Fabrício Silveira, 42 anos, é superintendente de Política Industrial da CNI (Confederação Nacional da Indústria). Economista pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), mestre pelo Cedeplar/UFMG e PhD pela Universidade de Cambridge (Reino Unido). É pesquisador associado do Cedeplar/UFMG. Também foi docente na Universidade de Cambridge e no Departamento de Economia da UFMG, além de ter atuado como consultor interno na Fundação Dom Cabral, IEL-FIEMG e Fiocruz.
Ao longo das últimas décadas, o Brasil tem apresentado um fraco dinamismo econômico. Em média, só 2,3% ao ano de 2000 a 2024.
Para se ter uma dimensão do retrocesso, a participação da indústria de transformação no PIB nacional, que já foi de 35,9% em 1985, chegou a 13,7% em 2025.
O resultado é um crescimento da renda por habitante muito inferior a países similares. Em 2000, a renda por habitante brasileira era duas vezes maior que a observada, em média, nos países classificados como de “renda média-alta” pelo Banco Mundial. Já em 2024, essa vantagem deu lugar a uma forte defasagem ...
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