Zaffari anuncia compra do Moinhos Shopping e do Sheraton. O controlador, Jorge Gerdau, passou o negócio adiante.

- O grupo Zaffari, Porto Alegre, confirmou neste final de tarde de domingo, informação que o editor passou em primeira mão, avisando que comprou mesmo o controle do Moinhos shopping e o Sheraton. O negócio foi fechado com o dono anterior, Jorge Gerdau. O grupo avisou que a gestão dos dois empreendimentos seguirá inalterada, o que não quer dizer que não interferirá mais adiante. Leia o comunicado:

O Grupo Zaffari comunica a aquisição de participação no Fundo de Investimento Imobiliário Páteo Moinhos de Vento. A participação foi adquirida de empresas pertencentes ao empresário Jorge Gerdau Johannpeter, que permanece como investidor do Fundo, o qual também conta com a participação de outros cotistas. O Fundo tem como objeto a exploração imobiliária do edifício onde estão localizados o Shopping Moinhos de Vento e o Sheraton Porto Alegre Hotel. A gestão desses dois empreendimentos seguirá inalterada.
Com esse novo investimento, o Grupo Zaffari associa-se a um dos principais empreendimentos hoteleiros e de operação de shopping center em Porto Alegre, agregando sua experiência nesse segmento. Atualmente, o Grupo Zaffari opera sete shopping centers sob a bandeira Bourbon Shopping, nos estados do Rio Grande do Sul e São Paulo.

Ministro Gilmar Mendes reafirma: "Claro que é (verdade) ! Eu mesmo confirmei tudo (a chantagem de Lula) à revista"

- No final do que reporta em seu blog de hoje sobre a chantagem de Lula sobre Gilmar Mendes, o jornalista Jorge Moreno resolveu ouvir o próprio ministro do STF, para saber se ele confirma o que Veja publicou. Leia o que escreveu o jornalista:

E deixo pra botar no pé, o fim do mistério. Amiga minha, de Diamantino (MT), terra de Gilmar Mendes, a meu pedido, localiza Gilmar. E se atreve a perguntar se era tudo verdade:

“Claro que é! Eu mesmo confirmei tudo à revista.”

Jorge Moreno, "O Globo", ouve "desmentido" de Jobim. Entenda melhor a conversa do ex-ministro.

- O trecho a seguir é do blog do Moreno, do jornalista Jorge Moreno, de O Globo. Ele conversou com Nelson Jobim sobre a denúncia do ministro Gilmar Mendes, do STF, que denunciou a chantagem de Lula sobre ele, jsutamente no escritório do ex-ministro da Defesa. Jorge Moreno é homem de ligações privilegiadas com o Planalto, com o governo e com o PT. Ele ouviu o "desmentido" feito por Jobim sobre a natureza do encontro, mas registrou que o ex-ministro fez a "correção" por dever de ofício, mas se traiu durante a conversa. Leia:

Conteúdo da conversa: “Não houve nada disso do que a VEJA, segundo me informaram, está publicando. Estou aqui em Itaipava e soube desse conteúdo através de um repórter do Estadão, que me procurou há pouco. Portanto, estou falando sem ter lido a revista. Mas, posso assegurar que, se o conteúdo for mesmo esse, o de que Lula teria pedido a Gilmar para votar no mensalão, não é verdade. Quem tocou no assunto mensalão fui eu, no meio da conversa, fazendo a seguinte pergunta: ‘Vem cá, essa coisa do mensalão vai ser votada quando?’. No mais, a conversa girou sobre assuntos diversos da atualidade.”

Razão do encontro
“Desde que deixei o ministério, o presidente Lula tem me prometido uma visita. Três dias antes, a assessora Clara Ant me ligou dizendo que o presidente Lula iria a Brasília conversar com a presidente Dilma numa quarta-feira e que retornaria no dia seguinte, mas antes queria falar comigo. De pronto, respondi que o encontro poderia ser na minha casa, no meu escritório ou em qualquer outro lugar que o presidente quisesse. Lula optou pelo meu escritório, não só porque tinha prometido conhecê-lo, mas, também, porque fica perto do aeroporto. E assim ocorreu.”

Presença do Gilmar
“O Gilmar e eu estamos envolvidos num projeto sobre a Constituição de 88 e temos nos reunidos sistematicamente para tratar do assunto. Por coincidência, o Gilmar estava no meu escritório, quando o presidente Lula apareceu para a visita. Conversaram cerca de uma hora, mas só amenidades. Em nenhum momento, Lula e Gilmar conversaram na cozinha. Aliás, Lula não esteve na cozinha do escritório.”

Repercussões do fato
“Agora, não posso controlar as versões, especulações, que a mídia e as pessoas fazem desse encontro. Faz parte do jogo. O que eu posso dizer é que não houve nada disso.”
Diante do relato de Jobim, eu, como repórter crédulo, diante de fonte tão idônea, poderia me dar por satisfeito e fazer um texto jornalisticamente convencional, tipo ” Jobim nega pressão de Lula” ou, como nós furados gostamos de fazer, com muita satisfação: “Jobim DESMENTE a VEJA”.
Mas, durante a conversa, eu notei a voz estranha do Jobim. Ele estava cumprindo um rito, um protocolo, um dever de anfitrião de evitar mais constrangimento a si e a outros atores do espetáculo. Os bons repórteres, como os meninos da Veja, [Otávio|Cabral à frente, são uma espécie de Eike Batista às avessas: “Vazou, furou”. Com a notícia na rua, o encontro secreto de Jobim, que tinha um propósito, pode ter outro, o de tentativa de coação de juiz ou coisa que valha. Seria coerção? sei lá.
Nelson Jobim, meu velho amigo de guerra, não ia me deixar na mão. Repito: como anfitrião, não poderia confirmar o escândalo. Mas me deu uma pista através de um controvertido depoimento. Inicialmente, me disse que a presença de Gilmar foi mera coincidência, do tipo “Ah, eu estava passando por aqui…”. Só que o próprio Jobim deixou escapar que o encontro fora marcado com três dias de antecedência. Logo, Gilmar sabia que, naquele horário daquela quinta-feira, Jobim estaria recebendo Lula. Então, não foi surpresa nem coincidência coisa nenhuma!


CLIQUE na imagem ao lado. A charge é de Sponholz. 

PSDB vai interpelar Lula por chantagem ao STF. Ele poderá ser convocado para depor na CPI do Cachoeira.

* Clipping www.veja.com.br
O PSDB estuda formas de interpelar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vem, diretamente ou com ajuda de interlocutores, cobrando de ministros do Supremo Tribunal Federal o adiamento do julgamento dos acusados de envolvimento no escândalo do mensalão – que colocará no banco dos réus figuras de destaque do PT. Setores do partido discutem se a melhor formar de inquirir o petista é na Justiça ou convocando-o para depoir na CPI do Cachoeira. A estratégia será definida nesta segunda-feira, véspera da sessão da CPI em que pode ser decidida a convocação do governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB).
A ofensiva de Lula foi revelada por reportagem de VEJA publicada neste fim de semana. Em um dos episódios, Lula abordou diretamente o ministro do STF Gilmar Mendes. Em um encontro em Brasília, ocorrido no escritório do ex-ministro de governo e também do Supremo Nelson Jobim, Lula afirmou a Mendes que detém o controlo político da CPI e, em seguida, propôs um acordo: o adiamento do julgamento do mensalão para 2013 em troca da blindagem do ministro na CPI.
O ex-presidente insinuou que o ministro do Supremo teria viajado para a Alemanha com o senador Demóstenes Torres, cujas ligações com o contraventor Carlos Cachoeira são notórias, às custas do bicheiro. O ministro confirmou a realização da viagem, mas disse que bancou as despesas com dinheiro próprio e que tem como provar isso. "Vou a Berlim como você vai a São Bernando. Minha filha mora lá", disse Mendes a Lula. Por fim, o ministro diz à reportagem de VEJA: "Fiquei perplexo com o comportamento e as insinuações despropositadas do presidente Lula."
À luz da reportagem, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) classificou, neste domingo, como graves as denúncias contra Lula. "Até amanhã (segunda-feira) a gente troca ideias sobre qual vai ser o procedimento. O que houve foi uma afronta a duas instituições: o Congresso e o Judiciário."
Integrante da CPI, o deputado Fernando Francischini (PSDB-PR) disse ter conversado com o líder do partido na Câmara, Bruno Araújo (PE), que lhe deu aval para defender a convocação de Lula na CPI. Nesta segunda-feira, a bancada tucana na Casa se reúne para fechar uma estratégia para o caso.
"A denúncia é gravíssima: um ex-presidente dizer que manda na CPI e usar isso para chantagear um ministro do Supremo", disse Francischini. "Se é mentira, o Lula tem de vir a público se explicar. É quase impossível um encontro fortuito entre duas autoridades desse porte", acrescentou.

Governo do PT usa o Banco Central para incendiar o consumismo que endividou as famílias

O governo federal abandona a boa política das metas de inflação, superávit primário e câmbio flutuante.
Tudo em favor da campanha eleitoral.
Para captar votos promove a demanda (consumo).
Deveria promover o investimento na deficiente infraestrutura.
Para manter o apoio ao seu sindicalismo promove a redução da jornada de trabalho (anunciada pelo seu ministro do trabalho).
Deveria promover a produtividade.
Como essas políticas darão maus resultados, continuará a escolher culpados.
Sejam eles os americanos, os europeus, os alemães, os banqueiros, os industriais ou os comerciantes.
Recomendo a leitura do link abaixo, do jornal O Estado de S. Paulo. 
Hélio Mazzolli

Causa espanto o fato de o Banco Central (BC), afastando-se de seu papel de guardião da moeda, ter elaborado uma medida para beneficiar exclusivamente um segmento da economia, a indústria automobilística, com a liberação de R$ 18 bilhões dos depósitos compulsórios para que os bancos aumentem a oferta de financiamentos a quem quiser comprar automóveis. Mais espantoso, ainda, é o modo como essa liberação foi feita, às pressas, deixando nítida a disposição da diretoria da instituição de aceitar sem resistência as pressões do Palácio do Planalto por medidas que estimulem o consumo e comprovando, na prática, o abandono dos objetivos de um verdadeiro banco central.
Desde meados do segundo semestre do ano passado, quando a crise europeia passou a afetar mais fortemente a economia brasileira, decisões consideradas precipitadas ou inconsistentes com os dados conjunturais - sobretudo a evolução dos preços, que deveria ser sua preocupação central - vêm mostrando a propensão da diretoria do BC a, abrindo mão de sua autonomia e afastando a instituição de sua missão principal, "colaborar" com o governo.
CLIQUE AQUI para ler todo o texto.

Bradesco poderá comprar a qualquer momento o Santander

* Clipping jornal O Globo, Aguinaldo Novo é o repórter.

O Bradesco está próximo de fechar a compra das operações do Santander no Brasil. O negócio para o banco espanhol, que já se desfez de operações no Chile e na Colômbia, passou a ser imperativo em razão do agravamento da crise bancária na Espanha, que tem exigido novos aportes de capital para fazer frente ao aumento da inadimplência.

Procurado pelo GLOBO, o Bradesco não quis comentar a informação, e nenhum representante do Santander foi encontrado. Se confirmada, a operação catapultaria o Bradesco da terceira para a primeira posição no ranking dos maiores bancos de varejo do Brasil, ultrapassando de uma só vez o Itaú Unibanco e o Banco do Brasil (BB).

Pelos números de março, Bradesco e Santander, juntos, somariam R$ 1,2 trilhão em ativos e R$ 108,4 bilhões em patrimônio líquido, contra R$ 896,8 bilhões e R$ 72,5 bilhões, respectivamente, do Itaú Unibanco.

Polícia Federal pode ter entrado no caso Cosa Nostra, São Leopoldo

A Polícia Federal pode ter entrado no caso da Operação Cosa Nostra, desencadeada pela Polícia Civil em São Leopoldo, segundo informações que circulam entre os advogados da cidade. A Polícia Civil pediu, na semana passada, ordens judiciais para investigar o prefeito Ary Vanazzi, sua cunhada, a deputada Ana Affonso, e os deputados Ronaldo Zulke e Alexandre Roso.

. A Operação Cosa Nostra já realizou busca e apreensão em cinco órgãos da pefeitura, como também em dezenas de casas e escritórios de políicos e empresários envolvidos em malfeitorias denunciadas em dossiê elaborado pelo ex-secretário Marco Antonio Pinheiro e pelo ex-diretor do Hospital Centenário, Carlos Arpini. Uma CPI, assinada por dois vereadores, não prospera na Câmara.

Ministros dizem que Supremo não se submeterá a pressões

* Clipping jornal O Globo, domingo, por Paulo Celso Pereira e Roberto Maltchik

Consultados pelo GLOBO, três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) afirmaram que a Corte não se submeterá a pressões, seja de quem for, para alterar o rumo do julgamento do mensalão, que ainda depende o relatório do ministro revisor Ricardo Lewandowski para ter a data marcada.
Segundo reportagem da revista Veja desta semana, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva procurou ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar adiar o julgamento do mensalão em troca de blindagem na CPI do Cachoeira.

O ministro Marco Aurélio Mello disse não ter sido procurado pelo presidente Lula, mas destacou que mesmo que esse pedido tenha sido feito a outros ministros não mudará o andamento do processo.

CLIQUE AQUI para ler tudo.

Ricardo Noblat avisa: "Chantagem de Lula sobre ministro do STF é nitroglicerina pura"

- O material a seguir é de Ricardo Noblat (www.noblat.com.br). Ele acha que a reportagem de Veja deste final de semana é nitroglicerina pura. É inaceitável e criminoso o assédio de Lula a um ministro do STF, chantageando-o com a ameaça de desmoralizá-lo na CPI do Cachoeira, caso não concorde com o adiamento do julgamento do Mensalão. O caso é de cadeia. O ministro confirmou tudo. Lula, na reunião realizada no escritório de Nelson Jobim, também tratou com desrespeito outros ministros, que estariam sob seu controle, como Lewandowsky, Carmem Lúcia, Dias Toffoly e Ayres Brito. Leia a nota de Noblat:

É nitroglicerina pura a reportagem de Rodrigo Rangel e Otávio Cabral publicada na VEJA que começou a circular. Ela conta a história de um encontro entre Lula e Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), no escritório de advocacia do ex-ministro Nelson Jobim.Foi em Brasília no dia 26 de abril último.

- É inconveniente julgar esse processo agora - disse Lula a Gilmar a propósito do processo do mensalão. São 36 réus - entre eles o ex-ministro José Dirceu, que segundo Lula contou a Gilmar, "está desesperado".
Em seguida, Lula comentou que tinha o controle político da CPI do Cachoeira. E ofereceu proteção a Gilmar. Garantiu que ele não teria motivo para preocupação.
- Fiquei perplexo com o comportamento e as insinuações despropositadas do presidente Lula - comentou Gilmar com a VEJA.
Lula foi adiante em sua conversa com Gilmar:
- E a viagem a Berlim?
Nos bastidores da CPI corre a história de que Gilmar e o senador Demóstenes Torres teriam viajado juntos a Berlim com despesas pagas por Cachoeira.
Gilmar confirmou o encontro com Demóstenes em Berlim. Mas respondeu que tinha como provar que pagou as próprias despesas.
- Vou a Berlim como você vai a São Bernardo do Campo - afirmou Gilmar se dirigindfo a Lula. Uma filha de Gilmar mora em Berlim.
Constrangido, Gilmar aconselhou Lula:
- Vá fundo na CPI.

Lula ameaça o ministro do STF: "E a viagem a Berlim ?". O ministro encontrou-se com Demóstenes Torres em Berlim.

Não dá para entender por que razão o ex-presidente do STF, Gilmar Mendes, não deu voz de prisão ao ex-presidente Lula, quando se encontrou com ele no escritório do ex-ministro Nelson Jobim, dia 26, esta semana, em Brasília. O incidente, contudo, que é estarrecedor, revela o grau de degradação política e moral a que chegou Lula, desesperado com as consequências adversas que o julgamento do Mensalão produzirá para os seus interesses e para os interesses dos líderes do PT. A denúncia de Gilmar Mendes coloca sob total suspeição a CPI do Cachoeira, porque fica claro que ela está sendo usada para desmoralizar o STF e a Procuradoria Geral da República, visando impedir o julgamento. O caso é de crime comum. O diálogo fatal

Lula - É inconveniente julgar esse processo agora. Zé Dirceu está desesperado.
Gilmar Mendes - Isto é despropositado.
Lula - E a viagem a Berlim?
Gilmar Mendes - O que tem? Vou sempre a Berlim. Lá mora minha filha e lá fiz doutorado..

. Lula ameaçou Gilmar Mendes com o caso de Berlim, porque Mendes teve um encontro com o senador Demóstenes Torres na Alemanha, numa das viagens. Lula quer usar o episódio na CPI do Cachoeira para desmoralizar o ministro. Isto é chantagem clara.Segundo o relato da revista, Lula e Gilmar se encontraram no dia 26 de abril no escritório do advogado e ex-ministro Nelson Jobim. O que deveria ser um encontro de cortesia teria se transformado num episódio de pressão explícita. “É inconveniente julgar esse processo agora”, teria dito Lula a Gilmar, reivindicando que o processo do mensalão fosse decidido apenas após as eleições municipais de 2012. Em seguida, diante da reação pouco amistosa de Gilmar, Lula teria passado um recado. “E a viagem a Berlim?” Gilmar Mendes fez uma viagem recente a Berlim, onde se encontrou com o senador Demóstenes Torres (sem partido/GO). Carlos Cachoeira também foi à capital alemã, na mesma data, mas não se sabe se houve encontros dele com o senador e o ministro do STF.Gilmar se sentiu pressionado e relatou a conversa à revista Veja, a quem disse ter considerado indecoroso o comportamento do ex-presidente da República. “Fiquei perplexo com o comportamento e as insinuações despropositadas do presidente Lula”, disse ele à revista. Gilmar afirmou ainda que viaja com frequência a Berlim, onde fez seu doutorado e onde também mora sua filha. “Vou a Berlim como você vai a São Bernardo”, teria dito ele a Lula.

Ministro do STF confirma para Veja que foi chantageadlo por Lula, há um mês, para adiar julgamento do Mensalão. Reunião foi no escritório de Nelson Jobim. Lula também peitou outros ministros do STF.

A edição desta semana da revista Veja descreve um encontro no qual o ex-presidente Lula teria tentado cooptar o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao plano alimentado por petistas de adiar o julgamento do Mensalão, previsto para o segundo semestre.

A conversa teria ocorrido há um mês, no escritório do ex-presidente do STF e ex-ministro da Justiça Nelson Jobim. Mendes e Jobim confirmaram o episódio à revista.

Com o adiamento do julgamento, muitos crimes prescreveriam e as eleições deste ano transcorreriam sem ser atingidas pelos estilhaços do julgamento dos 36 réus do mensalão. Na conversa, Lula teria deixado clara a intenção de agir junto a outros ministros do STF, como Cármen Lúcia e Ayres Britto.

Além disso, no que teria sido o momento de maior constrangimento da reunião, teria, segundo a revista, oferecido proteção a Mendes na CPI do Cachoeira, cuja instalação foi municiada por petistas.

O que levaria Mendes a precisar ser poupado das investigações da comissão que envolvem o bicheiro Carlinhos Cachoeira e seus tentáculos no poder seria uma viagem a Berlim, em função de boatos de que o ministro e o senador Demóstenes Torres teriam viajado à Alemanha com financiamento do contraventor. O ministro teria confirmado a Lula o encontro com Demóstenes em Berlim, mas garantido que pagou tudo de seu bolso.

- Fiquei perplexo com o comportamento e as insinuações despropositadas do presidente Lula - disse Mendes à Veja.

Lula também teria dito que usaria amigos para intermediar o assunto com Cármen Lúcia e Ayres Britto. E teria admitido ao ministro Mendes: "Zé Dirceu está desesperado". Dirceu é um dos principais réus do mensalão. Segundo a Veja, Mendes teria relatado a conversa com Lula a dois senadores, ao procurador-geral da República e ao advogado-geral da União.

* Clipping www.zerohora.com.br

PT e PMDB acertam convocação de Perillo. Se Cabral também for chamado, PMDB romperá com PT.

Diante do mal-estar e de ameaças do PMDB, os petistas concordaram em manter a blindagem ao governador do Rio, Sérgio Cabral. Por ora, a estratégia é tentar poupar o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), mas setores do PT já admitem deixá-lo à própria sorte se a oposição ameaçar paralisar a CPI.

A alegação para poupar os governadores de partidos da base aliada é de que eles não aparecem envolvidos diretamente com o esquema ilegal do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.
Mas os aliados já foram avisados de que essa ação cirúrgica para atingir apenas o tucano pode paralisar a CPI e forçar uma operação toma-lá-dá-cá, com o sacrifício do petista.

Para preservar Cabral, o PMDB ameaçou: se o governador fluminense for convocado, o PT ficará isolado na CPI. O “troco”, segundo um peemedebista, virá na aprovação de requerimentos com “alto teor de periculosidade para o governo”, como a convocação de Luiz Antonio Pagot, ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura (Dnit), e a quebra dos sigilos de todos os contratos da Delta com o governos federal e estaduais.

O argumento dos aliados para restringir a convocação ao governador tucano é que Perillo está envolvido “até a alma” no esquema de Cachoeira. A situação do governador ficou ainda mais complicada depois do depoimento do ex-vereador de Goiânia Wladimir Garcez, que apresentou versão diferente da de Perillo para venda da casa do governador, onde Cachoeira foi preso.

Escândalo Delta ganha alcance nacional, mas PT e PMDB náo querem investigar a Delta

* Editorial de O Globo

Por ter a característica inédita de os fatos estarem todos supostamente investigados, a CPI do Cachoeira começa a ser superada pela dinâmica da divulgação de novidades para o grande público. A peculiaridade se agrava porque grupos de deputados e senadores se dedicam mais a executar missões partidárias de varejo do que a perseguir o que seria a missão óbvia numa CPI: a verdade, esquadrinhar os responsáveis pelos delitos, para depois encaminhá-los ao Ministério Público; e, por fim, sugerir mudanças de legislação, a fim de evitar a repetição das delinquências.

Nada disso. O jogo enfadonho de briga partidária, praticado com gestos teatrais quando a sessão é transmitida pela TV, ficou à vista de todos no confronto entre tucanos e o relator, o deputado petista mineiro Odair Cunha. Na terça, oposicionistas destilaram veneno em perguntas a um Cachoeira mudo apenas para atingir aliados do governo. Era este mesmo o objetivo.

O troco foi dado por Odair, na inquirição, quinta, do ex-vereador goiano Wladimir Garcez, preso como Cachoeira, e personagem da polêmica venda de uma casa pelo governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), ao contraventor.

Enquanto oposicionistas e situacionistas se digladiam, fatos vão sendo conhecidos e comprovam que a CPI atolou na briga político-partidária. Reportagem do GLOBO de ontem, por exemplo, revelou a existência no Rio de pelo menos duas empresas laranja, parte de uma provável plantação de firmas fantasmas criadas por Cachoeira para receber dinheiro da Delta.

Por óbvio, a direção da empreiteira - pelo menos Fernando Cavendish, o ex-dono, e Cláudio Abreu, diretor da construtora no Centro-Oeste - era conivente. Zuk Assessoria Empresarial e Flexa Factoring, de que são sócios uma moradora de um conjunto em Piedade, subúrbio carioca, e um ajudante de caminhão de Leopoldina, interior mineiro, receberam repasses de outras duas firmas fajutas de Goiás, Brava e Alberto & Pantoja, para as quais a Delta transferiu pelo menos R$ 39 milhões. Por terem sido criadas por Cachoeira, as empresas levaram a Polícia Federal a suspeitar que o contraventor é sócio oculto da empreiteira.

Nem isso leva o BNDES a se preocupar com o fato de seu sócio no frigorífico JBS, a holding J&F - a quem também destinou muito dinheiro público -, querer comprar a Delta, nem parece aguçar a curiosidade de parlamentares do PMDB e do PT, donos das rédeas da CPI. As firmas fantasmas de Goiás e, agora, as empresas laranja cariocas tornam, em definitivo, o caso Cachoeira e Delta um escândalo nacional.

Mesmo assim, a CPI resiste a quebrar os sigilos da empreiteira, algo sem sentido, pois pelo menos o acesso às contas da empresa, em todo o país, já foi determinado pela Justiça de Brasília. Os políticos querem apenas ganhar tempo, em prejuízo do trabalho da CPI.

Não deveria preocupar o governo Dilma que a empreiteira tenha sido dona da maior fatia de obras do PAC. Se a ideia é mesmo sanear a contratação de obras públicas, abrir a caixa-preta da Delta será de enorme ajuda.

A ministra Carmem Lúcia e seu Plano de Saúde de apenas R$ 122,14 por mês

A ministra Carmen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, colocou na Internet seu demonstrativo de pagamento, demonstrando assim apoio à divulgação dos vencimentos dos servidores da cúpula do Judiciário. Bela medida, sem dúvida.

Permitiu-nos saber que seu plano de saúde lhe custa R$ 122,14 por mês.

* Clipping Carlos Brickmann, www.brickmann.com.br

Compreenda melhor o significado da usina de biomassa (casca de arroz) inaugurada em São Borja

Não é caso isolado a entrada em operação da usina térmica de São Borja, que desde esta sexta-feira passou a gerar 12,3 mil megawatts a partir da queima da casca de arroz. É que outras usinas já estão com projetos prontos para Itaqui e Pelotas.

. O negócio é todo da alemã MPC, que investirá R$ 65 milhões em cada usina.

. O RS é o maior produtor de arroz do Brasil e nunca soube o que fazer com a casca liberada pelos engenhos, que poluem o meio ambiente do Estado.

- A história dessas usinas de biomassa começou com um escândalo armado no âmbito da CGTEE. Em outubro de 2006, o banco alemão KfW concedeu empréstimos de 157 milhões de euros a empreendedores gaúchos, com aval falso da CGTEE, que pretendiam implantar meia dúzia de usinas de biomassa no RS. Em função do escândalo, o negócio gorou completamente. Os projetos foram assumidos por outros empreendedores, que nada têm a ver com a situação anterior.

Siemens poderá anunciar fábrica de motores no RS

O governo gaúcho confirmou que tem interesse na nova fábrica de motores que a Siemens implantará no Brasil.

PT ignorou clamor público por justiça em São Leopoldo

O PT resolveu prestigiar o prefeito Ary Vanazzi num momento em que se encontra fragilizado por conta das denúncias e investigações feitas pela Polícia, MPE e MPC na prefeitura de São Leopoldo.

. O Partido desconsiderou completamente o clamor público por justiça que ocorre na cidade do Vale do Sinos.

Placar no PP: Fortunatti, 60%; Manuela, 40%

Este é o placar mais recente da reunião que o PP de Porto Alegre fará dia 14 de junho para optar entre Manuela D’Ávila e José Fortunatti:
- Fortunatti, 60%
- Manuela, 40%


. Os números foram extraídos da forte reunião promovida pelos quatro vereadores do PP (Kevin Krieger, João Dibb, Beto Moesch e João Carlos Nedel) que colocaram 60 membros do diretório frente a frente com o prefeito.

Adão Villaverde amplia apoio de nanicos

O deputado Adão Villaverde está prestes a anunciar a ampliação da constelação de nanicos que o apóiam.

. Depois do PV, do PPL e do PTC, o candidato do PT poderá agregar PHS e PR.

Tribunal de Justiça livra padre Elói do processo do Natal Luz. “É tudo coisa de romance”, diz o relator sobre a denúncia.

Os desembargadores da 4ª. Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do RS, conhecida como a “Câmara da Morte” para quem cai ali, examinou o mérito do habeas corpus e mandou trancar a ação penal movida contra o padre Eloi Antonio Sandi, o padre Eloi, denunciado como membro de “perigosa organização criminosa” que se apropriou de recursos do Natal Luz. O padre era integrante da Comissão Executiva do Natal Luz.

. 1/3 dos 32 gramadenses denunciados pelos promotores Antonio Képes e Max Guazzelli já foram excluídos dos processos cível e penal, por ordem do TJ.

. O relator, desembargador Aristides Pedroso de Albuquerque Neto, disse nesta quinta-feira, no julgamento:
- As condutas atribuídas ao Paciente, isoladas, não constitutem ilícito penal, nem é permitido afirmar que são manifestações daquela organização criminosa.


. Mais adiante, o desembargador Aristides Pedroso foi mais adiante, atacando impiedosamente as acusações dos dois promotores:
- A denúncia é uma só imaginação, um romance, uma obra sherlockiana, divação cerebrina. O que fez o padre? Prestou serviços, recebendo pagamento. Ponto. Nada mais. Nadíssima mais. Depois de 40 anos, não consigo ver crime nisso”.

. Padre Eloi, que é barítono, ensaiava o coral de Taquara, que se apresenta no Natal Luz, e recebia pelo serviço. Ele é um dos autores do espetáculo principal, o Nativitaten, que coordenava. Um serviço pelo qual também recebia. 

. As acusações são de que ele recebia pelos serviços prestados. Ponto. Nada mais. Os valores sequer foram considerados abusivos pelos promotores, que apenas acusaram o padre por cobrar pelo que fazia no Natal Luz.

. Os advogados Amadeu Weinmann e Claudio Candiota Filho, que defendem o padre Eloi, acham que o julgamento beneficiará todos os demais réus, já que o conteúdo das acusações é sempre o mesmo. 

- Os promotores Képes e Guazzelli, que intervieram no Natal Luz e indicaram o administrador judicial, terão muito o que dizer na CPI do 26º Natal Luz instalada pela Cãmara de Gramado. As contas da edição são um segredo de polichinelo – muito mal contadas até agora.

A foto é do padre Eloi Sandi em ação no espetáculo Nativitaten, que ele ajudou a criar para o Natal Luz. Os promotores o acusaram por prestar serviços como coordenador e cantor do Nativitaten. 
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