Temer carrega herança bendita e maldita do PMDB.

O ex-presidente da Câmara, Ibsen Pinheiro, atualmente deputado estadual pelo PMDB gaúcho, disse ao jornal Valor que os primeiros passos do governo interino são promissores. Ibsen tem uma tese curiosa:

- Em momentos de crise profunda, é o PMDB - apesar de não conseguir formular um projeto nacional nos períodos de normalidade - o único partido capaz de tirar o país do brejo.

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Em sua opinião, o PMDB não esteve preparado para "a administração trivial" do Brasil - "Não é por acaso que não chegou ao poder pelo voto depois da redemocratização" - mas "como ninguém" está preparado para a solução das emergências. "A crise não pode ser enfrentada por um partido particular, de esquerda ou de direita, mas de ampla presença e inserção em todos os setores da vida nacional. Antes, era restabelecer a democracia. E agora, como no governo Itamar, é restabelecer a economia", compara.

Eis a herança que o PMDB carrega para o governo Temer: algo entre o bendito - sua capacidade de dialogar - e o maldito, o alto preço cobrado pela falta de convicções e, muitas vezes, honestidade.

Tanto para Miro - que teve no velho MDB sua iniciação na política, em 1966 - quanto para Ibsen - filiado desde então ao mesmo partido - este não pode ser tratado, porém, como um governo do PMDB. "O governo Temer não é do PMDB. Olha só o ministério", diz Miro, a despeito da legenda contar com sete dos 22 ministros. Ibsen remete ao caráter de uma quase coalizão de união nacional: "O PMDB não é o centro. No principal, o governo não é PMDB. Na questão crucial, a econômica, está o ministro da Fazenda [Henrique Meirelles] e a equipe que ele montou".

Por essa visão, o PMDB reina, mas não governa. Para o petista Frateschi é sinal da fraqueza do partido. Itamar Franco, que se filiou à sigla meses antes do impeachment de Fernando Collor, em 1992, delegou aos tucanos a tarefa de debelar a hiperinflação. "O PMDB nunca teve quadros. Não tem nomes para ocupar o Planejamento, depois da saída do Jucá", critica o petista, para quem "tudo indica que a crise vai aumentar", pelo nível dos escolhidos para os ministérios, à exceção de Henrique Meirelles e de José Serra (Relações Exteriores).

7 comentários:

Anônimo disse...

http://www.oantagonista.com/posts/bene-gilles-quitou-divida-de-dilma-com-contrato-publico

Anônimo disse...

http://www.oantagonista.com/posts/bene-gilles-quitou-divida-de-dilma-com-contrato-publico

Anônimo disse...

Olha o anão do Orçamento aí gente !!!!!
Editor, notícia quentinha...o Temer chamou o Ibsen para conversar....dizem que ofereceu cargo na esfera federal.

Anônimo disse...

EX PRESIDENTE CASSADO POR DESVIO/BENEFICIO -CASO ANOES DO ORÇAMENTO- E SEMPRE POSANDO DE SANTINHO. "ABSOLVIDO PELO SUPREMO" O MESMO QUE ABSOLVEU O COLLOR.

Anônimo disse...

Segundo Ibsen o PMDB é o nosso Celso Roth do futebol.

Anônimo disse...

Falou o Anão do Orçamento!

Anônimo disse...

ESTAMOS COM TEMER,

JUIZ MORO TAMBEM ESTÉ E DEU VOTO DE CONFIANÇA AO GOVERNO TEMER

A MIDIA E A REDE BOBO ESTAO DESESPERADAS ATACANDO TEMER- VERMES MALEDITOS LAMBEM BOTAS DO PT

ACABEI de ler la na folha politica, onde mostra tudo - TUDO QUE A MIDIA ESCONDE, SIM LEIAM A FOLHA POLITICA, sim li na folha politica que JUIZ MORO DEU VOTO DE CONFIANÇA AO GOVERNO TEMER