Leandro Ruschel é analista político.
Os democratas varreram o Congresso e viraram até o Texas. O eleitor puniu promessas não entregues por Trump. O perigo de verdade começa em 2028.
O Texas vai mandar um democrata ao Senado pela primeira vez em mais de trinta anos. James Talarico derrotou Ken Paxton, e Greg Abbott perdeu o governo para Gina Hinojosa. No Maine, caiu Susan Collins, a senadora que sobreviveu a todas as ondas. Chame como quiser: tsunami azul, terremoto, massacre. Não há como dourar a pílula. A eleição de terça-feira foi um desastre para a direita.
Com a apuração ainda em andamento, no Senado os republicanos tinham 53 cadeiras e perderam nove: Texas, Maine, Kansas, Iowa, Ohio, as duas Carolinas, Alasca e até o Mississippi. Na Câmara, a perda deve ficar entre 35 e 45 cadeiras. E os democratas passam a governar a maioria dos estados pela primeira vez desde 2010. Frank Luntz, que não é exatamente um militante, chamou o resultado de a maior virada partidária desde 1974.
Há dois anos, a direita comemorava a volta de Trump e o controle do Congresso.
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