O editor convidou o vice-prefeito de Porto Alegre para almoçar no restaurante Orquestra de Panelas, rua Padre Chagas, cujos proprietários são dois jornalistas, um dos quais Mário de Santi, ex-Gazeta Mercantil. O editor queria saber o que fará Sebastião Melo depois da disputa eleitoral. O editor também caminhou pelo bairro Moinhos de Vento, reduto do adversário de Melo. Ele foi parado cinco vezes num percurso de apenas duas quadras. E cumprimentado com simpatia pelos eleitores.
O senhor fez 40% dos votos e elegeu uma bancada muito maior do que a do seu adversário na Câmara. É um ativo eleitoral e político e tanto. Vai dá para liderar a oposição ?
Nossos vereadores, sobretudo os do meu Partido, o PMDB, e o Partido, decidirão o que fazer diante do novo governo. Eu já reassumi e me preparo para a advocacia a partir de janeiro. Não é hora de falar muito. Neste momento, o espaço é de quem ganhou.
Algum convite dos governos do PMDB no RS e no Brasil ?
Só estou cuidando de revalidar minha carteira de advogado e trabalhar até o último dia da atual administração. A partir de segunda-feira, todas as noites, eu e o prefeito Fortunati estaremos em pontos diferentes da cidade, trabalhando.
É certa sua presença na transmissão de cargos ?
Não faço e nem farei política com o fígado. Nem é o caso.
Sobre a derrota do PMDB, qual é a leitura correta ?
Nós todos estamos elaborando os fatores que decidiram o pleito. O fato é que ocupamos o campo que vai do centro à esquerda, que parece ter sido abandonado por razões conhecidas. E elegemos a maior bancada da Câmara.