O jus sperniandi de Dilma contra a PF e o ministro Herman Benjamin.
Em nota que tirou para a imprensa, os advogados de defesa
da ex-presidente Dilma Rousseff afirmaram, nesta terça-feira, que "causa
perplexidade" a decisão judicial que determinou busca nas gráficas que
atuaram na campanha presidencial de 2014.
A nota beira uma confissão de culpa.
O documento assinado pelo advogado Flávio Caetano diz que
" gera indignação que tal decisão permita que sejam colhidos depoimentos
pelo juiz auxiliar sem o indispensável acompanhamento pelo advogados das
partes, e que também seja produzida prova pericial sem o acompanhamento pelos
respectivos assistentes técnicos".
E vai adiante:
- Assim como a atuação da defesa de Dilma Rousseff foi
fundamental para demonstrar o falso testemunho à Justiça Eleitoral praticado
pelo Sr. Otávio Azevedo, deve-se assegurar o respeito ao contraditório e ampla
defesa para que, uma vez mais, seja demonstrada a regularidade das despesas
realizadas pela chapa Dilma-Temer em relação às empresas periciadas. A defesa
de Dilma Rousseff renova seu pleno respeito aos princípios de Estado
Democrático de Direito e confia que a Justiça Eleitoral, novamente, reconhecerá
a absoluta regularidade das despesas contratadas pela chapa Dilma-Temer.
A defesa de Dilma insiste em classificar de “falso” o
testemunho de Otávio Azevedo, o que é falso.
Dilma também insiste em tratar a tesouraria da sua
polêmica campanha eleitoral como uma empreitada conduzida a quatro mãos, quando
se sabe que seu vice, Michel Temer, não só não foi ordenador de despesas, como
além disto nunca foi admitido ao círculo restrito dos petistas envolvidos na
captação e aplicação de recursos.