Depois de protestos dos senadores Ana Amélia e Aécio neves, esta tarde, em nota divulgada na noite desta terça-feira, o
Itamaraty subiu um pouco o tom ao comentar as recentes ações do governo do
venezuelano Nicolás Maduro, afirmando que "são motivos de crescente
atenção medidas tomadas nos últimos dias, que afetam diretamente partidos
políticos e representantes democraticamente eleitos".
Na última semana, o prefeito metropolitano de Caracas, o
oposicionista Antonio Ledezma, foi detido em seu escritório sob a acusação de
conspirar para derrubar o governo. Na segunda (23), foi a vez de o partido
conservador Copei ter sua sede invadida e tomada por um grupo de pessoas com
apoio da polícia.
Na última sexta-feira (20), o Itamaraty havia afirmado
que acompanhava "com grande preocupação a evolução da situação na
Venezuela", sem detalhar as recentes medidas do governo Maduro. A
presidente Dilma Rousseff havia declarado, também na sexta, que a prisão de
Ledezma era uma "questão interna" do país vizinho.




