Em sua newsletter de hoje, Ricardo Bergamini diz que o governo federal dá exemplo para o mundo de como se faz um ajuste fiscal para
cobrir um déficit da ordem de quase R$ 600,0 bilhões em 2016, sem prejudicar o trabalhador.Um grupo de trabalhadores de primeira classe (servidores
públicos) composto por 13,3 milhões de brasileiros (ativos, inativos, civis e
militares) que representam apenas 6,39% da população brasileira, sendo 2,2
milhões federais, 4,6 milhões estaduais e 6,5 milhões de municipais, gastaram em
2015 o correspondente a 15,31% do PIB. Esse percentual representou 47,19% da
carga tributária, que foi de 32,44% do PIB em 2015.
O presidente Michel Temer decidiu tomar duas medidas para
agradar a sua base aliada no Congresso e categorias profissionais que não
tiveram projetos de reajuste salarial aprovados este ano. Segundo O Globo,
Temer pretende liberar emendas empenhadas nos últimos anos para atender os
parlamentares e lançar, por medida provisória, um pacote de aumento salarial
para auditores da Receita Federal, médicos peritos do INSS, auditores do
Trabalho e servidores do Ministério das Relações Exteriores.
De acordo com o jornal, os reajustes serão em torno de
28% e deverão ser pagos de maneira escalonada, a exemplo das correções
aplicadas a outras categorias contempladas ao longo do ano. O valor das emendas
a serem liberadas ainda não foi divulgado. O governo fez levantamento de todas
aquelas estavam empenhadas, ou seja, tinham promessa de liberação, desde 2007.