Ao lado, o dirigente partidário Valter Nagelstein.
O PMDB de Porto Alegre saiu nesta terça-feira em defesa do ex-deputado, ex-presidente da Assembléia, ex-chefe da Casa Civil e ex-secretário da Smam, Luiz Fernando Zacchia, investigado e preso quando foi desfechada pela Polícia Federal a Operação Concutare, que continua apurando malfeitorias nos governos federal, estadual e municipal. O presidente do Partido, Valter Nagelstein, que é vereador e advogado, alinha três razões principais para defender Zacchia:
1) O inquérito conhecido não apurou crime algum cometido por Zacchia.
2) A Polícia Federal afronta a lei ao não concluir o inquérito e remetê-lo para a Justiça.
3) As apurações feitas pela prefeitura não encontraram nada sobre possível venda de licenças ambientais.
. A Operação Concutare desembarcou em Zacchia por tabela, porque o objetivo central foi investigar a secretaria estadual do Meio Ambiente e o DNPM. O editor legou todo o inquérito e encontrou ocorrências cabeludas, mas nada que justifique o indiciamento do ex-secretário da Smam. O editor tem como provar o que escreve.
. Eis a nota do PMDB:
Em fins de abril, com grande repercussão, a Policia
Federal efetuou a prisão de várias pessoas na denominada operação Concutare,
sob a alegação de desarticular quadrilha de venda de licenças ambientais;
Nesse contexto foi preso o ex-secretário de meio ambiente
de Porto Alegre, Luiz Fernando Zachia.
Passados três meses e diferentemente do que determina o
Código de Processo Penal Brasileiro, não se tem noticia sobre a conclusão do
inquerito policial. Sabe-se, entretanto, que no processo investigatório houve a
total colaboraçao do governo municipal desta Capital, ao mesmo tempo que, por
determinação do prefeito, houve devassa nos processos em curso na SMAM, não sendo
encontranda qualquer irregularidade que desse eco às acusações que ensejaram o
midiático encarceramento cautelar. Isto posto, o PMDB de Porto Alegre, por seu presidente e
em nome do diretório municipal, vem manifestar a sua inconformidade com um procedimento
policial, coonestado pela Justiça Federal, desde a injustificável prisão, até a
arbitrária inconclusão do inquérito policial. A violência ora em curso avilta
os mais elementares direitos consagrados na Constituição Federal e impõe ao
acusado o ônus da culpa sem direito à defesa, decorrente do irreparável juízo
público de condenação advindo da prisão cautelar que lhe foi imposta.
Vereador Valter Nagelstein
Presidente Municipal do PMDB Porto Alegre