Sartori admite aumentar ICMS no RS, mas diz que nem isto resolve crise fiscal

Nesta entrevista intitulada "Sartori confirma estudo para aumento de ICMS", conduzida com competência pelos jornalistas Pedro Maciel, Guilherme Kolling e Luiz Guimarães, o Jornal do Comércio de hoje publica o melhor conjunto de informações liberadas até agora para a área econômica pelo novo governador do RS.

O título pode ser assustador, mas na entrevista o governador avisa de modo peremptório que não proporá aumento muito grande do ICMS. Admite a elevação de um ponto percentual, de 17% para 18%, no máximo. Ele lembra que só RS e SC cobram menos de 18%. 

Vale a pena ler tudo:

Sartori avalia que só cortar não é o suficiente para resolver a crise financeira do Estado
Só cortar não adianta, é preciso atrair investimentos." A frase é do governador José Ivo Sartori (PMDB), ciente de que a redução dos gastos do Estado não será suficiente para superar a crise estrutural das finanças do Rio Grande do Sul.
O governo trabalha para aumentar a receita, e isso se dará em várias frentes. Além de buscar novos empreendimentos, o Palácio Piratini avalia uma série de alternativas. Nesta entrevista ao Jornal do Comércio para o caderno especial Dia da Indústria, Sartori confirma que há estudos para o aumento da alíquota de ICMS, receita adotada na última gestão do PMDB, do ex-governador Germano Rigotto (2003-2006).
Entretanto, o atual chefe do Executivo ressalva que não há nada de prático ainda e que o aumento de impostos necessário para resolver o problema das contas do Estado seria brutal. "Se quisesse hoje aumentar impostos e equilibrar as finanças do Rio Grande do Sul por um bom tempo, teria que colocar o ICMS a 31%. Quem vai fazer isso? Aí quebra o Estado e toda a economia gaúcha. Não tem como", pondera. O governador também reforça que uma medida como essa precisaria do apoio da sociedade. "Mas pelo que vejo, ninguém deseja isso."
Ao longo de mais de uma hora de conversa sobre a economia do Rio Grande do Sul, Sartori também revelou que deve sair no segundo semestre a modelagem das Parcerias Público-Privadas (PPPs) e garantiu que as licenças ambientais serão agilizadas. Disse que, após uma ampla análise, tomará medidas em relação a empresas estatais – "isso é o máximo que eu posso dizer para não avançar o sinal antes da hora" – e falou sobre prós e contras de uma possível revisão dos incentivos fiscais.
O governador ainda demonstrou confiança em relação a projetos no Estado que dependem da Petrobras, caso das plataformas P-75 e P-77, em Rio Grande, e de novos aportes industriais no Polo Petroquímico de Triunfo, que aguardam solução para o impasse sobre o preço da nafta repassado a Braskem.

Jornal do Comércio - O Estado vive uma crise de endividamento há décadas. Que saída o senhor vê para a crise? Tem solução próxima ou é preciso o trabalho de uma geração inteira?

José Ivo Sartori - Solução sempre tem. O ensiname...

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9 comentários:

Anônimo disse...

A tempos venho batendo nesta tecla, que por tras desta choradeira esta o aumento de imposto, manutenção da gastança nas despesas fixas do estado e uma paradinha nos investimentos tipo a la levy, pra fazer de conta que estão cortando na carne.
A gauchada esta de parabéns pois foi pra isso que elegeram Sartori, assim como a vários governos a gauchada sempre opta pela esquerda, força Sartori, a gauchada esta contigo e te apoia, enfia a mao no bolso dos gaúchos afinal eles tem que pagar pelo tamanho de estado que escolheram, manda a conta pra ele, pois pedem cada vez mais estado, que paguem por isso.

Anônimo disse...

Aumenta imposto Sartori, a FIERGS aprova,desde que se mantenha a gastança,enfia a mao no bolso dos gaúchos,faz eles pagarem pelo tamanho de estado que eles escolheram.

Lucaspsb disse...

Políbio, está sem título.

Anônimo disse...


Lucro das Dez maiores anunciantes no Brasil em 2014:
1º Via Varejo: 1,382 bilhão de reais
2º Genomma: 1,311 bilhão de reais
3º Unilever: 1,244 bilhão de reais
4º Caixa: 781,4 milhões de reais
5º Hypermarcas: 585,8 milhões de reais
6º Ambev: 529,7 milhões de reais
7º Petrobras: 463,5 milhões de reais
8º Reckitt Benckiser: 389,2 milhões de reais
9º Banco do Brasil: 378,3 milhões de reais
10º Telefônica: 376,1 milhões de reais

Impostos (somente federais) R$ 1,18 trilhão;

BB, Itau, Santander e Bradesco lucraram juntos em 2014 - R$50 bilhoes;

Odebrecht, Carmargo Corrêa, Andrade Gutierres e OAS doaram ao partidos politicos nos ultimos dez anos (declarado) mais de R$ 500.000.000,00

Hoje, a Odebrecht possui mais de R$ 142,3 bilhões em ativos, Dos dez maiores projetos já licitados envolvendo a Copa e Olimpíada no Rio de Janeiro, a Odebrecht participa de todos, com exceção de dois: a Transcarioca e o projeto de despoluição das lagoas da Barra e Jacarepaguá –

O orçamento total dos outros oito projetos com participação da Odebrecht em consórcios ultrapassa R$27 bilhões.

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Podeira continuar a escrever os reais sintomas, que são históricos, da eterna "crise Brasileira".

A verdade é que a classe politica fabrica crise, com ajuda da "Midia", para ludibriar o povo.

Politica é um negocio que faz milionários políticos, PARTIDOS POLÍTICOS, banqueiros, empresários, etc.. (somente vc do povo não estará neste lista que enriquece) - Para toda esta engrenagem funcionar é necessário somente um fator:A TAL DA CRISE.

No final a conta é sempre vc quem paga. Acorda povo!!!

Anônimo disse...

Chama a Ford, que resolve todos os problemas...

Anônimo disse...

Anon das 17:23.

Sartori é de esquerda, vos no lo sabés?

Anônimo disse...

Aumento dos impostos nos governos do PMDB/PP não é novidade.
O que é de estranhar é o apoio de pessoas como o Políbio, o Cairoli e os deputados situacionistas em geral.

Anônimo disse...

Simples, encaminha para a AL um aumento de ICMS, IPVA e outras taxas, suficientes para o Estado dar lucro, como empresa privadas, os gaúchos vão dizer amém, tudo o que NÃO vem do PeTe é bem vindo, mesmo que sejam aumentos do imposto. Nós do blog que representamos o povo gaúcho e brasileiro e que votamos no Sartori, dizemos amém.

Anônimo disse...

Ah, tá, já que cobramos "menos' do que os demais estados, justifica aumentar o imposto.

Parece que o gringão tem uma inspiração: Pol Pot, no Camboja conseguiu "resolver" alguns custos de população. talvez seja este o objetivo do "mão de vaca'.

O que o mandatário cambojano fez foi mandar a população das cidades para o campo, para plantarem e subsistirem. o resultado foram só uns 2 milhões de mortos... acho que é isto que o gringão tem em mente, afinal, reduzindo a população, reduz a demanda dos serviços do estado, não é mesmo????

abs