo federal, todos se calam em obsequioso silêncio. 

Ninguém consegue encontrar a Fiergs no debate que não existe sobre o balão de ensaio movido pelo governo Dilma Roussef, segundo o qual ele corta despesas de um lado e tenta arrecadar mais de outro.... mas aumentando impostos.

Durante a campanha eleitoral, a petista repetiu várias vezes que “as pessoas têm que ter muito cuidado para quando votarem não criarem uma nova necessidade de mais impostos”.
A Fiergs também é a grande muda na discussão sobre a desindustrialização acelerada.


Vai para o brete sem mugir. 

Trabalhadores do complexo GM aprovam por unanimidade o regime de "day off"

Terminou há pouco a assembléia geral convocada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí, RS, que concluiu pela aprovação da propostaq de day off apresentada pela GM e seus 17 sistemistas.

A aprovação foi unânime.

A GM garantirá os empregos até o final do ano, sem redução de salários.

Houve presença maciça dos trabalhadores, conforme foto ao lado, enviada ao editor por Whats App (51.8434.4403).

O Sindicato dos Metalúrgicos move-se junto às lideranças de trabalhadores, empresários, prefeitura e vereadores, via Comitê de Acompanhamento da Crise, criado na semana passada, visando minimizaqr os prejuízos causados pela recessiva política econômica do governo Dilma.

Esta tarde, o prefeito local, Marco Alba, esteve com o presidente da Assembléia, em companhia de lideranças sindicais de Gravataí. O mesmo grupo já esteve com o governador Sartori e procurará autoridades do governo federal e diretores da GM de São Paulo.

Comitê Gaúcho não quer mais saber de conversa fiada sobre a ampliação do Aeroporto Salgado Filho

Nesta terça-feira, 9h30min, o Comitê em Defesa do Aeroporto Salgado Filho vai recrudescer na campanha pela retomada imediata das obras de expansão que foram paralisadas pela Infraero sem ex-plicação alguma.

A reunião foi agendada para a Sala Ana Terra, Câmara de Porto Alegre.;

Será criada uma frente Parlamentar e o Ministério Público Federal informará tudo sobre o andamento do inquérito civil que abriu sobre o assunto.

O Comitê já avisou que não aceitará os novos obstáculos criados pela Infraero e secretaria da Aviação Civil para retardar as obras de ampliação da pista.

O governo federal mudou o discurso novamente e agora interpôs novos embaraços, ao adiar tudo para uma improvável privatização do Salgado Filho. Esta, mesmo que venha a sair, levará pelo menos dois anos para reiniciar os estudos da ampliação do aeroporto, o que é inaceitável.

A população gaúcha está sendo flagrantemente enganada pelo Planalto, pela Infraero e pela SAC.

Dilma mentiu ao prometer seis mil creches para o País. No RS, obras paralisadas apodrecem e canteiros de obras são saqueados.

CLIQUE AQUI para ver e ouvir as promessas mentirosas de Dilma. Leia mais sobre o assunto logo abaixo.

O verdadeiro caos produzido pelo corte abrupto de pagamentos para as obras de contrução das Escolas de Ensino Infantil, Emeis, as creches prometidas pelo governo, demonstram o tamanho da mentira feita pela presidente Dilma Roussef, que programou entregar 6 mil delas até o final de 2014.

No RS, a MVC, empresa que venceu a licitação, abandonou canteiros de obras e edificações em construção, tudo por não receber os pagamentos e diante da recusa dos prefeitos em fazer aditivos em cima de contratos que não são compromissos deles, mas do governo federal.

Emeis apodrecem e canteiros de obras foram saqueados em Gravataí, por exemplo. Não é caso isolado.

2014 chegou a o governo só entregou 417 obras no País.

A promessa foi mantida por Dilma na campanha eleitoral do ano passado.

Construção civil prevê demissão de 40 mil trabalhadores no RS

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do RS confirmou hoje que prevê a demissão de 40 mil trabalhadores até o final do ano.

Pirelli também adere ao "dayoff" em Gravataí

Além da GM e da Dana, também a fábrica da Pirelli aderiu ao "day off" em Gravataí.

Mesmo com a crise econômica, GM de Gravataí garante empregos até o final do ano, mas quer ampliação do "day off"

Os trabalhadores da GM, de todo o complexo, inclusive sistemistas, reúnem-se neste momento (15h16min) em assembléia geral, para homologar o acordo de day off para garantir os empregos até dezembro, sem reduzir salários. 

O editor conversou há pouco com o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí, Edson Dorneles.

Em reunião com trabalhadores na manhã desta segunda-feira, a direção da General Motors (GM) de Gravataí anunciou que vai manter o terceiro turno de trabalho e os cerca de 9 mil funcionários na montadora. Apesar da crise que deve reduzir a produção deste ano, a empresa garantiu aos trabalhadores que os salários não serão cortados. O regime de folgas através do sistema de “day off” será ampliado.

Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da cidade, Valcir Ascari, a direção propôs manter pagamentos para que os trabalhadores fiquem mais dias em casa. As folgas devem entrar para um banco de horas a ser quitado quando a montadora voltar a um melhor ritmo de produção.

A meta de produção foi reduzida, de 330 mil veículos no ano passado, para 285 mil neste ano.

Mais de 1,7 mil empregados da GM de São Caetano do Sul têm contrato de trabalho suspensos

Mais 900 empregados da fábrica da GM em São Caetano do Sul, no ABC paulista, entraram nesta segunda-feira em regime de lay-off, elevando para mais de 1.719 o total de trabalhadores afastados. Por meio desse sistema, os empregados têm o contrato de trabalho suspensos, temporariamente, mas continuam recebendo os salários sendo que metade é custeada pela empresa e outra parte pelo governo federal por meio dos recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Saiba de que modo o governo Dilma corta fundo nos programas sociais

O ajuste fiscal imposto pelo governo federal já compromete a prestação de serviços básicos de assistência social à população carente e o atendimento a crianças, adolescentes e idosos em situação de risco em centenas de cidades brasileiras.

A nota a seguir, abaixo, informa o caos instalado no programa de construção de novas creches, as Emeis, com dinheiro do governo federal. 

Gestores municipais de Assistência Social reclamam que, desde dezembro do ano passado, o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) suspendeu o repasse de recursos aos municípios do Fundo Nacional de Assistência Social.

A conta passa de R$ 1,5 bilhão, segundo estimativa do Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social (Congemas), entidade que reúne os 5.570 secretários municipais da área.

Os repasses federais aos municípios do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS) são a principal fonte de recursos para a gestão de programas e serviços de atendimento básico à população em situação de risco, como moradores de rua, dependentes químicos e vítimas de violência.

Na sexta-feira, secretarias municipais de Assistência Social paralisaram as atividades. O Congemas calcula a participação de gestores de mais de 3.000 cidades.

A ideia foi chamar a atenção para as consequências de uma possível interrupção dos serviços financiados pelo fundo, como o funcionamento dos Centros de Referência em Assistência Social (Cras) e Centros de Referência Especial em Assistência Social (Creas), além da atualização do cadastro do Bolsa Família.

O presidente do Congemas, José Rodrigues, disse que os atrasos nos repasses começaram em setembro de 2014 e, a partir de dezembro, foram suspensos na maioria dos municípios. "Iniciamos o quinto mês do ano e os repasses referentes a 2015 ainda não foram feitos. O que foi repassado é referente aos atrasados do ano passado."

Ele reclama de não haver qualquer sinalização do MDS em relação a uma data para resolver o problema. "O que o ministério nos diz é que estão esperando o ajuste fiscal e um decreto de contingenciamento que o governo federal vai baixar para ver o que fazer", afirmou Rodrigues.

Segundo ele, isso é algo inédito no Serviço Único de Assistência Social (SUAS), que em 2015 completa 10 anos de existência.


Em nota, o ministério afirmou que repassou aproximadamente R$ 600 milhões para os fundos municipais de assistência social, mas não informou se o valor se refere a parcelas deste ano ou se são repasses atrasados relativos ao ano passado. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo"

Governo federal caloteia e programa de novas creches entra em colapso no País. RS é atingido de frente. Obras pararam.

A foto ao lado é de obras da MVC, mas para outra finalidade. A cena é de casas para Igrejinha, RS. 

A MVC, empresa gaúcha controlada pela Artecola e Marcopolo, parou todas as obras das 350 escolas de ensino infantil, Emeis, que estava construindo ou que iria construir nos Estados do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Espirito Santo, Bahia, Alagoas, Sergipe, Pernambuco, Maranhão e Piauí.

No RS, escolas já com obras em andamento foram abandonadas.

Alguns canteiros de obras foram saqueados.

Em Gravataí, Grande Porto Alegre, seis Emeis foram abandonadas depois que a MVC tentou firmar termos adivitivos e a prefeitura negou-se a assiná-los, já que o programa e o dinheiro não são seus, mas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, que não está mais pagando a empreiteira.

O governo federal alega que está sem dinheiro apr as creches. 

A MVC é empresa brasileira líder no desenvolvimento de soluções em plástico. Ela conquistou cinco lotes dos pregões eletrônicos, realizados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) nos meses de fevereiro e março,  um total de 350 creches com o sistema construtivo Wall System em oito Estados brasileiros.

O programa atende o Regime Diferenciado de Construções Públicas (RDC), com base na Lei N° 12.462 de 05/08/2011, e permitiria a implantação de 350 creches distribuídas nos Estados do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Espirito Santo, Bahia, Alagoas, Sergipe, Pernambuco, Maranhão e Piauí. Também estão em fase de construção 40 escolas de 12 salas no Estado de Alagoas e 436 casas do Programa Minha Casa Minha Vida em Japeri no Rio de Janeiro, contratos que, juntos, ultrapassam R$ 620 milhões.

Os projetos das creches foram desenvolvidos em dois modelos, Tipo B e Tipo C, com área construída de 1.211 e 553,00 m², respectivamente. Após o início das obras, cada creche Tipo B teria 210 dias para conclusão e a do Tipo C, 150 dias, o que destaca a velocidade de construção e facilidade na moldagem do sistema construtivo da MVC. “No entanto, a conclusão das obras pode ocorrer muito antes do prazo previsto pelo FNDE se compararmos com o desempenho da construção das escolas em 12 municípios de Alagoas, entre 2011 e 2012. Entregamos as unidades em 60 dias, para as escolas de seis salas, e 30 dias, para as escolas de duas salas, contra os 90 e 60 dias estabelecidos inicialmente para cada obra”, explica Gilmar Lima, diretor-geral da MVC.


Contribuindo para o desenvolvimento educacional do país, as creches Tipo B terão capacidade para atender 120 crianças em período integral ou até 240 crianças distribuídas em turnos matutino e vespertino. Já as creches do Tipo C poderão atender 60 crianças em período integral ou até 120 crianças em dois turnos. As escolas em construção no Estado de Alagoas contam com 12 salas de aula, possuirão área construída de 3.098 m² e atenderão 432 alunos por turno, após a conclusão prevista para dezembro de 2013.

Gravataí também anunciará novo programa de ajuste fiscal

O prefeito Marco Alba conclui o desenho de novo ajuste fiscal para o município de Gravataí, orçamento anual de R$ 600 milhões, 250 mil habitantes, sede da GM.

Gravataí sofrreu redução de R$ 33 milhões na sua receita do ano passado e prevê númerlos piors para este ano.

O prefeito Marco Alba, além disto, continua administrando a dívida de R$ 360 milhões que recebeu do governo anterior do PT.

Será quinta a apresentação e compromisso do Plano de 100 Metas para 2014

Nesta quinta-feiras, 14h, no Hotel Everest, Porto Alegre, o governador José Sartori reunirá secretários e deputados da base aliada para um preview do seu Plano de 100 Metas para 2014.

Na ocasião, cada secretário assinará um termo de compromisso para a realização das obras e serviços da sua área.

Mercado eleva pela 5ª vez seguida previsão de inflação em 2015

Analistas ouvidos pelo Banco Central preveem que IPCA alcance 8,31% no ano. São números do Boletim Focus de hoje. 

Insegurança total abriu as portas do inferno em Porto Alegre. Moradores não estão em segurança sequer dentro de casa.

A ausência completa de policiamento ostensivo nas ruas do RS e a verdadeira operação padrão seguida pela Brigada e Polícia Civil, tudo por conta da falta de verbas estaduais para sustentar a área de segurança pública, liberaram os bandidos para ações cada vez mais ousadas, sobretudo em Porto Alegre.

As notícias sobre a paralisia de brigadianos e policiais fazem a festa dos bandidos em Porto Alegre. 

Não há mais segurança nem para ficar dentro de casa.

Só as autoridades, custodiadas por agentes armados, conseguem sair às ruas e permanecer nos escritórios. 

Nas últimas horas, três agências do Banrisul foram assaltadas na Capital, ontem a noite bandidos tentaram tomar as armas dos guardas do QG do Exército e esta manhã 15 bandidos invadiram um prédio defronte o IPA.

A açao mais espetacular ocorreu num condomínio residencial no bairro Rio Branco, em Porto Alegre, foi assaltado na manhã desta segunda-feira. Conforme informações preliminares da Brigada Militar (BM), um grupo de 15 criminosos armados teria invadido o prédio, localizado na Rua Joaquim Pedro Salgado, número 145 — em frente ao Centro Universitário Metodista (IPA), — e roubado dinheiro e joias de pelo menos sete apartamentos.

Leia as últimas notícias


O bando teria entrado pela garagem do prédio, na Rua Liberdade, e rendido o porteiro do edifício — o Vivendas Bela Vista, de sete andares. O crime aconteceu por volta das 8h, mas a BM só foi informada da ocorrência às 9h20min. Um HB20 branco teria sido usado no crime.

Petrobras emprega 1.146 jornalistas, sem contar blogueiros comercializáveis

A Petrobras emprega 1.146 pessoas na área de comunicação. E dessas 1.146 pessoas, 627 são terceirizadas, contratadas sem concurso. A informação é da Folha de S. Paulo. Uma pesquisa da Aberje (associação de comunicação empresarial) revelou que 179 grandes companhias brasileiras (excluindo Petrobras) tinham, juntas, 1.500 pessoas na área. Ou seja, a Petrobras, sozinha, emprega o equivalente a 76% da equipe de todas essas empresas.

Esse batalhão de 1.146 jornalistas e assessores de imprensa não inclui todos os blogueiros, atores e cantores que a Petrobras compra com seus projetos culturais e verbas de publicidade. A comunicação da Petrobras foi comandada desde o início do governo Lula pelo sindicalista Wilson Santarosa, indicado pelo PT.

Considerado intocável, Santarosa acabou demitido quando a nova diretoria assumiu, em fevereiro, em meio à crise provocada pela Lava Jato, que desvendou esquema de propinas na empresa. Os 1.146 funcionários da área de comunicação da Petrobras não foram contratados para divulgar informações sobre a empresa. Eles foram contratados para fazer contrainformação.

88% dos leitores acham que Lula já deveria ter sido preso

88% dos leitores acham que chegou a hora de enfiar na cadeia o chefão do Mensalão e do Petrolão, Lula da Silva.

É o resultado da enquete que mobilizou 800 leitores no final de semana.

As demais respostas:
Só depor na CPi da Petrobrás - 7%
Permanecer leve, livre e solto - 3%

Outra enquete já está disponível aí ao lado, perguntando se o leitor acha que esta é uma boa hora para o governador José Ivo Sartori fazer viagem de agenda fraca na Europa.

Vá ali e responda.

Artigo, Henrique Meirelles, Folha - Concessão ao bom senso

O Brasil passa por momento econômico difícil. Podemos ter uma das piores recessões das últimas décadas. Até as vendas do varejo, ponto de resistência da economia, estão caindo.

Se o ajuste for completo e bem-sucedido, o país pode voltar a crescer nos próximos anos, mas a taxas relativamente baixas. Tudo correndo muito bem, o país entra em 2017 com crescimento baixo e o mesmo nível de produção do final de 2014.

Para crescer a taxas mais elevadas, serão necessárias reformas que promovam avanços nas áreas tributária, trabalhista, burocrática, entre outras, e elevem a produtividade da economia.

A reforma mais viável e de efeito mais rápido é a mudança das regras de concessões de infraestrutura. O crescimento na década passada gerou grande demanda por transportes e energia, capaz de sustentar retorno atraente aos investimentos. Dada a grande disponibilidade de recursos no mundo, o Brasil tem condições de obter mais de R$ 100 bilhões para a infraestrutura.

Mas é preciso entender as tentativas fracassadas dos últimos anos, quando, ao tentar controlar o ganho dos investidores, foram fixadas taxas máximas de retorno abaixo dos níveis que justificassem investimentos. Para viabilizá-los, o governo ofereceu recursos do BNDES.

Foi uma combinação que deixou o investidor em situação desconfortável, com seu retorno e seu acesso a capital controlados pelo governo. Isso prejudicou pilar básico numa economia de mercado: o apetite de investir. Existiram também problemas específicos, como nas grandes hidrelétricas, onde se exigiram regras de desempenho durante a construção que seriam adequadas só ao final das obras.

Agora o governo discute novos modelos de concessão, e autoridades sinalizam mudanças realistas e na direção correta, com as taxas de retorno sendo decididas por livre competição. Ganha a concessão quem oferecer melhores condições para o governo e para a prestação de serviços à sociedade.

Se esse modelo for viabilizado, abrirá via importante aos investimentos e ao crescimento. No primeiro momento, os investimentos geram aumento de demanda. Depois, reduzem o custo Brasil e aumentam a oferta.

A oportunidade está aí. Pelas experiências brasileira e mundial, já ficou claro o modelo que funciona: regras que levem à escolha dos investidores com os melhores preços e condições de investimento. A partir daí, deixa-se o mercado funcionar normalmente. Outra alternativa seriam investimentos públicos, mas não há recursos. O caminho, portanto, é claro.


Esperamos que o governo tenha o bom senso e a sabedoria de fazer o óbvio –deixar que o nível de competição determine quem serão os vencedores dos leilões das concessões. 

Saiba mais sobre a controvérsia de que o bairrismo leva gaúchos ao divã

Tiradentes, um derrotado, pode ser herói ?


Neste material para a Folha de domingo, Paula Sperb conta que crise amorosa, existencial, profissional, constituem algumas das razões que levam as pessoas a procurar ajuda psicológica, mas no Rio Grande do Sul há ainda outro motivo: ser gaúcho.

A autora do texto, a reportagem e os entrevistados, nem mesmo os psicanalistas citados no material, revelam qualquer evidência científica que comprove a tese, sequer alguma comparação estatística de que no RS procura-se mais o divã do que em outros Estados. Nem mesmo os tipos de doenças catalogados nos consultórios ou clínicas são apresentados. 

A tese recorrente de que o gaúcho não tem razão para comemorar seus heróis - Bento ou Sepé, por exemplo - porque eles perderam suas guerras, ignora o fato de que o maior herói brasileiro, Tiradentes, perdeu tudo, mas sobretudo faz tábula rasa de que heroísmo não se traduz apenas por vitórias imediatas. A própria história de Jesus Cristo comprova isto. 

As reuniões citadas na reportagem estão mais próximas de tertúlias nativistas do que de discussão acadêmica séria.

Leia todo o texto:

O diagnóstico do mal-estar que está colocando os gaúchos no divã é o ponto de partida de uma série de debates promovidos pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e a Associação Psicanalítica de Porto Alegre.
O objetivo do projeto "Nós Outros Gaúchos" é tentar entender as origens da angústia que nem o bairrismo de seus moradores consegue mais disfarçar. A visão dos "outros" sobre a cultura gaúcha também será debatida.
No primeiro encontro, em Porto Alegre, foram discutidos dois dos sintomas que, segundo o psicanalista Jaime Betts, provocam sofrimento na população local: a exaltação e a falta de consenso sobre qualquer tipo de assunto.
Eles podem parecer abstratos, mas Betts afirma que afetam a vida dos indivíduos a ponto de levá-los a procurar psicoterapia. O hino do Rio Grande do Sul, por exemplo, prega que as "façanhas" dos gaúchos sirvam de modelo a toda Terra, enquanto no Twitter os locais se gabam ao falar do Estado usando a hashtag #RSmelhoremtudo ao lado.
"A exaltação significa justamente o oposto: sentimento de inferioridade", explica Betts, diretor da associação.
Até mesmo o fato de não desgrudarem do chimarrão representa, segundo Betts, a baixa autoestima coletiva, originada na própria história do Estado. O mito do gaúcho herói se baseia na luta dos antepassados para criar a República Farroupilha.
Na verdadeira Guerra dos Farrapos (1835-45), porém, os separatistas eram minoria. "Com mais erudição, as pessoas percebem que essa identidade não serve para nada, a não ser para gerar sofrimento", afirma o historiador Tau Golin, da Universidade de Passo Fundo (UPF) e que participou do primeiro encontro.
A falta de consenso em tudo afeta também relacionamentos. Segundo o psicanalista Betts, o diálogo é difícil mesmo dentro das famílias.
Mas, se os fatos não convencem, o humor é a melhor saída. Há mais de 30 anos o personagem Analista de Bagé, do escritor Luis Fernando Verissimo, satiriza o gaúcho "bagual". Em um de seus contos, ele diz ao paciente: "Depressa que eu estou com a salinha cheia de louco".

ANALISTA DE BAGÉ
O Analista de Bagé, personagem criado nos anos 80 pelo escritor Luis Fernando Verissimo, falou com a Folha por e-mail. As crônicas do consultório do psicanalista formado em Paris, com especialização em Passo Fundo (RS), estão entre as preferidas do autor.
Folha - Quais os principais problemas dos gaúchos que procuram seu consultório hoje?
Analista de Bagé - O que mais aparece é identidade sexual indefinida (ninguém mais sabe se é gay ou se é coisa passageira, tchê) e sentimento edipiano mal resolvido com relação à Dilma.
Os gaúchos são mal compreendidos pelo resto do país ou há motivo para achá-los diferentes?
Nós é que não entendemos o Brasil, tchê. Está certo, vocês têm a desculpa de não serem gaúchos. Mas podiam pelo menos disfarçá.
Como a psicanálise explica a cuia e a bomba de chimarrão?
A cuia representa o seio materno, mas a bomba não é um símbolo fálico, que ideia!
O sr. continua vinculado à Sociedade Psicanalítica de Bagé, no CTG Rincão da Sublimação Consciente?
Fui expulso. Não teve nada a ver com minha oposição às ideias ortodoxas da Sociedade. É que fiz xixi na piscina.
A terapia do joelhaço continua eficaz?
Continua, e já foi, inclusive, adotada em outros países. 


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