Conheça a lista dos 23 denunciados que acompanham Ary Vannazi na lista do Ministério Público do RS

O Ministério Público ofereceu, nesta segunda-feira, 31, denúncia contra o ex-Prefeito de São Leopoldo, Ary José Vanazzi e outras 23 pessoas, entre elas empresários, Secretários Municipais e servidores públicos por formação de quadrilha, dispensas de licitações ilegais, fraudes em licitações e peculato (desvio de verbas públicas), num total de 37 fatos delituosos. A denúncia é assinada pelos Promotores de Justiça Tomaz Coletto, Sergio Luiz Rodrigues e Alexandra Carniel.

As acusações levam em consideração os trabalhos da Polícia Civil referentes à Operação Cosa Nostra

Conforme apurado, estabeleceu-se no Poder Executivo de São Leopoldo um esquema para beneficiar o empresário Aristino do Nascimento Almeida e a empresa da qual era sócio administrador, a Nasbrit Prestadora de Serviços Ltda. Os contratos fraudados eram para a prestação de serviços de portaria de cemitérios municipais e prédios públicos, zeladoria de praças, instalação de equipamentos, limpeza e conservação de prédios, fornecimento de alimentação, desmanche de casas e segurança.

Outras investigações referentes à Operação Cosa Nostra estão na iminência de conclusão nas próximas semanas.

Os denunciados são:

- Ary José Vanazzi, ex-Prefeito de São Leopoldo;
- Aristino do Nascimento Almeida, empresário;
- os ex-Secretários Municipais Paulo da Silva Borba, Charles Roberto Pranke, Edvaldo Cavedon, André Francisco Letti e Pedro Azevedo Vasconcellos;
- Pedro Ricardo Ávila Porto, Candice Antocheviz Fagundes, Patrícia Arruda Benjamin, Airton Rodrigues Ledel, Rafael Guterres dos Santos, Núbia Valeriano Pires, Sandra Oliveira Ramos, Cristiana Streit Crusius, Rochele Steffen, Elisana Maria Zanon, Claodimir Coitinho Costa, Valdeci dos Santos e Fabiane dos Santos Inácio, todos da Central de Licitações;
- Ademir Jeovanini, sócio administrador da empresa Jeovanini Serviços e Conservação Ltda;
- Adão Brites dos Santos, sócio administrador da empresa Brites & Machry Empreiteira de Construções Ltda;
- Ivo Alves de Souza, presidente da Cooperativa de Prestação de Serviços Mãos à Obra Ltda;

- José Ermindio da Silva Aguiar, Presidente da Coopernorte – Cooperativa de Habitação, Produção e Trabalho Ltd

Prefeitura de São Leopoldo parcela salários de agosto

O prefeito Aníbal Moacir, o Moa, confirmou hoje que os salários de agosto do funcionalismo municipal será pago de modo parcelado, cujas prestações poderão avançar até outubro.

São Leopoldo, Grande Porto Alegre, tem 215 mil habitantes

Moa foi outro dos prefeitos eleitos depois de administrações ruinosas do PT e até agora não conseguiu resolver a herança maldita que herdou.

Seu antecessor, Ary Vannazi, presidente estadual do PT, foi hoje denunciado pelo MPE por crimes de peculato e formação de quadrilha, entre outros crimes, tudo no âmbito da Operação Cosa Nostra. E vem mais.

A herança maldita:
- Dividas - R$ 360 milhões.
- Funcionalismo - Inchaço com a contratação de mais 30% de funcionários, totalizado agora 5.600, mais do que administra Canoas, que conta com o dobro da arrecadação e 50% mais habitantes.
- Operação Cosa Nostra

PF indiciará, amanhã, Zé Dirceu, por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa

O Estadão informou esta tarde que a Polícia Federal indiciará Zé Dirceu, amanhã, por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, tudo no âmbito do Petrolão. 

Orçamento para 2016 projeta déficit de R$ 30 bi. Oposição pede que Renan devolva proposta de Dilma.

O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, entregou ao presidente do Senado Renan Calheiros, na tarde desta segunda-feira, o texto da proposta orçamentária de 2016, com previsão de déficit para a União de 30,5 bilhões de reais, ou 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Com isso, em vez de umsuperávit de 0,7% do PIB, meta fixada em julho deste ano, o setor público (que reúne as contas de Governo Central, Estados, municípios e estatais) deve acumular déficit de 0,34% do PIB no ano que vem. O texto prevê ainda crescimento de 0,2% no PIB do ano que vem e um salário mínimo de 865,50 reais. A inflação em 2016 deve ficar em 5,4%.

A oposição quer que Renan devolva a proposta orçamentária, já que de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal é preciso que ela apresente equilíbrio.

O déficit orçamentário decorre, segundo os números do Planejamento, da dificuldade do governo de cortar gastos-- não devido à queda de receita. O governo prevê arrecadar 1,18 trilhão de reais com impostos, mas as despesas devem chegar a 1,21 trilhão de reais. Para 2015, a previsão de arrecadação está em 1,10 trilhão de reais. Segundo Barbosa, a elevação das despesas se deve, em especial, aos gastos previdenciários. Do lado das receitas, o governo deve arrecadar menos, em 2016, com concessões e dividendos de estatais: os respectivos 18 e 17 bilhões de reais a serem embolsados em 2015 devem virar 10 e 12 bilhões de reais. Os números evidenciam em última instância, a insuficiência dos cortes de gastos decorrentes das medidas do ajuste fiscal.

O governo tentou uma medida desastrada para tentar fazer caixa para o ano que vem. Arquitetou, nos últimos quatro dias, a volta da CPMF, o imposto do cheque, derrubado em 2007 pelo Congresso. A expectativa era de que o novo imposto, se aprovado, elevasse a arrecadação de 2016 em 80 bilhões de reais. Contudo, diante da forte resistência da oposição, da própria base aliada e das críticas da opinião pública, o imposto foi sepultado antes mesmo de ser oficialmente apresentado.
Essa era a última cartada do governo para conseguir elevar as perspectivas de receita antes da entrega do texto orçamentário, cujo prazo expira nesta segunda. Na noite de domingo, após reunião com Barbosa e o ministro Aloizio Mercadante, da Casa Civil, e diante da derrota sobre a natimorta CPMF, a presidente Dilma deu aval para que o Orçamento fosse apresentado com o déficit, sinalizando que esta seria a forma mais "transparente" de tratar o tema. O número, contudo, só foi definido na tarde desta segunda, sem a presença do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que estava em Brasília no momento do anúncio.

Levy era contra a reedição da CPMF. O ministro afirmou a assessores que o melhor seria aprofundar os cortes, visando um resultado primário positivo em 2016. O temor do ministro, segundo pessoas próximas, era de que o rombo seria prejudicial para a avaliação da nota brasileira pelas agências de classificação de risco. O país está a um degrau de perder o grau de investimento, espécie de selo de bom pagador, pelas agências S&P e Moody's. Entre as razões para o rebaixamento está o descontrole fiscal e o caos político instalado no segundo mandato de Dilma.

Houve um tempo, em meados de 2012, em que o mercado poderia aceitar a apresentação de um déficit orçamentário sem maiores sobressaltos. Apesar de não haver uma crise declarada, naquele período, a arrecadação emitia sinais de alerta e os gastos públicos estavam a todo o vapor. O economista Raul Velloso, especialista em contas públicas, era uma das vozes a favor da divulgação de uma previsão de déficit, em vez de uma expectativa de superávit ilusória, embasada em números maquiados. Contudo, hoje, tudo indica que não há tolerância para transparência de ocasião, como a que o governo tenta implementar. O dólar alcançou 3,68 reais diante do cenário fiscal de 2016 e a bolsa opera no vermelho. A grande apreensão está em torno da incapacidade do governo de conseguir apresentar um horizonte de retomada.

Após receber a proposta orçamentária, Renan Calheiros falou em "mudança de atitude do governo" ao apresentar uma proposta "mais realista" e com "menos ficção". O peemedebista, que nos últimos dias voltou a estender a mão ao Planalto ao se tornar fiador de uma agenda anticrise, disse que é preciso "fazer o dever de casa". "O Congresso vai fazer o que for possível para fazermos a reforma do Estado para cortarmos despesas e melhorarmos o ambiente de negócios e de investimento", afirmou o presidente do Senado. Calheiros destacou ainda que aumento de impostos "não pode ser caminho correto.

Banco Central deve manter juros básicos em 14,25%

Após sete altas consecutivas, que elevaram a taxa Selic de 11% ao ano em setembro do ano passado para 14,25% em julho, o Banco Central deve manter a taxa básica de juros no atual patamar - de 14,25% ao ano - na reunião que ocorrerá entre terça e quarta-feira desta semana.

Na avaliação da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), colaboram para esse prognóstico o rápido aumento do desemprego, a forte queda do PIB do 2º trimestre, divulgada na última sexta-feira e a relativa estabilidade das expectativas inflacionárias. Por outro lado, a forte desvalorização cambial observada nas últimas semanas somada à dificuldade do governo de implementar o ajuste fiscal deve manter a autoridade monetária ainda em alerta.

Para a FecomercioSP, a autoridade monetária já foi até onde podia com o seu principal instrumento: a taxa de juros. A expectativa é de que a inflação dê algum alívio aos consumidores nos próximos meses e caia para algo em torno de 5,5% em 12 meses até o final de 2016 - um patamar ainda elevado, contudo, se levada em consideração a intensidade da retração da atividade econômica. Com o crédito caro e a economia desaquecida, é cada vez mais reduzido o espaço para aumentos de preços.

Entretanto, diante do atual contexto, ainda é preocupante o crescimento dos gastos do governo (as despesas de consumo do Palácio do Planalto cresceram 0,7% no 2º trimestre na comparação com o 1º). Sem a colaboração da política fiscal, a política monetária tende a perder parte de sua eficácia e o País corre o risco de ter de conviver com estagnação da economia e inflação relativamente elevada. A despeito do agravamento da crise, porém, o governo ainda não conseguiu articular e apresentar um plano consistente de ajuste das contas públicas. É hora de assumir equívocos passados e aceitar os custos políticos de reformas urgentes, sem apelar para novos aumentos de impostos - conforme tentativa, felizmente, frustrada de ressuscitar a CPMF.


O cenário é gravíssimo e a Entidade volta ressaltar que o desequilíbrio econômico é estrutural, e que só será possível restabelecer a confiança dos agentes econômicos com a retomada de uma agenda de reformas a longo prazo, que envolvam forte redução dos gastos públicos e da burocracia.

Badesul fechou semestre com prejuízo de R$ 31,6 milhões

O Badesul publicou hoje seu balanço semestral com prejuízo de R$ 31,6 milhões.

Cesa, a anatomia de uma estatal que precisa ser desmontada

Nesta reportagem assinada pelo jornalista Guilherme Daroit, o Jornal do Comércio de hoje demonstra por que razão na mira da privatização, a Cesa armazena dívidas gigantescas. Até 2014, a empresa acumulava R$ 519,2 milhões em prejuízos

O caso da Cesa, como também de uma dezena de outras estatais, fundações e órgãos do governo gaúcho, são de puro e simples desmonte ou de privatização, porque sugam dinheiro bom do contribuinte, retirando recursos para custeio das atividades em educação, saúde e segurança. 

A reportagem é consistgente, recheada de boas informações e bons números.

Leia tudo:

Criada em 1952 para prestar serviços de armazenagem aos produtores gaúchos, a Companhia Estadual de Silos e Armazéns (Cesa) estoca, hoje, mais dívidas do que grãos. Até o fim de 2014, data-base do último balanço oficial, a empresa acumulava R$ 519,2 milhões em prejuízos. Pior, apresentava um patrimônio líquido negativo de R$ 257,8 milhões ? ou seja, mesmo que revertesse todos os seus ativos (como prédios, terrenos e créditos a receber) em capital, ainda lhe faltaria uma soma vultuosa para "zerar" as dívidas.

"Salvo algum fato novo que possa reverter a situação financeira, a companhia está completamente inviável", conclui, após análise do balanço, o contador e diretor-financeiro do Sescon-RS, Mauricio Gatti. A avaliação segue em linha com a última auditoria de acompanhamento da gestão da Cesa feita pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS), também referente ao ano fiscal de 2014. No documento, ainda em tempo legal de defesa da empresa e disponível ao público pela Lei de Acesso à Informação, os auditores afirmam que, se fosse privada, a Cesa já teria tido sua falência declarada há muitos anos.

Para quem se depara com essas informações, não chega a causar surpresa que a Cesa esteja, hoje, no olho do furacão do ajuste fiscal proposto pelo governo estadual. Depois de muita especulação sobre o futuro da empresa, o governador José Ivo Sartori incluiu, no terceiro pacote apresentado no início do mês, o encaminhamento de projeto à Assembleia Legislativa para que seja retirada a exigência de plebiscito para a venda ou extinção da companhia, condição que a Cesa compartilha na Constituição Estadual com outras estatais como CEEE, Corsan, Banrisul, Sulgás, Procergs e CRM.

A avaliação, porém, não é tão simples e nem consensual entre as partes envolvidas com a empresa. Um dos motivos apontados é que, desde 2011, a Cesa dá lucro, quando levado em conta apenas a sua operação. No ano passado, por exemplo, apenas com a atividade-fim, a empresa teria dado lucro de R$ 2,1 milhões. Em 2013, teria sido ainda maior, de R$ 5,8 milhões. "Se levássemos em conta só o ano de 2015, teríamos de novo um resultado satisfatório. Mas temos que fazer esse encontro de contas com o passado", lamenta o atual diretor-presidente da Cesa, o ex-prefeito de Tupandi, Carlos Kercher.

A herança é mesmo pesada: a companhia tem um passivo que passa dos R$ 422 milhões, valor que levaria muitos anos a ser pago apenas com o lucro da armazenagem. A empresa, entretanto, contesta os números, e está em processo de contratação para uma nova auditoria contábil. "Precisamos modernizar esses números e adequá-los à realidade da Cesa", afirma o diretor administrativo financeiro, o ex-deputado Francisco Appio. Com atualização nos valores dos patrimônios físicos da empresa, que estariam defasados, e acordos ou decisões sobre os débitos em andamento, a diretoria acredita conseguir reduzir o passivo para menos da metade já no balanço de 2015.

Outras medidas, como a redução de horas-extras e de uso de táxis, cortes de energia nas unidades desativadas e revisão em contratos de terceirizadas também estariam sendo realizadas para estancar o sangramento. Como exemplo, a atual gestão cita que, em 2014, apenas as cinco unidades inativas (Passo Fundo, Estação, Santa Bárbara do Sul, Nova Prata e Caxias do Sul) custaram cerca de R$ 1 milhão em manutenção e vigilância armada e, mesmo assim, não restou nenhum equipamento de valor nelas, todos furtados ao longo do tempo, um símbolo do descaso que marca a história da Cesa e complica, agora, seu futuro.

Mesmo com a venda, grande parte do passivo seguiria com o governo
Uma das principais críticas à tentativa de venda ou extinção da Cesa é a de que, mesmo que isso ocorra, boa parte das obrigações que hoje causam problema em sua contabilidade continuaria. Segundo o Sindicato dos Auxiliares de Administração de Armazéns Gerais no Estado (Sagers), 71,17% das dívidas da empresa são, na verdade, de responsabilidade do Executivo, e não da estatal. "A Cesa, mais uma vez, é colocada como patinho feio. Acabando com ela, o passivo seguiria e, pior, sem a receita que entra atualmente", argumenta o presidente da entidade, Lourival Pereira.

Entre os débitos, estão, por exemplo, empréstimos que teriam sido feitos ao longo do tempo pelo governo do Estado junto à Fundação Silius, que é o fundo de pensão dos funcionários da Cesa, e que tornou-se passivo da estatal. A dívida, que já gerou duas intervenções federais na Silius, foi parcelada em 228 parcelas mensais que só acabam em 2021.

Outra reclamação é direcionada à informação de que o governo precisa repassar valores mensais à Cesa para pagamento de folha, rebatida até pela própria empresa. "Não pegamos um centavo do Executivo para custeio", defende o diretor administrativo e financeiro, Francisco Appio, remontando ao lucro operacional da companhia. Os repasses mensais de R$ 2,5 milhões, atrasados nos últimos meses, seriam utilizados para, além do pagamento à Silius, quitar parcelas de refinanciamento de dívidas com a Receita Federal e o pagamento dos proventos de 82 ex-autárquicos.

Essa folha paralela, que custou, em julho, R$ 714 mil, também não sumiria do passivo do Executivo enquanto os beneficiados forem vivos. São servidores aposentados, efetivados antes da transformação da então autarquia em empresa de economia mista, em 1970. "Na lógica, ali deveriam ter sido realocados para outros órgãos no Estado, mas optaram por deixar o pessoal na Cesa e fazer esse repasse, já que mantiveram seus direitos", comenta o ex-presidente da estatal até 2014, o vereador de São Jerônimo, Márcio Pilger.

A forma com que esse repasse é feito, aliás, também infla o passivo da companhia. Como não são exatamente empréstimos, a verba é, legalmente, classificada como "adiantamento para aumento de capital", totalizando mais de R$ 176,8 milhões até o fim do ano passado. Para que saia do passivo, basta o acionista majoritário (o governo estadual, detentor de 99,93% das ações) aprovar o tal aumento em assembleia. "Hoje, a despesa é duplicada no balanço, pois constam os débitos reais e mais os repasses do Estado utilizados para pagar esses débitos", argumenta Appio, que classifica como "fantasia" esse tipo de classificação.

Em caso de alienação, o atual quadro de funcionários dificilmente seria empecilho. Além de 89 contratos emergenciais até novembro, os demais 58 servidores efetivados são regidos pela CLT, com aposentadoria pelo INSS. "Nosso problema hoje é a falta de pessoal", agrega Appio, que conta existirem filiais da Cesa com um ou dois funcionários apenas.
Enxugamento é uma das apostas para curto e médio prazo
A Casa Civil e a Secretaria Geral de Governo não responderam aos pedidos de entrevista. Mas, de qualquer forma, se o governo estadual está contando com a venda total da Cesa, esse tipo de ação não seria para agora. Além da aprovação pelos deputados, o processo ainda dependeria de avaliações, editais e, claro, da existência de algum interessado. E, mesmo que houvesse um, o passivo dificilmente passaria ao novo dono. O supervisor das contas estaduais no TCE, Claiton Paim Moreira, lembra do que aconteceu com a venda de parte da CEEE. "Todas as empresas fatiadas foram privatizadas limpas, e o passivo ficou para a estatal", exemplifica.

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Artigo, Fernando Figueiredo - O gargalo do nafta

Já se vão mais de dois anos desde que a Petrobras, única produtora de nafta no País, denunciou o contrato de fornecimento da principal matéria-prima utilizada pela indústria química e petroquímica, alegando a necessidade de fixar preços e condições mais realistas. O fornecimento às centrais petroquímicas só não foi interrompido em razão de sucessivas prorrogações de curta duração e mediante preços em aberto, passíveis de reajuste retroativo a ser definido quando de um acordo definitivo.

Muitos dos atuais desafios enfrentados pelo setor petroquímico aguardam por soluções há meio século. É o que mostra o artigo "As oportunidades perdidas", do ex-ministro do Planejamento Roberto Campos, publicado em 17/10/1967. Em sua análise, Campos lamenta que o Brasil, mesmo contando com o maior mercado da América Latina, tenha perdido a liderança petroquímica regional que ostentava uma década antes, sendo superado por Argentina e México. Cita como um dos motivos do atraso "a indisponibilidade da melhor matéria-prima, o gás natural". A situação do Brasil mudou radicalmente desde então. Não faz muitos anos, chegamos a anunciar nossa autossuficiência na produção de petróleo e as reservas do pré-sal começaram a ser exploradas. Mas nem tudo são flores, especialmente porque a modesta expansão da capacidade de refino, de apenas 4% nos últimos 10 anos, inviabilizou aumento significativo da oferta de derivados.

Assim, o País, antes exportador de gasolina, passou a importar o combustível diante da elevação do consumo provocada pelo preço subsidiado ao consumidor final. Além disso, a Petrobras passou a destinar à produção de gasolina parte da nafta que fornecia à cadeia petroquímica, substituindo-a pela importada, insistindo em transferir os custos dessa operação ao setor. Pressionada pela petroquímica americana, que tem no gás de xisto matéria-prima quase quatro vezes mais barata que a nafta, a petroquímica brasileira não tem como arcar com essa conta. Voltemos a Campos, que disse: "seria de imaginar-se um senso de urgência para acicatar os investidores em busca do tempo perdido". Contudo, não é o que assistimos hoje, pois a renovação temporária e de curto prazo do contrato de nafta impede qualquer planejamento de investimento de uma indústria que é, por natureza, de longo prazo.


Fernando Figueiredo é presidente executivo da 
Associação Brasileira da Indústria Química/Abiquim

Operação Cosa Nostra começou por investigar Vannazi, Ana Affonso, Zulke e Alexandre Roso

Estes quatro líderes do PT de São Leopoldo, RS, são os mais importantes personagens envolvidos na Operação Cosa Nostra (leia nota abaixo) e que acabam de parar na Justiça por iniciativa da Polícia Civil do RS:

- Prefeito Ary Vanazzi.
- Deputada Ana Affonso, cunhada de Vanazzi
- Deputado Ronaldo Zulke

. A lista apresentada inclui também o deputado Alexandre Roso, do PSB. 

. A notícia produziu imediata repercussão em São Leopoldo, cidade de 163 mil eleitores da Grande Porto Alegre, dominada pelo PT há oito anos. 

. A Operação Cosa Nostra saiu depois da entrega de um dossiê de 1.200 páginas à Polícia Civil, MPE e Ministério Público junto ao Tribunal de Contas. O dossiê foi confeccionado pelo ex-secretário de Vanazzi, Mauro Pinheiro. Desde que fez as denúncias, o ex-secretário vem sendo ameaçado de morte e só se movimenta com a proteção de seguranças. Ele e o ex-diretor Clínico do Hospital Centenário, Carlos Arpini, também ameaçado (o médico chegou a ser esfaqueado quando saía de casa) estavam reclamando da lentidão da Polícia e do MPE. . 

Tem 200 páginas o grosso das acusações contra a administração Vanazzi e o PT.

Comerciais de TV do PMDB mostram que o Partido já rifou Dilma

Pela propaganda do PMDB, o governo Dilma Roussef já foi rifado. CLIQUE AQUI para ver o comercial de 30 segundos para TV.

Ministério Público denuncia presidente do PT do RS por peculato e formação de quadrilha em São Leopoldo

O presidente do PT do RS e ex-prefeito de São Leopoldo, Ary Vannazi, acaba de ser denunciado junto com outros 23 elementos, tudo por formação de quadrilha e peculato, crimes investigados pela chamada Operação Cosa Nostra. A denúncia envolve também a empresa Nasbrit, de Aristides deo Nascimento.

Esta é apenas a primeira etapa, segundo o Ministério Público Estadual.

A denúncia foi protocolada na Justiça peloo promotor Thomás Coletto.

Um dos secretários denunciados, o da Habitação, André Letti, disse aso jornal Diário de Canoas que só agia por demanda do prefeito do PT.

Candidato de Cristina Kirchner sai na frente na Argentina

O candidato kirchnerista à Presidência da Argentina, Daniel Scioli, mantém sua vantagem sobre os aspirantes opositores para as eleições de 25 de outubro, segundo duas pesquisas divulgadas nesta segunda-feira na imprensa argentina. Scioli, que obteve 38,5% dos votos nas primárias de 9 de agosto, continua liderando as intenções para as próximas eleições gerais, embora os números ainda não lhe garantam a possibilidade de vencer no primeiro turno.


De acordo com a empresa de consultoria Management & Fit, 39,3% dos entrevistados responderam que votarão no governador da província de Buenos Aires. Já Mauricio Macri, prefeito portenho e candidato da opositora coalizão Mudemos, tinha 31,2% das intenções de voto. Em terceiro lugar ficou o peronista dissidente Sergio Massa, que alcançava 18,3%. A pesquisa foi realizada com 2.400 pessoas e publicada no jornal "Clarín".

Déficit orçamentário de Dilma poderá rebaixar nota de crédito do Brasil

Registro de Londres, via Whats App para esta página:



Nesta terça-feira o mercado financeiro de Lonres reagirá mal ao anúncio de que o governo brasileiro enviará ao Congresso uma proposta de Orçamento com previsão de déficit.

O regaixamento da nota de crédito do Brasi, parece ser uma questão de tempo, porque o mercado já está precificando tudo isso, conforme se percebe pela disparada do dólar e queda da Bolsa de São Paulo.



O que já está ruim, poderá ficar pior.

Xangai fecha a segunda com pequena queda. Preço do petróleo melhora com ânimo da economia americana.

Via Whats App, de Londres, esta manhã:

Esta segunda-feira é dia de feriado em Londres, céu nublado e 16 graus, mas o mercado financeiro fechado não significa que em outras partes do mundo os negócios do mercado financeiro estejam congelados.

A Bolsa de Xangai encerrou seu pregão de hoje em baixa de 0,87%.

A cotação do petróleo, só no mercadoo futuro, é de US$ 48,59 o barril, com baixa de 2,9%. Em Londres, o emrcado sot fechou a sexta feira em US$ 47,74 e expressiva alta de 6%, tudo em função do ótimo desempenho da economia americana.

Ainda há pouco, conseguimos registrar o resultado da prévia do PIB da Índia para este ano, cujo crescimento será de 7%.

Artigo, Vitor Vieira - A falsa crise do Rio Grande do Sul

A foto é também do blog do jornalista Vitor Vieira, o VideVersus. - 


O Rio Grande do Sul é um Estado esquizofrênico. Existem dois Estados no Rio Grande do Sul. O primeiro é aquele que se vê da Capital, Porto Alegre. O segundo é o do Interior. Porto Alegre é uma cidade de burocratas. Quase todo mundo é funcionário público em Porto Alegre, seja das esferas federal, estadual ou municipal, ativo ou inativo, das administrações direta, indireta, fundacional, autárquica ou de sociedades de economia mista. Praticamente não tem casa ou família onde não haja um funcionário público. São mais de 700 mil pessoas vivendo na capital em estreita ligação funcional com o setor público. Isto condiciona cultura, isto impõe uma postura política mais ou menos uniforme, de cunho estatitizante, populista, corporativista. Em resumo, paralisante, porque burocrata é a antípoda do empreendedor. Burocrata gosta de estabilidade, garantia funcional, nenhuma marola, salário garantido no fim do mês até mesmo depois da morte. Toda a imprensa gaúcha que importa,que tem repercussão, está em Porto Alegre. é uma imprensa que repercute esse clima, essa condição social, em resumo, é uma imprensa que só trata de interesses corporativos. Ligue as rádios de Porto Alegre, especialmente nestes dias você ouvirá só anúncios de sindicatos do setor público. Os jornalistas, quando não são eles próprios chapas brancas (têm um emprego em veículo privado de comunicação e outro no setor público, ou saem do setor privado para trabalhar em assessorias no setor público, influenciando seus colegadas nas redações de jornais, rádios, televisões, sucursais, internet), têm familiares no serviço público. Cultura é algo que absorve quase por osmose. Os jornalistas em Porto Alegre, esquerdistas quase por natureza, são retrógrados também por natureza, atrasados, corporativistas, populistas, e refletem e ampliam a crise financeira enfrentada pelo setor público, como se esta retratasse toda a vida gaúcha. Isto simplesmente não é verdade, Basta sair uns 100 quilômetros de Porto Alegre em direção ao Interior, em qualquer direção, para se verificar que uma outra vida, uma outra cultura, viceja lá. As filhas, sobrinhas, netas, de fazendeiros, continuam fazendo suas viagens para o Exterior, preferencialmente aos Estados Unidos (Flórida, Miami) e Caribe, mas também para Argentina e Chile, porque, embora os preços das commodities agrícolas tenham caído, a valorização do dólar está mantendo a prosperidade no campo. Mas, tem outro detalhe fundamental: a maioria das pessoas, nesse mundo do Interior, tem uma mentalidade empreendedora, desafiadora. As pessoas são acostumadas a correr riscos, porque não têm a garantia do salário bancado pelo Papai Estado, pela mãe Teta Pública. As pessoas vão à luta. E são pessoas que dependem muito menos do aparelho do Estado. Aliás, o Estado é visto por elas como um ente que só serve para atrapalhar a vida. Aí está, essa é a dicotomia vivida pelo Rio Grande do Sul. É por isso que os gaúchos não se conscientizam completamente da intensidade da crise vivida pelo Estado. É por isso que os funcionários públicos não sensibilizam o povo gaúchos. É simples assim. Uma consulta aos dados estatísticos exibidos no site do IBGE ajudaria bastante a raciocinar. Mas isso também é outra coisa a que não está acostumada a elite gaúcha localizada em Porto Alegre que se deixa dominar pela cultura estatizante, corporativa, populista.

Servidores da Susepe ameaçam abandonar os presídios gaúchos

O pessoal da Susepe ameaça abandonar os presídios gaúchos à própria sorge. Na prática, isto significa liberar os presos para que se administrem ou caiam fora.

Sartori rende-se às evidências e apresentará projeto ampliando saques sobre depósitos judiciais

Alarmado com as proporções da greve geral iniciada hoje e sob pressão de deputados para que busque solução para minimizar os transtornos com o atraso dos salários, o governador Ivo Sartori anunciou esta manhã que enviará na quinta-feira o projeto que amplia de 85% para 95% o total de saques que pode fazer sobre os depósitos judiciais.

É uma espécie de empréstimo disfarçado.

A mudança, que será aprovada ainda esta semana pelos deputados, permitirá que o governo saque R$ 1 bilhão adicionais de imediato.

Com isto, poderá quitar os salários e evitar o pagamento escalonado.

O dinheiro permitirá que Sartori pague em dia os salários de setembro e outubro, mas em seguida terá que resolver o problema de outro modo.

Bolsas europeias começam a semana no vermelho

As principais bolsas europeias iniciaram a semana com uma tendência negativa, em um mercado inquieto com a situação na China e um possível aumento das taxas de juros americanas.

- O índice CAC 40 da bolsa de Paris retrocedeu 0,47%.


- Em Frankfurt o Dax cedeu 0,38%.

- Em Madri, o Ibex 35 caiu 0,91%.

- Milão, por sua vez, cedeu 0,24%.


Já a bolsa de Londres não operou por ser feriado no Reino Unido.

Dólar chega ao maior nível desde 2002; Bovespa cai 1,85%


O dólar comercial operava em alta nesta segunda-feira e chegou a bater R$ 3,68, no maior nível desde 16 de dezembro de 2002, quando atingiu R$ 3,70 durante o dia. Depois, a moeda reduziu a alta. Por volta das 13h50, o dólar subia 1,54%, a R$ 3,641 na venda.

No sentido contrário, a Bolsa caía 1,85%, a 46.283,52 pontos. Investidores estavam preocupados com as contas públicas brasileiras e com a possibilidade de o país perder seu grau de investimento.

Senadores gaúchos propõem mudar índice da divida dos estados

O senadores gaúchos protocolaram nesta semana projeto de lei complementar (PLC 561) que propõe uma mudança radical no índice de correção do valor da dívida dos estados e municípios com a União.


A proposta — que aguarda designação de relator na Comissão de Constituição e Justiça do Senado— foi assinada pelos três representantes gaúchos na Casa: Ana Amélia Lemos (PP), Lasier Martins (PDT) e Paulo Paim (PT).


Se aprovada, a lei determinará que a dívida do RS já está paga. Mais que isso: o Estado passaria de devedor de R$ 47 bilhões a credor de R$ 5 bilhões pagos a mais à União.
https://api.clevernt.com/e46a5348-350f-11ee-9cb4-cabfa2a5a2de/https://api.clevernt.com/e46a5348-350f-11ee-9cb4-cabfa2a5a2de/