O jornalista Gustavo Vitorino vem recebendo manifestações de forte apoio de colegas jornalistas e também de advogados (Vitorino é advogado em franca atividade), tudo em função da moção divulgada pela Associação dos Delegados de Polícia, ontem, que resolveu censurar o profissional por críticas que ele fez em relação à delegada Andrea Mattos, titular da Delegacia de Combate à Intolerância, criada no ano passado pelo governador Eduardo Leite.
A nota da Adesp refere-se a críticas feitas ao fato de que a delegada deu andamento a denúncias sobre incidentes registrados na Câmara de Porto Alegre, quando vereadores de oposição invadiram as galerias para agredir manifestantes que se opõem ao passaporte vacinal. "Delegacia do mimimi", teria dito Gustavo Vitorino, segundo a nota. Ele também achou desnecessária a criação da própria delegacia e aos serviços de Andrea Matos, pelo menos no que diz respeito ao que se considera "crimes de homofobia" (o editor foi acusado por ela em inquérito recorde) e "crimes de racismo" (como o que acabou levando a julgamento o ex-vereador Valter Nagelstein).
Na prática, são ataques à liberdade de expressão, protegida pela Constituição, já que não existe crime de opinião no Brasil.
O editor mandou recado a Vitorino, apoiando-o.