Governo é lerdo e atrasado nas negociações com caminhoneiros. Concessões não resolvem problemas imediatos. Bloqueios recrudescem em todo o País. Desabastecimento já começou em várias regiões de 12 Estados.

Palácio do Planalto sinaliza com sanção sem vetos da Lei do Motorista, congelamento do preço do diesel por meio ano e prorrogação de financiamentos do BNDES, mas não cede nos fretes, diesel, PIS/Cofins, Cide e pedágios. As medidas foram consideradas insuficientes, muito embora sejam importantes a médio e longo prazo. Neste aspecto, o governo não se emenda. Passou quatro anos segurando artificialmente preços e deu no que deu. Agora, no desespero, volta a tirar da cartola a fórmula barata – e ineficaz – do populismo, mas não resolve o problema da mão para a boca, que é a defasagem entre os valores dos fretes atuais e os custos atuais para rodar, com ênfase para diesel e pedágios.

O governo iniciou nesta quarta-feira com enorme atraso e lentidão as negociações para chegar num acordo com os caminhoneiros, que promovem paralisações em diversas rodovias brasileiras. Apesar do início de um diálogo com a categoria, pouco se avançou na pauta de reivindicações dos trabalhadores. O Palácio do Planalto ofereceu a sanção integral da nova Lei do Motorista (PL 4246/2012), de autoria do deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), e a prorrogação dos financiamentos contratados junto ao BNDES. “São medidas importantes, mas consideradas insuficientes, por não atacarem o alto custo do transporte”, disse o próprio Goergen ao editor. 

Durante entrevista concedida na Bahia, a presidente Dilma Rousseff descartou baixar o preço do óleo diesel.  Para Jerônimo, o governo deveria suspender a cobrança da CIDE e do PIS/Cofins. “Isso representaria R$ 0,22 a menos no preço do combustível. Este valor não está sendo usado para salvar a Petrobras. É um recurso que cai diretamente no caixa da União”, destacou Jerônimo. Ele disse ainda que o Palácio do Planalto não tem solução para o baixo preço do frete, outro item prioritário para os caminhoneiros.

A manifestação dos caminhoneiros nas rodovias foi tema de reuniões paralelas em pelo menos três ministérios. As tratativas foram discutidas nas pastas dos Transportes, Agricultura e Secretaria-Geral da Presidência da República. A paralisação dos caminhoneiros já atingiu 12 estados. São eles: PA, CE, BA, ES, SP, GO, MG, MS, MT, PR, RS e SC. A greve chegou ao sétimo dia e provoca reflexos negativos na economia brasileira. Coordenador Institucional da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Jerônimo considera que o governo brasileiro subestimou a força do transportador logo no início das manifestações e agora deve arcar com as consequências da demora de sua atuação. "Infelizmente falta habilidade a nossa presidente em lidar com o atual cenário brasileiro", finalizou.


Youssef garante ao MPF que Collor recebeu R$ 3 milhões em propina da BR Distribuidora

O doleiro Alberto Youssef afirmou a procuradores que investigam o achaque aos cofres da Petrobras que o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) recebeu R$ 3 milhões da BR Distribuidora, subsidiária da estatal, em 2012.

De acordo com o doleiro, a operação foi intermediada por um emissário de Collor, o consultor do setor de energia Pedro Paulo Leoni Ramos. PP, como é conhecido, foi ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos na época em que Collor era presidente da República.

A propina seria resultado de um contrato no valor de R$ 300 milhões assinado entre uma rede de postos de combustíveis de São Paulo e a BR Distribuidora. A rede deixou de operar com sob uma determinada bandeira e passou a integrar o grupo de revendedores da BR.

Com isso, foram arrecadadas junto à rede, em dinheiro vivo, três parcelas de R$ 1 milhão, repassadas a Leoni, cujo destino final seria Collor, assegurou Youssef.

Quase metade da campanha eleitoral do relator da CPI da Petrobras foi bancada por empreiteiras

Chega a ser ofensiva à inteligência das pessoas a indicação, pelo PT, do deputado Luiz Sérgio (RJ) como relator da CPI da Petrobras, que será instalada amanhã, na Câmara. O petista teve 40% das despesas de sua campanha do ano passado custeadas por recursos de quatro construtoras envolvidas no achaque aos cofres da Petrobras.

Luiz Sérgio recebeu R$ 962 mil das construtoras Queiroz Galvão, OAS, Toyo Setal e UTC.

Nunca é demais lembrar que o executivo Augusto Mendonça Neto, da Toyo Setal, em acordo de delação premiada, disse aos procuradores federais da Operação Lava Jato que parte da propina do esquema era depositada na conta do PT, como doação legal.

Em três dias, vai começar a faltar gasolina, diesel e álcool nos postos gaúchos

A foto ao lado é de um motorista enfrentando, dedo em riste, um policial que tentava removê-lo.

O sindicato dos distribuidores de combustíveis do RS (Sulpetro) alerta que os estoques de gasolina, diesel e álcool no Estado são suficientes para abastecer a frota gaúcha apenas pelas próximas 72 horas.

Em Pelotas, vários postos já estão sem os produtos.

No Paraná e em Santa Catarina já há falta de combustíveis em muitas regiões.

O movimento é muito forte em SC, onde a Fiesc, que é a Fiergs do Estado, tirou nota avisando que fábricas já estão parando de produzir e há falta de produtos, com desabastecimento mais grave nas áreas de alimentos e combustíveis.

O jornal Notícias do Dia de hoje, capa ao lado, dá o tom da gravidade da crise, abrindo manchetes diárias.



Artigo, Astor Wartchow - A Lei Anticorrupção

Aprovada no Congresso Nacional, a lei 12.846 - que trata da responsabilidade administrativa e civil de pessoas jurídicas pela prática de atos contra a administração pública, foi assinada e sancionada pela presidente Dilma no dia 1 de agosto de 2013.
Entretanto, até o momento, e inexplicavelmente, não foi regulamentada, embora obrigação do Poder Executivo.
Agravante: à época da sanção presidencial já havia uma minuta de regulamentação formulada pela Controladoria Geral da União(CGU) e ratificada em janeiro de 2014.
A falta de regulamentação revela que o interesse do governo no combate e redução da corrupção não é assim tão intenso, interessado e sério. Ou seja, o discurso oficial e midiático não corresponde aos fatos.
E qual a importância da regulamentação? Deverá definir procedimentos de integridade, códigos de ética, auditoria e incentivos a denúncia das/nas empresas contratadas pelo poder publico.
Uma vez adotadas essas regras, as empresas terão direito ao processo legal administrativo, evitando, possível e preventivamente, o transbordamento policial-judicial.
A agilidade da CGU em proceder a minuta de regulamentação tem explicação. Regulamentada a lei, a CGU poderia instaurar investigações administrativas, promover os processos punitivos e aplicar as respectivas penalidades legais. Mas a omissão do Poder Executivo frustrou essa expectativa e engessou as possíveis iniciativas da CGU.
Afinal, trata-se de uma lei muito importante e que está dentro de padrões e acordos internacionais. Dentre suas inúmeras definições e exigências, destaque-se o Acordo de Leniência.
É celebrado entre o Governo e as pessoas físico-jurídicas autoras de infração contra a ordem econômica. No próprio processo administrativo, permite ao infrator colaborar nas investigações e apresentar provas para a condenação dos demais envolvidos na suposta infração.
Então, a falta de regulamentação impede que a autoridade administrativa celebre acordos de leniência com infratores. Pior: são ilegais e anuláveis eventuais acordos firmados ate o momento no âmbito da administração pública, a partir de esforços da CGU e da AGU (Advocacia Geral da União).
Mas nada impede a ação do Ministério Público e do Poder Judiciário, a exemplo da Operação Lava Jato. Porém, repito, a omissão do Governo Federal inviabiliza a aplicação da lei “Anticorrupção” por autoridades administrativas federais, contribuindo para um ambiente de insegurança jurídica e impunidade!

Governo teme "contaminação" no rating do País

Os repórteres João Villaverde, Daiene Cardoso e Vera Rosa, do jornal O Estado de S. Paulo, produziram a reportagem que vai a seguir, demonstrando que a preocupação do governo, agora, é que o rebaixamento da nota da Petrobrás leve agências a retirar o grau de investimento dos títulos brasileiros

Leia tudo para entender melhor -

O rebaixamento da nota de crédito da Petrobrás pela agência Moody"s caiu como um balde de água fria na equipe econômica do governo Dilma Rousseff. O grupo, formado pelos ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Babosa, além do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, vem se esforçando, desde o fim do ano passado, para melhorar o quadro das contas públicas brasileiras, aumentando a transparência e a comunicação com o mercado. Mas, ontem à noite, o que havia era uma sensação de que o rebaixamento da estatal poderia "contaminar" a nota de crédito dos títulos brasileiros.
Após o anúncio, ficou definido que o melhor seria discutir alternativas para evitar esse eventual contágio. Hoje, os ministros da equipe econômica devem se reunir com a presidente Dilma para fazer uma avaliação da perda do grau de investimento da Petrobrás e definir uma estratégia de trabalho.
Para os próximos dias, o governo prepara medidas fiscais, como a unificação e simplificação do PIS e da Cofins, e também um corte profundo de despesas federais no Orçamento. As medidas são esperadas pelas agências de rating e pelo mercado para melhorar o quadro fiscal do governo e o ambiente de negócios no País.
A maior preocupação do governo é com o impacto da crise sobre os investimentos privados e a geração de emprego. Na sexta-feira, Dilma destacou que é preciso perceber a diferença entre "as empresas e quem praticou corrupção, para que se punam os culpados, mas se preserve a geração de empregos".
No Congresso, deputados e senadores foram surpreendidos pela notícia em meio à sessão do Congresso para apreciação dos vetos presidenciais. A oposição disse que a petroleira havia chegado ao fundo do poço, enquanto a base disse acreditar na recuperação.
Oposição. "Mais um elemento da tragédia que o PT promoveu em instalar uma cadeia para roubar a Petrobrás", declarou o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP). Para o tucano, o rebaixamento é reflexo da "profundidade do buraco em que jogaram" a estatal.
Assim como Aloysio Nunes, o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) avaliou que a decisão da Moody"s também terá consequências sobre as empresas ligadas à Petrobrás e todos os seus investimentos. "Não é de se espantar a situação da Petrobrás. Isso tem causado preocupação a todos os brasileiros. Só posso lamentar", disse.
O senador e ex-ministro de Minas e Energia, senador Edison Lobão (PMDB-MA), acredita que a dificuldade enfrentada pela Petrobrás não é tão grande a ponto de perder o grau de investimento. "Esse é mais um sofrimento pelo qual passa a Petrobrás. É uma tempestade que a Petrobrás está enfrentando e ela será vencida", concluiu.

O líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), disse que já esperava pelo rebaixamento em virtude do cenário que tomou conta da estatal. Para ele, o que está em jogo não é o combate à corrupção, mas o projeto da oposição de mudar o modelo de partilha do pré-sal e entregá-lo às grandes petrolíferas estrangeiras. O petista afirma que o novo presidente da empresa, Aldemir Bendine, vai recuperar a credibilidade da estatal e que o rebaixamento não prejudicará sua recuperação. "A Petrobrás é tão forte que vai sobreviver a tudo isso."

Alceu Moreira defende subsídio governamental ao óleo diesel

O deputado federal Alceu Moreira (PMDB-RS) disse há pouco ao editor que defenderá, em encontro a ser marcado com a Casa Civil, em conjunto com outros parlamentares, que o governo estude a possibilidade de subsidiar o óleo diesel para os transportadores, já que não cogita reduzir o valor nas bombas.

Foi mais longe e afirmou que o governo está agindo de maneira policialesca na questão dos caminhoneiros.

Vereador do PT quer Diploma de Honra ao Mérito para refúgio de lésbicas, gays, bisexuais e transexuais

Está em tramitação, na Câmara Municipal de Porto Alegre, o projeto de resolução de autoria do Vereador Mauro Pinheiro (PT) que concede o Diploma Honra ao Mérito à empresa Refugiu"s Bar Ltda. Localizada no Bairro Menino Deus, a Refugiu"s foi inaugurada pelos sócios-fundadores Eduardo Hilário da Silva e Jeferson Conde Vargas em 25 de setembro de 2004. "A importância, a competência e a responsabilidade no setor em que atua, fazem da Refugiu’s Mega Danceteria uma das marcas mais reconhecidas no mercado de festas e entretenimento da diversidade. Pelos serviços prestados à cultura, à importante interação dos movimentos LGBT do Estado, ao entretenimento e ao lazer de Porto Alegre e dos porto-alegrenses, a Refugiu’s Mega Danceteria merece a indicação ao recebimento do Diploma Honra ao Mérito", concluiu o vereador.

O vereador do PT, que é presidente da Câmara, não explicou quais os serviços prestados à cultura pelo bar dos porto-alegrenses que abraçaram a diversidade. 

Banrisul Cartões registrou lucro líquido de R$ 117,1 milhões em 2014

A Banrisul Cartões apresentou, nessa quarta-feira, na sede do Banrisul, Porto Alegre, o balanço financeiro de 2014 da empresa. O lucro líquido da Banrisul Cartões, subsidiária integral do Banrisul, alcançou R$ 117,1 milhões no exercício de 2014, 184,6% superior ao resultado do ano anterior. De acordo com o diretor-presidente da Banrisul Cartões, Bolivar Moura Neto. 

Segundo Bolivar Moura Neto, o desempenho da Banrisul Cartões em 2014 permaneceu elevado e acima do mercado. Foram feitas 188,3 milhões de transações na Vero, crescimento de 33,3% em relação ao ano anterior, que correspondem ao volume financeiro transacionado de R$ 14,9 bilhões, alta de 41,7%. Por meio dos cartões BanriCard (cartões de benefícios e empresariais), que operaram o total de 21,2 milhões de transações no ano, um incremento de 8,3%, o faturamento somou R$ 1,2 bilhão, aumento de 20% em relação a 2013.

O patrimônio líquido da Banrisul Cartões registrou, ao final de dezembro de 2014, R$ 258,1 milhões, crescimento de 54,1% em relação ao ano anterior. A rentabilidade calculada sobre o patrimônio líquido (ROE) foi de 45% em 2014, aumento de 21 pontos percentuais em relação a 2013. Ativos totais da Banrisul Cartões somaram R$ 1,7 bilhão ao final de 2014, volume 50,5% superior ao contabilizado no mesmo período de 2013. O aumento dos ativos decorre, na maior parte, da incorporação dos negócios da rede de adquirência e da evolução do saldo das aplicações financeiras.



Vereador em primeiro mandato, Rodrigo Maroni se apresenta ao editor

O vereador Rodrigo Maroni (PCdoB) ligou para o editor para informar que ele não se tornou conhecido apenas por ser namorado da deputada Manuela D’Ávila, de quem, aliás, já está separado. Suas principais bandeiras de campanha foram seus trabalhos voluntários de apoio aos idosos, às crianças com câncer e à causa animal.

Ele contou que, apenas no ano passado, quando ainda não tinha mandato na Câmara (primeiro suplente, conquistou a cadeira quando o judoca João Derly se elegeu deputado federal, em 2014), conseguiu encontrar um lar para cerca de 200 animais de rua. Este ano, com a visibilidade que a vereança está lhe dando, pretende ampliar a meta para 500 animais apenas neste primeiro semestre.

Maroni informou ainda que, hoje, ele recebeu o título de “protetor oficial de animais”, concedido pela Secretaria de Defesa Animal, da prefeitura de Porto Alegre.

Na contramão do bom senso, vereadores liberam venda de bebidas alcoólicas nos estádios

Enquanto se amplia mais e mais a discussão a respeito da violência no futebol, os vereadores de Porto Alegre aprovaram esta tarde, por 11 votos a 7, um projeto de lei que volta a autorizar a venda de bebidas alcoólicas nos estádios.

O autor da proposta é o vereador Alceu Brasinha (PTB), que delimitou a comercialização a antes do início, durante os intervalos e após o término das partidas e apenas em garrafas e copos plásticos.

O teor alcoólico não poderá passar de 14% (dentro do que se enquadra a cerveja), exceto nas áreas VIP e camarotes, onde não haverá restrições.

O projeto ainda precisa ser sancionado pelo prefeito José Fortunati.

Dilma inaugura maior parque eólico (mais sistemas de transmissão) de R$ 2,1 bilhões, Rio Grande do Su, nesta sexta-feira

O maior empreendimento eólico do Rio Grande do Sul, o Parque Geribatu, pertencente à Eletrosul e FIP Rio Bravo Energia I, em Santa Vitória do Palmar, será inaugurado nesta sexta-feira, 15 horas, pela presidente Dilma Rousseff. Com 258 megawatts (MW) de capacidade instalada, produz energia suficiente para abastecer 1,5 milhão de habitantes. Junto de outros dois parques em implantação no extremo Sul - Chuí e Hermenegildo - forma o Complexo Eólico Campos Neutrais (583 MW) - o maior da América Latina. O início da operação do Parque Eólico Geribatu representa um acréscimo de mais de 30% na capacidade de geração eólica do Estado.

O sistema de transmissão que irá escoar a energia do parque eólico e integrar a zona Sul do Rio Grande do Sul ao Sistema Interligado Nacional (SIN) também será oficialmente entregue. São aproximadamente 470 quilômetros de linhas de extra-alta tensão (525 kV) e três novas subestações (Santa Vitória do Palmar, Marmeleiro e Povo Novo) - obras realizadas em parceria entre Eletrosul (51%) e Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia (CEEE-GT). Serão entregues, ainda, outros 290 km de linhas de alta tensão (230 kV) e a Subestação Camaquã 3 - parceria entre Eletrosul (80%) e Copel (20%) -, que reforçam o sistema elétrico gaúcho.


Os investimentos no parque eólico e sistemas de transmissão associados somam R$ 2,1 bilhões. 

Bancada pedetista na Assembleia tentará barganhar mais cargos no governo amanhã

O PDT não está fazendo qualquer questão de disfarçar seu descontentamento com o pouco poder decisório concedido ao partido pelo governador José Ivo Sartori. Para tentar reverter o quadro, igualando-o à importância que tiveram no governo Tarso, deputados estaduais da sigla voltam a se reunir amanhã no Palácio Piratini.

O que quer que o partido obtenha de Sartori agora, talvez pudesse ter sido alcançado na semana passada, quando a bancada trabalhista na Assembleia esteve com o governador. A reunião, porém, foi invadida por deputados federais e dirigentes do PDT, que tumultuaram o encontro, segundo um deputado confidenciou a este editor, impedindo que se chegasse a qualquer novo acordo.

Como protesto à truculência dos federais, os deputados estaduais boicotaram a reunião da Executiva na segunda-feira.

CALÇADISTAS BENEFICIADOS COM REABERTURA DO MERCADO ARGENTINO

No momento em que o cenário parece estar cada vez mais afeito para a exportação, com a valorização do dólar e a recuperação econômica de importantes mercados, uma notícia trouxe alívio para os calçadistas que, apesar das quedas no varejo doméstico, nutrem otimismo quando aos embarques internacionais. 

Isto foi o que informou esta tarde a Abicalçados.

. Leia toda a análise da entidade:

A notícia é de que a Argentina ouviu a Organização Mundial do Comércio (OMC), que em setembro passado havia decido que o governo de Cristina Kirchner deveria eliminar das barreiras às importações. Para os calçadistas, que vêm sofrendo com as barreiras impostas desde 2012, a decisão pode abrir um novo horizonte para exportadores que já haviam desistido daquele mercado por conta da imprevisibilidade nas negociações. O presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Heitor Klein, ressalta que a medida deve dar um novo ânimo para exportadores de calçados que haviam desistido do mercado argentino devido aos constantes cancelamentos gerados pelos atrasos nas liberações das licenças. Segundo ele, a Argentina, que ainda é o segundo maior mercado o produto verde-amarelo, vem perdendo força entre os destinos das exportações de calçados ano após ano. “Em 2011 chegamos a exportar o equivalente a US$ 189,8 milhões para a Argentina, número que caiu a US$ 79,45 milhões no ano passado. O calçado brasileiro já chegou a representar 70% do total comprado do exterior por aquele mercado, espaço que foi tomado pelos asiáticos. Hoje, apenas 25% dos calçados comprados pela Argentina são brasileiros”, lamenta o executivo. 

Queda
Conforme levantamento da Abicalçados, em 2014 as exportações para a Argentina caíram ao pior patamar desde o calote argentino no início da década passada. A queda chegou a 34,5% frente a 2013, quando os embarques geraram US$ 121,4 milhões. Já as importações argentinas de calçados do resto do mundo, notadamente dos asiáticos, cresceram 11%, para US$ 182 milhões. Para Klein, a normalização do fluxo de comércio, mesmo em meio à crise econômica pela qual passa o país vizinho, pode representar um aumento nos embarques para lá, recuperando um pouco do espaço perdido nos anos recentes. 

Tempo

Por outro lado, os calçadistas ressaltam que, de acordo com as regras da OMC, a Argentina poderá levar até 15 meses retirar integralmente as barreiras. “Nós aguardamos ansiosos desde 2012. A decisão da OMC comprova que estávamos certos na nossa luta pela normalização do comércio frente ao absurdo das restrições impostas ao produto brasileiro pelo país vizinho”, conclui o executivo. 

Governo Dilma, sem vergonha, assume formalmente a defesa das empreiteiras que roubaram a Petrobrás para o PT

A Advocacia-Geral da União, comandada pelo ministro Luís Inácio Adams (o primeiro à esquerda), protocolou nesta quarta-feira, petição no Tribunal de Contas da União, defendendo o direito das empreiteiras investigadas na Lava Jato de firmarem acordos de leniência com a Controladoria Geral da União.

. O governo assumiu a defesa das empreiteiras que assaltaram os cofres da Petrobrás para desviar dinheiro para o PT e seus aliados.,

Por vias transversas, a ação visa salvar Lula e Dilma.

. A  AGU lembrou que os acordos são feitos com pessoas jurídicas e não com pessoas físicas, como se pessoas jurídicas não pudessem ser punidas sequer pelos dispositivos previstos pela Lei de Licitações, que já as enquadrou  como inidôneas e portanto incapazes de contratar com governos, faltando apenas os atos declaratórios.

O desejo do governo é o seguinte:  isto é, pune-se os mentores, e preserva-se as empresas; "Impedir a atuação da CGU no âmbito de suas competências expressamente previstas em lei soa como total despropósito e desserviço ao Estado brasileiro.

Vereadores aprovam moção de solidariedade aos concursados da segurança pública do RS

Proposta pelo vereador Delegado Cleiton (PDT), foi aprovada, mas não sem muito debate, agora há pouco pela Câmara de Porto Alegre uma moção de solidariedade aos 661 aprovados no concurso público para a Polícia Civil, Brigada Militar e Corpo de Bombeiros no final do governo Tarso Genro (PT). O placar da votação foi de 21 votos a favor e duas abstenções, dos vereadores Idenir Cecchim Lourdes Sprenger, ambos do PMDB.

Com o gesto, os vereadores pretendem sensibilizar o governador José Ivo Sartori a nomeá-los imediatamente, e não apenas no segundo semestre, como pretende o governo.

Um dos que falaram contra a moção foi o vereador Idenir Cecchim, alegando que seria uma irresponsabilidade o governo contratar sem a garantia de que conseguirá pagar os salários. Ainda acusou Tarso de haver cometido uma ação desastrada por ter esgotado os recursos dos depósitos judiciais.

Deputado Antunes apóia caminhoneiros e protestos nas estradas: "Ninguém aguenta mais esse governo"

O líder da bancada do PP na Assembleia Legislativa, deputado Frederico Antunes (PP), resolveu apoiar a mobilização dos caminhoneiros gaúchos. Ele fez isto da tribuna da Assembléia, esta tarde.

“Há uma base justa nas reivindicações dos nossos caminhoneiros, porque é nítido o empobrecimento de quem trabalha no setor.”, denunciou o deputado. Ele  explicou:

- A mobilização liderada pelos caminhoneiros é uma resposta direta não apenas aos aumentos no valor do diesel ou ao alto custo do frete, mas o resultado de uma indignação mais ampla contra uma política nacional absolutamente descomprometida com a sobrevivência da categoria. A grande maioria votou achando que não seria enganado. E o que vemos agora? Combustíveis em alta, dólar disparando, energia idem e ainda com previsão de novos reajustes, deterioramento das estradas, descumprimento de acordos bilaterais que freiam a entrada de produtos brasileiros em países do Mercosul, e por aí vai. Isso tudo gera um peso insustentável para os caminhoneiros. São custos e riscos para todo lado.

O deputado sugeriu que seja criada uma Comissão liderada pela Assembleia Legislativa, em conjunto com o Governo do Estado:

.- Não há mais tempo para respostas evasivas, como temos ouvido de alguns ministros. Se concordam, se têm noção de o quanto isso está dificultando a vida dos transportadores, que sejam apresentadas as respostas con


Mal de Acton atinge quem preside a Assembleia gaúcha

No século XIX, o historiador britânico Lord Acton cunhou uma frase que o tornaria célebre: O poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente, de modo que os grandes homens são quase sempre homens maus.

Quem assume a presidência da Assembleia Legislativa gaúcha parece ser acometido do “mal de Acton”. Não bastassem as malfeitorias realizadas pelo ex-presidente Gilmar Sossella (PDT), cassado ontem pelo TRE, agora foi a vez do novo presidente, Edson Brum (PMDB).

Ele se utilizou do site de notícias do Parlamento para elogiar o irmão, Edivilson Brum, que esta semana foi nomeado presidente da Companhia Rio-Grandense de Mineração pelo governador José Ivo Sartori.

A chiadeira entre os deputados foi grande.



Vândalos travestidos de manifestantes apedrejam dois ônibus da Carris

Dois ônibus da empresa pública Carris foram vandalizados durante a manifestação realizada em Porto Alegre na noite desta terça-feira. Um veículo da linha T3 foi apedrejado por volta das 20 horas, enquanto cumpria seu percurso na Vila Cruzeiro. O veículo faz parte da nova frota adquirida pela Carris e estava em seu segundo dia de operação.

Outro veículo, que fazia o trajeto da linha T2-A, também foi depredado. O ônibus estava na rua Carlos Barbosa quando uma pedra foi arremessada contra um dos vidros laterais.

Nos dois episódios, ninguém ficou ferido.

Surgem mais três nomes à presidência do PMDB, cuja escolha será dia 15

Está cada vez mais distante a intenção do deputado estadual Ibsen Pinheiro de ser escolhido por consenso para presidir o PMDB estadual.

Além do atual presidente, Edson Brum, e do deputado federal Alceu Moreira, agora o secretário geral do partido, João Alberto Machado, o deputado estadual Vilmar Zanchin e o secretário da Fazenda Giovani Feltes também surgem como outros possíveis candidatos.

No início da semana, Ibsen declarou que, sem unanimidade a seu nome, desistirá da pretensão.

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