Paulo Moura acha que prisão de Bolsonaro é cortina de fumaça. Veja e ouça a análise de hoje.
Paulo Moura é cientista político e editor do Canal Dextra, que aceita assinantes.
Dica do editor - As 18h terá Buzinaço por Bolsonaro. Será no Parcão.
A oposição ao regime discricionário da toga continua mobilizado desde domingo e recrudesceu seus protestos depois das exitosas manifestações de domingo, mas ganharam ímpeto a partir da prisão do presidente Bolsonaro.
Nesta terça-feira, buzinaços estão previstos para todo o País.
Em Porto Alegre, o buzinaço ocorrerá as 18h.
Será novamente no Parcão, tradicional local de encontro dos oposicionistas gaúchos.
No domingo, centenas de manifestantes deslocaram-se do caminhão de som da avenida Goethe para a esquina da Mostardeiro, onde incentivaram continuados buzinaços.
União Brasil une-se ao PL na obstrução aos trabalhos do Congresso. Objetivo é derrubar Moraes.
O objetivo é obrigar os presidentes das duas Casas a colocarem em votação dois projetos:
1) Impeachment de Moraes no Senado.
2) Anistia, via Câmara e Senado.
Além disto, o UB decidiu sair do governo ainda esta semana.
O editor confirmou a informação.
É possível que o Republicanos também adira e neste caso será inevitável o avanço das duas propostas, com ênfase para o caso do expurgo de Moraes.
Ainda assim, mesmo unindo PL+UB+Republicanos, a soma é de 24 senadores e 190 deputados. Ocorre que enormes franjas de outros Partidos, como PP, também já aderiram.
Análise - O sistema perdeu a capacidade de autocontenção
Leia este trecho final do artigo, que é exemplar e instrutivo.
Quando sanções comerciais passam a ser cogitadas em função de decisões judiciais, e quando bancos começam a calcular o impacto reputacional de vínculos institucionais, o sinal é claro: a crise institucional brasileira saiu do plano interno e passou a gerar contingências transnacionais, com efeitos tangíveis sobre comércio, crédito e acesso a mercados estratégicos.
A prisão de Bolsonaro marcou um ponto de inflexão na postura do mercado, mais do que um simples reposicionamento. A neutralidade, antes tida como irrelevante, passou a ter custo mensurável. E, neste novo estágio, o risco já não está apenas no conteúdo das decisões, mas na percepção de que o sistema perdeu a capacidade de autocontenção — e, por isso, pode passar a ser regulado de fora.
Ex-presidente nacional da OAB quer tiro na nunca de Bolsonaro. E manda Claudio Dantas tomar no cú.
O ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz usou sua conta no X, hoje, para defender a aplicação de um tiro na nunca de Bolsonaro.
O que disse no X
- No meu mundo ideal, a pena de morte para traição aos cânones democráticos seria pena de morte com bala na nuca.
A frase foi publicada em resposta a um internauta que questionou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes (STF) na segunda-feira.
Santa Cruz também chamou de "merda" o ex-presidente.
Antes disto, numa troca de mensagens com o jornalista Cláudio Dantas, que o ironizou, o advogado mandou-o "tomar no cú"!.
PM reforça segurança na Praça dos 3 Poderes
A prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), motivou um reforço imediato no esquema de segurança em Brasília. Segundo informações da própria Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF), divulgadas nesta terça-feira, a atuação policial foi ampliada na região da Praça dos Três Poderes, em resposta a manifestações de apoiadores do ex-mandatário.
A medida foi tomada após Moraes afirmar que Bolsonaro descumpriu de forma reiterada medidas cautelares que lhe haviam sido impostas, como falar com seus apoiadores através dos fones dos seus filhos Eduiardo e Flávio.
O ministro alega, na decisão, que o ex-presidente participou por telefone de um ato no domingo (3), na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, com críticas ao STF e pedidos de anistia.
Artigo, especial - Depois da Prisão de Bolsonaro, o Mercado Descobre que Silêncio Também Gera Risco
Este artigo é do Observatório para um Brasil Soberano
Por muito tempo, parte relevante do sistema econômico-financeiro brasileiro tratou a crise institucional como uma variável secundária. O ambiente de instabilidade crescente era interpretado como “ruído político”, algo administrável diante da preservação das âncoras fiscais e da continuidade de interlocução com Brasília. A aposta era clara: manter a neutralidade formal e garantir previsibilidade técnica, mesmo diante do acúmulo de sinais de desgaste institucional.
A prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro rompeu esse equilíbrio artificial e forçou uma reavaliação.
O caso deixou de ser uma questão doméstica para se tornar elemento de avaliação externa. E, diante disso, a blindagem que sustentava o silêncio calculado do setor privado perdeu eficácia.
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RS dobrou saldo de empregados do que de desempregados no primeiro semestre
O Rio Grande do Sul registrou 76,4 mil novas vagas com carteira assinada em 2025, resultado de 889.135 contratações e 812.767 desligamentos entre janeiro e junho. Os números indicam um crescimento de aproximadamente 103% em relação ao mesmo período de 2024, quando o saldo foi de 37,5 mil.
Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), divulgados nesta segunda-feira.
O Estado foi o quinto no país com maior saldo positivo no ano, atrás apenas de São Paulo (349,9 mil), Minas Gerais (149,3 mil), Paraná (94,2 mil) e Santa Catarina (80,4 mil).
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Bolsa cai e dólar sobe neste início de terça-feira
A Bolsa abriu suas operações em queda.
O dólar sobe levemente.
10h27min
Bolsa, -0,11%, 132.822 pontos
Dólar comercial, +0,26%, R$ 5,5217 para venda
Opinião - A prisão de Bolsonaro e a reação americana entornam o caldo
O governo americano resiste a qualquer aproximação de Lula com Trump.
O pior dos mundos é que o governo americano vincula qualquer acerto e uma abertura do regime de ditadura da toga vigente no Brasil e este não parece se abalar, conforme demonstrou ontem o seu tutelador maior, no caso o ministro Alexandre de Moraes, que resolveu prender o ex-presidente Bolsonaro, justamente o político brasileiro mais perseguido da história e objeto da extrema atenção do presidente Trump.
A nota ameaçadora disparada hoje por ordem da Casa Branca, entorna o caldo e incentiva as ações de resistência da oposição e do povo brasileiro contra o regime autoritário brasileiro.
Prisão de Bolsonaro pode elevar apoio à proposta de impeachment de Moraes
A prisão de Bolsonaro e as tornozeleiras no senador Marcos do Val pode elevar o número para 41.
Os dados, do site “votossenadores.com.br”, organizado pelo deputgado Nikolas Ferreira, mostram que 34 senadores são a favor do impeachment e 19 são contra. Há ainda outros 28 indefinidos. ...
O senador Espiridião Amin fala em 35 votos favoráveis.
O site Poder360 de hoje diz que são 33 e publica a lista.
São necessários 41 assinaturas para que o presidente do Senado coloque o pedido em votação, mas a aprovação depende dos votos de 54 senadores.





